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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

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A caminho da carrocracia: sugestões

TMC, 03.02.11

A rede de transportes urbanos e regionais são o esqueleto do território. Sem eles, as populações não comunicam e, como gestoras do território através das suas actividades económicas, votam-no ou não à decadência. Face às recentes medidas de cortes em escolas, centros de saúde e transportes públicos de um país tipicamente centralista, não percebo porque é que não se vai directamente ao assunto e se põe preto no branco o que se realmente pretende.

 

Receita para não ser discriminado em Portugal na vida quotidiana (por ordem de importância):

 

1- viver/trabalhar em Lisboa e ter um carro
2- viver/trabalhar no Porto e ter um carro
3- viver/trabalhar em Lisboa ou no Porto sem carro
4- viver num subúrbio de Lisboa ou do Porto e ir para o trabalho de carro
5- viver num subúrbio sem carro

 

Se pertence a alguma das categorias anteriores, parabéns! É provável que o governo continue a preservar o seu modo de vida. É um cidadão exemplar e apostou correctamente no futuro dos seus filhos. Se for o caso, não se esqueça de tentar comprar um carro de modo a não ser tão discriminado. Se já tiver um carro, pode sempre comprar outro e assegurar o futuro dos seus filhos. O objectivo é chegar ao ponto 1 ou 2.

 

Verifique porém se se encontra ou se conhece alguém numa das seguintes situações:

 

1- viver/trabalhar numa cidade do interior com comboio e ter carro
2- viver/trabalhar numa cidade do interior com carro
3- viver/trabalhar numa cidade do interior sem carro
4- viver/trabalhar no interior com ou sem carro

 

Se se rever nalgum dos pontos anteriores...assim não vamos lá! Se já não tiver idade mas ainda tiver filhos, recambie-os para Lisboa ou Porto de modo a que eles possam ficar numa das categorias do primeiro escalão. Ou, se ainda tiver idade e não quiser ser discriminada no acesso a bens e serviços, venha para Lisboa ou para o Porto. Há subúrbios com fartura e casas de qualidade. Isso de querer continuar-se a morar onde se nasceu é coisa do século passado. A sua escolha custa milhões ao estado e não está para durar. Porém, não desespere; ainda pode ficar mais alguns anos onde está. Para já precisamos de si vivo porque os turistas estrangeiros e das cidades gostam do "very typical" castiço.

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