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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

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A EMEL vai investir 40 milhões em parques - O que é que isso diz sobre a carga fiscal do automóvel

MC, 27.05.14

Hoje há várias novidades sobre o futuro imediato da EMEL, a empresa municipal do estacionamento em Lisboa.

1. O parquímetro poderá ser pago por telemóvel, o que é uma excelente notícia. O preço deveria ser mais barato que o parquímetro, para desincentivar o uso do parquímetro físico, desincentivando assim a sua vandalização.

2. A área de exploração da EMEL, leia-se zonas com parquímetros, vai aumentar. É uma boa notícia, especialmente para os residentes que agora têm os seus bairros transformados em parques de estacionamento.

3. Vão ser investidos 40 milhões de euros em novos parques de estacionamento. E é aqui que eu levo as mãos à cabeça.

Não é por serem muito poucas as zonas onde não haja parques de estacionamento meio vazios, é em parte pelo incentivo ao uso de automóvel que representa uma melhoria das condições da sua utilização.

Mas pior ainda é o facto de isto ter de partir de uma empresa pública.  Pensem nisto. A educação e saúde são providenciadas pelo Estado, porque são serviços tão fundamentais que todos devem ter acesso a eles. Mas estes casos são a excepção. A alimentação é completamente produzida e distribuída por empresas privadas. A habitação também o é na quase totalidade dos casos. Os livros, os telemóveis, o turismo, etc. é tudo privado.
No caso do estacionamento, um serviço para os automobilistas, não há qualquer barreira à oferta privada. Em Lisboa até há alguns estacionamentos privados, mas noutras cidades há bem mais. Se é necessário uma empresa pública vir oferecer este serviço, é porque este não é rentável caso contrário os privados estariam interessados. Em bom português, isto é equivalente a um subsídio ao automóvel.

 

 

3 comentários

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    MC 29.05.2014

    "A não rentabilidade do negócio de estacionamento privado tem a ver com o preço do estacionamento na via pública."

    Concordamos. Nesse caso é mais difícil definir um custo justo (de mercado), mas pode-se comparar com as esplanadas que pagam um preço exorbitantemente mais alto por m^2.
    Outra coisa: o preço na rua não funciona totalmente como limite inferior, porque muitas vezes não há lugares disponíveis, e porque é estacionamento com limite de tempo curto. Por outro lado, há os residentes, cujo preço na rua é 0,00000000001€ :)

    Na onda das leituras tipo Shoup, como blogger tenho de recomendar um blog também:
    http://www.reinventingparking.org/
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    João Pimentel Ferreira 20.06.2014

    Deixo uma sugestão caro Miguel para que pense nisto. Eu habito em Lisboa, mas não tenho automóvel.

    Poderei ter direito aos meus 12m^2 de espaço público e colocar nesse espaço uma poltrona pública para as pessoas se sentarem?

    Porque é isso que a CML faz a quem tem carro! Dá 12m^2 de espaço público, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Não tendo carro e sendo morador de Lisboa, quero os meus 12 m^2 para colocar uma poltrona para doar à cidade e aos cidadãos.
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