Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel IV

Por que razão as pessoas que moram perto de uma rua, uma avenida, uma estrada, uma via-rápida ou uma auto-estrada movimentada - que devem ser muitas mesmo - não têm direito a dormir a partir das 7h00 da manhã, nem a descansar ao fim da tarde?
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publicado por MC às 20:41
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Campeões do Alcatrão II

Desculpem voltar ao mesmo assunto (e às estatísticas), mas é impressionante que qualquer que seja a perspectiva pela qual vejamos a questão, chega-se sempre à conclusão do absurdo que é a nossa obsessão pelo alcatrão.
Numa vista de olhos pelo ViaMichelin e a Wikipedia dá para ver que a maior cidade portuguesa sem auto-estrada deve ser Beja, com 28 mil habitantes. Nos nossos vizinhos (que como sabemos são mais pobres e portanto têm menos recursos para estradas) descobre-se Ciudad Real em Espanha com 70 mil, Siracusa em Itália com 124 mil, Rodez com 65 mil em França, Inverness com 67 mil na Escócia, Grimsby na Inglaterra com 88 mil habitantes.... Na Irlanda nem se fala, porque nem há auto-estradas a ligar as principais cidades!
Ah! E tanto Beja, Bragança, Portalegre e Sines (as maiores sem auto-estradas) têm todas auto-estradas planeadas para a brevidade.
publicado por MC às 23:10
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Menos Carros = Menos Pessoas? VII

No sábado anterior três das principais ruas do centro de Londres (Oxford, Bond, e Regent) estiveram fechadas ao trânsito.
Ao contrário do que muita gente aqui no burgo previria o resultado não foi esvaziamento do centro. Bem pelo contrário! Havia tanta gente  nas ruas que foi batido o record de vendas.

P.S. (Março 08) O nome deste evento foi.. "Very Important Pedestrian Day"! E pretende ser um "ensaio" de como aquela zona da cidade vai ser em 2013, ou seja só para as pessoas.
publicado por MC às 22:55
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Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel III

Porquê é que temos que andar quilómetros e quilómetros para fazer uma coisa tão simples como jogging? Senhores, correr! Porque não podemos fazê-lo à porta de casa?
Ou por outras palavras, quem é que quer dar uma corridinha em passeios onde é necessário desviar-se de 20 em 20 segundos, quando há uma fumaça que nos tira o fôlego e quando se tem que parar de tempos a tempos num semáforo ou passadeiras?
publicado por MC às 22:44
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel II

Tendo Portugal dos climas mais amenos e agradáveis da Europa, e tendo nós uma "cultura do café" tão forte - ultrapassando provavelmente os italianos e os franceses -, porque é que as nossas cidades têm tão poucas esplanadas?
Ou fazendo a pergunta de outra maneira, quem é que quer ir apanhar um solinho a beber uma imperial/fino ou uma bica/cimbalino quando há uma barulheira e uma fumarada enormes fora do café?
publicado por MC às 13:09
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Outra vez os popós como serviço social

A tão badalada proposta do governo para as Estradas de Portugal inclui um princípio que eu acho excelente: o financiamento das estradas deve vir de quem as usa, e quem mais as usa mais deve pagar. Isto é feito através do imposto sobre os combustíveis, já que o uso do combustível é mais ou menos proporcional ao uso e desgaste das estradas. Relembro que até agora pagávamos todos independentemente do uso.

A oposição tem criticado muito a proposta quanto a outros aspectos (transformação da EP em empresa pública), mas hoje o Bloco de Esquerda criticou este aspecto acima: "Em que planeta vive? Há um único cidadão em Portugal, uma única criança, um único idoso que não beneficie das estradas, mesmo que não tenha carro? É claro que a utilização das estradas não é só directa (...) É de elementar justiça que sejam todos os contribuintes a pagar. Quero ouvi-lo falar das cirurgias, dizer que não devemos pagar as cirurgias dos outros. Há um princípio de solidariedade social, há um princípio de serviço público".


1. Todos em princípio beneficiamos do descanso dos responsáveis políticos e empresários, e do facto de eles estarem bem informados. Será que o BE quer que passemos a pagar a sauna e os jornais a eles?

2. As redes de gás, electricidade, telefone, internet, água, etc... também são usadas por todos (directa ou indirectamente) e não é por isso que vai passar a ser o Estado a pagar por isso tudo.

3. E lá vem o exemplo da saúde que já me mete nojo. Uma coisa é saúde e a educação, que são serviços sociais fundamentais. O mínimo de solidariedade ditará que estas funções caiba ao Estado, mas agora andar de popó?

4. Já mostrei várias vezes (aqui e aqui por exemplo) que o uso do automóvel tem custos altíssimos para a sociedade, e que os seus utilizadores pagam apenas uma pequena parte desses custos. Será que queremos que eles paguem menos ainda?

publicado por MC às 18:49
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Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel I

Porque é que as crianças já não brincam na rua?
Ou dito de outra maneira, será que há muitos pais a deixarem um miúdo ir jogar à bola para a praceta transformada em parque de estacionamento?
publicado por MC às 11:23
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Espezinhados (ou Lisboa é para carros não para pessoas - prova #151)

Quando julgava que já tinha visto de tudo do modo com as nossas autoridades autárquicas e os automobilistas espezinham os peões, encontrei isto:
pilaretes em torno de um cartaz publicitário
Na "Avenida" do Brasil onde a velocidade ultrapassa os 80km/h, e onde os passeios de ambos os lados estão constantemente ocupados por automóveis estacionados, este cartaz publicitário tem direito a pilaretes para manter os automóveis afastados, mas os peões não!
Já nem cidadãos somos.
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publicado por MC às 11:41
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