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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Soluções tecnológicas? I

MC, 22.04.09

Não sou grande simpatizante de grandes esperanças em soluções milagrosas provenientes de uma inovação tecnológica, especialmente no caso da mobilidade.

Um carro eléctrico, por mais eficiente que seja, não deixa de ser uma caixa de uma tonelada que leva 1,3 pessoas lá dentro. Uma tonelada para transportar 100Kg já é à partida ineficiente. Uma tonelada que na cidade precisa constantemente de ser acelerada e travada, que tem um enorme atrito, que causa congestionamento e necessidade de semáforos obrigando as outras caixas de uma tonelada também a gastarem energia desnecessária. Ou seja, não vejo maneira de um carro - seja lá qual for o motor - ser energeticamente e ambientalmente vantajoso. (E já nem falo dos custos não-ambientais que são mais graves).

Como dizia James Howard Kunstler quem está preocupado em como vamos poder continuar a andar de carro, não está a perceber o problema energético. O problema que se nos põe é como é que nos vamos movimentar sem carro.

 


Petição a assinar contra a construção do IC6 na Beira Alta. É mais um enorme custo em alcatrão, sem qualquer necessidade, que vai destruir zonas ambientais, destruir campos agrícolas e separar populações.

O automóvel é o meio de transporte urbano mais estúpido que existe I

MC, 21.04.09

Ontem houve um abatimento de terras na "Avenida" de Berna em Lisboa, tendo a circulação sido reduzida de 4 para 1 faixa em cada sentido. Esta simples alteração causou um congestionamento gigantesco, afectando zonas a vários kms de distância. No Areeiro, a 2km de distância, o trânsito estava praticamente parado!

Isto nunca aconteceria numa cidade onde a mobilidade fosse baseada em peões, ou bicicletas,  ou motas, ou autocarros, pura e simplesmente porque estes não necessitam de um espaço enorme para transportar uma pessoa. (Não se pode comparar com o comboio/metro porque estes não têm vias paralelas)

Claro que esta é uma situação excepcional e rapidamente resolvida, mas mostra aquilo que não vemos no dia-a-dia. É necessária uma estrutura viária imensa, caríssima e monopolizadora do espaço urbano para que o carro funcione minimamente. E mesmo assim, depois de dezenas de auto-estradas, túneis, vias-rápidas, e diminuição de passeios continuamos com pessoas que perdem várias horas diariamente em congestionamentos.

 


A não perder: o politólogo Pedro Magalhães defende hoje no Público mudanças radicais anti-automóvel em Lisboa, dando como exemplo o caso de Londres. Fala ainda no círculo virtuoso (Mohring Effect de seu nome técnico) que eu tantas vezes menciono: menos carros significa autocarros mais rápidos, frequentes e eficientes, o que significa menos carros, o que significa etc.

Um cheirinho: candidato que não proponha uma maneira séria e radical de impedir a entrada de carros na nossa cidade não merece um único dos nossos votos.

Corridas Intermodais

MC, 09.11.08

Muitas vezes quem defende a vantagem do automóvel em termos de velocidade na cidade, esquece-se de três coisas:

  • Andar de carro (em vez de ir a pé, bicicleta ou mota) obriga a caminhar do ponto de partida até ao local onde o carro está estacionado, a procurar um lugar para estacionar no ponto de chegada (o que por vezes dura e dura), e caminhar até ao ponto de chegada.
  • O carro não pode muitas vezes fazer o mesmo percurso que um peão, uma bicicleta, ou o transporte público sendo obrigado a dar uma volta maior.
  • O carro fica preso no trânsito, mas a bicicleta, o peão, a mota e o metro não!

aqui referi que em média a bicicleta é o meio de transporte mais rápido dentro da cidade até aos 5km (o peão é ainda mais rápido para distâncias muito curtas), e aqui que grande parte das deslocações de carro na cidade são muito pequenas. Mas melhor do que palavras, é experimentar mesmo.

