Quarta-feira, 12 de Setembro de 2018

Será Lisboa a cidade mais atafulhada de carros estacionados no mundo?

Será Lisboa a cidade mais atafulhada de carros estacionados no mundo?

Este post estava pendente há anos (!) e é também um pedido da vossa ajuda. Estava pendente porque não queria ser injusto mas tendo acabado de visitar quatro novos países, menos "desenvolvidos", fico cada vez mais convencido que não haverá no mundo uma grande cidade que dedique tanto do seu espaço público ao estacionamento automóvel como Lisboa, seja estacionamento legal ou ilegal. Aliás, conhecendo cinquenta países, sempre com atenção à mobilidade, não consigo claramente dar um exemplo pior.
Responder seriamente à pergunta implicaria anos a recolher dados, mas posso dar quatro razões (ver fotos) que me levam a pensar assim.

20m4estacionamentos.png


1) Nunca vi ruas de 20m de largura, onde se conseguisse enfiar 4 filas de estacionamento automóvel (para lá de 2 vias de circulação), e Lisboa tem dezenas de exemplos assim.

5m1estacionamento.png

2) Nunca vi ruas estreitas, onde os passeios têm apenas meio metro, mas há espaço para estacionamento.

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3) Pequenos cruzamentos urbanos onde chegam a haver 4 carros impunemente estacionados em CADA esquina, pondo em perigo os peões e tapando a passadeira (quando existe).


4) É muito comum haver ruas e avenidas sem qualquer estacionamento à superfície no centro das cidades (tentem uma cidade ao calhas no google maps). Nos países mais "desenvolvidos" chegam a ser mais de metade. Em Lisboa conta-se pelos dedos das mãos, os casos assim.

Sei que Fernando Medina discorda - ainda há dois meses repetiu que um dos grandes problemas de Lisboa é a falta de estacionamento, e vocês conhecem algo pior?

publicado por MC às 13:03
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15 comentários:
De Nuno Almeida a 12 de Setembro de 2018 às 14:17
Acho que o problema é comum a qualquer cidade portuguesa.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 10:27
O problema é que os portugueses adoram levar o carro para todo o lado. Quando muitas vezes podiam utilizar os transportes públicos. O problema é que o "tuga" acha que quem anda de transportes públicos é pobre, e só anda nesses transportes porque não tem alternativa. Logo um "tuga" não pode andar de transportes, pois vai ser rotulado pelos outros "tugas" de pobre, então anda de carro para todo o lado, muitas vezes anda com o depósito sempre na reserva porque não tem "guito" para o encher, ou seja muitas vezes tem menos dinheiro do que os que andam nos transportes, mas como anda de carro não é um "tuga" pobre.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 17:02
Anda para Lisboa, venha apanhar os autocarros para ver se chega a tempo no seu estino.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 18:17
Caro António eu chego todos os dias a horas ao meu posto de trabalho e apanho autocarro.

Portanto amigo ,está redondamente enganado.

Embora não negue que a CML poderia fazer mais para conseguir convencer os irredutíveis automobilistas como o SR. aparenta ser que levam o seu carro para todo lado mesmo que tenham uma estação de metro á porta, muitas vezes por uma questão de comodidade e de status.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 10:53
Opa vocês vão mas é para o campo plantar batatas e andar de carroça!
Não querem carros não vivam nas cidades!
Gentinha embirrante...
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 12:18
Quando necessitar de socorro, seja porque razão for e os carros de que tanto gosta impedirem que o mesmo lhe chegue rápido, vai perceber que viver na cidade não é necessariamente viver na anarquia, em que cada um lhe faz o que apetece.
O senhor, da forma como pensa, não pode ser um bom vizinho muito menos um cidadão educado.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 13:28
Se acha que no campo ainda andam de carroça, nunca saiu da cidade.
E embora as definções de cidade sejam diferentes consoante o país, pode-se afirmar que, de um modo geral, uma cidade é um território habitado por um grande número de pessoas. As cidades na Idade Média tinham carroças e não carros, e não deixavam de ser consideradas cidades. Portanto, aquilo que define uma cidade são as pessoas e não os carros.
E espero que nunca precise do INEM.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 16:56
Muito bem!
Vão pastar para a aldeia.
De Anónimo a 14 de Setembro de 2018 às 09:08
Há muita gente a pastar na cidade de Lisboa. E nas aldeias são se pasta, pasta-se nos terrenos à volta da aldeia. Mas vocês aparentam ser pessoas que nunca saíram das cidades onde vivem.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 17:03
Muito bem!
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 12:14
Seguramente o problema não e a falta de estacionamento mas falta de civismo. Quem deixa o carro em segunda fila com os 4 piscas ligados é falta de civismo. Quem deixa o carro em cima da passadeira ou não deixa livre o espaço legal antes dela, é falta de civismo. Quem deixa o carro a estorvar o trânsito é falta de civismo. Quem deixa o carro a tapar uma saída de garagem é falta de civismo. Quem deixa o carro num lugar reservado a deficientes é a mais GRITANTE falta de civismo.
Por último se há locais onde não há falta de estacionamento é no Parque das Nações e, curioso, vai lá muita gente fazer exercício físico mas por razões que a razão desconhece, a não ser a falta de civismo, deixa o carro mal estacionado.
De Carlos Ferreira a 13 de Setembro de 2018 às 15:25
São vários problemas que causa este grande problema:
- Muitos carros;
- Zonas antigas que provavelmente nunca tiveram estacionamento;
- Muitas garagens foram vendidas e como tal as pessoas deixaram de ter lugar para estacionar o carro. Algumas até venderam garagens para ter rendimento extra e passaram a estacionar na rua. Exemplo disto na minha zona (Benfica);
- Turismo, mais carros alugados a circular, mais tuk tuks, etc.
De Anónimo a 13 de Setembro de 2018 às 16:59
Acabem com os carros e vão ver os impostos a aumentar. Ou não sabem que os automóveis são a maior fonte de receita para as finanças?
Se não querem carros nas cidades vão para o Pinhal de Leiria.
De Anónimo a 14 de Setembro de 2018 às 10:09
Reitero o que disse:
Quem não gosta de carros, não vive na cidade; cidade tem carros, carros que têm pessoas, pessoas que fazem a vida da cidade.

Quem não quer que vá viver para a aldeia, há muito território livre e ao abandono sem carros, mudem-se para lá, vão todos e deixem em paz quem usufrui da cidade como deve de ser: com carros.
De Anónimo a 14 de Setembro de 2018 às 14:56
O problema é que não se investe na educação deste povo, mal educado, egoísta e sem uma pinga de civismo, que aliado a uma total anarquia consentida pelas autoridades inúteis ou inexistentes, e governado por politicos de merda, faz com que um País que podia ser um paraíso, seja mais um simples pedaço de 3º mundo em plena Europa!

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