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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

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A carapaça e o carjaquim

MC, 02.04.09

A metáfora do carro como exosqueleto do homem também ajuda a perceber a paranóia social à volta do carjacking. Os telejornais abrem com histórias de carjacking, a imprensa sensacionalista (passe a redundância) enche páginas. O Paulinho das feiras vem exigir pancada neles. O Governo faz protocolos especiais de prevenção e cria equipas mistas de polícia anti-carjaquim. O relatório oficial sobre a segurança interna dá especial destaque a 3 crimes: homicídios, crimes sexuais contra crianças e carjaquim. Repito, homicídio, violação de crianças, e, carjaquim. Na página do Ministério de Adm Interna só há um crime que tem direito a uma página especial, o carjacking.

E se eu acrescentar que apesar de o ano passado ter sido de longe o pior em termos de carjaquim, mesmo assim houve 34 vezes mais crimes de violência doméstica do que de carjaquim? 50 vezes mais furtos a residências. Um pouco menos de raptos. Mais crimes de ofensa à integridade física grave. Um quarto de de tráfico de seres humanos. A PJ teve em mãos mais do dobro de crimes sexuais contra crianças do que carjaquim. Não é óbvio que o carjaquim está muito longe de ser o problema de segurança mais grave em Portugal, ao contrário do que a paranóia toda faz crer?

Então por que não se fala noutra coisa? Porque o carjaquim violenta as pessoas dentro delas, dentro do exosqueleto que é o seu carro. Ter a casa assaltada, ser raptado, até ser violado parece menos grave do que este assalto a parte fisicamente integrante delas, o carro.


A ler: o ministro Lino também preparou uma partida de 1 de Abril, uma comunicação com o título "Ferrovia deverá ser o elemento estruturante do sistema de transportes". O documento está cheio de boas intenções, e discursos exaltados. Mas em quatro anos foram lançados  (ou seja decisão deste governo) várias centenas de quilómetros de auto-estradas, de ferrovia julgo que foram poucas dezenas.

Carta Aberta ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

TMC, 02.04.09

 

Incompetência, Negligência ou Má-fé
 
 
Exmo. Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Exma. Sra. Secretária de Estado dos Transportes
 
 
A calamitosa política de transporte seguida para as Vias Estreitas (VE) do Douro nas últimas três décadas atingiu o ponto de ruptura. A falácia do prejuízo nestas vias-férreas, mesmo tratando-se de um serviço público a manter para bem da solidariedade e coesão social, e malgrado a forma danosa como têm sido administradas, esquece convenientemente os desastres financeiros da Carris e dos Metros do Porto e de Lisboa, averbando respectivamente prejuízos crescentes na ordem dos 18, 150 e 160 milhões de euros, suportados por todos os portugueses, do Litoral ao Interior e Ilhas.
 
O fundamentalismo do alcatrão culminou na imobilização de todo o país em Junho de 2008, face à dependência do petróleo e da rodovia, assistindo-se a uma escassez de víveres preocupante numa questão de dias, enquanto apenas 3% das mercadorias é transportada por via ferroviária. O favorável panorama petrolífero actual é passageiro, e será agravado pela imposição das chamadas taxas ecológicas, com impactes muito pesados para o transporte rodoviário de mercadorias. A terrível dependência energética de Portugal sobressai no sector dos transportes, responsável por mais de metade deste bolo de poluição e ineficiência, que em nada será aplacado pela construção de barragens. Ainda assim, assiste-se à construção mediatizada de mais e mais auto-estradas, mormente no Litoral, em investimentos de milhares de milhões de euros, enquanto o investimento nos caminhos-de-ferro atinge o seu valor mais baixo em 13 anos (250 milhões de euros), numa queda que com o actual Governo acelerou notavelmente. De facto, apenas a Grande Lisboa e o Grande Porto reúnem tanto investimento em estradas num ano como o país inteiro em caminhos-de-ferro em quatro.
 
