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  <title>Menos Um Carro</title>
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  <description>Menos Um Carro - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Sun, 21 Apr 2013 09:06:58 GMT</pubDate>
  <title>Ouvido por aí I</title>
  <author>MC</author>
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  <description>&lt;p&gt;Um português a viver há largos anos nos EUA:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Os imigrantes portugueses nos EUA são fáceis de reconhecer: são os que têm um BMW à porta mas depois não têm cadeiras dentro de casa para jantar.&quot;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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  <pubDate>Thu, 06 Oct 2011 13:16:04 GMT</pubDate>
  <title>&quot;O sr. tem carro, certo?&quot;</title>
  <author>MC</author>
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  <description>&lt;p&gt;Chamada de telemarketing sobre um seguro bancário:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- blá, blá, vantagem 1, blá blá, férias, blá blá, vantagem 2, blá blá, cartões bancários, blá blá&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- ok, ok&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- blá blá, o senhor tem carro, certo? &lt;/em&gt;(com tom assertivo, e de quem nem ia esperar pela resposta)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- Não! Não tenho.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- &lt;/em&gt;(longo silêncio)&lt;em&gt; Ah... &lt;/em&gt;(pausa)&lt;em&gt; Desculpe... &lt;/em&gt;(pausa)&lt;em&gt; é que hoje em dia...&lt;/em&gt; (pausa)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O pobre rapaz, nem sabia o que havia de dizer. Gostei especialmente que me tivesse pedido desculpa, como quem se desculpa depois de perguntar pelos pais a uma pessoa jovem, sem saber que eles já morreram.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;........................................&lt;wbr /&gt;.................&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ver, &lt;a href=&quot;http://www.lisboncyclechic.com/?p=2346&quot;&gt;3 vídeos&lt;/a&gt; da FPCUB e da CM Lisboa, apanhado pelo Lisbon Cycle Chic, com várias dicas para quem começar a andar de bicicleta na cidade. O primeiro aborda o comportamento mais correcto do ciclista, o segundo sobre bicicleta nos transportes públicos, o terceiro sobre como prender a bicicleta.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>bicicleta</category>
  <category>status</category>
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  <pubDate>Wed, 07 Sep 2011 13:54:53 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Samos&quot; os maiores nas estradas</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/249545.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Saiu hoje o famoso &lt;a href=&quot;http://reports.weforum.org/global-competitiveness-2011-2012/&quot;&gt;ranking&lt;/a&gt; anual da competitividade do Fórum Económico Mundial, onde Portugal até subiu uma posição para o 45º lugar. Das dezenas de variáveis consideradas para elaborar o relatório, adivinhem aquela onde Portugal se safa melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ora claro está: &lt;a href=&quot;http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO013536.html&quot;&gt;estradas&lt;/a&gt;! O país alcatifado a alcatrão fica em 45º no geral, mas em 5º mundial nas estradas. A França é o único país da União Europeia que fica à nossa frente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;........................................&lt;wbr /&gt;..................&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para quem está em Lisboa, hoje (quarta-feira 7) recomeça a habitual &lt;a href=&quot;http://cicloficina.blogspot.com/&quot;&gt;Cicloficina dos Anjos&lt;/a&gt; depois da pausa do Verão. Continua a ser &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; as quartas, das 19h às 23h na Rua Regueirão dos Anjos (atrás do Banco de Portugal).&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;400&quot; height=&quot;300&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=28611211&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;400&quot; height=&quot;300&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=28611211&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>portugal</category>
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  <pubDate>Fri, 12 Aug 2011 17:16:21 GMT</pubDate>
  <title>Convite de casamento</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/248841.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Recebi um convite para um casamento na Alemanha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O convite indicava como chegar ao local da festa de transportes públicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguma vez alguém viu tal coisa em Portugal?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;...........................&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E para ajudar as coisas a mudar, que tal ajudar uma tese de Mestrado em Mobilidade em Ciclável, respondendo a este &lt;a href=&quot;http://www.mobilidadeciclavel.net/&quot;&gt;inquérito&lt;/a&gt;?&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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  <pubDate>Fri, 27 May 2011 16:26:31 GMT</pubDate>
