Enviado por um leitor, e retirado de uma série de entrevista do Público a estrangeiros residentes em Lisboa.
Klaudia Palczak, polaca de 26 anos:
Aos "efes" de Fátima (...), de futebol (...) e de fado (...), Klaudia acrescenta um quarto, "de Ferrari". Por causa da condução "louca". E também da alta cilindrada dos veículos. "Aonde é que os portugueses, com o que ganham, vão buscar dinheiro para comprar carros tão caros?", tem perguntado, em vão.
Já ouvi de um checo que os portugueses eram obcecados em cada um ter o seu carrinho. Um francês que não percebia porque é que cada um dos amigos lisboetas fazia questão de levar o seu carro, quando havia transportes disponíveis, ou quando iam todos para o mesmo local podendo partilhar um carro.
De um professor português (ainda por cima de economia, o que lhe daria a obrigação de saber do que estava a falar) ouvi a certeza de que os valores do PIB português estavam subestimados. Isto porque o próprio, que tinha acabado de chegar de Paris, constantou que lá o parque automóvel era bastante mais fraquito que o Lisboeta. Pior do que não perceber que as famílias têm prioridades diferentes cá e lá, foi ele próprio tomar a cilindrada dos automóveis como índice de riqueza.
Prioridades...
De Zé da Burra o Alentejano a 18 de Julho de 2007 às 14:41
Outro a querer comparar os transportes colectivos de Lisboa com os de Paris. Sabe a diferença? As redes de metro são comparáveis? já vivi em Paris e lá nunca usei o carro! A cidade de Paris não tem local nenhum a mais de 500 metros de uma saída do metro. Sabia isso? Se não sabia está perdoado!
Zé da Burra o Alentejano
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