Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

RTP Sinistralidade rodoviária

MC, 19.01.08
Também na nova página da RTP, encontrei o último Em Reportagem (link mms://) sobre sinistralidade automóvel. Alguns pontos que me ficaram:
  • Um automobilistas a ser apanhado a 171km/h na auto-estrada e a pagar apenas 120€ de multa!! O homem ia exceder o limite em 51km/h, tinha mais do dobro da energia cinética que o máximo permitido, teria um espaço de travagem mais do que duas vezes maior do que os 120, um potencial homicida por negligência e paga apenas dois tanques cheios? Estas multas são para rir, especialmente porque todos sabemos que há uma probabilidade baixíssima de sermos apanhados. Em cada 100 vezes que se excedem a velocidade é se apanhado 1 ou 2, ou seja a multa por cada infracção é na prática 1€ ou 2€
  • O mui nobre presidente da ACP, Carlos Barbosa, atribui as principais culpas da sinistralidade ao Governo, por permitir que o ensino da condução em Portugal estar caduco! Já não há pachorra para tanta hipocrisia. Será que ninguém sabe que desrespeitar as regras de trânsito é um perigo? Basta passar a fronteira para ver que os condutores portugueses sabem perfeitamente conduzir, só que do lado de cá esquecem-se. E mesmo se a educação fosse o principal problema, e se  amanhã os novos condutores fossem perfeitos, iríamos esperar 50 anos até os actuais terem morrido?
  • Um especialista holandês faz o contra-ponto logo a seguir, dizendo que o essencial é o sentimento de impunidade e a credibilidade da mensagem das autoridades. Todos os condutores em qualquer país acham que só acontece aos outros, por isso sem uma ameaça credível contra o desrespeito das regras, nada feito.
  • Num caso relatado de um jovem (meu conhecido aliás, mas quem é que não conhece um caso assim?) que morreu ao ver-se envolvido numa corrida de street racing quando circulava na auto-estrada, ficamos a saber que o juiz absolveu o homicida alegadamente por ser jovem e a base da família. Estas aberrações não consigo compreender, e são mais um exemplo do que aqui escrevo tantas vezes. Porque é que as infracções ao volante, neste caso um crime de sangue, são tão desculpáveis? (Aliás, seguramente que o leitor ficou chocado por eu usar a palavra homicida mas de facto é um homicida como outro qualquer, a única diferença - lá está onde quero chegar - é que tinha um volante na mão).