Numa experiência feita pelo GAIA no Porto há umas semanas, o 1º desafio intermodal no Porto, a bicicleta foi a primeira a chegar num percurso de 5km (a mota perdeu-se). De seguida chegou quem foi a pé+metro. O carro, que teve que procurar lugar para estacionar, chegou apenas em quinto. Bem sei que parte do percurso era a descer, mas o resultado é claramente diferente do que muitos carro-dependentes portuenses esperariam.

N'A Corunha, uma corrida semelhante teve como vencedores a mota e a bicicleta, seguidos pelo taxi. Em último, o carro... que em termos de preço é apenas batido pelo taxi. Um post a ler no bicis.info (na variante galega da nossa língua).

 

 


A ver: publicidade do Friends of the Earth para nos lembrar que a poluição automóvel está em todo o lado.

obrigado Tiago

Proposta dos Cidadãos por Lisboa

TMC, 10.09.08

O grupo com representação autárquica Cidadãos por Lisboa apresenta hoje uma proposta, já com cinco meses e hoje a ser discutida e votada, sobre a mobilidade em Lisboa. Mais concretamente, a medida quanto a mim mais salutar e recomendável, é a proposta da reintegração do eléctrico 24, desde o Cais do Sodré às Amoreiras, com passagem pelo Largo Rafel Bordalo Pinheiro que deverá ser reordenado de modo a poder eximir-se ao ataque do estacionamento abusivo.

 

 

 

A proposta pode ser conhecida mais a fundo aqui. Aguardam-se os resultados e as respectivas boas notícias para a cidade de Lisboa.

Comunicado de Manuel João Ramos

TMC, 10.09.08

Manuel João Ramos, ex-vereador do grupo Cidadãos por Lisboa e fundador da ACAM - Associação de Cidadãos Automobilizados, abandonou recentemente a cooperação com a edilidade. As razões serão, segundo se deduz de um dos seus mais recentes comunicados, conflitos éticos e talvez também por uma lúcida noção da ínfima importância dos esforços e tempo empreendidos na maior autarquia do país.

 

Como participante activo nas reuniões e engrenagens da Câmara Municipal de Lisboa e sensível aos problemas de mobilidade que a cidade atravessa, é talvez pertinente ler as suas palavras acerca do sistema de gestão de tráfego, aqui.

 

Só umas palavras de alguém que esteve lá dentro e que serão suficientes para ainda maiores doses de espanto ou a também saudável indiferença:

 

E regressei impressionado e profundamente desanimado. É que, apesar de Bordéus partilhar com Lisboa o software GERTRUDE, o nosso problema não é de natureza técnica, mas política. Por isso, o paraíso de mobilidade urbana que é Bordéus não é transplantável para Lisboa – não porque o afinamento do GERTRUDE não possa produzir os mesmos resultados nas duas cidades, mas porque o provincianismo e falta de visão dos nossos políticos municipais irá continuar a impedir a mais que urgente modificação do sistema de gestão de trânsito cá implantado.

O futuro está a chegar #2

TMC, 19.09.07
Oliveira de Azeméis vai ter serviço de transportes urbanos

O Serviço de Transportes Urbanos de Azeméis (Tuaz) vai entrar em funcionamento dia 17, anunciou hoje fonte da Câmara de Oliveira de Azeméis.

O arranque do projecto coincide com a realização da Semana da Mobilidade, iniciativa que serviu, nos últimos anos, como «balão de ensaio» e de sensibilização da população para a importância do transporte público, afirmou à Lusa o vereador Albino Martins.

Chegou o momento de colocar o circuito urbano a funcionar e está tudo em condições para arrancarmos, disse O autarca.

Não obstante a câmara estar confiante na adesão dos utentes aos «Tuaz», vai ser lançada uma campanha de divulgação do circuito durante Semana da Mobilidade, a decorrer entre 17 e 22 de Setembro.

Nas paragens vão ser afixados cartazes a divulgar o trajecto e quais os horários do autocarro que irá assegurar o serviço de aproximadamente quatro quilómetros.

