Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Filas de trânsito à holandesa


Na foto vêem-se uma dúzia de bicicletas a ocupar sensivelmente o mesmo espaço que um automóvel. Quando cair o verde vão atravessar todas a rua em pouco segundos.
Se em vez de 12 bicicletas tivéssemos 12 automóveis, estes ocupariam 12 vezes mais espaço, provavelmente entupindo o cruzamento anterior, o que provocaria outra fila de outros tantos carros. Precisariam também de maior largura para circular, pois a da ciclovia não é suficiente. Seria necessário o triplo do tempo para que todos os automóveis passassem, aumentado assim o tempo de espera e o tamanho da fila nas outras ruas do cruzamento.
A isto chama-se eficiência.
Bem a propósito, recomendo o meu vídeo preferido aqui do blogue.
publicado por MC às 12:15
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Eu até andaria de transportes públicos...

... se eles chegassem a horas e fossem rápidos.
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publicado por MC às 00:30
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

O estacionamento da cidade tem que ser pago

O Blogue Speakers Corner Liberal Social tem um excelente post sobre uma ideia que já defendi aqui várias vezes: o estacionamento nas cidades tem que ser pago. Aqui ficam alguns excertos:

Criar parques para estacionar tem custos, mesmo quando feito por entidades privadas, como centros comerciais. Esses custos (...) são passados indirectamente para todos os utilizadores das áreas comerciais, via preços superiores nos bens que adquirem.

(...)

Para piorar a situação, estacionamento de superfície a mais nas nossas cidades, mata efectivamente as cidades e o ambiente urbano. Eu diria, que o estacionamento de superfície é precisamente um dos factores que está a matar o nosso comércio "tradicional". As pessoas gostam de passear em sítio calmos e arranjados, com passeios largos, não em passeios apertados, que foram cortados de boa parte da sua largura, para criar lugares de estacionamento extra. Ou seja, rouba-se espaço de circulação às pessoas, para criar espaço para colocar carros, em que cada espaço de estacionamento ocupa o espaço de circulação de muitas pessoas.

Mas, é necessário espaço de estacionamento, dizem vocês?

Eu respondo, sim, é preciso, mas, quem o deseje deve pagar por ele. Em vez de EMEL e companhia, deveriam leiloar-se os estacionamentos de superfície, que deveriam ser reduzidos em número, a concessionários que explorariam os mesmos aos preços que entendessem (...) O cidadão que não usa automóvel não tem nada que andar a subsidiar a utilização do automóvel por outros. Obviamente, também deveriam ser criadas alternativas em silos e em garagens, para criar estacionamento adicional, mas, tudo pago ao preço justo, ou seja, ao valor necessário para cobrir os investimentos feitos por privados nessas infraestruturas.

Então e nas periferias junto às interfaces de transportes públicos, o parqueamento não deveria ser gratuito? Não. Mais uma vez, por cada lugar de estacionamento gratuito junto a uma estação de comboio, isso significa que algum inocente, que vai de bicicleta para a estação, tem que pagar mais uns cêntimos pelo bilhete, para cobrir o custo do indivíduo que optou por levar a sua viatura para a estação (ou então, pior ainda, todos temos que pagar mais impostos para subsidiar o investimento do Estado em estacionamento gratuito).

(...)

O estacionamento gratuito é uma medida extremamente anti-ecológica que promove o desperdício e a irracionalidade ao nível do transporte e da compra de habitação. Pior, o estacionamento gratuito é uma injustiça para com os cidadãos que não usam automóvel, onerando-os injustamente com custos que deveriam ser imputados apenas aos que usam automóvel. No fundo, o estacionamento gratuito, não passa de mais um imposto injusto.

publicado por MC às 23:57
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Mobilidade Sustentável? Ah! ah! ah!

Que a indústria automóvel tem noções bem estranhas de "mobilidade sustentável", "carros amigos do ambiente" e outro chavões, já todos sabiamos. Agora a redefinição de mobilidade sustentável por parte da Suzuki é mesmo hilariante.
Foi apresentado recentemente o projecto Pixy da Suzuki, que é dito ser de mobilidade sustentável, porque... cada pessoa se desloca numa cabine totalmente fechada não apanhando assim com a poluição do exterior!!
É a sustentabilidade do meu umbigo.
publicado por MC às 19:44
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Bicicleta na Cidade: Transportes públicos e bicicletas

O Ricardo do blogue Utilizar a Bicicleta na Cidade fez um apanhado das actuais hipóteses de levar a bicicleta nos transportes públicos de Lisboa. A bicicleta é a um excelente complemento a quem tem que fazer grandes deslocações no dia-a-dia, por exemplo para os poucos quilómetros até à estação de comboio. Como já disse aqui, o Comité Económico e Social Europeu disse que este tipo de intermobilidade é fundamental nas nossas cidades.
Aqui fica a informação actual:

CP - Urbanos Lisboa e Porto: Gratuito com horário condicionado. "O transporte gratuito de bicicletas aos dias úteis não se pode realizar nos comboios com destino a Lisboa ou Porto das 07h00 às 10h00 e nos comboios com origem em Lisboa ou Porto das 16h00 às 20h00".
Comboios Regionais: Gratuito sem limitações horárias. "O transporte gratuito de bicicletas faz-se sem restrição de horário, no entanto, o Operador de Revisão pode recusar o embarque da bicicleta caso o comboio esteja lotado e o respectivo transporte inviabilizar o bom funcionamento do serviço de transporte de passageiros" (ler mais).

Fertagus: Gratuito com horário condicionado. "É permitido o transporte gratuito de velocípedes nos comboios da Fertagus, todos os dias da semana, excepto às Horas de Ponta nos dias úteis, ou caso se verifiquem grandes aglomerações de passageiros".
"Em cada carruagem só poderão ser transportados no máximo dois velocípedes" (ler mais).

Metropolitano de Lisboa: Gratuito com horário condicionado. Nos dias úteis a partir das 20h30 e durante todo o dia aos fins-de-semana e feriados (ler mais).

Transtejo/Soflusa: Gratuito sem limitações horárias. "Permissão de transporte gratuito de bicicletas, todos os dias e em todos os transportes fluviais, em qualquer horário, excepto na ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré às horas de ponta" (ler mais).

Carris: Gratuito com horário e ligações condicionadas. Aos fins-de-semana e feriados, nas carreiras 708 (Martim Moniz - Parque das Nações) e 723 (Desterro - Algés). "Cada autocarro tem capacidade para quatro bicicletas" (ler mais).
publicado por MC às 09:50
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