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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Exemplo

TMC, 03.05.11

A leitora Catarina G avisou-nos de que, na sequência desta posta (na verdade, é só uma imagem), a Fundação Calouste Gulbenkian lhe enviou a seguinte resposta:

 

Exma. Senhora

D. Catarina G,

 

Acusamos a recepção e agradecemos o seu e-mail abaixo, no qual nos chama a atenção para o nosso comportamento pouco ambiental em relação ao anúncio da disponibilidade do parque de estacionamento.

Porque pensamos que o seu comentário é pertinente, gostaríamos de lhe dizer, em primeira mão, que iremos modificar o nosso meio de actuação em futuras iniciativas do Programa Gulbenkian Ambiente (PGA), deixando de anunciar a disponibilidade de parque de estacionamento.

No entanto, relativamente a todas as outras actividades e iniciativas da Fundação, promovidas por outros Serviços e/ou Programas, será mais difícil, mas iremos levantar internamente o debate.

Bem haja pelo seu contributo para promover melhores atitudes ambientais.

Com os nossos melhores cumprimentos.

 

P’lo Programa Gulbenkian Ambiente

 

_____________________

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

Programa Gulbenkian Ambiente

Av. de Berna, nº 45-A

1067-001 LISBOA

P O R T U G A L

 

www.gulbenkian.pt/ambiente

 

 


 A cidade de Paris lançou uma página que permite aos utilizadores saberem o melhor trajecto ciclável entre dois pontos da cidade. Espera-se que a adesão a este meio de transporte fique assim ainda mais facilitada e que os cépticos possam confirmar por eles próprios outra forma de descobrir a cidade das luzes. A página informa-nos das características de cada percurso em termos de duração, cumprimento, existência de estruturas cicláveis e partes mais ou menos declivosas; é também possível introduzir os percursos mais frequentes que fazemos e ficarmos a saber as suas características.

Hino à Biciclieta: em Paris ultrapassam-se os carros de bicicleta

MC, 17.09.09

E porque estamos com música, esta mereceu uma das primerias postas do blogue, mas na altura sem youtube. Agora aqui fica a música, o video e a letra em português.

A música é um bocado "pateta" mas fica no ouvido. Pessoal da Massa Crítica/Bicicletada que tal esta canção para o "nosso hino"?

 

 

Joe Dasin - La Complainte De L'heure De Pointe (A Queixa da Hora de Ponta)

 

Dans Paris à vélo on dépasse les autos (Em Paris de bicla ultrapassa-se os carros)
À vélo dans Paris on dépasse les taxis (De bicla em Paris ultrapassa-se os taxis)

Place des fêtes on roule au pas (Place des Fêtes rola-se a passo)
Place Clichy on ne roule pas (Place Clichy não se rola)
La Bastille est assiégée (A Bastille está cercada)
Et la République est en danger (A République está em perigo)

L'agent voudrait se mettre au vert (O guarda quer ir para o campo)
L'Opéra rêve de grand air (A ópera sonha com o ar livre)
À Cambronne on a des mots (Na Cambronne há troca de palavras)
Et à Austerlitz c'est Waterloo (Em Austerlitz há Waterloo)

 


E uma boa notícia de São Paulo. Os activistas da bicicletada local há muito que tinham baptizado a praça de onde a bicicletada parte, como a Praça do Ciclista. A câmara até já tinha aceite o nome entretanto e agora chegaram as placas (via Apocalipse Motorizado)

Parabéns amigos paulistas! (por acaso não sei se o TA é de SP...)

Destruam-se as vias-rápidas

MC, 22.11.07
Parece que o caso de Seul, onde uma via-rápida foi desmantelada, não é único. No Carfree USA fiquei a saber que em Seattle se está a discutir a hipótese de acabar com uma via-rápida ao longo da costa, para devolver a beira-mar à cidade.
Há até uma página com vários casos de remoção de vias-rápidas urbanas nos EUA. O caso mais famoso é a Embarcadero Freeway em São Francisco, que originalmente foi destruída por um sismo em 1989 e mais tarde se decidiu que não seria reconstruída.

Antes:

e depois:


A Central Freeway de São Francisco antes

e depois:



Dão ainda o exemplo da via-rápida ao longo do Sena em Paris que foi convertida na famosa praia de Paris (veja-se contudo comentário a este post de Strider de 15 de Maio):

É interessantíssimo ler cada uma das histórias porque mostra como as cidades ficaram a ganhar com a mudança.

A principal mensagem aqui é a necessidade de ter coragem de admitir que houve erros no passado que custaram milhões. Mas só o facto de terem custado milhões não pode servir de argumento para não os corrigirmos. Ao ver estas fotografias fico cheio de esperança de vir a ver no futuro as nossas cidades mais humanas e agradáveis.
Em Lisboa há tantos, tantos casos destes que é difícil decidir. Há a segunda circular, o eixo Norte-Sul, etc... que são especialmente gritantes por estarem no meio do tecido urbano.  Mas acho que votaria em acabar com os túneis da via-rápida avenida da República no Campo Pequeno e Entrecampos. A zona mais parece a A1 do que uma cidade.

Como dizia o outro, deixem-me sonhar.

Imprensa

MC, 30.08.07
1.Interessante crónica de Serafim Duarte no JN:

Em 1909, Henry Ford implementou o trabalho em cadeia na produção dos seus Ford-T. Procurava-se diminuir tempo e custos de produção, tornando o automóvel um bem de consumo acessível a todos. De lá para cá, o automóvel impôs a sua tirania, criando dependências e gerando cada vez mais consumos de combustíveis fósseis. As nossas cidades tornaram-se imensos autódromos. As ruas foram literalmente tomadas pelos carros, remetendo os peões para espaços cada vez mais exíguos e precários, onde a circulação se processa sem segurança e bem-estar.

O sonho da posse individual de um automóvel virou infernal pesadelo. Não são apenas os acidentes de viação, os atropelamentos, mas também os efeitos nefastos da poluição rodoviária responsável pela emissão de mais de 40% de gases com efeito de estufa, principais causadores do aquecimento global planetário

 
2. Crónica de Sena Santos sobre o sucesso das bicicletas públicas de Paris (graças ao Hugo Jorge)

Paris excitada com o programa de bicicletas ao serviço do cidadão. "Dois milhões de alugueres em 39 dias com tempo execrável, é o êxito. Serviço lúdico torna-se meio de mobilidade alternativo ao car-ro e transporte público. O parisiense faz da da bicicleta veículo quotidiano. Há pontos de entrega de bicicletas todos os 300 a 500 metros. Ao café no bairro vizinho vou de bicicleta, e noutra para regressar. Muitos que se riam agora são utentes.