Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

"O sr. tem carro, certo?"

Chamada de telemarketing sobre um seguro bancário:

 

- blá, blá, vantagem 1, blá blá, férias, blá blá, vantagem 2, blá blá, cartões bancários, blá blá

- ok, ok

- blá blá, o senhor tem carro, certo? (com tom assertivo, e de quem nem ia esperar pela resposta)

- Não! Não tenho.

- (longo silêncio) Ah... (pausa) Desculpe... (pausa) é que hoje em dia... (pausa)

 

O pobre rapaz, nem sabia o que havia de dizer. Gostei especialmente que me tivesse pedido desculpa, como quem se desculpa depois de perguntar pelos pais a uma pessoa jovem, sem saber que eles já morreram.

 

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A ver, 3 vídeos da FPCUB e da CM Lisboa, apanhado pelo Lisbon Cycle Chic, com várias dicas para quem começar a andar de bicicleta na cidade. O primeiro aborda o comportamento mais correcto do ciclista, o segundo sobre bicicleta nos transportes públicos, o terceiro sobre como prender a bicicleta.

publicado por MC às 14:16
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

A miséria, a fome, a tragédia e o sofrimento humano

No Público há um artigo sobre pobreza que começa com este parágrafo:

 

Ficaram sem ter como pôr comida na mesa e começam agora a engrossar as filas nas instituições que prestam ajuda assistencial. Muitos dos 280 mil portugueses que dependem dos cabazes do Banco Alimentar contra a Fome são da classe média. (...) Ficaram com uma casa para pagar ao banco, um subsídio de desemprego que tarda a chegar - quando chega - ou que já acabou. Um carro que já não sai da garagem.

Sempre que leio esta palavras, não consigo evitar uma lágrima no canto do olho. Eu sabia que estávamos mal, mas nunca imaginei que havia gente que deixava o carro na garagem. Se eu não fosse também um pobre miserável (nem carro nem garagem), até leiloaria a minha pasteleira velha para ajudar esta gente. Pensando bem, se deixar um carro na garagem é sinal de pobreza, Portugal não poderá estar assim tão mal economicamente.

Esta obsessão nacional com o direito ao popó deixa-me boquiaberto. Estando nós num período de revisão constitucional, que se emende o texto, e ao lado da Educação, Habitação e Saúde acrescente-se o automóvel. Com uma garagem, claro.

 

.........................................................

A minha sugestão de hoje, é este texto do 1 Pé no Porto e outro no Pedal que mostra como facilmente se pode levar crianças à escola de bicicleta e deixando o carro na garagem, mesmo nas nossas cidades.

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publicado por MC às 11:20
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Domingo, 18 de Abril de 2010

Relativismos culturais

 

1. Devido à interdição de voos na Europa, houve vários chefes de Estado que não puderam voar. Enquanto Cavaco Silva fez o percurso exclusivamente de carro, tendo o resto da comitiva seguido de autocarro, a chanceler alemã fez grande parte do seu percurso (mais de 800km) de autocarro.

 

 

 

2. As multas de trânsito servem aparentemente apenas para recolher receitas. Controlo e disuasão de comportamentos perigosos devem ser secundários. É irritante ler uma notícia sobre procedimentos burocráticos de multas, e ler constantemente comentários laterais do jornalista como  "redução substancial do número de autos levantados pela GNR e, consequentemente, das receitas com a cobrança das multas" e "a receita da cobrança de multas também reduziu substancialmente."


3. A TSF tem uma pequena reportagem intitulada Quando os árbitros iam de metro que nos fala daquilo que hoje seria "impensável", já que hoje os árbitros são sempre transportados "por motoristas", nos anos 60 os árbitros iam de transportes públicos para os jogos! Até para visitar monumentos o "transporte era o mesmo: o metro".

 

Eu que não tenho carro, devo ter uma vida miserável e ainda não reparei nisso.


A ver no blog do Nuno Gomes Lopes, uma comparação das redes ferroviárias portuguesa e inglesa.

