Sábado, 18 de Outubro de 2008
Ainda as Obras Públicas

Numa atitude de prudência e cautela, João Cravinho pondera a necessidade vital das obras públicas no contexto da crise financeira actual e do habitual endividamento de Portugal. Sugere ainda a criação de uma comissão independente que analise a situação económica e decida sobre a viabilidade de empreendimentos tão onerosos - este independente não deveria ter perdido a carga irónica, mas hoje é vozeada quando queremos apaziguar as suspeitas que recaem sobre os estudos dependentes.

 

 

O Ministro Mário Lino, verdadeiro bronco, dá mais uma vez provas da sua total inépcia para matérias tão pertinentes. No seu estilo autoritário e desajeitado atropela os obstáculos - vulgo Estudo de Impacto Ambiental - e as próprias recomendações legais e que são afinal as verdadeiras prácticas da boa política e da boa engenharia. Onde está o Ministério do Ambiente e a sua aparição, o Ministro Nunes Correia? Onde está a Ordem dos Engenheiros? São estes palhaços que nos guiam.

 



publicado por TMC às 00:27
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Os caminhos do desenvolvimento

Com a abertura do Tróia Resort patrocinado pela Somague e a pressão do grupo Amorim ao Governo para a redução dos impostos sobre o casino de Tróia, prevê-se que a pequena língua de terra até Comporta se veja envolvida por várias trocas de palavras pouco amenas entre o Governo, os grupos económicos que, sem imaginação, mostram algum dinamismo, os grupos ambientalistas e o autarca de Grândola, que clama por um desenvolvimento para a sua região.

 

Os acessos a esse pequeno istmo com vistas paradisíacas quer para o oceano, quer para o para o estuário do Sado são bastante fracos. Estradas apenas com uma faixa de circulação para cada sentido e que frequentemente são invadidas pela areia das dunas ou pela caruma dos pinheiros, típico da costa vicentina. Uma viagem feita de bicicleta pela zona atesta o seu profundo atraso.

 

Recomenda-se portanto uma ponte que permita ligar a região de Setúbal a Troía e que além de levar o desenvolviment a todo a estância de turismo de qualidade que virá a florescer, permite também o progresso da vila da Comporta e uma maior rapidez de fluxos a todo o litoral alentejano. De sublinhar é também a previsível diminuição da poluição marítima devido aos ferrys.

 

 

Este espaço permite-se ao auxílio do Ministro Mário Lino e das Estradas de Portugal e apresenta desde já um esboço algo tosco do futuro:

 



publicado por TMC às 11:49
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
O desastre do Tua como indicador de péssimas escolhas políticas

O desastre na linha do Tua faz-se sentir em vários quadrantes. Após o Bloco de Esquerda e os Verdes exigirem o ministro Mário Lino no Parlamento para explicar o sucedido e falar do estado de conservação das várias linhas ferroviárias, outros quadrantes da sociedade fazem-se ouvir.

 

Torna-se sintomático em Portugal a fuga às responsabilidades, o apodrecimento dos deveres, a culpa morrer solteira. Um relatório preliminar deste acidente parece apontar para a perfeita idoneiadade da linha do Tua e para a competente capacidade da REFER e da CP em conservá-la. Pergunta-se como será possível afirmar tal facto quando cerca de quarenta parafusos foram dados à CP por um grupo de jovens transmontanos e arrancados das linhas sem qualquer instrumento qualificado.

 

Para quem quiser comentar a actuação da REFER ou fazer qualquer recomendação.

 

Para quem quiser comentar a actuação da CP ou fazer qualquer recomendação.

 

Leia-se então as críticas construtivas que os vários utentes fazem à CP, à REFER e, desta maneira, também aos próprios governos que fomentaram esta situação. Se é inegável que o progressivo abandono e corte de vários trechos ferroviários acompanhou o desenvolvimento brutal das autoestradas e vias rápidas em Portugal com o consequente favorecimento do lobby do betão e do automóvel, a qualidade desta opção política parece ser muito fraudulenta quando são as próprias populações a sentirem o peso do progresso e do desenvolvimento prometidos. Até quando?

 

Lisboa, 30 Ago (Lusa) - A falta de qualidade do serviço prestado pela CP na linha do Oeste é cada vez mais motivo de queixa de utentes e especialistas, que defendem a modernização deste troço para reduzir os automóveis na Grande Lisboa.

No mapa das queixas dos utentes da ferrovia em Portugal, a linha do Oeste tem lugar de destaque, até porque poderia ser uma solução alternativa ao transporte rodoviário para milhares de pessoas que todos os dias se deslocam a Lisboa a partir de Torres Vedras, Caldas da Rainha ou Leiria.

