Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
Comboio no Rossio... e Alcântara
(Desculpem mais um post exclusivamente sobre Lisboa)

Agora que reabriu o túnel do comboio até ao Rossio, que inclui a boa notícia do aumento da velocidade permitida, venho relembrar algo que se falou quando ele foi encerrado... mas que nunca foi para a frente: uma estação intermodal (comboio e metro no Rato). É que a linha de comboio passa por baixo da estação de Metro, mas em mais um exemplo da histórica separação das redes de transportes públicos em Lisboa, é impossível passar de uma linha para a outra. Bem sei, que seria caro, mas o anúncio quase semanal de novos "investimentos" no sistema rodoviário da Grande Lisboa de duvidosa eficiência, ridiculariza esse argumento.
Outro exemplo mais extraordinário é Alcântara Terra/Alcântara Mar. Extraordinário porque a infraestrutura até existe! E não me refiro à horrível passadeira de peões, que por exigir mais uma mudança e mais uma espera, e por ser longa e perigosa, nunca resultou. Existem carris à superfície a ligar as duas estações, poderiam ser criados comboios que viessem do centro de Lisboa (Oriente, Areeiro, Entrecampos, Sete Rios) e fossem até Alcântara e depois para a linha de Cascais (imaginem o sucesso e a utilidade que isto teria!), bastando para tal electrificar aquele quilómetro e criar um sistema de semáforos para os comboios à superfície.
Temos assim dois enormes buracos na rede ferroviária, que levam à ineficiência e ao desperdício dos meios existentes.


P.S. Só o facto de eu ter encontrado este gráfico com comboio E metro na página da CP (as "bolas" são minhas) é por si só uma excelente notícia. Lembrem-se das décadas em que ambos viveram totalmente de costas voltadas.


publicado por MC às 17:08
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008
É o progresso
Largo do Rato em Lisboa
Repare-se como o largo era de todos, peões e transportes.
1943 (Arquivo Municipal)

1935 tirado d'O Carmo e a Trindade

E hoje...
Na cidade transformada em cruzamento de vias-rápidas, o largo é da exclusividade dos automóveis, mais o seu ruído infernal, o seu stress, a sua agressividade, restando às pessoas as bermas. E não lhes chega monopolizar o espaço, o tempo não escapa. Para atravessar o largo a pé é necessária uma eternidade em semáforos e mais semáforos, voltinhas e mais voltinhas. Será que alguma vez o largo será devolvido?


publicado por MC às 12:47
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