Exemplos concretos
O percurso diário de X é casa-emprego-ginásio-casa. Todos os percursos são no centro da cidade, e a sua distância média não chega a um quilómetro. X vai de carro.
Y mora à porta da estação de comboio, nem uns 200 metros serão. O emprego é a meio quilómetro, um quilómetro de outra estação da mesma linha, no centro da cidade. Y vai de carro.
X e Y não são deficientes motores, não têm horários irregulares, não fazem deslocações durante o dia, não têm que se preocupar com filhos e nenhum dos percursos é numa zona perigosa. Todos conheceremos muitíssimos casos assim. São milhares e milhares que diariamente tornam a cidade mais desumana. Faz sentido sermos prejudicados pelo comodismos deles?
A propósito o João do Pedalófilo descobriu um enorme elogio aos transportes públicos do Porto escrita por uma irlandesa que os compara com os de Belfast.
We (...) were absolutely astounded at the modernity and efficiency of its public transport system.
The tickets are totally interchangeable.
The trains arrive on the minute, are constant and encompass the whole of the urban and rural outskirts of the city.
Buses (which run on gas so therefore no diesel fumes), trains and trams are equally punctual. What absolute luxury!
Claro que não são perfeitos, mas lá se vai a desculpa do "eu andaria de transportes se fossem bons como no estrangeiro".