Outra conclusão não se pode estabelecer senão a de que se tem jogado com a vida de milhares de utentes das Linhas do Tua, Corgo e Tâmega, ao se permitir que a infra-estrutura ferroviária atingisse ou mesmo ultrapassasse o ponto de ruptura. Ou a situação actual se justifica, lançando sobre a tutela uma inequívoca acusação de incompetência, negligência e má-fé na gestão, ou então não se justifica, e suportam-na razões que devem ser esclarecidas. A ligeireza com que o volume de investimento foi prontamente apresentado é igualmente alarmante: como é que se pode demorar tão pouco a encerrar, e ao mesmo tempo a anunciar o valor duma empreitada, que afinal só começará, por razões ainda não esclarecidas, daqui a 4 meses?
 
Este número levanta outras questões igualmente preocupantes; em Espanha, um organismo ferroviário adstrito apenas à VE reabriu integralmente em 2003 uma linha com 340km de extensão (o mesmo comprimento que a Linha do Norte) com um custo de 123.500 euros/km – encerrada em 1991 por questões de segurança, tal como a Linha do Tua. Seria o equivalente em Portugal a reabrir ao mesmo tempo as Linhas do Tâmega, do Corgo, do Tua, do Sabor e do Douro, sobrando ainda 20km. Como se justifica então que em Portugal a renovação destas vias venha a custar perto de um milhão euros/km? Esta diferença abismal de valor tem de ser necessariamente detalhada: vai haver correcção de traçado; vão ser aumentadas as velocidades máximas de 30km/h; vão ser instaladas travessas em betão, soldados os carris e fixados de forma elástica (garantindo maior durabilidade, conforto e segurança); vão ser suprimidas ou automatizadas passagens-de-nível; vai ser instalada sinalização luminosa e automática; vão ser instalados dispositivos de prevenção e alerta de via intransitável? Os prazos de execução das obras constituem outro facto impressionante. Basta pensar que avançarão a cerca de 500 metros/mês no Tâmega, quando por exemplo a construção da Linha do Tua, a maior e mais intrépida das VE do Douro, fez-se a um ritmo de 1,5km/mês entre o Tua e Mirandela, e a 2km/mês entre Mirandela e Bragança, e isto com os meios técnicos de há 120 e 100 anos atrás, respectivamente. Ao ritmo das obras no Tâmega, a Linha do Tua teria demorado, em vez de 6 anos, algo como 22 anos a ser concluída!
 
Exige a inteligência e bom senso que estes projectos, em linhas cuja reabertura já foi proposta por dois particulares para exploração turística e regional e negada liminarmente pelas autarquias locais contra a vontade do povo, sejam abandonados, antes que a sangria de verbas e oportunidades de emprego e desenvolvimento sejam por estes agravados. Em contrapartida, uma vez que finalmente a tutela se dispõe a modernizar estas vias, este planeamento deverá, a partir de agora, incluir a reabertura integral das mesmas, aproveitando a presença no terreno dos meios necessários. É uma oportunidade soberana de se emendar um erro que no país vizinho já foi reconhecido e está a ser corrigido.
 
No caso particular da Linha do Tua, é inaceitável que a REFER/tutela justifiquem a não reabertura dentro do prazo estabelecido, que terminou a 31 de Março último, pela necessidade de espera por uma decisão sobre a barragem do Tua. Estamos perante outro caso de má-fé que já ultrapassou todos os limites da razoabilidade. A posição da tutela é clara: "É uma linha que tem objectivos e que pode ser utilizada em benefício do turismo e das populações, portanto a nossa intenção é continuar com a linha", palavras do Ministro Mário Lino em Outubro de 2008.
 
O Estudo de Impacte Ambiental da barragem do Tua é explícito: “A área de influência revela-se uma área mal servida ao nível dos serviços mais procurados: esta situação agrava-se com as fracas acessibilidades e escassez de oferta de transporte público; a identificação e avaliação dos impactes (da barragem) ao nível da socioeconomia evidenciaram impactes muito negativos ao nível da economia local, em particular para a agricultura e agro-indústria, com repercussões também muito negativas ao nível do emprego e dos movimentos e estrutura da população”.
 
