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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

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Notícias soltas

MC, 15.05.09

Crise ajuda transportes públicos segundo o Expresso. Os valores são muito pequenos, e falar do caso do Porto é esquecer que o Porto teve grandes melhorias devido ao Metro ultimamente. O que é mais interessante, é que o número de viagens de carro dentro das cidades tem diminuído, aí sim os números são maiores.

Quando alguém diz que aumentar o preço não resolve nada, porque as pessoas vão continuar a abusarem do carro, lembrem-se desta notícia.

Governo vai instalar mais 100 radares de velocidade e ainda bem! O sentimento de impunidade ao volante é uma coisa absurda. Eu acho um pouco desumano chamar "caça à multa" à penalização de quem põe a vida dos outros em risco, mas seja lá qual for o nome ainda não conheci nenhum outro modo de contrariar os 160 nas AEs, os 130 na estradas e os 90 na cidade.

 

A propósito da construção de um ciclovia na freguesia de Alvalade em Lisboa, a Junta de Freguesia local está revoltadíssima. Bem espremida a sua argumentação resume-se a "chateia os popós",  incluindo uma espantosa crítica à redução de dois para um sentido de circulação numa rua no bairro. É que esse é um truque clássico para afastar o trânsito intenso das ruas residenciais, mas provavelmente a junta também está contra isso. Pessoalmente não tenho opinião formada sobre a ciclovia, mas nunca tinha visto uma junta fazer tanto alarido, ao ponto de lançar um abaixo-assinado (!), por seja o que for... Mas neste caso é pelo popó. 


A ler: mais um artigo do politólogo Pedro Magalhães a defender portagens urbanas em Lisboa.

Há aqui três falácias. A primeira consiste em supor que a introdução de taxas para entrar em Lisboa de automóvel retira "direito à cidade", como se não houvesse outras formas de entrar e circular em Lisboa e como se o excesso de trânsito não fosse, ele próprio, atentatório do "direito à cidade". A segunda consiste em supor que a faculdade de circular de automóvel por onde muito bem se entenda é um "direito" ilimitado. O problema é que, mesmo que fosse um "direito", não há cidade nenhuma no mundo (...) onde esse direito seja ilimitado.

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