 

publicado por MC às 20:47
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

A "necessidade" de andar de carro e os portugueses

Nos dois períodos que vivi no estrangeiro, ambos integrado num ambiente internacional, os portugueses destacavam-se sempre por serem aqueles que tinham carro. Vivendo exactamente no mesmo local, com as mesmas necessidades de mobilidade e com a mesma oferta de transportes públicos, os portugueses tinham que trazer o carro da terrinha. Acabavam por ser mais os portugueses com carro do que os locais!

Num comentário há umas semanas um leitor contava que "trabalhava numa agência internacional com pessoas de todas as nacionalidades. Da dezena de portugueses lá, havia dois que não tinham carro. Apesar de ser mais complicado naquela zona ter carro do que não ter."

Se isto não prova que o argumento - repetido até ao enjoo - do "mas eu preciso mesmo do carro" que se ouve tanto por cá, é um enorme relativismo cultural, não sei o que provará.

 

Isto a propósito de um conversa com uma amiga alemã, que obviamente não vive no sul da Europa. Ao referir-se a um rapaz italiano, comentava que ele era "estudante com 22 anos e vê lá que já tem um carro dele!". Eu desatei-me a rir, obviamente. Alguém se espantaria com tal coisa, aqui no sul novo-rico e obcecado em não dar aparência de pobre?

 


A World Carfree Network quer ter um novo logo e procura propostas:

 

You are probably familiar with the little green man, our logo, if not see http://www.worldcarfree.net/. Although we love him, we feel it's now time gave the WCN logo a makeover. And we'd like your help doing this! If you would like to take part in the logo redesign contest, please send your new design proposals, graphics and artwork to info@worldcarfree.net. Closing date for entries is August 31 and the winning design will be chosen at the November AGM in Prague, Czech Republic. For more information and guidelines, please email info@worldcarfree.net

publicado por MC às 12:03
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Sai-me da frente, uma questão de status II

Como disse aqui, queria mostrar que sempre que um automobilista refila por um ciclista o fazer perder uns segundos, ele está a ter uma visão completamente distorcida de quem está a atrapalhar quem. Isto é sintomático de uma sociedade onde tudo é visto a partir do volante do carro.

 

1. Sinistralidade

Os automobilistas chegam a matar ou a ferir gravemente os ciclistas. Por mera desatenção!

Não consta que algum ciclista tenha alguma vez morto um automobilista.

2. Stress

(É relacionado com o primeiro, mas uma coisa não implica a outra. Todos sabemos que o avião é seguro, mas o stress fica lá). Andar de bicicleta no meio do trânsito é algo stressante - mesmo para quem tem experiência, de constante receio de podermos sofrer um acidente. Até um automóvel estacionado é perigoso, porque alguém pode abrir a porta sem ver.

Não consta que algum automobilista tenha entrado quase em pânico devido a um ciclista.

3. Contenção

Também relacionado, mas também diferente. Nas cidades portuguesas há muita gente que diz que gostaria de se deslocar de bicicleta, mas não o chega a fazer porque têm medo.

Não consta que algum automobilista tenha deixado de tirar a carta por medo das bicicletas.

4. Barreiras arquitectónicas

As cidades estão cheias de barreiras como túneis, pontes, vias-rápidas, passeios ou muros de separação central (até no centro de Lisboa), que existem exclusivamente devido aos automóveis - os transportes públicos precisam de muito menos espaço para transportar as mesmas pessoas. Estas barreiras impedem os ciclistas de fazer o percurso que seria mais directo, tendo por ex. que contornar um troço de via-rápida.

Não consta que algum automobilista tenha perdido 5 minutos a contornar uma ciclovia, ou uma simples rua urbana, algo que chega e sobra para os ciclistas.

5. Semáforos

Numa cidade onde todos se deslocassem de transportes, bicicleta e a pé, não seriam necessários semáforos. Grande parte do tempo de uma deslocação na cidade resume-se a esperas nos semáforos.

Mesmo em Copenhaga e Amesterdão, não consta que algum automobilista perca grande parte do seu tempo à espera que as bicicletas passem.

6. Regulamentações

Ruas de sentido único, proibições de virar, etc. só existem devido aos automóveis. É mais um desvio, mais tempo perdido, que nos é impingido pelo automóvel.

