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As paragens têm agora diagramas como este que mostram geograficamente para onde vão os autocarros que passam naquela paragem. É uma excelente ajuda para nos orientarmos e mostra uma mudança radical da atitude dos transportes públicos em Lisboa. Há uma década partia-se do princípio que apenas quem fazia o mesmo trajecto todos os dias é que andava nos transportes, não havia deslocações ou passageiros ocasionais. Não havia informação, muito menos informação cruzada entre operadores, havia quase um bilhete específico para cada trajecto. Ainda há muito a fazer, mas parabéns.
2. ![]()
É desesperante ver os painéis com o tempo de chegada previsto a não funcionarem devido ao excesso de automóveis. O autocarro está lá ao fundo e o painel diz 2 minutos, que acabam por ser 5 ou 6. Tráfego lento, semáforos lentos, automobilistas que não respeitam o autocarro, etc. tudo fruto da ditadura do automóvel.
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É também desesperante estar preso dentro de um autocarro que demora 5 minutos a percorrer um simples quarteirão devido ao congestionamento causado pelo excesso de automóveis, é estar a ser castigado pelas decisões de mobilidade dos outros (se todos andássemos de autocarro não haveria congestionamento). A solução seria mais corredores BUS, mas como é que isso é possível se tantas ruas de Lisboa têm o seu espaço dedicado a 4 faixas de estacionamento e 2 de circulação? Excesso do estacionamento à superfície, mais uma cara da ditadura do automóvel.
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Em Lisboa não é difícil encontrar 3 paragens consecutivas num espaço de 350m. Isto é um contra-senso para uma companhia cujo principal problema é a baixa velocidade de circulação dos autocarros, e perde tempo ao auto-flagelar-se com tantas paragens. É sintomático da nossa sociedade onde andar a pé mais de 200m é um flagelo.
O governo italiano já gastou 16 milhões de euros em incentivos à compra de bicicleta, com apoios de 30% na compra.
No relatório de 2008 da Carris lê-se que a velocidade média dos transportes da Carris nos últimos cinco anos oscilou entre os 14,30 e os 14,54km/h. Uma velocidade ridícula. Alerta ainda que que este valor é especialmente alto dada o grande número de carreiras nocturnas, onde a velocidade é muito maior.
E porquê? Porque de noite não há trânsito causado por quem anda de carro. Não faz sentido exigir um bom serviço de autocarros antes de introduzir restrições aos automóveis, porque são os automóveis que causam o mau serviço.
É um exercício muito interessante, apanhar a mesma carreira durante a madrugada e durante a hora de ponta da manhã. Muitas carreiras da madrugada estão tão cheias como as outras (logo o mesmo número de passageiros a demorar nas paragens), mas não há trânsito de madrugada. A diferença na qualidade de serviço é alucinante.
Página muito interessante sobre programas de bicicletas públicas, a OBIS. Uma página com o apoio da UE com informações sobre os vários programas existentes. (via Bike-Sharing Blog)
O nosso código da estrada é provavelmente dos mais pró-automóvel na Europa. Veja-se como menospreza os ciclistas, não obriga o condutor a ser cuidadoso com os peões, etc... Também há coisas boas, que infelizmente ninguém cumpre, que quase todos desconhecem e (pior ainda) que nenhum polícia faz cumprir. Por exemplo é proibido buzinar a torto e direito, e os peões que já estejam a atravessar uma rua têm prioridade sobre um automóvel que acaba de aparecer, independentemente de estarem numa passadeira ou não.
O artigo 19 diz que os condutores devem abrandar ou parar para que os autocarros possam retomar a marcha. Isto ninguém cumpre nem ninguém faz cumprir. E nem era preciso haver um código, bastava ter o mínimo de respeito pelos outros... mas isso é pedir demais. Um autocarro tem 40 pessoas a bordo, e um automóvel tem uma ou duas, mas para o condutor ele vale mais que os outros. É o "deixa passar à frente", "o autocarro que espere", etc... Andar de autocarro chega a ser desesperante, porque este egoísmo impede o autocarro de andar a uma velocidade média decente.
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