Esta sexta-feira "celebra-se" mais um Bike to Work Day, uma iniciativa que nasceu nos EUA e que pretende servir de empurrãozinho para a mudança para a bicicleta como transporte quotidiano.
Esta sexta-feira,
quem já costuma ir de bicicleta para o trabalho, que não abra excepções;
quem já foi alguma vez, este é o melhor dia para o repetir;
quem sempre quis experimentar, já tem uma desculpa!;
para quem o percurso é difícil, pode experimentar conjugar a bicicleta com o transporte público, quer levando uma bicicleta dobrável ou uma bicicleta normal nos transportes, quando isso é permitido), quer com um percurso de bicicleta desde casa que muitas vezes evita uma pequena viagem de autocarro/carro/pé até ao comboio tornando tudo mais rápido.
Post recomendado: Le rôle croissant des transports dans les émissions de gaz à effet de serre no Carfree France
Uma bonita solução para arranjar mais estacionamento na Penha de França (Lisboa): meter uma barreira a meio do passeio para ter a certeza que os peões não se lembram de ocupar esse espaço dedicado ao estacionamento.
Gostava de conhecer o génio criador de tamanha obra prima.
Algo barbaramente semelhante em Lagos.
Notícia recomendada: A moda das bicicletas dobráveis em Londres na BBC. Há vários depoimentos a explicar como a bicicleta dobrável é um excelente complemento ao transporte público: de casa à estação mais próxima, e da estação final ao emprego.
Todos sabemos que o espaço urbano é um bem precioso, todo o metro quadrado é disputado. Daí os preços da habitação no centro das cidades ser bem mais altos do que fora delas.
Na nossa sociedade, quando uma pessoa precisa de um pequeno espaço para habitar, um teto para dormir... que se amanhe. Descontando alguns casos de habitação social - que é sempre visto como algo honoroso - não há praticamente ajuda de nenhuma autoridade. Quem não se safa tem sempre as arcadas dos prédios para dormir ao relento.
O caso muda de figura quando se trata de arranjar um espaço para o carro habitar. De repente torna-se consensual que essa responsabilidade cabe às autarquias. Sem pagar mais por isso os donos de automóveis acham que a junta lhes deve aquele espaço urbano. Em Lisboa temos até um presidente da junta, que acha que os passeios são largos demais e que poderiam ser convertidos em estacionamento em espinha. Que acha que devemos roubar esse espaço urbano aos peões para satisfazer as exigências dos popós. E se ainda mais for necessário, que se convertam algumas áreas em parques de estacionamento.
Mas por que raio não deve caber ao proprietário do automóvel, geralmente até mais rico que o sem-abrigo, a tratar de arranjar esse espaço, alugando um espaço num estacionamento público ou comprando uma garagem (é vergonhoso o número de garagens de prédios que são reconvertidas para lojas e oficinas para proveito dos proprietários, que depois esperam que a junta lhe arranje um espacinho). E só não há mais garagens disponíveis exactamente porque ninguém as quer pagar. O Estado, ou seja todos nós, que paguemos por isso.
No extremo oposto temos Tóquio, onde antes de se comprar um automóvel é necessário provar que se tem um lugar para o colocar.
(obrigado pela dica Sushi Lover)
Post recomendado: Les déchets automobiles no Carfree France sobre os enormes custos ambientais escondidos da indústria automóvel como pneus, óleos, ferro-velho, etc...
Blogs sobre mobilidade sustentável
Apocalipse Motorizado (Brasil)
Blogue colectivo da Massa Crítica
Planeta Bicicultura (agregador)
Por um mundo + seguro (Brasil)
100 dias de bicicleta em Lisboa
Páginas
Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados
BUTE (bicicletas p/ estudantes)
Ciclovia (lista das ciclovias em em Portugal)
Environmental Transportation Association (UK)
Fed. Port. de Ciclotur. e Utilizadores de Bicicleta
Itinerarium (transportes públicos do Porto)
Mário J Alves (página pessoal)
Massa Crítica/Bicicletada Portugal
Sociedade do Automóvel (documentário BR)
Transporlis (transportes públicos de Lisboa)
Outros blogs relacionados
Boleias (carpooling) e Alugueres Curtíssimos de Carro (carshare)
GalpShare (boleias)