  <title>Primeiro o ovo ou a galinha? A carro-dependência ou a sociedade do automóvel?</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/246091.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;posttext&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dizem-me frequentemente que as pessoas necessitam do automóvel, porque a sociedade a isso obriga. É preciso o carro para ir trabalhar, é preciso o carro para ir às compras, etc. Sabemos bem que esta &lt;em&gt;necessidade&lt;/em&gt; é muitas vezes meramente aparente, e que muita gente a usa para auto-justificar o seu abuso do automóvel. Este blogue está cheio de exemplos disso, sendo que talvez o melhor de todos seja relatado por este brilhante &lt;a href=&quot;http://anossaterrinha.blogspot.com/2009/11/como-se-deslocam-os-portugueses-nas.html&quot;&gt;post&lt;/a&gt; do A Nossa Terrinha. Resumidamente, diz-se que é a sociedade do automóvel que força a carro-dependência.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ora, isto é não ter alguma perspicácia sobre o funcionamento da economia. Se no imediato a procura (os consumidores) têm que se adaptar à oferta, no longo-prazo ou seja nas grandes transformações, é a oferta que se adapta à procura. &lt;strong&gt;Hoje ouvimos música com MP3s em vez de cassetes, mas isso não foi porque alguém decidiu forçar-nos a comprar iPods em vez de walkmans&lt;/strong&gt;. Sim, no imediato, se eu entrar numa loja de eletrónica vou ser &lt;em&gt;forçado&lt;/em&gt; a comprar um MP3, mas a mudança não aconteceu porque a indústria eletrónica mudou a sua produção por acaso. &lt;strong&gt;Os walkman desapareceram e vieram os iPods porque os consumidores preferiam ter um sistema mais compacto e de melhor qualidade. A indústria foi forçada a adaptar-se&lt;/strong&gt; - com enormes custos aliás.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mesmo se passa com a sociedade do automóvel. Foi a carro-dependência, a vontade de centrar a vida das cidades no automóvel, que levou ao nascimento dos shoppings junto à auto-estrada, ao enfraquecimento do comércio local, à transformação das cidades em parques de estacionamento sem vida, ao abandono dos centros onde é difícil estacionar e a mudança para os subúrbios com garagens e parques de estacionamento, à deslocação de postos de trabalho da cidade para as bermas das auto-estradas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A nossa sociedade do automóvel não é uma fatalidade dos tempos modernos, aí estão Londres, Estocolmo, Amesterdão, e todas as cidades do Norte europeu desenvolvido para provar o contrário. Esta sociedade é meramente fruto da nossa cultura sedentária, ostentativa e novo-rica.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Felizmente há cada vez mais razões para sorrir. As cadeias dos hipermercados investem no comércio de rua, abrem-se salas de cinema na cidade, a procura de casas no centro histórico (onde não se pode estacionar) cresce, o comércio tradicional renasce com mais carácter, cada vez há mais bicicletas na rua, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;........................................&lt;wbr /&gt;................................&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Independent fala-nos até no &lt;a href=&quot;http://www.independent.co.uk/life-style/motoring/features/is-this-the-end-of-the-car-2286616.html&quot;&gt;Peak Car&lt;/a&gt;, o ponto onde o carro chegou ao máximo da importância e daqui para a frente só decresce. Exemplo: cada vez há menos jovens britânicos a tirar a carta.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>portugal</category>
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  <pubDate>Wed, 04 May 2011 13:25:51 GMT</pubDate>
  <title>Duas histórias do Portugal carro-dependente</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/244736.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1. Uma amiga estrangeira a visitar Lisboa, ficou numa casa de uma colega, que mora a &quot;&lt;em&gt;10 minutos a pé do Colombo&lt;/em&gt;&lt;span&gt;&quot; (para quem não sabe, o Colombo tem uma estação de metro). O facto de a colega portuguesa trabalhar no Saldanha, a apenas 5+1 estações de metro de distância, e usar exclusivamente o carro, já deixava adivinhar o que vinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Pouco depois de combinar um café na Baixa, ela volta a ligar aflita a perguntar se eu tinha carro. Não tendo eu carro, ela não poderia ir ter à Baixa por falta de tempo. É que a portuguesa &lt;span&gt;carro-dependente&lt;/span&gt; lhe garantiu que &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;de Benfica à Baixa era uma hora de transportes públicos&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;! (São 10 paragens de metro, na mesma linha, 14 minutos segundo o &lt;span&gt;Google&lt;/span&gt; &lt;span&gt;Maps&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É impressionante como tanta gente faz um esforço intelectual para se convencer que o automóvel é a única alternativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;2. Uma leitora conta que ao comprar um telemóvel, perguntou a opinião ao vendedor. O vendedor disse-lhe que muita gente se queixava dos telemóveis com ecrã &lt;span&gt;tátil&lt;/span&gt; em vez de teclado, porque demoravam mais tempo a escrever mensagens quando guiavam.........&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;........................................&lt;wbr /&gt;..............................&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O A Nossa Terrinha conta mais uma &lt;a href=&quot;http://anossaterrinha.blogspot.com/2011/02/fenomenos-nas-estradas-portuguesas-i.html&quot;&gt;história&lt;/a&gt;&lt;span&gt; do Portugal &lt;span&gt;carro-dependente&lt;/span&gt;, de carros que &lt;/span&gt;&lt;em&gt;ganham vida&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>transportes públicos</category>
