Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
A qualquer medida de limitação do uso automóvel na cidade (sejam radares, parquímetros, portagens, zonas fechadas ao trânsito, etc...) retorque-se sempre com o argumento de que as pessoas só usam o automóvel por falta de transportes públicos e que se deveria começar por melhora-los.
Como já aqui escrevi várias vezes, este argumento é demagógico e inválido. O principal problema (claro que há muitos mais) dos transportes públicos nas cidades portuguesas é.... o excesso de carros. O trânsito obriga os autocarros a circularem a 10km/h em média, e com esta limitação nunca haverá um bom serviço. É uma pescadinha de rabo na boca que só pode ser resolvida limitando o trânsito automóvel.
Se a velocidade média de circulação fosse o dobro, teríamos o dobro da frequência de passagem (logo metade do tempo de espera) e metade do tempo de viagem com o mesmo número de autocarros e motoristas.
Um estudo internacional divulgado recentemente pela secretária de estado dos transportes Ana Paula Vitorino, vem indirectamente dizer isto mesmo. Segundo Público de 22.09.07 o estudo compara o serviço da STCP com outras cidades. O Porto fica nos primeiros lugares em vários items, com duas importantes excepções: velocidade média e pontualidade, ambos por culpa de terceiros e não do serviço de transportes. Como disse a secretária de estado, "o problema reside na baixa velocidade e na pontualidade, pelo que não depede da empresa, mas sim da envolvente".
De
Tárique a 26 de Setembro de 2007 às 10:05
Aproveito para deixar a minha homenagem à Carris, a melhor transportadora urbana que já utilizei (conheço bem os sistemas de outras capitais europeias). É um milagre o serviço que conseguem providenciar no pesadelo de ordenamento de transportes que é Lisboa.
O serviço SIP, em particular, é espectacular. Em breve vou iniciar uma petição para que se torne gratuito para quem acede através da net e que os mapas em tempo real que eles usam internamente sejam disponibilizados ao público.
Abraço
De
MC a 26 de Setembro de 2007 às 10:43
Segundo disseram na altura em que o SIP foi lançado, o preço do SMS (0,30€) apenas cobria os custos do sistema, por isso custa-me a crer que se torne gratuito.
Mas uma coisa poderiam fazer, sem espaço para cobrar por isso: disponibilizar toda a informação online. Tanto para quem está a sair de algum lado, como para quem tem net no telemóvel.
De joca a 26 de Setembro de 2007 às 11:32
Deveriam criar mais corredores BUS para os transportes públicos assim aumentar a velocidade dos transportes...
De
MC a 26 de Setembro de 2007 às 11:44
Essa é a conclusão implícita a tirar do meu post!
1º NA MINHA OPINIÃO A CARRIS É UMA BOA TRANSPORTADORA E O PESSOAL TEM FORMAÇÃO ADEQUADA.
2º O PORTUGA QUANDO TEM CARRO DIZ LOGO QUE OS TRANSPORTES PUBLICOS SÃO UMA MISÉRIA
3º PORTUGAS HÁ, QUE DEPOIS DE JANTAR VÃO AO CAFÉ (QUE FICA A 100M) BEBER A BICA E O BAGAÇO E DEPOIS QUANDO CHEGAM A CASA ( + 100 M. ) DIZEM:
- PORCARIA DE PAÍS QUE NEM SITIOS TEM PARA ESTACIONAR... ASSIM SENDO... NÃO SE PODE SER PRIOR DESTA FREGUESIA !!!!!!!
De
roberto a 17 de Dezembro de 2007 às 10:51
eu concordo consigo nos problemas... só não tenho o mesmo bode espiatório. Querem pontualidade? façam mais faixas bus. Não interessa quantos carros circulam! criem condições para os transportes publicos, para os peoes, para os ciclistas! já!!! não é preciso convencer os automobilistas a deixar o carro em casa! comecem a tomar medidas desde já que eles vão ser capazes de se convencer sozinhos!
De
MC a 17 de Dezembro de 2007 às 12:21
Reparo que nem lê os meus comentários antes de responder a posts.. olhe umas linhas acima onde eu já se fala das faixas bus.
De qualquer modo as faixas bus não são solução suficiente. Basta ir a uma avenida onde as haja e qualquer um constate que é óbvio que o número de automóveis conta. São os que viram ao esquerda, os que querem estacionar, os que atrapalham os autocarros quando estes viram, etc.. etc...
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