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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

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Os parquímetros são caros?!

MC, 14.07.09

Nesta posta mostrei que em Lisboa o automóvel tem preços de desconto na ocupação do espaço público, comparado com outras ocupações. Nesta outra tinha referido que os parquímetros no centro de Amesterdão era ligeiramente mais caros que os portugueses: 4.80€. Depois de um rico, agora um exemplo de um país mais pobre, o Chile.

330 pesos por meia hora que por acaso correspondem ao preço de Lisboa, 0,40€. Mas primeiro, trata-se de uma foto de uma pequena cidade chilena, e não da capital. Segundo, o preço de uma refeição completa equivale a 2h ou 2h30 de parquímetro. Em Lisboa, não há tascas a fazer refeições por 1,80€. Terceiro, se compararmos com o PIB per capita (nominal) o parquímetro chileno é 2,5 vezes mais caro.

O preço ridiculamente baixo praticado por cá, e a quantidade de protesto contra o seu suposto exagero, apenas provam o quão o espaço urbano em Portugal é escravizado pelo automóvel.

Pessoalmente já ficaria contente se o sistema funcionasse com os preços actuais...

 


A ler: nem de propósito Eurico Cordeiro queixa-se no LXsustentável de como a vida na cidade foi destruida graças ao automóvel ao longo das últimas décadas.

Abaixo Assinado por mais Autocarros

MC, 13.04.07
Notícia do Portugal Diário: «A Comissão de Utentes do Bairro da Boavista entregou, esta quinta-feira, na Carris um abaixo-assinado com 1.634 assinaturas contra a falta de transportes e a insegurança de que dizem ser vítimas desde que a REDE 7 começou a funcionar.

(...)

No documento, a comissão de utentes contesta ainda a diminuição de carreiras desde a entrada em vigor da REDE 7 que fez com que os moradores do bairro da Belavista ficassem sem transporte público a partir das 21:00...»

Já começam a surgir aqui e ali movimentos populares a exigir mais e melhores transportes públicas contra as visões economicistas das autoridades.
Há um mês o Chile atravessou uma grave crise política, com enormes manifestações diárias (infelizmente muitas tornaram-se violentas e houve centenas de presos) contra a reformulação do sistema de transportes públicos de Santiago do Chile. Além de outros motivos,  um resumo d'O Globo Online aponta o número de autocarros em circulação que passou de 8000 para 5000.