Nos países onde existem redes viárias exclusivas para bicicletas, não consta que um ciclista seja proibido de virar à esquerda para não atrapalhar os ciclistas que vêm de frente.

7. Distâncias na cidade

A cidade reestruturou-se com o automóvel. O que dantes havia no bairro e onde se chegava em 10 minutos, já não está lá muitas vezes. Está a kms de distância porque a cidade foi-se alterando de acordo com o automóvel. As distâncias médias percorridas nas cidades têm aumentado nos últimos anos, o que dificulta a mobilidade dos ciclistas.

Não consta que o mesmo tenho acontecido por culpa das bicicletas.

8. Congestionamento

Os carros por ocuparem tanto espaço causam congestionamento, ao contrário dos transportes públicos (um autocarro tem o mesmo efeito que 3 ou 4 carros julgo eu, mas leva 30 ou 40 vezes mais), das bicicletas e dos peões. E apesar da bicicleta andar mais depressa que o carro na hora de ponta, anda muito mais devagar do que andaria numa rua desimpedida. Além disso o congestionamento dificulta imenso a condução do ciclista, que tem que estar constantemente a contornar obstáculos.

Não consta que em Copenhaga ou Amesterdão, os ciclistas tenham ficado parados porque as ruas não tinham capacidade suficiente para o fluxo de bicicletas.

9. Cansaço

Os 5 pontos anteriores, especialmente os semáforos, obrigam o ciclista a ter constantemente que travar e reacelarar. Como qualquer ciclista sabe, isso cansa mais do que manter a velocidade.

Não consta que um automobilista tenha ficado cansado por culpa dos ciclistas.

10. Ruído

Não se compara o ruído de um e do outro.

Não consta que algum automobilista tenha ficado atordoado com um buzinar de uma bicicleta.

11. Poluição

O ciclista "emite" um "poucoxinho" de CO2 e vapor de água. O automobilista emite um bocadão de CO2, CO, NOx, SOx, partículas, chumbo, ozono e VOCs.

Não consta que a saúde de algum automobilista tenha sido prejudicada por um ciclista.

 

E se os automobilistas se queixam do tempo que perdem por culpa dos cilcistas, dos pontos acima há 5 que mostram o inverso! 


Cartoon bem a propósito, do Yehuda&Moon

(obrigado Gonçalo)

publicado por MC às 00:51
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Sai-me da frente, uma questão de status I

(Post que falando sobre bicicletas não é sobre bicicletas, mas sobre o status do automóvel)

 

Esta frase do MEC (a parte dos ciclistas stressarem os automobilistas), apesar de vir de alguém que pateticamente tenta ser engraçado, mostra como a grande maioria dos automobilistas vê os ciclistas. Os ciclistas são aqueles tipos irritantes, que atrapalham, que obrigam um tipo a perder uns segunditos até os conseguir ultrapassar. Há até vários casos onde os automobilistas ameaçaram e chegaram a pôr ciclistas em perigo deliberadamente, por exemplo empurrando-os para a berma, como forma de mostrar o seu desagrado. Duvido que alguma vez um ciclista tenha feito algo minimamente semelhante a um automobilista.

Este é mais um exemplo do estranho status a que o automóvel chegou na sociedade, onde tudo é visto do ponto de vista do automobilista. Centro da cidade fechado ao trânsito: atrapalha. Praça pedonalizada: atrapalha. Radarares e limites de velocidade baixos: caça à multa. Parquímetros e portagens: roubo. Imposto sobre combustíveis: roubo. Espaço urbano com jardins e espaços abertos: falta de estacionamento. Passadeiras e proibição de estacionar no passeio: atrapalha. Bandas sonoras: estraga os amortecedores.

No caso do carro vs bicicleta, aposto que nenhum automobilista (sem experiência de bicicleta) alguma vez se pôs no lugar do ciclista, mas garanto que todos os ciclistas já o fizeram em relação ao automobilista. Basta ler as mailing-lists da Bicicletada/Massa Crítica e os blogs pró-bicicleta para ver isso. Há imensa gente cheia de boas intenções que defende soluções, que na realidade têm o automóvel no topo das prioridades, como permitir as bicicletas na faixa BUS ou ciclofaixas de meio metro de largura. Não estou a dizer  que discordo ou que deixo de discordar, apenas que todas elas têm uma coisa em comum: não subtrair o espaço ao automóvel e não atrapalhar o automóvel.