Também parece haver uma desadequação face às obrigações impostas pelo Direito Comunitário, principalmente pelo Regulamento n.º 1698/2005 do Conselho, que visa, com o apoio ao desenvolvimento rural dado pelo FEADER, o crescimento da economia rural através de medidas para diversificação. Com a destruição do Vale e da Linha do Tua, quaisquer auxílios concedidos neste âmbito serão subaproveitados. Não é demais recordar que o mesmo é dirigido à prossecução do aumento da competitividade da agricultura e da silvicultura, da melhoria do ambiente e da paisagem rural, promoção da qualidade de vida nas zonas rurais e diversificação das actividades económicas. De acordo com a tão aclamada Estratégia de Lisboa, a melhoria da competitividade agrícola é o pilar fundamental do desenvolvimento rural. Que competitividade terão produtos que perdem terrenos e que perdem oportunidades de menores custos de transporte, como o próprio Vinho do Porto e o Azeite da Terra Quente Trasmontana?
 
A mentira da necessidade desta barragem é apenas comparável ao tamanho do seu paredão: por 1/3 do seu custo, consegue-se o equivalente a 75% da sua potência, através do reforço da barragem do Picote, e o mesmo que 3 barragens do Tua se juntarmos os reforços que serão realizados no Picote, Bemposta e Alqueva. O correcto aproveitamento da energia solar já foi calculado como potenciador de uma redução de consumo de electricidade de 20%, muito superior ao ridículo ganho de 3% apresentado por todo o monstruoso pacote de 10 novas barragens!
De igual forma, António Mexia não tem razões para não construir uma alternativa ferroviária. Omite convenientemente dois factos: o caderno de encargos prevê a substituição de vias com a mesma valência – desde quando é que uma estrada tem a mesma valência que um caminho-de-ferro, demais a mais sendo a Linha do Tua o que é e as estradas da zona o que são; a EDP teve de pagar, aquando da construção da Barragem da Valeira no Douro, uma estação nova na Ferradosa, uma nova ponte sobre o Douro, e cerca de 1,5km de via-férrea nova para a Linha do Douro. Existe o precedente, existe um caderno de encargos que está a ser mal interpretado, e mesmo que este erro estratégico da barragem do Tua avance, a destruição de parte da paisagem do vale não é desculpa para obliterar para sempre a Linha do Tua, uma vez que a necessidade de transporte público se mantém, com todas as oportunidades a montante e a jusante.
 
De igual forma, relembramos o facto de Bragança ter em 2012 o comboio de alta velocidade a apenas 30km de distância, na Puebla de Sanábria, constituindo a par do alargamento do aeroporto de Bragança uma oportunidade única de atractividade para turistas e mobilidade para pessoas e mercadorias. Isto quando a tutela já confirmou que não existem contactos com Espanha para a execução de novas ligações rodoviárias nesta zona. Note-se que o Turismo é um produto compósito: não há sucesso quando um dos elementos falta, e o elemento em falta no Nordeste Trasmontano e no Douro é precisamente a fraquíssima oferta de transportes aí existente.
 
Afinal, que interesses é que existem em se destruir o Vale e a Linha do Tua, quando está mais que provado e suportado por documentos legais e especialistas de todos os sectores que a barragem será um desastre para a região e para o país? Exigimos de uma vez por todas:
 
- Respeito pelas populações e utentes, privadas dos seus direitos inalienáveis de mobilidade e solidariedade social.
 
- Apresentação de um plano de modernização, reabertura total e alargamento da Linha do Tua a Espanha, depois da realização de 2 estudos profundos em 7 anos, e 17 meses de suspensão de circulações, mais que o suficiente para se ter apresentado e se ter começado a executar alterações profundas.
 
