Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel IX
MC, 21.01.08
Quase tão grave como o crime nas cidades é o nosso medo dele, o nosso sentimento de insegurança. Ter um grande receio de sair de casa e de passar onde e quando nos apetecer é como viver numa prisão eterna.
As estatísticas bem podem dizer que há poucos roubos ou ataques violentos por cada mil habitantes, que isso não diminui o medo de estar em locais com poucas pessoas. Todos nos sentimos melhor e mais seguros em ruas com muito movimento pedonal do que em ruas desertas. Isto sente-se particularmente nos arredores das grandes cidades, bairros completamente desumanizados onde só há circulação automóvel e ninguém anda a pé.
Ainda recentemente numa ida ocasional a Oeiras à noite, apercebi-me que quase ninguém ia a pé da estação até casa quando a distância já era um pouco maior. E percebe-se porquê. As ruas estão desertas, só passam carros e mais carros, que obviamente não nos dão o mínimo sentimento de segurança.
As estatísticas bem podem dizer que há poucos roubos ou ataques violentos por cada mil habitantes, que isso não diminui o medo de estar em locais com poucas pessoas. Todos nos sentimos melhor e mais seguros em ruas com muito movimento pedonal do que em ruas desertas. Isto sente-se particularmente nos arredores das grandes cidades, bairros completamente desumanizados onde só há circulação automóvel e ninguém anda a pé.
Ainda recentemente numa ida ocasional a Oeiras à noite, apercebi-me que quase ninguém ia a pé da estação até casa quando a distância já era um pouco maior. E percebe-se porquê. As ruas estão desertas, só passam carros e mais carros, que obviamente não nos dão o mínimo sentimento de segurança.
Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel I
Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel II
Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel III
Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel IV
Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel V
Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel VI