Boas notícias
Chegando à semana europeia da mobilidade, temos sempre várias boas notícias para a mobilidade sustentável. Duas (por enquanto... ) chamaram-me à atenção:
A CP alargou o transporte de bicicletas a todos os horários e a todos (?) os comboios, inclusivé urbanos... e é grátis! (apanhado na mailing list da Bicicletada)
Vão finalmente arrancar as zonas 30km/h de máximo em Lisboa. Por enquanto apenas em 4 bairros, mas é um começo. Estão ainda previstos o "estreitamento das vias de circulação, a arborização dos passeios e a criação de passadeiras sobreelevadas" de acordo com o Público. São medidas fundamentais, porque a sinalização vertical raramente tem algum efeito. Estreitar as vias e arborizar os passeios cria uma sensação de aperto e de insegurança aos automobilistas que os obriga a conduzir mais devagar e com mais precaução. As passadeiras elevadas também servem de lomba, facilitam o tráfego pedonal e lembra os automobilistas que as passadeiras são para os peões... são os automóveis é que passam lá por especial favor e não o contrário.
Post recomendado: Inversão de valores no brasileiro Incautos do Ontem, sobre o tema que o Tiago ainda recentemente referiu: a responsabilidade máxima nos conflitos do trânsito deve caber primeiro de tudo a quem conduz uma caixa de metal, que pesa uma tonelada e que ocupa um exagerado espaço urbano, e não a quem anda a pé ou de bicicleta. O post começa com: Dia desses uma amiga minha soltou a seguinte frase: “Depois que me tornei motorista, eu virei uma pedestre muito mais cuidadosa.”. Enquanto eu pensava em uma maneira educada de dizer que ela é que deveria ser uma motorista mais cuidadosa por ter sido pedestre ou algo do tipo, minha amiga completou: “Tento não ser como os pedestres normais. Eles atrapalham demais.”.
