Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Dado o eterno problema do estacionamento ilegal nas cidades portuguesas (que é quase diariamente referido nos blogues sobre Lisboa), julgo ser necessário lançar o debate sobre o valor da multa que considero demasiado baixa por três razões.
1. Custo de fiscalização
Basta somar dois mais dois para perceber que os custos de fiscalização (policiamento, equipamento, administrativos, reboque, cobrança, etc...) excedem largamente as receitas cobradas através da multa e o eventual reboque. E isto acontece admitindo que as multas são todas cobradas, o que obviamente não se sucede. O mínimo dos mínimos do tolerável seria que este custo recaisse sobre os prevaricadores e não sobre as vítimas, a saber os peões, os utentes dos transportes públicos e os automobilistas cumpridores.
2. Dissuasão
Num Estado de Direito a multa deve ser encarada como uma meio de dissuasão para possíveis incumprimentos à lei, e não como uma penalização ou uma vingança. Nesse sentido não faz sentido argumentar que quem estaciona mal não é um criminoso que mereça uma punição alta. Sejamos honestos: qual é a dissuasão que é induzida por uma multa de 30€ que é passada em 1% dos incumprimentos?
3. Estacionar nos locais próprios e não pagar sai mais barato que o parquímetro
Faça as contas! Nunca pagar o parquímetro e pagar as
ocasionais multas (uns 30 euros uma vez por mês) é bem menos do que pagar regularmente o parquímetro. Há aqui portanto um incentivo a não cumprir a lei e por consequência a aumentar os custos de fiscalização e o incómodo provocado a terceiros.
Por curiosidade, a multa em
Londres é de 100 libras, mais de 140 euros.
(Adaptado do meu
post no CidadaniaLx)
Adorei a reflexão... vale o mesmo para o Brasil...
De
lol a 25 de Outubro de 2007 às 11:43
Que treta. Nem concordo nem nunca concordei com parquímetros. Os impostos pagam TODAS as obras de urbanização. Parquímetro é um "imposto" sobre um imposto, apenas um meio das CM se financiarem para desfalcarem mais. Não existem transportes públicos decentes para metade da cidade de Lisboa, além de que não existem sítios alternativos onde deixar o automóvel. Não se vai conseguir tirar os carros das cidades, é algo que já deveria ser previsto há mais de 50 anos. E a tentativa de fazer passar o carro como um luxo não pega, a se não ser que tenham as classes altas e políticos sem poderem também usar carro.
Ou seja, as cidades vão ter de se adaptar aos carros, e passa por garagens obrigatórias nos prédios, carros menos poluentes, melhores serviços públicos e espaços gratuitos para estacionar.
De Anti MC e Anti Emel a 9 de Maio de 2008 às 21:35
oh palhaço quando começares a andar de carro até te vai apetecer morreres quando veres a merda que escreves
De omg a 18 de Dezembro de 2008 às 14:09
vai po caralho
ou tens muito dinheiro ou não andas de carro, se tivesses uma vida normal não falavas assim
De fábio a 16 de Fevereiro de 2009 às 11:50
Bem, tu ou és do governo e nem tu acreditas na merda que estas a dizer, ou então és mais um atrasado mental que vêm pros blogues partilhar a merda que têm na cabeça. os impostos que os automoveis pagam é para varias finalidades nomeadamente o espaço que o veiculo ocupa na via publica, o resto é pa encher o cu de dinheiro ás autarquias e mais a alguns gulosos que pra lá andam como por exemplo a emel. para reduzir os carros nas cidades deviam era não dar a carta a qualquer palhaço que saiba dizer pão e depois andam na estrada a empatar o transito e a causar acidentes
De
MC a 16 de Fevereiro de 2009 às 15:19
são as duas coisas, sou do governo e sou um atrasado mental que vem partilhar a merda que tem na cabeça
:)
De texa.. a 25 de Outubro de 2013 às 02:43
M (mente) C (capto), acho que os demais intervenientes neste espaço de debate ja disseram tudo..serás certamente uma criaturazinha aberrante que nunca teve o prazer/necessidade de conduzir e ter que estacionar no centro de uma grande cidade como Lisboa ou Porto..enfim
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