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  <pubDate>Tue, 15 Mar 2011 11:16:35 GMT</pubDate>
  <title>À rasca?</title>
  <author>TMC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/241877.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;embed width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://sic.sapo.pt/online/flash/playerSIC2009.swf?urlvideo=http://videos.sapo.pt/RIPLwYZZEIQEIkcNZD4m/mov/1&amp;amp;Link=http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Edicao+da+Manha/2011/3/os-jovens-e-o-automovel-pela-dr-conceicao-caldeira-da-silva15-03-2011-10529.htm&amp;amp;ztag=/sicembed/info/&amp;amp;hash={3AB821EE-722C-4562-A0DA-3864A340ED72}&amp;amp;embed=true&amp;amp;autoplay=false&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fica o facto: os jovens portugueses são os que compram mais &lt;strong&gt;carros novos &lt;/strong&gt;entre os congéneres europeus. De acordo com as palavras da comentadora, há contudo duas questões que me parecem equivocadas:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1- os jovens portugueses não aderem mais ao carro apenas porque não existe uma rede mais densa e eficiente de transportes. Faltam mais restrições à procura, como maiores taxas de fiscalização do estacionamento. Que nenhum condutor se queixe &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/noticias/governo-quer-aumentar-imposto-automovel_113241.html&quot;&gt;disto&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;: se meteram voluntariamente o pescoço na corda sujeitaram-se aos apetites do verdugo. Comprar um carro é ficar com menos liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2- associar carros híbridos e eléctricos à ecologia e à protecção da natureza é uma frase várias vezes repetida mas sem fundamento. Funciona para quaisquer duas fontes de poluição distintas: uma será sempre preferível à outra porque polui menos, mas não se torna verde apenas porque não polui tanto como a outra. A discussão mais relevante é acerca da necessidade de se continuar a manter na sociedade qualquer uma das fontes de poluição, não deve ser acerca da obrigatoriedade de escolher entre ambas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O nosso texto &quot;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/239244.html&quot;&gt;O comércio e a rua&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&quot; foi nomeada para os &quot;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.lxsustentavel.com/2011/03/02/nomeados-green-blogger-awards-fevereiro-2011/&quot;&gt;Green Blogger Awards&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&quot;. É ir votar :) Se ganharmos prometemos investir na biblioteca de  mobilidade sustentável para continuarmos a tentar apresentar textos de qualidade. Como o blogue &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://anossaterrinha.blogspot.com/&quot;&gt;A Nossa Terrinha&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>automóvel</category>
  <category>carro eléctrico</category>
  <category>cultura</category>
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  <pubDate>Fri, 04 Mar 2011 20:35:13 GMT</pubDate>
  <title>Os submarinos e os transportes</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/241329.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi preciso a Wikileaks divulgar um telegrama do embaixador americano em Lisboa para ficar claro o que todos já sabiamos: os submarinos foram um brinquedo tecnológico caríssimo que o &quot;Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar&quot; da altura quis comprar. O telegrama diz ainda, que dado o tamanho da costa portuguesa, seria muito mais proveitoso ter mais fragatas para controlar atentados ambientais, tráfico de droga, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta atitude de querer brinquedos tecnológicos em vez de meios que sejam realmente úteis e eficientes é um mal que se repete noutras áreas, especialmente nos transportes públicos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lisboa e Porto têm sistemas bilhéticos de tecnologia de ponta (embora incompatíveis entre si, e até dentro de Lisboa há incompatibilidade), que na realidade prestam um serviço pior aos clientes do que o sistema baseado em papel que a &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/3489.html&quot;&gt;Holanda&lt;/a&gt; tem (tinha) desde há 30 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A beleza das estações de metro de Lisboa fazem corar os outros metropolitanos europeus, com a exceção de Moscovo (outros que gostam de brinquedos, aliás). Contudo não se pode dizer o mesmo da extensão da rede, que seria mais importante.