- Responsabilização pelos 4 acidentes e respectivas vítimas, pelo estado de conservação grosseiro da via, e pelos prejuízos causados ao Metro de Mirandela e tecido comercial da zona, que tem perdido um preocupante volume de receitas geradas pelas dezenas de milhares de turistas que deixaram de viajar na Linha do Tua.
 
Desta forma, o MCLT solicita aos Exmos. Srs. Ministro e Secretária de Estado o esclarecimento honesto destas questões que têm vindo a ameaçar o bom funcionamento da Democracia e da coesão social em Trás-os-Montes e Alto Douro, e apresentem um plano de intervenções com o rigor que a este nível se exige.
 
 
Movimento Cívico pela Linha do Tua, 2 de Abril de 2009
 

A carapaça e o autocolante

MC, 02.04.09

Uma amiga inventou um conceito que ajuda muito a explicar o estranho relacionamento que muita gente têm com o automóvel ("estranho" do ponto de vista de quem deu um passo atrás para ter um ângulo de visão maior). Diz ela que o automóvel é como um  exosqueleto, tal como a carapaça de muitos insectos, tartarugas, cágados, etc. A carapaça é o seu refúgio, fora dela sentem-se vulneráveis e frágeis. Compreendem que não podem controlar o mundo à sua volta, que o mundo é feito por todos, mas a sua carapaça é um local único e pessoal. Um ataque à carapaça é tido como uma ameaça à própria vida. Aliás, muitos destes animais nem podem viver fora dela.

 

Lembrei-me desta analogia ao ler a discussão sobre o autocolante do Quero andar a pé! Posso? Há discussões em vários blogs e em vários jornais sobre o acto de colar o autocolante. Chegou-se ao ponto de um jornalista ter contactado várias polícias para indagar sobre a legalidade da colagem. Muitas pessoas adoram a iniciativa, mas não se associam por discordarem do autocolante.  Outras alertam para a possibilidade de processos judicias, mesmo sabendo que um autocolante pode ter sido colado por qualquer um. Pessoalmente não me agrada a ideia de ser autocolante, não por uma questão de dolo (estamos a falar de quem obriga terceiros,  por mero egoísmo, a pôr a sua vida em risco caminhando pela rua), mas porque o cágado não é capaz de pensar duas vezes sobre as intenções de uma mão estranha que se aproxima. E eu queria que os cágados pensassem.

 

Contudo, hoje lembrei-me das portas dos prédios de todo o país. Todas elas têm vários autocolantes, muitos há anos. Quem o cola, fá-lo por mero interesse financeiro, não o faz para pedir respeito por uma norma legal e social. É tão fácil identificar o responsável pela colagem, é mesmo essa a ideia, ao ponto de ele deixar o contacto lá escrito. Alguém se lembra de alguma polémica? De ameaças de processos judiciais ou ameaças de violência física bem explícitas como tem havido no caso do estacionamento? Claro que não, o cágado só se preocupa com a carapaça.


A ler e ver, ruas da frenética Tóquio transformadas em jardim, no Carfree France. Como sempre relembro, as cidades só não são assim porque não queremos.

Repórter Menos Um Carro

MC, 01.04.09

O Gonçalo do Ma Fyn Bach envia-nos estas fotografias da zona ribeirinha de Lisboa. Bem junto ao novo terminal para barcos, onde se poderia esperar que houvesse autocarros para facilitar a articulação dos transportes públicos, o que existe na realidade é

 

 

um parque de estacionamento privado para a TransTejo. Depois há esta colocação estranha de pilaretes,

 

 

que mais parecem servir para afastar os peões dos carros que ao contrário. A poucos metros, temos o habitual espectáculo,

 

 

porquê desperdiçar espaço com o passeio, se lá cabem duas filinhas de popós. Os peões podem sempre ir pelo alcatrão. Mas respeitem o espaço dos automóveis, senão ainda são culpados pelo vosso próprio atropelamento. Mais à frente, há estacionamento selvagem,

 

 

 

em frente a um estacionamento totalmente vazio,

 

 

mas pago. Os outros que paguem pelo meu uso do espaço público.

