É comum ouvir dizer que a cidade precisa de mais zonas verdes, mais parques, mais árvores.
Uma das razões que leva ao condicionamento no número e qualidade dos parques existentes é precisamente a necessidade de vias e parques de estacionamento para os automóveis.
Lembro-me, por exemplo, do parque de estacionamento entra a Cantina da Cidade Universitária e o Hospital Santa Maria, construído durante a presidência de Santa Lopes na CML, ser a continuação do parque do estádio Universitário e uma zona de qualidade para desporto e Lazer.
A necessidade de parques de estacionamento aumenta sempre que alguém opta por usar um automóvel em detrimento de qualquer outro meio de transporte. É verdade que o estacionamento caótico que existia anteriormente naquela zona terá diminuído, no entanto, não teria a cidade maior qualidade de vida se simplesmente estudantes, professores, médicos, visitantes e demais cidadãos optassem por transportes públicos, ou modos suaves de deslocação (bicicleta e a pé)?
Esta foto sugere uma hipótese para integrar os automóveis nos espaços verdes... :P

De
MC a 23 de Julho de 2007 às 10:35
Convém acrescentar que esse parque de estacionamento era um pequeno PINHAL pertencente ao complexo do Estado Universitário, onde todos os dias havia gente a fazer jogging. Agora a cantina dá para um parque de estacionamento, e há uma enorme área aberta quase sem árvores.
E já agora, o estacionamento caótico só acabou por melhorar quando foram instalados pilaretes nos passeios! (Para quê usar o parque de estacionamento, se havia o passeio?) Lembro-me que era literalmente impossível chegar ao Hospital a pé pelo passeio!! Mas como todos sabemos doentes, idosos, deficientes motores, etc... é coisa que não há num hospital.
Na altura escrevi uma carta à direcção da EUL escandalizado por um ESTÁDIO ter optado por converter um espaço de desporto e lazer num estacionamento, indo contra tudo o que um complexo desportivo público deve ser. A direcção julgou (ou quis julgar) que eu estava apenas a questionar a legitimidade legal de tal decisão...
Referi este caso apenas como um exemplo... de facto o que eu queria salientar é que é, nas nossas atitudes, que a pressão para construir mais vias e parques de estacionamento se reflecte.
Ou seja, não havendo procura suficiente, nunca o parque teria sido construído, pois não existiria necessidade.
Os decisores, neste caso a gestão do estádio Universitário e a Câmara Municipal cederam a uma pressão do automóvel na zona envolvente construindo um parque e matando um pinhal por completo. Eu acredito que também passa por cada um de nós a responsabilidade de ter uma melhor cidade e não culpabilizar sempre os políticos e outras fontes de decisão... se não existir procura, não haverá oferta.
De
MC a 23 de Julho de 2007 às 12:55
Claro, eu percebi.
Só queria explicar a triste história do exemplo que deste.
Por acaso ainda agora estava a pensar nessa divisão da responsabilidade indivíduos/autoridades em termos de questões ambientais e urbanas. De facto o mais fácil é culpar as autoridades por haver poluição, falta de transportes públicos, sem nos consciencializarmo-nos da nossa quota parte.
De Anónimo a 24 de Julho de 2007 às 21:47
Quando vão ser divulgados os números de utilizadores das ciclovias de lisboa?
Gostava que este blog analisasse os custos para os lisboetas em relaçao com as pessoas que as utilizam realmente
Nao tenho duvidas que os resultados seriam um tanto ou quanto desiquelibrados para o vosso lado
MST
De
MC a 24 de Julho de 2007 às 23:38
Caro MST,
não percebi o seu comentário.
Alguém falou em ciclovias?
Desequilibrados, como?
Comentar post