Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
O Expresso
noticia hoje em primeira página que Lisboa é a cidade mais poluída do país (seria era interessante comparar com outras grandes cidades europeias), com altíssimos recordes de incumprimento dos limites europeus de poluição... ou seja nada que não se soubesse. Um número curioso é o facto de 35% do atendimento no Hospital Pediátrico da Estefânia se dever a problemas respiratórios (mas como todos sabemos andar de popó é mais importante do que a saúde das criancinhas).
Agora o que dá título a este post é a maravilhosa resposta da ex-vereadora da mobilidade da CML, Marina Ferreira, à
acusação que a CML não ligou aos avisos do incumprimento das normas sanitárias e ambientais:
“Tomámos medidas fortíssimas para condicionar o tráfego, designadamente aumentando as tarifas de estacionamento, aprovando o plano de pormenor que prevê a pedonização dos eixos laterais da Avenida da Liberdade, ou construindo o Túnel do Marquês, que reduz o congestionamento”.
Ai que me doí a barriga de tanto rir.
Então mais 14 mil automóveis por dia reduz a poluição?! "Pedonizar" [sic] o não-sei-quê da Avenida da Liberdade é uma medida fortíssima para condicionar o tráfego?! (O que seria uma medida ligeira, já agora?)
De
OLima a 14 de Julho de 2007 às 01:32
Parabens pelo destaque. Faço votos para a continuação de bom trabalho.
De Um indigena a 14 de Julho de 2007 às 21:52
Felicito-te pela iniciativa do blog. Pena é que não acredito que vá fazer qualquer diferença (acho que concordas comigo).
Queria ainda deixar 2 ideias. Diz-se que Lisboa não é boa para pedalar devido ás colinas etc. etc. Deviam ir aos paises nordicos. Copenhaga por exemplo: Realmente o relevo não é tão acentuado.. Mas em contrapartida têm temperaturas negativas. Pedalar assim não deve ser o mais agradavel do mundo.. mas eles adaptaram-se. Pedalam ao frio, de saltos altos e saias (tudo isto vi eu). A segunda ideia que deixo/questiono. Aceitemos que Lisboa não é boa para pedalar... então porque não se anda mais de mota? (Polui o mesmo que um carro mas facilita MUITO a mobilidade). Vivemos para a imagem.
Realmente é uma anedota. Estes políticos de trazer por casa não têm o mínimo sentido do decoro. Já há muito que deviam ter sido introduzidas medidas para minorar os problemas associados com o excessivo número de carros nas cidades portuguesas.
Atenção ao que pode parecer óbvio, mas não o é.
Mais 14 mil carros/dia pode significar efectivamente diminuição da poluição (e menos CO2 para quem acreditar que este tem influência significativa).
Será que do antes para o depois apareceram 14 mil condutores com carros novos?
Será que já existiam, mas usavam vias alternativas ao Túnel/Descida das Amoreiras?
Usavam os transpoortes públicos, e como ficou mais fácil e/ou mais barato usar o túnel optaram pelo transporte individual?
Será que um aumento da fluidez, pelo menos nalguns sentidos de trânsito, terá compensado a perda desta noutros, com um aumento da velocidade média e presumível maior economia de combustível/menor desgaste do motor/combustão mais eficaz, maior facilidade de dispersão de poluentes, etc do que o pára/arranca anterior?
De
MC a 24 de Julho de 2007 às 21:48
Caro Osvaldo, céptico como sempre!
Claro que a relação não é óbvia, mas custa-me muito a crer que realmente a situação tenha melhorado. Basta ler o post onde refiro uma notícia que diz que todas as outras avenidas da zona estão mais congestionadas. E mais congestionamento é obviamente mais poluição
De
Pedro Sá a 16 de Julho de 2007 às 23:27
Por muito que me custe dizê-lo, que ela é arrogante todos os dias e uma arauta do politicamente correcto e do anti-carro, no caso concreto Marina Ferreira tem toda a razão.
De
MC a 24 de Julho de 2007 às 21:46
Este comentário é a segunda parte da anedota??
Uma coisa é concordar-se que essas medidas são suficientes (o que eu aceito), agora dizer-se que ela tem razão que "são medidas fortíssimas" não passa pela cabeça de ninguém...
Será que o sr Pedro Sá, apenas quis ter mais uma das suas saídas extremistas? :)
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