Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Portuguesa acabada de chegar da Holanda

Uma familiar acabada de chegar da Holanda, dizia que por lá "as bicicletas contam mais que a pessoas".
Para lá do equívoco entre a falta de habituação a cidades com 3 - em vez de 2 - modos de transportes independentes (problema este que numa ou duas semanas passa, como qualquer um que já tenha passado por essa experiência sabe) por um lado, e as prioridades no espaço urbano holandês por outro, esta afirmação mostra como as mentes no Sul da Europa estão tão formatadas em termos da prioridade do carro no espaço urbano.
Não reparou que as ruas não estão empilhadas de estacionamento à superfícies, não reparou que as praças são mesmo praças com esplanadas e jardins em vez de estacionamentos, não reparou que o trânsito é obrigado a circular a velocidades muito menores (especialmente nas zonas residenciais), não reparou que há muito mais ruas pedonais, não reparou que não há um ruído de motores e buzinas constante, não notou que os bairros não são rasgados ao meio por vias-rápidas , não reparou que os peões não são encostados num cantinho e forçados a dar voltas gigantescas e a esperar e desesperar só para ir ali ao fundo, não reparou que os peões não estão à beira de um ataque de ansiedade quando atravessam uma rua, etc...
... apenas reparou no que resta para lá do alcatrão, porque aceita o espaço ocupado pelo alcatrão como um inquestionável direito do deus automóvel. E ao fazer isso, nem reparou que as sobras por lá são bem maiores que as de cá.

Como exemplo referia uma rua onde a ciclovia quase que ocupava o passeio inteiro, sem se aperceber que no centro de Lisboa há avenidas sem passeio. E entre andar a pé numa ciclovia ou no alcatrão, acho que não há dúvidas sobre o mais agradáve
l.



Post recomendado: biocombustíveis e dirty cars no BioTerra
publicado por MC às 11:32
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