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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

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Auto-estrada de borla como apoio social

MC, 09.11.09

"O país atravessa uma crise profunda e prolongada cujo fim está ainda distante e que atingiu particularmente a Região Norte. Não aceitamos que, neste contexto de crise, se agravem os custos para os utilizadores das auto-estradas", João Semedo do Bloco de Esquerda ontem ao Público estando em causa uma auto-estrada Porto-Viana do Castelo.  Ainda segundo a notícia o Bloco "alertou" o Governo sobre as "graves consequências sociais económicas" que resultarão da concretização desta medida e pretendeu "estimular" a luta contra a mesma.

Resumindo, o Bloco está preocupado com as consequências sociais sobre os portugueses que são donos de um automóvel, que o utilizam em longas deslocações e que moram numa das regiões mais desenvolvidas do país, e quer portanto que o resto do país lhes pague a portagem.

 


Em Lisboa, a Lisboa e-Nova organiza um encontro sobre O Estacionamento Pago como Meio de Gestão da Mobilidade e Tráfego com a presença do Tiago Farias do IST nesta quinta-feira dia 12.

4 comentários

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    Miguel 10.11.2009

    Os autocarros expresso que eu saiba andam nas auto-estradas... ora experimenta ir pela N13 a ver se são assim tão expresso... (supostamente nem deviam conseguir ir, mas faz-se o favor de permitir que os pesados de passageiros passem na ponte de Fão).
    Dizer que a Linha do Minho é concorrência ao que quer que seja também não me parece muito bom argumento. Acho que perder um dia inteiro só por ter que ir ao Porto a partir de Viana não me parece que represente uma grande mobilidade (da última vez que vi aquilo demorava mais de 4 horas a um preço absurdo, o autocarro em 70-80 minutos está lá).
    E entre a Póvoa (onde há metro) e Viana (onde há comboio) existem algumas dezenas de freguesias, não apenas Esposende.
    E eu não acho que uma auto-estrada é por si só factor de desenvolvimento de uma região, mas ter mobilidade é, e duvido que com uma estrada «pseudo»-nacional como é a N13 que é integralmente feita dentro de localidades que se alcança algum tipo de desenvolvimento.
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    Joana 10.11.2009

    Miguel, eu não disse que os expressos não iam pela auto-estrada. Estamos a discutir alternativas à utilização da auto-estrada em automóvel individual. Se o autocarro expresso passar a pagar portagem, o valor da portagem pouco ou nenhum reflexo terá no preço dos bilhetes.
    Depois, falei em metro e não apenas no comboio. O metro vai do Porto até à Póvoa, acompanhando o percurso da AE.
    Quanto ao comboio... 4 horas? O inter-regional demora 1 hora e meia de Viana ao centro do Porto. Pela A28, o carro demora no mínimo 1 hora a chegar ao centro do Porto, a menos que se circule em excesso de velocidade. E se no Porto apanhar uns engarrafamentos, como é normal, o cenário piora... O comboio compete com o automóvel.
    Quanto à zona entre a Póvoa e Viana, eu não falei em freguesias: disse que a única localidade importante é Esposende.
    Por fim, falar de mobilidade não é apenas comparar a auto-estrada com a N13. É também comparar o automóvel com outros meios de transporte mais... sustentáveis.
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    Miguel 10.11.2009

    Estava a escrever o outro comentário e só quando acabei é que vi que tinhas respondido.
    Quanto à discussão localidade\freguesia parece que é uma questão de semântica, para quem vive fora das grandes cidades (onde cada uma tem várias freguesias) são termos equivalentes...
    Por acaso a discussão não começou por causa do transporte individual (isso já está amplamente discutido neste blogue), começou por o MC dizer que esta era uma das regiões mais desenvolvidas do país...
    Fui ver os horários da CP e realmente aquilo melhorou bastante desde a última vez que os vi... (eu disse que já não via à muito tempo, e das pessoas que conheço de Viana nunca nenhum usou o comboio mais de uma vez, desistiram à primeira em favor do autocarro), mas olha bem pra aquilo e vê se dá realmente para alguém ir trabalhar naqueles horários (para entrar às 9 no baixa do Porto têm que sair de Viana às 5:36 ainda por cima com um transbordo no meio - o das 6:43 dificilmente seria opção devido à estupidez de quem construiu o interface metro-comboio em Campanhã. Ao voltar do Porto a questão é menos gravosa).
    Quanto ao metro não há muito a dizer, pois esse está inserido na área metropolitana do Porto, o que não é o que está em causa. Se o resto da região Norte tivesse os transportes públicos que esta a AMP actualmente tem muito bem estávamos (só te digo que se quiseres ir de autocarro de Esposende para a Póvoa e depois apanhar o metro, demoras tanto tempo só da central de camionagem para a estação de metro que mais vale ir logo para o Porto, porque por muita fila que apanhes - e o expresso quase não apanha nenhuma devido ao percurso que faz - chegas lá antes de certeza)
    Por fim, eu não estava a falar de mobilidade sustentável. Estava a falar de mobilidade, fosse ela sustentável ou não.
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