 


A ler, também uma contribuição de outro leitor (L.R.), O código das estradas no Jornal de Negócios:

Quando se faz uma estrada, está-se a criar uma infra-estrutura moderna. Quando se faz disso o modelo de desenvolvimento económico, está-se a criar uma estrutura atrasada. Está a acontecer com Sócrates como aconteceu com Cavaco.
(...)
Portugal já é dos países da Europa com mais quilómetros de estradas "rápidas" (auto-estradas, IC e IP). A utilidade marginal de cada novo quilómetro é cada vez menor. E como já se viu com as urgências, escolas e tribunais (que em boa política têm encerrado), uma estrada a mais não é necessariamente melhor que uma estrada a menos. Até porque gastar ali é não investir acolá: reabilitação urbana, por exemplo, que gera crescimento rápido e preenche necessidades prementes.

A culpa nunca é do automobilista

MC, 01.04.09

Volto à foto que roubei no post anterior:

 

1. Se alguém visse uma mulher a (1) conduzir de bicicleta, (2) só com uma mão, (3) a falar ao telefone, (4) sem capacete, (5) um miúdo de bicicleta, (6) com o miúdo sem qualquer protecção, (7) estando o miúdo na mesma bicicleta numa rua de Lisboa, todos diriam que ela era inconsciente, porque é perigoso.

Mas olhando para a foto não parece assim tão perigoso, nem se vê ninguém escandalizado. Isto porque nenhum daqueles sete pontos são perigosos em si mesmo. O perigo é criado pelo trânsito automóvel, ou seja por alguém que não a mulher. É essencial que este facto tão óbvio entre na nossa maneira de pensar (e que deixemos de dizer que é perigoso)

 

2. Exactamente a mesma ideia se aplica à obrigação do uso de capacete pelo ciclista. A Ana do Cenas a Pedal tem feito vários posts interessantes sobre isto (por exemplo este), e eu resumiria a ideia a uma frase que apanhei por aí: I use the helmet so that you can drive like an idiot. Obrigar um ciclista a usar o capacete, é não querer entender que não é ele que causa o perigo. Há tempos circulou um texto com piada que perguntava se não deveríamos obrigar os peões a usar capacete. A questão parece ridícula, mas é exactamente igual à do ciclista.

 

3. Numa discussão nos comentários aqui no blog, um leitor dizia "Mas eu como cidadão não poluo o ambiente por utilizar um veículo eléctrico. Quem produz a electricidade com meios poluentes é que faz isso". Mais uma vez a culpa não é de quem escolhe andar de carro, mas de quem produziu a energia que está a ser usada.

 

4. Nas reacções à iniciativa do autocolante contra o estacionamento abusivo, tenho notado que frequentemente se diz que "não há estacionamento e por isso estaciona-se no passeio".  Isto é, aceita-se que quem criou a necessidade (por se deslocar de automóvel) de ocupar um espaço público, pode empurrar o seu problema para as costas dos outros. Mas o mesmo raciocínio não é aplicado a quem rouba por necessidade, a quem toca bateria às 4 da manhã, etc.

 

Moral da história: se alguma vez cometer um crime, seja fiscal, criminal, ambiental, conjugal, etc. é bom que o faça ao volante. A sociedade não me atribuirá as culpas.

 


Deixei o exemplo do crime mais grave que é perdoado aos automobilistas, a sinistralidade, para o fim, porque a Ana o trata com alguma piada:

O JN disse «carro atropela e mata homem em bicicleta». Não sei se o carro será acusado de homicídio por negligência, se será detido, não sei. Confesso que estou curiosa acerca da condutora do carro. “Guns don’t kill people, people do.”

Parte dois aqui.

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