Cá está a prova que a minha
indignação para com a nova ponte sobre o Tejo era fundada. Segundo o JN a nova ponte trará mais
69 mil automóveis a entrar diariamente em Lisboa, isto a acrescentar aos 500 mil que já entram todos os dias, e que há muito já rebentaram as costuras da cidade.
António Costa não se opõe, como deveria, fortemente à ponte, argumentando que apesar de não gostar da ideia não pode ser egoísta face aos anseios da população do Barreiro. Então e se amanhã Cacilhas, Trafaria, Monte da Caparica, Seixal e Montijo também quiserem uma ponte, seria ser egoísta dizer que não? António Costa defende sim a mitigação deste 69 mil (curioso número...) construindo mais vias circulares. Mas esta gente não aprende? Nos últimos 20 anos construiram-se literalmente dezenas de vias-rápidas pela cidade e arredores, e haverá alguém que diga que a cidade tenha ficado a ganhar com isso dados os enormes custos que acarretaram e acarretam?
De Osvaldo Lucas a 19 de Janeiro de 2008 às 17:04
Encontrei um estudo que me parece interessante sobre os movimentos pendulares em Lisboa
http://infoalternativa.org/autores/eugrosa/eugrosa014.htm
Agora MAIS (o artigo do JN não afirma "mais") 69 mil carros a ENTRAR em Lisboa a que propósito?
Admito que na nova ponte possam passar 69 mil carros/dia mas serão roubados a qualquer outro lado, possivelmente à via mais congestionada - Ponte 25 de Abril.
Além de que muitos carros vão SAIR de Lisboa Norte pois os empregos do NAL estarão na outra margem...
Ou seja, a nova ponte parece-me um paliativo para diminuir os carros em Lisboa!
Como não se prevê que a população em Lisboa passe para metade no médio prazo e onde se possa faxer uma remodelação de alto a baixo - demolir - para melhorar N mini-estrangulaemntos no interior da cidade, os melhores paliativos seriam a atribuuição de subsídios para que as empresas de serviços instaladas em edifícios passíveis de utilização como habitação saiam do centro e vão para a periferia... por exemplo ocupar os tereenos do futuramente extinto (?) aeroporto da Portela.
Transcrevo parte do link acima
"É urgente uma nova estratégia para a região da grande Lisboa (...) um novo modelo de desenvolvimento em que Lisboa terá de funcionar como motor de desenvolvimento de toda esta vasta região. Mas de um desenvolvimento equilibrado e integrado, que pressupõe também a desconcentração de serviços e empresas pelos concelhos vizinhos; a fixação efectiva de uma parte crescente das populações, em termos de emprego, nos concelhos de residência, deixando de funcionar os concelhos limítrofes de Lisboa fundamentalmente como concelhos-dormitórios; o desenvolvimento de um verdadeiro sistema de transportes colectivos baseado no metro (...)"
De
MC a 21 de Janeiro de 2008 às 16:47
Obrigado pelo link.
Tem toda a razão, o artigo não diz explicitamente que vai haver mais 69 mil automóveis, apenas dá a entender que haverá 69mil a entrar por ali.
Agora, parece-me pelo que escreve que não conhece bem geograficamente a margem Sul. A ponte vai servir a zona do Barreiro e Pinhal Novo, onde neste momento há muita gente que vem de barco, porque as outras pontes estão ainda bastante longe.
Os carros que vão sair de Lisboa, não devem à nova ponte, mas ao novo aeroporto - que é servido por uma ponte que já existe!!; para sair têm que circular primeiro por Lisboa; estamos a falar de mais tráfego (fora do centro mas mais tráfego)...
Paliativo? Basta ir dar uma olhada aos barcos vindos do Barreiro para ver que a absolutíssima maioria do movimento é de entrada em Lisboa. Eles não vão sair.
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