Domingo, 11 de Maio de 2008

Bike to work day

Esta sexta-feira "celebra-se" mais um Bike to Work Day, uma iniciativa que nasceu nos EUA e que pretende servir de empurrãozinho para a mudança para a bicicleta como transporte quotidiano.

Esta sexta-feira,

quem já costuma ir de bicicleta para o trabalho, que não abra excepções;

quem já foi alguma vez, este é o melhor dia para o repetir;

quem sempre quis experimentar, já tem uma desculpa!;

para quem o percurso é difícil, pode experimentar conjugar a bicicleta com o transporte público, quer levando uma bicicleta dobrável ou uma bicicleta normal nos transportes, quando isso é permitido), quer com um percurso de bicicleta desde casa que muitas vezes evita uma pequena viagem de autocarro/carro/pé até ao comboio tornando tudo mais rápido.

 

 


 

Post recomendado: Le rôle croissant des transports dans les émissions de gaz à effet de serre no Carfree France

publicado por MC às 13:16
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Sábado, 10 de Maio de 2008

Chega para lá

Uma bonita solução para arranjar mais estacionamento na Penha de França (Lisboa): meter uma barreira a meio do passeio para ter a certeza que os peões não se lembram de ocupar esse espaço dedicado ao estacionamento.

Gostava de conhecer o génio criador de tamanha obra prima.

 

Algo barbaramente semelhante em Lagos.


Notícia recomendada: A moda das bicicletas dobráveis em Londres na BBC. Há vários depoimentos a explicar como a bicicleta dobrável é um excelente complemento ao transporte público: de casa à estação mais próxima, e da estação final ao emprego.

publicado por MC às 00:20
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

O carro antes da pessoa

Todos sabemos que o espaço urbano é um bem precioso, todo o metro quadrado é disputado. Daí os preços da habitação no centro das cidades ser bem mais altos do que fora delas.
Na nossa sociedade, quando uma pessoa precisa de um pequeno espaço para habitar, um teto para dormir... que se amanhe. Descontando alguns casos de habitação social - que é sempre visto como algo honoroso - não há praticamente ajuda de nenhuma autoridade. Quem não se safa tem sempre as arcadas dos prédios para dormir ao relento.
O caso muda de figura quando se trata de arranjar um espaço para o carro habitar. De repente torna-se consensual que essa responsabilidade cabe às autarquias. Sem pagar mais por isso os donos de automóveis acham que a junta lhes deve aquele espaço urbano. Em Lisboa temos até um presidente da junta, que acha que os passeios são largos demais e que poderiam ser convertidos em estacionamento em espinha. Que acha que devemos roubar esse espaço urbano aos peões para satisfazer as exigências dos popós. E se ainda mais for necessário, que se convertam algumas áreas em parques de estacionamento.

Mas por que raio não deve caber ao proprietário do automóvel, geralmente até mais rico que o sem-abrigo, a tratar de arranjar esse espaço, alugando um espaço num estacionamento público ou comprando uma garagem (é vergonhoso o número de garagens de prédios que são reconvertidas para lojas e oficinas para proveito dos proprietários, que depois esperam que a junta lhe arranje um espacinho). E só não há mais garagens disponíveis exactamente porque ninguém as quer pagar. O Estado, ou seja todos nós, que paguemos por isso.

 

 

 

No extremo oposto temos Tóquio, onde antes de se comprar um automóvel é necessário provar que se tem um lugar para o colocar.

 

(obrigado pela dica Sushi Lover)

 


Post recomendado: Les déchets automobiles no Carfree France sobre os enormes custos ambientais escondidos da indústria automóvel como pneus, óleos, ferro-velho, etc...

publicado por MC às 02:36
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

A ver passar comboios II

Em Portugal há uma estranha repugnância por existir comboio dentro da cidade. Parece que quanto mais longe do centro melhor. Em Lisboa e durante décadas a estação principal era a do Rossio - ainda hoje o edifício diz Estação Central - bem no centro. A honra coube mais tarde a Santa Apolónia (menos central) e de há 10 anos para cá domina a Estação do Oriente, que praticamente nem está integrada no tecido urbano da cidade! Ainda recentemente foi defendido que a estação do TGV deveria ser fora de Lisboa!!
No Porto São Bento ainda se vai aguentando, mas só em Campanhã é que se pode apanhar os InterCidades e Alfas.
E o que se passa em cidades europeias do mesmo tamanho? Barcelona, Nápoles, Varsóvia, Viena, Hamburgo,  Sevilha? Bem dentro da cidade. Praga, Amesterdão, Copenhaga, Estocolmo, Bruxelas, Munique, Colónia, Glasgow? Em poucos minutos chega-se ao centro histórico a pé.

