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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

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Pequenas coisas da ditadura do automóvel IV

MC, 06.01.11

A Carris (autocarros de Lisboa) tem um serviço muito bom de informação sobre os horários de chegada dos autocarros*. Seja por paineis eletrónicos nas paragens, por SMS ou por e-mail, o passageiro pode ficar a saber a que horas é prevista a chegada dos diferentes autocarros. Tudo isto graças a um sistema que acompanha constantemente a localização de todos os autocarros.

Nada disto faria o mínimo sentido se os carros privados não empatassem a vida dos outros. Se houvesse menos trânsito, se não houvesse estacionamento ilegal, se houvesse mais faixas BUS, etc. a velocidade a que um autocarro circula seria muito mais previsível e menos errática (já para não dizer que  circulariam bem mais rápido). Poderíamos ter horários fixos para cada paragem, o autocarro 123 passaria à minha porta às 8h25 todas as manhãs, em vez de este sistema todo. Os utentes saberiam sempre quando haveria autocarro. Os autocarro chegariam à hora prevista.

Tudo isto é impossível devido às escolhas dos automobilistas. Logo andar ou não de automóvel não é uma escolha meramente individual como escolher entre chá ou café, mas é uma escolha que afeta os outros, tal como tocar ou não bateria às 4 da manhã, e deveria ser tratada como tal.

 

* Sim, eu sei , nem sempre está correto. Mas já vi falhas semelhantes ou piores no estrangeiro.

 


Uma petição a assinar para um meio de transporte que felizmente não é afetado pela escolha dos outros, o comboio. Os utentes do Grande Porto não têm a possibilidade de ir diretamente do Porto a Guimarães sem parar em todas as terrinhas: Petição Comboios Expresso para Guimarães

3 comentários

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    mlz 06.01.2011

    Já agora aproveito para dar outra das razões para não andar mais de autocarro e mostrar o meu descontentamento.
    Eu utilizo sobretudo bilhete, pela irregularidade da utilização que faço dos TP. Ao contrario de outras cidades, em Lx, cada percurso que se faz de autocarro implica "picar" o bilhete. Ora isto é estupido porque se temos de trocar de autocarro isto implica "picar" duas vezes. Noutras cidades europeias, a partir do momento em que se "pica" temos "direito" a uma hora de transporte. O que permite por norma chegar da origem ao destino com as trocas que forem necessárias.
  • Sem imagem de perfil

    R.A.P. 06.01.2011

    Este comentário d@ mlz, lembrou-me de outro pormenor da ditadura do automóvel: a desinformação típica que acompanha os obsecados pelo automóvel fazendo propaganda negativa contra os TP.

    Muitas das "criticas" que os não-utilizadores fazem à Carris (que é o assunto do post) são mitos (para não chamar de totais mentiras) que são espalhadas como desculpas para não andar de transportes públicos. Frequentemente quando falo do assunto com amigos que só andam de automóvel, dizem autênticas barbaridades sobre a Carris (e não só) para justificar a sua opção de ir de carro para todo o lado.

    Isso leva-me a constantemente ter de repôr a verdade.

    No caso d@ mlz, a desinformação claramente chegou-lhe aos ouvidos. O seu último comentário é um dos mitos comuns e é completamente falso.

    OS BILHETES TÊM VALIDADE DE 1HORA ENTRE A PRIMEIRA E ÚLTIMA VALIDAÇÃO. NO CASO DAS VIAGENS QUE ATRAVESSEM 2 ZONAS, O BILHETE É VÁLIDO POR 2 HORAS.

    Isto já é assim há muito tempo. Tanto tempo que eu pura e simplesmente já nem me lembro quando não era assim. Logo essa desculpa para não andar na Carris não é válida.
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