Queixas semelhantes são feitas noutros locais do centro e sul do país como nos ramais da Lousã e de Beja ou na linha da Figueira da Foz. E há mesmo quem defenda uma nova obra - o chamado Arco do Oeste - que ligue a Linha do Norte e do Oeste, na zona de Leiria, para servir aquela região e a cidade de Fátima.

"A Linha do Oeste é o nosso muro das lamentações porque não corresponde minimamente às necessidades das pessoas, é demorada e é uma linha do século XIX", sublinhou Tomás Oliveira Dias, um dos fundadores da Associação de Desenvolvimento de Leiria.

A esta exigência, o Governo promete "fazer a requalificação efectiva e integral da Linha do Oeste que se destina a passageiros e a mercadorias", afirmou há um mês a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, prometendo a electrificação, eliminação de passagens de nível e rectificações de traçado, bem como uma nova ligação ao sistema ferroviário da Área Metropolitana de Lisboa.

É que a linha termina no Cacém, sem ligação directa à rede da capital, uma situação que o empresário Henrique Neto considera ser desajustada até porque se trata de uma "zona densamente povoada" onde "há rentabilidade" mas "tal como está, o Estado só perde dinheiro".

Para o presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro, Nelson de Oliveira, "a linha do Oeste podia prestar um bom serviço e ser uma acessibilidade compatível com a auto-estrada mas era fundamental estudarem a hipótese de um novo traçado entre Malveira, Loures e Lisboa".

A futura linha do TGV - que ficará a oeste da Serra dos Candeeiros perto da zona Oeste - poderá limitar os prejuízos para a população mas a sua vocação não é o transporte ferroviário suburbano.

Os utentes pensam o mesmo, como explica António Barros, que fundou um movimento cívico de clientes da CP e defende que "há mercado" para a modernização da estrutura.

Mais a norte, a rede do Oeste entronca em Alfarelos na Linha da Figueira da Foz, uma estrutura desadequada, onde a falta de clientes justifica a ausência de investimentos da CP, gerando um círculo vicioso de onde a região não consegue fugir.

Para Carlos Fonseca, especialista universitário nesta área, deveria ser criado um sistema de transportes ferroviários integrados num conjunto suburbano a partir de Coimbra, aproveitando os ramais da Lousã, Figueira da Foz e Cantanhede e as linhas do Norte e da Beira Alta.

Já a possibilidade do Ramal da Lousã vir a ser transformado numa linha de metropolitano ligeiro de superfície, este investigador considera que o projecto, integrado no Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), não terá "pernas para andar".

Criado em Março deste ano, o Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL) exige a realização de um estudo alternativo ao projecto do metro, que se arrasta há cerca de 15 anos, tendo enviado ao Governo um abaixo-assinado com mais de quatro mil assinaturas, do qual ainda não obteve resposta.

No sul, uma comissão de utentes defende a reactivação do ramal que ligava as cidades alentejanas de Beja e Moura, encerrado em 1989. O líder desta estrutura, Joaquim Medeiros, considera que o ramal foi "desactivado por motivos políticos", visando "isolar o Alentejo".

Numa altura em que se aguarda no Alentejo a implementação do comboio de alta velocidade (TGV), entre Lisboa e Madrid, com passagem por Évora, Joaquim Medeiros contrapõe que um metro de superfície entre Beja e Moura teria muito mais utilidade, até para o desenvolvimento turístico de Alqueva.

"Então, enquanto o povo anda de carroça, andam os outros, os senhores do dinheiro, a voar de TGV?" - critica, desalentado.

A falta de investimentos que tornem o caminho-de-ferro num transporte competitivo é uma acusação que associações de utentes e empresários de todo o país fazem à CP e à REFER, contestando o estado de muitos troços.

 

As linhas ferroviárias do nordeste transmontano, do Vouga, da Lousã, do Oeste e Algarve são exemplos dessa falta de investimento que se reflecte também na ausência de horários adequados e de condições de conforto que inviabilizam a possibilidade do comboio ser um meio alternativo ao automóvel.

Estas são algumas das acusações feitas pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos-de-ferro (APACF), recordando que estas linhas «estão situadas em regiões densamente povoadas ou em zonas turísticas e não têm as condições para servir nem as comunidades nem os turistas».

Recentemente, a REFER investiu na modernização da linha entre Braga e Porto e os resultados são surpreendentes até para a CP devido à forte adesão dos clientes.

Em 2007, viajaram de comboio entre Braga e Porto 5,1 milhões de utentes, um número que a CP só esperava atingir em 2014.