É necessário que, em termos de mobilidade, se aposte mais no transporte público em detrimento do automóvel, sustentou Albino Martins.

O autarca garantiu que a câmara está em condições de servir os oliveirenses que não têm grandes alternativas ao nível de transporte.

Bem cedo a população se irá aperceber da importância deste transporte urbano, aderindo em grande número, frisou.

A área de influência dos «Tuaz» compreende uma região que irá registar, no futuro, uma grande concentração de pessoas.

O circuito vai incidir entre a zona mais distante de Silvares e Santiago de Riba Ul, servindo a zona industrial, o hospital, o futuro centro de saúde e as escolas da cidade, revelou Albino Martins.

Também as zonas servidas com pequenas e médias superfícies comerciais vão integrar, a partir do dia 17, a linha dos transportes urbanos.

O preço dos bilhetes é de 0,70 cêntimos, com desconto para crianças, deficientes e idosos, que pagam 0,50 cêntimos por viagem.


Diário Digital / Lusa

O futuro está a chegar

TMC, 19.09.07
Torres Vedras penaliza quem estacionar no centro da cidade

A Câmara de Torres Vedras vai instalar parquímetros em toda a cidade no início do próximo ano, penalizando o estacionamento na proximidade do centro histórico para obrigar os automobilistas a utilizarem o transporte público.

Todo o estacionamento vai ser cobrado e deixa de haver estacionamento gratuito nas artérias da cidade, explicou à Lusa o presidente da Câmara, Carlos Miguel, revelando que as novas regras para estacionar o automóvel na cidade deverão entrar em vigor no início de 2008, muito provavelmente no primeiro trimestre.

Segundo o autarca, a filosofia é efectivamente penalizar o estacionamento das zonas mais centrais, onde a tarifa poderá ter um custo de 60 cêntimos na primeira hora, sendo agravada para um euro nas restantes, para que a pessoa que vai trabalhar e precisa de seis ou sete horas de estacionamento opte por estacionar no Parque Regional de Exposições, onde paga 50 cêntimos por um dia inteiro ou cinco euros por mês, e vir no Vaivém para o seu local de trabalho, exemplifica.

Em meados deste ano, a autarquia colocou em funcionamento um sistema urbano de transportes públicos gratuitos até ao centro da cidade para quem estacionasse no parque periférico (mil lugares disponíveis), mas os autocarros circulam vazios.

É um instrumento de mobilidade que está muito aquém das expectativas, reconhece Carlos Miguel, tendo em conta que a linha «Vaivém», apesar de dispor de 11 paragens percorridas de 10 em 10 minutos, tem uma média de 20 utilizadores ao dia.

A medida tem como objectivos criar maior rotatividade no estacionamento e libertar lugares para os moradores.

A autarquia vai distribuir cartões de residente, permitindo a cada morador dispor de um ou dois lugares [fixos] para estacionar a viatura no local da sua residência, mediante o pagamento de dez euros ao ano.

O plano de mobilidade tem associada a deslocalização da rodoviária do centro da cidade para o Parque Regional de Exposições, onde será construído o novo terminal pelo valor estimado de 1,3 milhões de euros.

Já encomendámos o projecto e estamos a trabalhar para conseguir financiamento para executar o projecto em 2008/2009, adiantou o autarca.

A autarquia quer acabar com as mais de 500 viaturas que estacionam nas imediações da Rodoviária, porque são pessoas que deixam aí o carro o dia inteiro para apanhar o transporte que as levará a Lisboa, devendo o actual espaço ser transformado em parque de estacionamento, com capacidade para 270 viaturas.

O novo regulamento de estacionamento deverá entrar em discussão pública ainda este mês e entra em vigor depois de votado pela Câmara, sendo uma peça fundamental do Plano Estratégico de Mobilidade (elaborado pelo Instituto Superior Técnico) aprovado este mês em sessão de Câmara.