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os autocarros da Carris são do mais moderno e confortável que eu tenho visto em toda a Europa. Lisboa é até das poucas cidades com autocarros com wi-fi disponível. Os autocarros são seguidos por GPS, e a informação está disponível ao segundo para os clientes por SMS e por e-mail. A Carris tem ainda entretido-se a criar serviços paralelos, como uma cópia barata deste blogue, um serviço de carsharing, etc. Tudo  de algum modo útil, mas o principal problema serviço da Carris que é apontado há décadas, a baixa frequência dos autocarros, sé tem piorado (ainda esta &lt;a href=&quot;http://jornal.publico.pt/noticia/03-03-2011/carris-poupa-tres-milhoes-de-euros-com-corte-de-seis-carreiras-21466460.htm&quot;&gt;semana&lt;/a&gt; outra vez).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portugal tem das melhores redes de auto-estradas do mundo, mas falta-lhe o básico. Não há comboio em muitas cidades e o planeamento territorial é tão mau que mesmo o automóvel sai prejudicado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gastamos dinheiros em iPads que dão nas vistas, mas contamos os tostões no supermercado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;........................................&lt;wbr /&gt;................&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Passeio Livre conta uma &lt;a href=&quot;http://passeiolivre.blogspot.com/2011/01/o-director-da-antonio-arroio-gosta-de.html&quot;&gt;história&lt;/a&gt; parecida, uma escola com parque de estacionamento mas sem campo de jogos.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 05 Sep 2010 11:13:44 GMT</pubDate>
  <title>A propósito do TGV </title>
  <author>TMC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/221401.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Reproduzo o artigo de Armando Pires no Público de hoje (penso não existir nenhuma ligação):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paul Krugman não defende o TGV&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Paul Krugman (Nobel da Economia em 2008), devido ao papel central que atriui aos custos de transporte no comércio internacional e na localização da actividade económica, tem sido citado pelo actual governo na defesa do TGV. Em particular, advoga-se que o TGV - ao diminuir o tempo de ligação e, como tal, os custos de transporte entre Lisboa e Madrid - irá aumentar as trocas comerciais e favorecerá uma distribuição mais equitativa da actividade económica na península Ibérica. Mas é mesmo isso que as teorias desenvolvidas por Krugman prevêem? Não necessariamente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De facto, Krugman demonstra que uma redução dos custos de transporte tenderá a conduzir à aglomeração da actividade económica nos centros económicos. Isto acontece porque, ao localizarem-se nos mercados centrais, os agentes económicos podem simultaneamente servir as regiões periféricas com taxas de transporte favoráveis e explorar as vantagens da aglomeração nos centros económicos (economias de escala e &lt;em&gt;spillovers &lt;/em&gt;tecnológicos). Assumindo que os centros económicos da península Ibértica são Madrid e Lisboa, isto poderia revelar-se benéfico para Portugal se os ganhos de Lisboa compensassem as perdas nas restantes regiões. Infelizmente, Lisboa não é um centro económico a nível ibérico. Num trabalho meu (ver referência abaixo) demonstrei que existem três centros na península Ibérica: Madrid, Catalunha e País Basco. &lt;strong&gt;Lisboa - a região mais central de Portugal - só é marginalmente mais central que a região mais periférica de Espanha, a Galiza.&lt;/strong&gt; Sendo assim, segundo as teorias de Krugman, Portugal sairia perdedor com uma redução dos custos de ligação a Espanha.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Curiosamente, Krugman chegou a analisar um caso semelhante ao de Espanha e Portugal: dois países, cada um com o seu centro económico (Madrid e Lisboa), mas em que um deles é mais periférico que o outro (assim como Madrid é mais central que Lisboa), mas em que um deles é mais periférico que o outro (assim como Madrid é mais central que Lisboa). Nesta situação, Krugman defende que &lt;strong&gt;a melhor estratégia do país com o centro mais periférico (Portugal) é desenvolver as redes de transporte internas, de forma a permitir ao seu centro explorar o seu &lt;em&gt;hinterland&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt; Para Krugman, só quando Lisboa se tornar um centro ibérico é que se deve reduzir os custos de transporte entre Madrid e Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Neste sentido, o desenvolvimento da infra-estrutura rodoviária e ferroviária em Portugal apresenta-se como prioritário. No entanto, enquanto os sucessivos governos apostaram na primeira, a segunda tem sido bastante negligenciada. O desinvestimento ferroviário é ainda mais preocupante, pois é sabido, da experiência do TGV noutros países, que este só é eficaz se interligado com as linhas de comboios convencionais. Ora, enquanto estas estão amplamente desenvolvidas em Espanha, tal não é o caso em Portugal. &lt;strong&gt;Corre-se, pois, o risco de o investimento no TGV se revelar ineficiente. &lt;/strong&gt;Para além do mais, a existência de uma rede ferroviária forte em Portugal poderia ser &lt;strong&gt;a alternativa que as populações defendem às estradas pagas. &lt;/strong&gt;No entanto, a mentalidade rodoviária está tão enraizada que a opção ferroviária não é sequer considerada na discussão sobre as Scut.