Esta alergia ao comboio no centro só é compreensível por vir de gente que só sabe andar no seu popó. Gente que não percebe que "é fácil lá chegar em 20 minutos de metro" não é assim tão fácil, porque é mais uma espera, mais um horário a fixar e a conjugar, mais uma mudança, mais um bilhete. Basta entrar no InterCidades Lisboa-Porto para ver que é nas cidades onde a estação é mais central, que há mais passageiros. Em Santarém não se vê ninguém, no apeadeiro que é suposto servir Leiria (que também é bem "fácil" de alcançar) menos ainda.

É impressionante pensar que há mais de um século houve fundos para levar o comboio ao Rossio, e hoje que o país é mil vezes mais rico, só há fundos para levar o automóvel para o centro.. o comboio que se amanhe. E assim se mata o comboio.

A ver passar comboios I

Post recomendado: Poluição Atmosférica e Saúde Pública no Cidadania LX , sobre a infidável lista de doenças provocadas pela poluição atmosférica, especialmente nas crianças.
publicado por MC às 09:26
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Quando a cidade é de todos

Foto do centro de Roterdão,
mas que poderia ser do centro de tantas outras cidades do Norte da Europa

Transportes públicos, peões e bicicletas todos partilham o mesmo espaço sem o mínimo de problemas. Não há regras, semáforos, esperas, conflictos, passeios, limites, túneis, pontes, etc...
Só há um transporte urbano que nunca poderá encaixar nesta partilha: o automóvel, porque um único automobilista precisa de 20 metros quadrados em exclusivo onde quer que passe, ao passo que a bicicleta precisa apenas de 2, e o peão e o passageiro do transporte público ainda menos ainda.
Enquanto não percebermos isto, as cidades vão continuar a ser meroscruzamentos de vias-rápidas, deixando as sobras para as pessoas.
publicado por MC às 16:35
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Domingo, 4 de Maio de 2008

E o teu "carro verde", quantas pessoas faz aos 100km?

Apanhado na World CarFree News
"Speculation and so-called Bio-fuels are leading us to a shortening of raw food sources world-wide. The consequence: Poor people go even hungrier, so that the rich can drive their cars in a supposedly environmentally friendly way. This shows the duality of the term bio-fuels. "Bio" means life. In this case, it is the life of those, who must give them up for our gas station fill-ups.
Perhaps we should, as cynical as it sounds, indicate the usage of a car in terms of hungering people per one hundred kilometers. An SUV uses the equivalent of one year of a person's food needs for every full tank of bio-fuel. Depending on your driving style, every hundred kilometers you are using 0.2 to 0.3 people! I would rather stick to my bicycle."

Marco Walter, Constance, Germany, reported in the taz

(Tradução do mais importante: Um SUV usa o equivalente às necessidades alimentares de uma pessoa, quando se enche um tanque de biocombustível. Dependendo do teu estilo de condução, podes estar a gastar 0,2 a 0,3 de pessoas aos 100km.)



Viariato Soromenho Marques sobre os sustentabilidade nos transportes em Portugal – “Embora tenhamos uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável e um discurso oficial sólido e coerente nos compromissos internacionais em matéria de alterações climáticas, (…) continuamos a ter uma política nos transportes que vai no sentido inverso. O nosso plano rodoviário continua a privilegiar as auto-estradas, a prevista terceira travessia do Tejo tem uma valência rodoviária e ferroviária e já se fala na possibilidade de a ferrovia só entrar em funcionamento numa segunda fase, quando deveria ser o contrário. O argumento é muito simples: o comboio não paga portagens. (…)”



Post recomendado: Diminuer l’accessibilité automobile (sobre soluções urbanas de acalmia e redução de tráfego) no Carfree France.
publicado por MC às 22:58
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