Mas no resto do país, ainda existem muitos locais que poderiam ser sujeitos a investimentos semelhantes, como defende o presidente da APACF, Nelson de Oliveira, dando como exemplo a Linha do Vouga (Oliveira de Azeméis/Espinho e Águeda/Aveiro) que «tem enormes potencialidades e podia servir uma região populosa, mas necessita de uma modernização profunda».

Críticas semelhantes faz Arménio Matias, presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário, que aponta a linha do Minho, no troço entre Minde e Valença, como uma zona que deveria merecer a atenção da REFER e da CP.

Esse troço «devia ser modernizado porque está numa zona economicamente importante, tem população mas tal como está é mais um caso de falta de lucidez», salientou.

Na Linha do Oeste (Figueira da Foz/Cacém), o problema não é o abandono pois «a infra-estrutura está em bom estado» mas verifica-se «uma desadequação da oferta face à procura e por isso também acaba por não servir as pessoas», critica o presidente da APACF.

Neste caso, Nelson de Oliveira sustenta que «o traçado entre Malveira e Lisboa devia ser alterado para permitir uma ligação rápida à capital e tornar a ferrovia competitiva face à auto-estrada».

Com a mesma opinião, o empresário Henrique Neto da Marinha Grande recordou à Agência Lusa que «não há nenhuma cidade europeia como Lisboa que não tenha à sua volta várias linhas de caminho-de-ferro, porque o automóvel não é o meio de transporte ideal para quem trabalha ou faz negócios».

«O problema do abandono do caminho-de- ferro é um crime», acusou Henrique Neto defendendo que deveria existir uma «ligação rápida e directa entre Lisboa e Leiria».

Já em relação ao sul do país, Nelson de Oliveira identifica vários problemas na linha do litoral algarvio, entre Vila Real de Santo António e Lagos, onde se «demora cerca de três horas a percorrer quando de carro se faz em menos de metade do tempo».

No nordeste transmontano, «as linhas estão muito abandonadas» mas, «com isto, não quero dizer que sejam inseguras», salientou, pouco mais de uma semana depois do acidente que causou um morto e vários feridos entre os 47 ocupantes da carruagem, a maioria turistas, que seguia de Mirandela para o Tua.

A carruagem descarrilou próximo da estação da Brunheda, numa zona onde já ocorreram quatro acidentes num ano e meio, que provocaram quatro mortos.

«Estas linhas (do nordeste transmontano) têm interesse para as comunidades locais e também em termos turísticos porque são zonas com uma paisagem lindíssima», disse Nelson de Oliveira fazendo uma analogia com a Suiça.

Naquele país, «há serviços de caminho de ferro para o tráfego turístico e penso que estas regiões como o vale do Douro não ficam nada atrás das paisagens Suíças, mas aqui as nossas carruagens nem sequer dão para baixar as janelas e tirar fotografias», observou.

Apesar das críticas, Nelson de Oliveira reconhece o esforço de modernização nas Linhas do Norte e na linha que liga Lisboa a Faro mas considera que essa estratégia «não chega» pois «o que se vê é que para as estradas há sempre dinheiro».

«O comboio é o meio de transporte do futuro para pessoas e mercadorias», concluiu por seu turno Henrique Neto, lamentando «o facto dos governos terem enveredado pelo transporte rodoviário com custos económicos, energéticos e ambientais elevadíssimos».

A Lusa questionou a REFER e a CP sobre as condições oferecidas aos passageiros nestas linhas mas até ao momento não obteve resposta.

 



publicado por TMC às 00:14
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Sábado, 12 de Abril de 2008
Expresso: Lisboa é a região da UE com mais auto-estradas
O Expresso dá hoje destaque de primeira página ao nosso amor pelo alcatrão. Seja qual for a medida (o Expresso vê os valores do Eurostat do número de km de auto-estrada por área nas regiões NUTS II, e há dias eu via o tamanho mínimo a partir do qual as cidades têm auto-estradas em cada país), esta paixão está lá sempre estampada. Nas estatísticas da notícia, Lisboa aparece num primeiro lugar destacadíssimo, com mais do dobro da 6ª  classificada. Tripeiros, não desesperem: o Porto só não deve estar em segundo lugar, porque a região NUTS II do Porto inclui Trás-os-Montes.
Infelizmente muitos que criticam a "política de betão", juntam no mesmo saco os primeiros passos para uma rede ferroviária minimamente aceitável, com barbaridades como a terceira auto-estrada paralela a sul do Porto ou a terceira ponte rodoviária em Lisboa. Ao mesmo tempo quem fala em "acessibilidades e desenvolvimento" só fala na rodovia. A ferrovia acaba decididamente por ser o patinho feio.