Diário Digital / Lusa

Entrevista a Hermann Knoflacher I

MC, 17.09.07
Aqui ficam alguns excertos de uma excelente entrevista a Hermann Knoflacher, professor de Transportes na Universidade Técnica de Viena, à revista Die Zeit :

Qual é a influência que a motorização tem na nossa sociedade?

Uma influência inimaginável. O carro é como um vírus , que se estabelece no cérebro e altera totalmente o código comportamental, o sistema de valores e a nossa percepção. Um homem normal caracterizaria o nosso habitat actual como totalmente maluco. Nós mudamo-nos mais ou menos voluntariamente para casas vedadas com vidros especiais, de modo a deixar o barulho, o pó e as emissões dos automóveis lá fora. Isto é uma inversão total de valores, que já nem nos salta à vista.

Como chegou a essa opinião?

(...) No carro precisamos apenas de um sexto da nossa energia corporal [para nos movimentarmos] e temos a impressão de ser imensamente rápidos e fortes. Isto é uma componente. A outra é partir-se do princípio no planeamento urbano, de que o carro deve ser levado a uma enorme proximidade de todas actividades. Assim destrói-se o nosso habitat, o transporte público, o comércio tradicional e por último as redes sociais, que foram construídas pelo homem no correr dos milénios.

O carro destrói a evolução?

Não, mas as conquistas humanas das últimas gerações foram destruídas pelo carro.

A era do automóvel representa o nosso declínio cultural?

Eu não diria isso assim, porque o declínio cultural  não é um verdadeiro problema na minha opinião.  Apenas quebra uma camada de evolução mais tardia. Muito piores são os futuros danos estruturais, que são trazidos pelo automóvel.

O andar de automóvel é um vício?

Com certeza! O automóvel apodera-se das pessoas. Os automobilistas distinguem-se mais dos homens do que os insectos.

O que quer dizer com isso?

Os insectos têm em comum com os homens, o facto de vencermos a mobilidade com a nossa energia. O automobilista não. E não existem insectos, que destruam o habitat dos seus descendentes por comodismo, ou que se movam tão rápido que se possam matar.

(...)

É um crítico das entidades de transportes e ao mesmo tempo planificador. Como é possível?

No início da minha carreira descobri que a ciência dos transportes estava baseada em meras suposições. As consequências para a sociedade ou o ambiente não eram então tomadas em conta. Ninguém se preocupava se haveria problemas de ruído ou emissões, se haveria mortes, se a economia se alterava ou se criaria desemprego.

(...)

Assumia-se que o aumento da motorização levaria uma melhoria na mobilidade. Entretanto sabe-se que o número de viagens de automóvel cresce, mas a soma das viagens efectuadas é a mesma, porque diminuem as viagens por transportes públicos e a pé ao mesmo tempo. A segunda suposição errada é aquela da poupança de tempo com um aumento da velocidade. Esta tese faz parte da base de muitas análises económicas no planeamento de transportes. Na realidade não há nenhuma poupança de tempo através de velocidades mais elevadas. Aumentam apenas as distâncias para o mesmo tempo de viagem.

Como se sabe isso?

Ao analisar-se criticamente o nosso orçamento temporal. Curiosamente o tempo gasto diariamente para mobilidade é mais ou menos constante em todo o globo. No entanto as distâncias envolvidas são diferentes.(...)

Campanha por Lisboa III

MC, 04.07.07
Já estão disponíveis os programas do PSD, do CDS-PP e do Movimento Cidadãos por Lisboa, encabeçado pela Helena Roseta:

Cidadãos por Lisboa

Mais corredores BUS
Presença da CML na Carris e no Metro
Tarifa familiar nos transportes públicos
A frota de autocarros, eléctricos e elevadores deverá permitir o transporte gratuito de bicicletas, cadeiras de bebés e cadeiras de rodas. Apoiado
Propomos a criação de uma estrutura de 5 ou 6 percursos de autocarros de grande frequência - o MetroBUS – com corredores exclusivos. Uma boa  ideia que é tirada do famoso caso de sucesso de Curitiba, que criou corredores BUS, que pelo seu isolamento do resto do trânsito tem uma fluidez quase tão grande como o metro. Parece especialmente fundamental, se soubermos que cada linha de Metro demora uma década a ser construída .
Defenderemos medidas de abrandamento da velocidade no interior da cidade. As economias de tempo deverão ser conseguidas com ganhos de fluidez e não com aumentos de velocidade
Promover as duas rodas. As motas ao menos não congestionam a cidade, nem ocupam o espaço público quando estacionadas.
Lisboa deve ser amiga das bicicletas
"Não podemos continuar escravos do automóvel particular, que entope o trânsito, galga os passeios, polui o ambiente e nos impede de fruir a cidade. Recuperar o espaço público implica cuidar também das praças, largos, avenidas, becos e escadinhas, que constituem o sistema arterial da cidade, a fim de devolver aos lisboetas e aos visitantes o direito e o
prazer de andar a pé na cidade."
A disciplina do estacionamento, com penalizações progressivas por infracção

PSD

Facilitar o estacionamento de curta duração;
Aumentar o preço do estacionamento de superfície de forma a promover a sua rotatividade e libertar o espaço urbano (este, deve ser mais caro que o estacionamento em parque subterrâneo). Ideia muito interessante. De facto a qualidade de vida e a própria beleza da Cidade teria muito a ganhar se os parques de estacionamento subterrâneos enchessem antes dos estacionamento à superfície.
Aumentar a fiscalização do estacionamento
Criar corredores para transportes públicos
Exigência da AMT, defendendo actuação integranda dos vários transportes públicos
"A cidade de Lisboa precisa de ser devolvida aos cidadãos/munícipes e tal também se traduz na criação de condições para que as deslocações dentro da cidade não se façam exclusivamente em viaturas particulares ou em transportes públicos, mas também a pé e de bicicleta."
Disponibilizar gratuitamente bicicletas em zonas com maior utilização
Desenvolver espaços para parqueamento das bicicletas;
Instalar radares de controlo de velocidade nas principais vias da cidade;
Promover sistemas de acalmia de tráfego em bairros comercias e residenciais, restrição do estacionamento, alargamento dos passeios e instalação de bandas sonoras;
Ciclovia da Expo até Algés.... para cicloturismo?!

CDS

Mais corredores BUS
Reprimir o estacionamento ilegal
Favorecer o estacionamento de curta duração
Promover uma política de utilização das duas rodas
A Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT) tem de ser rapidamente uma realidade
Criação de percursos cicláveis e de estacionamentos de bicicletas


Entretanto António Costa defendeu a reposição do Dia Sem Carros em Lisboa. José Sá Fernandes apelou à criação de 75km de percursos cicláveis em Lisboa, tendo-se também deslocado para uma reunião na AML de bicicleta desde o Campo Grande.

Só me resta perguntar: com tanto consenso como foi possível chegar à barbárie actual?

Centro de mobilidade na Estação de São Bento

MC, 25.05.07
A secretária de Estado dos Transportes inaugurou o primeiro Centro de Mobilidade do país em parceria com a CP, o Metro e a STCP. Aqui os passageiros vão poder obter toda a informação sobre os transportes públicos do Grande Porto. Está também prevista a abertura de um centro semelhante em Lisboa. (Se as empresas de transportes públicos de Lisboa e Porto não estivessem voltadas de costas umas para as outras há décadas, já teríamos um "centro de mobilidade" em cada quiosque do Metro, dos autocarros ou dos comboios... Aliás chega-se ao ridículo de se noticiar a maravilhosa possibilidade de comprar bilhetes para os vários serviços da CP - urbanos e nacionais - de uma vez só, como se isso não fosse uma obrigação da CP.)
Outra boa novidade é a intenção da criação de um bilhete único para todos os transportes públicos do Grande Porto. (Espero que não seja como o "bilhete único" de Lisboa, que de facto é esteticamente igual para todos os transportes, mas na realidade continua a ser necessário possuir um bilhete para cada transporte.)