Sábado, 23 de Outubro de 2010
"História de pessoas que não sabem conduzir" no DN

Hoje no DN, há uma reportagem sobre pessoas estranhas, pessoas sem carta.

A jornalista autora da peça, a fernanda câncio, já fez vários artigos sobre a ditadura do automóvel como este sobre o Passeio Livre e, segundo sei, não tem carta também. Ou seja estas pessoas não são estranhas para ela, são estranhas para uma sociedade demasiado centrada no automóvel. Só assim se explica que isto seja tema de capa de um jornal.

É importante que a nossa sociedade novo-rica perceba que não ter carro não é sinónimo de pobreza,. Para lá das pessoas conhecidas que aparecem na reportagem, há outros "famosos" sem carta como o Miguel Carvalho (jornalista/escritor), o Manuel Luis Goucha (TVI), a magistrada Maria José Morgado, o João Amaral Tomaz (ex-secretário de estado dos assuntos fiscais), etc.

A não perder.

No Norte da Europa, por contraste, é muito fácil encontrar pessoas sem carta ou que não conduzem.

 

....................................

Um veículo que não precisa felizmente de carta, é esta estranha bicicleta, a Phantom Bike:

(obrigado Patrick)


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publicado por MC às 12:27
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
Movimento dos Sem-Carta
Interessante crónica de Miguel Carvalho no Visão Online, onde propõe meio a brincar a criação do Movimento dos Sem-Carta. Isto porque os sem-carta não provocam trânsito, não poluem, e assim até reduzem os custos hospitalares, dão vida às cidades, apoiam o comércio tradicional, e outras tantas vantagens. Conclui ele que mereceriam um desconto nos impostos.

E pergunto eu, porque não? Se bem que pessoalmente dar-me-ia mais jeito que o desconto fosse para os sem-carro e não para os sem-carta...

Cá fica um cheirinho:

Não gosto de automóveis.
Gosto de boleias, mas não gosto de automóveis.
Não tenho carta e nunca pensei em tirar. As filas dão-me cabo dos nervos. Sobretudo, quando viajo de autocarro. Se houvesse menos carros, mais rapidamente a arraia-miúda, na qual me incluo, chegava cedo a casa.



publicado por MC às 22:49
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