Sá Fernandes insiste na recuperação das antiga linhas de eléctricos - Há muitas onde os carris e os postes ainda estão instalados.
Helena Roseta defende o direito às bicicletas a andar nas faixas BUS - Em muitos países europeus as bicicletas podem até andar em sentido contrário. Em Nova Iorque os activistas conseguiram surpreendentemente o mesmo direito há alguns anos!
Roseta diz ainda pode
acabar com monopólio da carris - Isto é uma medida muito perigosa, e espero que seja boca da campanha eleitoral. O sistema de transportes públicos não pode, por várias razões, ser entregue à concorrência. Dar lugar a outras empresas só faria sentido se os horários e os percursos fossem determinados por uma autoridade e os bilhetes e passes fossem uniformizados.
Carmona
diz que a mota é que é boa para o ambiente e para Lisboa, e não a bicicleta - De facto a mota tem enormes vantagens na cidade (não do ponto de vista individualista, mas urbano), que é não provocar congestionamentos, não ocupar o espaço público (5 motas ocupam tanto como um carro), serem menos perigosas para os peões... agora para o ambiente?? Este senhor não deve saber o que é o ambiente. Uma mota polui a atmosfera quase tanto como um automóvel (e este pode levar mais gente), já para não falar na poluição sonora.
António Costa
promete «tolerância zero» ao estacionamento ilegal.
Essa tolerância zero ao estacionamento ilegal é própria de ditadores que não querem saber de problemas e dificuldades de outrem.
Eles não têm nem nunca terão problemas desse tipo.
Têm os bolsos cheios de dinheiro com ordenados chorudos e regalias especiais, por isso, como podem preocupar-se com os problemas de pessoas
que vivem com os tostões contados e gastos antes do fim do mês???
Os abastados sempre quiseram ter a cidade livre e disponível só para si . Por isso, inventam portagens e outras coisas do género que servem apenas as pessoas do dnheiro, ou seja, os ricos, porque assim andam mais à vontade sem ter o carrinho barato a barrar-lhes o caminho.
Esta é a realidade que se esconde!
Se não houver transito deve ser precisamente para os ricos que pouco ou nada fazem. Esses podem andar a pé porque têm todo o tempo do mundo à sua disposição.
De LisboetaGema a 16 de Julho de 2007 às 13:21
Caro Felisteu,
Eu apoio a tolerância zero ao estacionamento ilegal. Isso faz de mim um ditador? Não. Ou um abastado que quer ter a cidade livre e disponível para mim? Assim-assim talvez, considero-me remediado e quero a cidade livre para circular, um direito meu. Não tenho carro e não quero o carro (barato ou caro) de ninguém nos passeios que percorro, nas passadeiras que atravesso, etc.
Isto não é uma luta de classes, é uma questão de civismo...
De Zé da Burra o Alentejano a 18 de Julho de 2007 às 14:55
Você disse que não tem carro, talvez por isso é tão extremista sobre o assunto.
Pergunte antes porque se continuam a construir edifícios de habitação ou de escritórios sem parques de estacionamento para os moradores ou para os funcionários/trabalhadores, tendo até em atenção a fraca capacidade de resposta da rede de transportes colectivos. E destes só há dois que satisfazem plenamente o comboio e o metro, porque circulam fora do trânsito, dos semáforos, dos cruzamentos, das passadeiras de peões....
Sabe porque o comércio de Lisboa está morrendo e, ao invés, o dos Centros Comerciais está crescendo? É que nesses locais não há dores de cabeça para estacionar o carro. Os grandes Centros Comerciais têm todos Parques de estacionamento para os seus clientes. Quanto aos Lisboetas jovens têm que sair da cidade, e uma das razões é que aqui não podem possuir um carro, porque não têm onde o estacionar.
Zé da Burra o Alentejano
De
MC a 24 de Julho de 2007 às 20:18
"Quanto aos Lisboetas jovens têm que sair da cidade, e uma das razões é que aqui não podem possuir um carro, porque não têm onde o estacionar"
Está a brincar ou a falar a sério?
Conhece Paris, Amesterdão, Londres, Bruxelas, Berlim, Hamburgo, Munique, Praga, Estocolmo, Oslo, Helsínquia, Zagreb, Atenas, etc... etc... Basta uma, conhece alguma?
TODAS têm uma atitude mais anti-automóvel que Lisboa e nenhuma delas sofre por isso, bem pelo contrário. Há mais gente na rua do que aqui.
Civilizados todos queremos ser, só que uns têm tudo e mais alguma coisa para lá chegar e a maior parte das pessoas tem 0,0000000000 % ... de possibilidades para atingir o mesmo objectivo.
Por isso, a luta de classes é muito importante para se atingir o civismo de que todos gostamos.
Comentar post