Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Porquê cidades com menos carros?

Eu sei que me repito a falar de Veneza mas como não posso enviar todos para lá, fica aqui um curto vídeo do dia-a-dia da vida em Veneza, sem qualquer edição.

Trata-se de Veneza - uma cidade viva que funciona sem um único carro - mas poderia ser também Copenhaga, Amesterdão, Bremen, Estocolmo, etc. cidades onde automóvel é secundarizado. Quando vivemos dentro do paradigma automóvel (aka cidades portuguesas) não nos apercebemos que o problema da mobilidade automóvel não são só as questões ambientais, são também de qualidade de vida, saúde, ruído, uso do espaço público (as crianças brincam na rua!), direito à cidadania (os velhotes saem de casa!), etc. Esquecemo-nos das enormes e gravosas consequências que a escolha dos outros em abusar do automóvel tem na nossa vida.

 

 


A não perder esta posta do Passeio Livre com multas passadas por crianças espanholas e italianas a carros que insistem em ocupar o espaço do peão, algo que a EMEL fez por cá durante um dia.

 

publicado por MC às 16:50
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Qual é a cidade qual é ela...

A cidade que correspondia a todas aquelas descrições maravilhosas era Veneza, tal como o TMC tinha adivinhado. Mas Fes também seria uma resposta certa, vinda da Joana. As zonas mais centrais de algumas cidades também caberiam na descrição.

Onde queria chegar é que toda aquelas características paradisíacas existem em Veneza  por ser uma cidade livre de carros. No dia a dia nem nos apercebemos dos pequenos grandes incómodos que a sociedade automóvel nos impõe.

 

Em Veneza, que aqui serve de metáfora para qualquer cidade sem carros, todas as praças podem ter esplanadas

 

Em Veneza os miúdos podem jogar à bola em todas as praças e recantos

Em Veneza pode saltar-se à corda e brincar em qualquer lugar

Em Veneza as velhotas não ficam em casa, porque são bem-vindas em qualquer praça. Aliás podemos sempre sentarmo-nos onde quisermos.

 

Em Veneza os cães andam sem trela porque nunca serão atropelados

 

Em Veneza os carrinhos de bebé podem andar em segurança por qualquer ponto da cidade

 

Em Veneza os transportes colectivos não são prejudicados pelo transporte individual, como acontece em tantas cidades numa inversão preversa de valores que coloca o indivíduo antes da sociedade

 

Em Veneza um miúdo pode parar no meio da rua para pintar o alcatrão

 

Em Veneza a barafunda da hora de ponte resume-se a isto


 

publicado por MC às 23:42
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

"É irrealista e utópico pensar numa cidade sem carros"

Sempre que há discussões sobre as calamidades apocalípticas que se abaterão sobre as cidades, decorrentes da restrição do trânsito automóvel, fico a tentar lembrar-me em que planeta é que tirei estas fotos:

 

 


E por falar em fotos, a única entrada de Lisboa que ainda era marcada por uma porta,

vai passar a ter um formato mais condizente com a cidade, um nó rodoviário! Com uma mega-rotunda, uma túnel e uma auto-estrada. Só não vejo o parque de estacionamento.

roubada aqui

publicado por MC às 23:53
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Utopia?

Imagine uma cidade sem automóveis.
Isso mesmo, apenas com transportes públicos e peões.
As praças, as ruas e as avenidas são para as pessoas.
Sem acidentes.
Sem ruído.
Sem stress do trânsito.
Sem pára-arranca nem buzinadelas.
Sem ruas sem carácter e desumanas.
As praças são praças, não são parques de estacionamento.
Com crianças a brincar na rua.
Total liberdade para deambular pelas avenidas e ruelas.
Esplanadas agradáveis em cada esquina.
Ar puro.
As pessoas passeando nas ruas e não nos centros comerciais.
Uma cidade cheia de vida.

Qualquer um dirá que isto é utópico, e que não passa pela cabeça de ninguém. Pois bem, esta cidade existe. E não se encontra num país pobre sem dinheiro para automóveis. Existe num dos países mais desenvolvidos do mundo, tem 250 mil habitantes e tem vida própria. De certeza que a conhece, e provavelmente já lá esteve. Chama-se Veneza.

Nota: Não! Não estou a advogar o fim dos automóveis nas cidades.
publicado por MC às 20:42
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