Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Auto-estrada de borla como apoio social

MC, 09.11.09

"O país atravessa uma crise profunda e prolongada cujo fim está ainda distante e que atingiu particularmente a Região Norte. Não aceitamos que, neste contexto de crise, se agravem os custos para os utilizadores das auto-estradas", João Semedo do Bloco de Esquerda ontem ao Público estando em causa uma auto-estrada Porto-Viana do Castelo.  Ainda segundo a notícia o Bloco "alertou" o Governo sobre as "graves consequências sociais económicas" que resultarão da concretização desta medida e pretendeu "estimular" a luta contra a mesma.

Resumindo, o Bloco está preocupado com as consequências sociais sobre os portugueses que são donos de um automóvel, que o utilizam em longas deslocações e que moram numa das regiões mais desenvolvidas do país, e quer portanto que o resto do país lhes pague a portagem.

 


Em Lisboa, a Lisboa e-Nova organiza um encontro sobre O Estacionamento Pago como Meio de Gestão da Mobilidade e Tráfego com a presença do Tiago Farias do IST nesta quinta-feira dia 12.

5 comentários

  • Imagem de perfil

    MC 09.11.2009

    Como disse, o que estava em causa era a zona entre Porto e Viana, não Caminha, Valença, etc.
  • Sem imagem de perfil

    PJ 10.11.2009

    Caro MC,

    Peço desculpa mas, apesar de concordar com o âmago do seu post, peço-lhe redobrada atenção na afirmação «uma das regiões mais desenvolvidas do país».
    O Norte, tal como o Miguel disse, não se resume a uma área metropolitana ou ao eixo (litoral, note-se) Porto-Viana. Vai do Atlântico a Castela, da Galiza ("inclusivé") a algures entre Santa Maria da Feira/ Arouca, ou mesmo Coimbra, para os que gostariam de traçar um "limite" que englobasse parte do centro. seja como for, não é uma questão física, é uma questão cultural.
    Isto é o Norte.

    Talvez o MC queira dizer que o eixo Porto-Viana é das zonas mais desenvolvidas do país (não a região Norte). Terá sido, mas é agora das mais pobres. Seja como for, falar do eixo Porto-Viana é esquecer 95% da região Norte.
    não queiramos cair nas falácias dos políticos, e, já agora, aconselho todos os leitores a ler jornais menos centralistas...
    http://jn.sapo.pt/Dossies/dossie.aspx?content_id=1413932&dossier=Norte%20em%20crise

    acho que vai compreender muito bem a minha posição, pois nós "cá em cima" também já estamos fartos de pagar por muita coisa que só os ricos (leia-se, zona de Lisboa, repleta de tachos e serviços públicos, e megalomanias) usufruem. repare, é uma luta paralela, e por isso, não me parece ter fugido muito ao tema central deste blogue..

    cumprimentos!,
  • Imagem de perfil

    MC 10.11.2009

    Mas PJ,
    a zona que está em causa não é todo o Norte, é Porto-Viana. É aqui que está a auto-estrada, não é Montalegre Amarante.

    E não te esqueças que o país não é só Lisboa. Quando digo que é das zonas mais desenvolvidas, comparo com Trás-os-Montes, Beira Interior, Alentejo, Açores, etc.
  • Sem imagem de perfil

    Miguel 10.11.2009

    Ó MC, mas as pessoas que de Caminha, Valença ou Cerveira que queiram ir para o Porto têm que passar pelo eixo Viana-Porto... E acho que se tu falasses que o eixo Porto-Póvoa era desenvolvido aí estava totalmente de acordo. Mas incluir Esposende (concelho com pouquíssimos geradores de emprego não sazonal que apenas ganha vida no Verão - altura em que chega a triplicar a sua população) e Viana no mesmo saco não concordo nada.
    Eu sou contra o uso excessivo de veículos automóveis e acho que a aposta numa rede gigantesca de auto-estradas como nós temos é absurda, mas tenho que admitir que a A28 foi das maiores geradores de desenvolvimento deste eixo do Norte do país (eu ainda sou do tempo em que ir ao Porto era um acontecimento e vivo a pouco mais de 50 km de distância) e tenho dúvidas que o que o Estado gasta não seja largamente compensado em termos sociais e económicos (só para dar dois exemplos, a A28 permitiu que autocarros façam o percurso Viana-Porto em pouco mais de 1 hora a 5€ e permitiu a instalação em Viana de uma fábrica de torres eólicas que escoa toda a sua produção pelo Porto de Leixões). Além disso permitiu que todo o Alto Minho se virasse para o Porto em vez de se virar para Vigo...
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.