Notícia do Expresso: parte 1, parte 2



Post recomendado: Francisco José Viegas exactamente sobre esta notícia no Origem das Espécies (curiosamente com uma imagem roubada do Menos Um Carro)


publicado por MC às 23:28
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Campeões do Alcatrão III
Fixe bem esta foto:

A fotografia de satélite não está actualizada, mas o que se vê ali são as auto-estradas A1 e A29 (entretanto já a funcionar) na zona de Ovar/Estarreja. Não, elas não se vão encontrar mais à frente, foram planeadas e construídas para serem paralelas! Isso mesmo, uma do Porto a Aveiro não chegava, por isso toca de construir mais uma.
Lembre-se desta fotografia quando alguma vez ouvir em algum lado que Portugal não tem fundos seja lá para que investimento for. Nós construímos auto-estradas paralelas, só podemos ser o país mais rico do mundo (como se pode comparar aqui).
E a história ainda piora. Soube hoje (via Ondas3) que o Governo aprovou a semana passada uma terceira auto-estrada paralela a passar por Oliveira de Azeméis e São João da Madeira, ou seja a menos de 10km da A1.
Esta gente droga-se brutalmente.


publicado por MC às 13:34
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
É o desbaratar de recursos em alcatrão
aqui provei - para mim a palavra "provar" é muito forte, mas acho que os números não deixam margem para dúvida - que uma "boa" rede de auto-estradas é perfeitamente dispensável para o desenvolvimento de um país. Trata-se de um luxo cujo único objectivo plausível é o conforto de andar de carro, mas este conforto que sai bem caro ao país, em custos imediatos, em oportunidades perdidas noutros investimentos, em custos ambientais, em dependência energética e défice da balança comercial, em sinistralidade, etc... Não posso deixar então de apontar algumas medidas recentes deste governo, que provam o quão actuais são as críticas à política do betão.

No fim deste Verão o governo anunciou a construção de mais uma circular em auto-estrada em torno de Lisboa. Isto está altamente "justificado" porque Lisboa ainda "só" tem duas circulares e meia, ou seja CREL, CRIL e 2ª Circular. São quarenta quilómetros de cara expropriação.

A semana passada foi a vez da auto-estrada Amarante-Bragança, 130km, onde já há uma IP, onde já há uma auto-estrada paralela 30km a Norte e onde vai ser esventrada a bela Serra do Marão com um túnel; uma IP de Macedo a  Celorico, algo como 100km; uma IP de Pópulo (junto a Vila Real) a Miranda do Douro paralela à nova auto-estrada. Estas três custarão 1.200.000.000 de euros.

Esta semana foi anunciada a ligação da A23 à A6, por Portalegre. Algo como 90km.

Paralelamente 28 autarquias (Público de 2ª feira) estão a pedir uma esmolinha para a ferrovia, a reactivação dos 28km da linha de Barca de Alva, que se torna especialmente atractiva numa altura em que Espanha pensa em reactivar a linha do lado de lá da fronteira, podendo-se assim criar uma ligação do Norte a Salamanca. O custo será 0,1% das auto-estradas anunciadas dois parágrafos acima.

E é isto que temos. Uma afectação de recursos aberrante e totalmente desproporcionada.

P.S. Aqui gozei com o discurso pró-betão, porque não consegui encontrar um depoimento real. Graças à notícia das auto-estradas de 1200 milhões tenho umas pérolas para mostrar.

Governo sublinha importância de infra-estruturas para desencravar Interior do País
(...)
Para o governante [primeiro-ministro], este conjunto de acessibilidades vai promover a competitividade e desenvolvimento de Bragança, Guarda e Vila Real. “É um acto de justiça para estas regiões que estavam a ficar para trás”, sublinhou José Sócrates.
Segundo o primeiro-ministro, as acessibilidades rodoviárias na região eram “uma condicionante gravíssima ao processo de desenvolvimento e competitividade”, pelo que as concessões agora lançadas são essenciais para a prosperidade do Interior. “Sem estas vias é difícil competir pela localização das empresas e fixação de quadros qualificados, contribuindo para a riqueza do próprio País”

Ha, ha, ha! Falem com os habitantes da Irlanda, da Noruega e depois com os portugueses do interior (de Amarante, Montemor-o-Novo, Estremoz, etc..) que há muitos anos têm auto-estrada e veremos quem é que está desencravado...

P.S. (3 de Dezembro) Três dias deste post, mais um anúncio de alcatrão do Governo. 94km de auto-estrada entre Sines e Beja, que com outros 30km de IP na zona de Sines custarão 270 milhões de euros. O objectivo é "potenciar o desenvolvimento"...



publicado por MC às 19:11
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