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Menos Um Carro

Blog da Mobilidade Sustentável. Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas

Menos Um Carro

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O carro eléctrico é menos inimigo do ambiente que os convencionais

MC, 24.07.08

Obviamente que o carro eléctrico não é "emissões zero" como se diz tanto por aí, mas de acordo com umas estimativas do Francisco Ferreira da Quercus (publicadas na mailing list Ambio), o impacto ambiental será menor. Aqui ficam alguns dados (alguns dos quais eu já tinha referido nos posts anteriores)

 

Menores desvantagens ambientais (recuso-me determinantemente a chamar-lhe vantagens ambientais):

  • qualidade do ar: não há poluição local, controlo de emissões mais fáceis (por serem localizados), menos óxidos de enxofre e partículas
  • menos ruído
  • CO2 (de acordo com a produção eléctrica em Portugal) por cada 100km
    Veículo eléctrico maior dimensão         7050g
    Veículo eléctrico menor dimensão        4700g
    Toyota Prius                                       10400g
    Veículo médio adquirido em Portugal   14300g
  • sistema de reaproveitamento de energia nas travagens (como nos híbridos), e consumo zero quando está parado

Nada disto invalida as minhas críticas anteriores. Um passageiro de um autocarro (mesmo a diesel) tem um impacto ambiental - já para não referir todas as outras externalidades - bem menor do que um automobilista num carro eléctrico. Logo é um absurdo económico e ambiental promover o segundo em comparação com o primeiro, como está a ser feito.

 

Apesar do custo do veículo eléctrico ser bem maior, o custo operacional nas deslocações acaba por ser 8 vezes menor em comparação com o carro convencional (em parte por que a electricidade é financiada e o petróleo taxado). O Mário Alves levanta aqui um problema bem conhecido na economia, o paradoxo de Jevons, que diz que o aumento de eficiência no uso de um recurso pode até levar a um aumento do seu uso. Neste caso, por os veículos eléctricos serem energeticamente mais eficientes, logo mais baratos em termos operacionais, podem levar a um aumento tão grande do uso do automóvel que as emissões de CO2 podem aumentar. Mesmo que não aumentem, é claro que um custo por km mais baixo leva a um maior uso, logo é totalmente errado afirmar que a mudança de motor convencional para motor eléctrico reduz para metade as emissões de CO2.

E como sempre, o que me custa mais, é pensar nos custos não-ambientais do automóvel que aumentarão certamente...

 

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