Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
Parece que o caso de
Seul, onde uma via-rápida foi desmantelada, não é único. No
Carfree USA fiquei a saber que em Seattle se está a discutir a hipótese de acabar com uma via-rápida ao longo da costa, para devolver a beira-mar à cidade.
Há até uma
página com vários casos de remoção de vias-rápidas urbanas nos EUA. O caso mais famoso é a Embarcadero Freeway em São Francisco, que originalmente foi destruída por um sismo em 1989 e mais tarde se decidiu que não seria reconstruída.
Antes:
e depois:
A Central Freeway de São Francisco antes
e depois:
Dão ainda o exemplo da via-rápida ao longo do Sena em
Paris que foi convertida na famosa praia de Paris (veja-se contudo comentário a este post de Strider de 15 de Maio):

É interessantíssimo ler cada uma das histórias porque mostra como as cidades ficaram a ganhar com a mudança.
A principal mensagem aqui é a necessidade de ter coragem de admitir que houve erros no passado que custaram milhões. Mas só o facto de terem custado milhões não pode servir de argumento para não os corrigirmos. Ao ver estas fotografias fico cheio de esperança de vir a ver no futuro as nossas cidades mais humanas e agradáveis.
Em Lisboa há tantos, tantos casos destes que é difícil decidir. Há a segunda circular, o
eixo Norte-Sul, etc... que são especialmente gritantes por estarem no meio do tecido urbano. Mas acho que votaria em acabar com os
túneis da
via-rápida avenida da República no Campo Pequeno e Entrecampos. A zona mais parece a A1 do que uma cidade.
Como dizia o outro,
deixem-me sonhar.
De Anónimo a 15 de Maio de 2008 às 16:53
É muito giro e sou a favor das bicicletas em Lisboa mas, antes de haver os tais túneis da Av da República, chegava a demorar mais de 1 hora da Praça de Espanha ao Areeiro. Isto fechado dentro de um autocarro...
De
MC a 16 de Maio de 2008 às 11:44
1. Alguém falou em bicicletas?? Eu também sou a favor do Tratado de Lisboa, se é que isso interessa a alguém.
2. Não podemos ser simplistas e olhar apenas para um grão de areia no meio do deserto. Eu também fiz esse percurso muitas vezes antes do túnel, e é óbvio que o túnel ajudou a circulação, tal como qualquer túnel ajuda a circulação nesse percurso específico. Só que temos que ver os custos que isto acarreta.
a) pode ajudar a circulação naquele percurso específico mas leva a um aumento da circulação automóvel na zona. Muitos que conheciam bem o trânsito no Marquês de Pombal afirmam que o túnel melhorou o trânsito ao longo do túnel, mas piorou em todo os outros, inclusivé toda a zona da Avenida da Liberdade.
b) Ao aumentar o trânsito, estamos a criar novos problemas noutros cruzamentos, onde eles não existiam. A solução será mais um túnel aí, que causará problemas noutro local, etc... A conclusão a que todas as cidades do Norte da Europa já chegaram, foi que facilitar o trânsito não é uma solução sustentável. Esta tem que passar por diminuir a circulação automóvel.
c) Não nos podemos esquecer dos enormes custos que essa construcção teve. Não teria sido melhor um túnel para metro com a mesma dimensão, noutro local?.
De Strider a 15 de Maio de 2008 às 19:54
Nota: "O Paris-Plage" em Paris não é todo o ano. Durante o resto do ano circulam automóveis nessa via.
Aliás, é preciso atravessar uma via de 2 fachas para chegar à margem onde se encontra o tal evento.
De mencionar que no entanto todos os domingos fecham várias zonas de Paris à circulação automóvel....e é uma das cidades (tal como Bruxelas) que organiza passeios de RollerBlading em que fecham vários túneis na cidade.
De
MC a 16 de Maio de 2008 às 11:53
Strider,
obrigado pela informação. Vou indicar o teu comentário no texto do post.
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