Parece-me muitas vezes em Portugal o estacionamento abusivo ser de tal modo generalizado que se torna socialmente aceite.
Nesta foto podemos ver um claro exemplo daquilo que já se tornou "normal" por muitas das nossas ruas.
A tolerância das autoridades (e da sociedade), a falta de estacionamento para moradores, o excesso de carros, entre outras razões, levam a que qualquer lugar sirva para deixar o querido e obsessivo automóvel. A verdade é que esta atitude prejudica peões e as cidades, logo, este acto, não deve ser desculpado por nenhuma destas razões.
O seguinte vídeo chama a atenção para este problema de uma forma irónica e estrondosa, tentando abalar algumas mentes menos sensíveis e que nunca questionaram o acto de usurpação do espaço público...
Pergunto-me muitas vezes "O que fazer?" Em primeiro lugar não estacionar o carro nos passeios ou em passadeiras. Mas isso não chega. O que posso fazer como cidadão-que-deseja-agir-sobre-o-social? Deixar folhetos nos carros? Ir à polícia fazer queixa? Esvaziar um pneu ou partir um espelho? Escrever à câmara Municipal? Quanto mais pergunto menos sei a resposta.
Post pura e simplesmente extremista. A consequência prática do que defende é estar pura e simplesmente a proibir quem resida nestas zonas de ter automóvel.
Agrada-me ver carros em cima do passeio ? Não. E no caso particular é mesmo muito desagradável. Mas todos e todos são pessoas, com mais calma e menos extremismos as coisas acabam por se resolver.
Quem afecta a liberdade dos outros deste modo parece-me bem mais extremista do que eu. Ainda à pouco tempo passei em Belém e em certas ruas os carros estavam estacionados exactamente deste modo dos dois lados da rua. Sendo que quem pretende passar a pé tem de o fazer pelo meio da estrada.
Uma solução para isto seria fazer silos exclusivos para moradores em determinadas áreas. Mas em Portugal os silos que se fazem têm o objectivo de atrair mais automóveis para os bairros históricos e não o de estacionar os veículos dos moradores, para além de que muita gente se recusa a caminhar a pé mais de 100 metros para ir até porta de casa...
Um extremismo, reflecte um exagero... que é precisamente o que acontece em Portugal com o excesso de carros.(http :/ menos1carro.blogs.sapo.pt 33327.html )
Os seus comentários são arrepiantes, e por existir uma massa imensa de pessoas que pensa como o senhor, é que o estacionamento abusivo se torna socialmente aceite.
também defendo as mesmas ideias do post e nunca me poderão acusar de fundamentalista ou radical ou outros adjectivos que pessoas arrogantes como o sr. pedro sá atiram a quem se atreve a pôr em causa um pneu que seja de um carro.
Não sou contra os automóveis, não quero que as pessoas fiquem sem eles - a única que coisa que pretendo é que respeitem os outros, neste caso o peão. Se quiserem, podem ter 3 ou 4 carros, mas não imponham isso a quem apenas quer andar no passeio. Cumpram a lei.
Também utilizo o carro por vezes na cidade e pago os 2 ou 3 euros para o estacionar, tal como pago o passe para andar de autocarro. Infelizmente, mesmo quando há estacionamento suficiente (nos bairros mais novos, como a Expo, por exemplo), as pessoas continuam a estacionar em cima de passadeiras, nas faixas de rodagem, onde quer que seja - apenas para pouparem uns trocos.
Acho que isto é um pensamento muito simples, não tem nada de fundamentalista.
O pavimento tem triângulos amarelos, logo é proibido o estacionamento, possivelmente por a rua ser estreita? e/ou ter dois sentidos? Neste caso só resta mesmo a alternativa da imagem. A esta altura do campeonato, ou seja com o estacionamento anárquico por todo o lado, pouco há a fazer. Multar de um lado, leva os carros para o outro e assim sucessivamente...
Não concordo com o estacionamento pago. Será que tem alguma influência no número de carros que não vão até aquela zona? Será que andam às voltas à procura de um lugar sem pagar? E são normalmente usados nos lugares de grande procura, ou seja não me parece que a motivação seja purista em termos de "ordenamento" e sim em termos de receita.
A solução para a Capital (e para outras zonas de grande densidade populacional) penso que será o alargamento da rede de Metro. Desde o Y original até ao X actual, continuo a ter a sensação que a maioria das pessoas continua a entrar numa ponta e a sair na outra. As estações intermédias parecem estar às moscas, excepto talvez para as horas de entrada/saída de empresas. É o eterno problema das zonas metropolitanas e do movimento pendular.
Interessante, mas posso estar enganado, é que o recurso a "macro-rotundas", ou seja circuitos circulares de sentido único não me parece ser muito comum em Lisboa. Além de se arranjar estacionamento, eventualmente em espinha, talvez pudesse melhorar em muito a circulação.
Se reparar bem, os exemplos que enunciou são bem diferentes do da fotografia. O que permite desde logo distinguir entre a sua posição defensável e a extremista do autor do post.
Então deixe-me ver se percebi " em cima de passadeiras, nas faixas de rodagem, onde quer que seja", é defensável que se condene.
No entanto se forem carros estacionados à porta das casas das pessoas ocupando todo o espaço que existe para circular nos passeios, tendo também triângulos amarelos, é extremismo condenar.
Veja o rídiculo do seu pensamento antes de escrever...
Ainda ninguém reparou, mas o Pedro Sá é um personagem do Gato Fedorento.
Ainda ninguém reparou, mas o carro do vídeo é do Pedro Sá e outros tugas que "põe no passeio porque não tem lugar à porta" - "lá terá que ser", dizem eles sem fundamentalismos e muito português suave. Com aquele encolher de ombros que faz Portugal ser como é. Os chicos espertos que arranjam justificação para tudo - "todos roubam...", dizem eles.
Outro momento Gato Fedorento: Uma vez perguntei a um polícia que estava com as quatro rodas em cima do passeio e ele, que não se chamava Pedro Sá, respondeu - vê algum lugar onde eu possa estacionar, por acaso.
Efectivamente não percebo por que razão neste caso os automóveis já terão o "direito" de se arrumarem em cima dos passeios - as pessoas continuam a querer passar e não serem obrigadas a saltarem para a estrada. Se não há lugar aqui, haverá mais acima ou mais abaixo.
Também eu moro num bairro histórico e consigo não estacionar em cima do passeio. Por vezes tenho de andar umas centenas de metros até casa, às vezes até tenho de andar 3-4 minutos até casa - o que não me parece ser nenhuma tortura. "4 minutos a pé até casa, que horror" dirão os autodependentes - esses sim os verdadeiros extremistas.
Continuo a achar que isto é um princípio lógico, não percebo a dificuldade em perceber isto. Ao aceitar estes abusos estamos a limitar a liberdade de todos.
Confesso que não utilizo o carro todos os dias (por morar na cidade e poder utilizar os autocarros), mas quando est