Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Falta de imaginação

Governo lança concessão de auto-estradas do centro

 

O que acontecerá quando já não houver mais auto-estradas para construir? O que vai então construir o Ministério das Obras Públicas? É verossímil esperar que haja uma época em Portugal em que isso aconteça?

 

Repara-se que não falo da manutenção ou alargamento das vias rodoviárias já existentes mas sim de haver um ano, hipotético, em que alguém conclua que não vale a pena construir mais auto-estradas porque o país já está bem servido delas. Em que elas são suficientes.

 

Qual o critério para se aferir o que basta? Quando é que alguns quilómetros de alcatrão por hectare passam de necessários ao progresso para supérfluos? Qual foi a estranha génese de valores que atribui a alavanca do desenvolvimento de uma nação à quantidade de auto-estradas que constrói?

 

Se não construíssemos auto-estradas, poderíamos construir mais alguma coisa? Haverá mais alguma obra pública que nos possa desenvolver

 

Não sei. Tenho falta de imaginação.

 

 

 



publicado por TMC às 22:36
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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Já tinha saudades
Já há algumas semanas (não muitas, claro) que este governo não vinha anunciar mais um mega-investimento no alcatrão. Nada mais do que mais mil milhões de euros, mais 100€ de cada um de nós para alcatrão.
Ao pé deste governo, a tristemente famosa política do betão do Ferreira do Amaral durante os governos de Cavaco Silva soa-me a uma política integrada de mobilidade sustentável.


publicado por MC às 18:55
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
Campeões do Alcatrão II
Desculpem voltar ao mesmo assunto (e às estatísticas), mas é impressionante que qualquer que seja a perspectiva pela qual vejamos a questão, chega-se sempre à conclusão do absurdo que é a nossa obsessão pelo alcatrão.
Numa vista de olhos pelo ViaMichelin e a Wikipedia dá para ver que a maior cidade portuguesa sem auto-estrada deve ser Beja, com 28 mil habitantes. Nos nossos vizinhos (que como sabemos são mais pobres e portanto têm menos recursos para estradas) descobre-se Ciudad Real em Espanha com 70 mil, Siracusa em Itália com 124 mil, Rodez com 65 mil em França, Inverness com 67 mil na Escócia, Grimsby na Inglaterra com 88 mil habitantes.... Na Irlanda nem se fala, porque nem há auto-estradas a ligar as principais cidades!
Ah! E tanto Beja, Bragança, Portalegre e Sines (as maiores sem auto-estradas) têm todas auto-estradas planeadas para a brevidade.


publicado por MC às 23:10
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