 

Num dos próximos posts, um manual para ajudar os automobiistas a porem-se na posição dos ciclistas.


A ler: o CarFree France lembra o custo de automóvel eléctrico e o problema da falta de recursos naturais para produzir baterias. Por cá não precisamos de estar preocupados, porque o Governo já prometeu que ia usar dinheiro dos impostos de sete maneiras diferentes para pagar a quem quisesse andar num destes popós.

publicado por MC às 09:18
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Casta superior

Tenho sido por vezes criticado por me "esquecer" de que dentro de cada carro vai uma pessoa, sempre que digo que algo que está feito para carros em vez de pessoas, ou que algo põe os carros à frente das pessoas.

Claro que eu sei que um carro não têm personalidade - se bem que alguém, que mais tarde veio a morrer de acidente de viação, já os retratou como tendo - o que me revolta é ver que a pessoa, que não tem o volante na mão, é constantemente preterida em favor da outra, seja em termos de planeamento urbano, de código da estrada, de comportamentos das autoridades ou de comportamentos de todos nós em geral. É como se as pessoas dentro do automóvel pertencessem a uma casta superior.

Nestes últimos dias em Lisboa, apercebi-me que NUNCA se buzina contra alguém que está a fazer as manobras de estacionamento numa rua de uma faixa só, bloqueando por isso todo trânsito, ou que NUNCA se buzina contra alguém que está a estacionar em plena faixa de rodagem (seja em primeira ou segunda fila), ou seja contra alguém que vai bloquear por completo uma das faixas atrapalhando o trânsito em toda a zona. Por outro lado, buzina-se contra um peão que se demora a atravessar, contra um peão que atravessa fora da passadeira, contra um ciclista que circular no local indicado mas que segue apenas a 20 ou 30km/h em vez dos 70 ou 80km/h dos automóveis. É que tanto em termos legais, como em termos de incómodo causados a terceiros, não há dúvida nenhuma que as situações acima são bem piores.

Alguma explicação que não seja a da casta superior?

 


A ler este post n'O Avesso do Avesso, bem a propósito, sobre o "status" da bicicleta e do automóvel.

publicado por MC às 19:35
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Status do popó

1. Publicidade brasileira (mas bem poderia ser portuguesa)

Como pergunta o Apocalipse Motorizado, "precisa ser mais claro?"

 

2. Um amigo, que "subiu financeiramente na vida", comprou um carro em segunda mão, aproveitando o facto de conhecer o dono anterior. Não tardaram os comentários "então foste comprar um carro em segunda mão?".

 

3. No artigo "Honestly, why are you driving a BMW?" os economistas Olof Johansson-Stenman e Peter Martinsson mostram que os consumidores dão um peso maior ao status na escolha do novo carro, do que eles admite. E este efeito é maior para homens, para donos de carros novos e para quem vive em localidades pequenas (o show é maior). Citando a conclusão "The present paper provides survey evidence that people do care about both status value and environmental performance when they are about to buy a car and that we tend to be more concerned with status and less concerned with the environment than we would admit even to ourselves."
São também feitas entrevistas vendedores de automóveis com experiência, e há 11% que indicam que o status do novo carro é muito importante, e 45% que é bastante importante.

E estamos a falar de consumidores suecos! Diria que no sul novo-rico da Europa, a coisa é bem mais forte.

 

P.S. a 29/10 Mais um exemplo, desta vez da imprensa portuguesa:

 


Evento aconselhado em Lisboa: AMANHÃ (1 de Outubro) às 17h30 no CIUL (Centro de Inf. Urbana de Lisboa no Picoas Plaza), seminário (relaxado) sobre "Place Making: Creating Great Cities“ com Cynthia Nikitin e Mário Alves, organizado pela Agência Municipal de Energia e Ambiente Lisboa e-nova.

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publicado por MC às 15:39
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