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todo este debate se mantém com ou sém o défice externo, mas ganha especial relevância no contexto actual, em que os investimentos públicos se devem restringir aos que de facto têm potencial para promover o crescimento tão ansiado da economia portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Referências: Pires, Armando, 2005, Market Potential and Welfare: Evidence from the Iberian Peninsula, Portuguese Economic Journal, 4, 107-127.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;O Público de hoje (o único jornal que ainda não adoptou o acordo ortográfico) contém ainda mais duas referências à mobilidade sustentável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A crónica de Carlos Fiolhais versa sobre as diferenças civilizacionais da Alemanha e Portugal no âmbito dos transportes públicos.&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://dererummundi.blogspot.com/2010/09/tempo-e-paciencia.html&quot;&gt; Está aqui.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caderno CIDADES apresenta na reportagem &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://jornal.publico.pt/noticia/05-09-2010/gente-feliz-sem-carro-20141339.htm&quot;&gt;&quot;Gente feliz sem carro&quot;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; vários testemunhos de lisboetas e portuenses que não precisam do carro para viverem as suas vidas. E gostam disso! Pode ser consultado aqui, mas aproveitem, porque em breve deixará de estar em linha. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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  <pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:46:06 GMT</pubDate>
  <title>Portugal, país pobre que move mundos e fundos pelo automóvel</title>
  <author>MC</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de Portugal ser apenas o 18º ou 19º país mais rico da UE, não me para de espantar os imensos recursos que parece ter quando está em causa o automóvel. Ele é &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/103202.html&quot;&gt;a zona da Europa com mais auto-estradas&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/11669.html&quot;&gt;terceiro lugar em número de carros por pessoa&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/143478.html&quot;&gt;maior crescimento da rede de auto-estradas&lt;/a&gt;, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há pouco tempo &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/197582.html&quot;&gt;referi&lt;/a&gt; a compensação que em Portugal é paga a quem se desloca em trabalho na sua própria viatura, um valor tabelado em Diário da República, que é de &lt;b&gt;0,40&amp;euro; por km.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numas buscas no google, tirei o valor que mais vezes encontrei para vários países:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inglaterra: &lt;a href=&quot;http://www.hmrc.gov.uk/rates/travel.htm&quot;&gt;0,40&lt;/a&gt; libras por milha, &lt;b&gt;0,28&amp;euro; por km&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;França: &lt;b&gt;0,50&amp;euro; por km&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.boe.es/diario_boe/txt.php?id=BOE-A-2009-18066&quot;&gt;Espanha&lt;/a&gt;: &lt;b&gt;0,32&amp;euro; por km&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://hrm.mt.nl/2009/01/kilometervergoe.html&quot;&gt;Holanda&lt;/a&gt;: &lt;b&gt;0,19&amp;euro; por km&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Na Alemanha e Itália as ajudas de custos dependem aparentemente do automóvel).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar dos custos de manutenção serem à partida mais baixos por cá, dos preços dos combustíveis &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/169299.html&quot;&gt;estarem&lt;/a&gt; abaixo da média, Portugal consegue canalizar mais dinheiro para quem anda de carro do que muitos países europeus.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estão aí mais duas cicloficinas (reparação gratuita de bicicletas!) em Lisboa e agora também no Porto:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lisboa: Domingo 17 às 15h no &lt;a href=&quot;http://www.google.pt/maps/ms?ie=UTF8&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;msa=0&amp;amp;ll=38.744277,-9.137599&amp;amp;spn=0.003824,0.010504&amp;amp;t=k&amp;amp;z=17&amp;amp;msid=108111951231670986586.00047d30e5530d95b0105&quot;&gt;Jardim Fernando Pessoa&lt;/a&gt; (entre Av. Madrid, Av. Roma e Av. João XXI)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://bicicletanoporto.blogspot.com/2010/01/power-to-bicycle-powered-citizens.html&quot;&gt;Porto&lt;/a&gt;: 5ª-feira dia 21,  na CASA VIVA Praça do Marquês nº 167&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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  <pubDate>Mon, 07 Dec 2009 23:13:16 GMT</pubDate>
  <title>Auto-estradas Urbanas</title>
  <author>TMC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/195818.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Uma das consequências mais danosas da implementação maciça do automóvel nas cidades foi a reorientação do planeamento das estruturas de acordo com a sua lógica; uma reorientação que sacrificou muitos dos outros elementos da cidade, nomeadamente o peão e o espaço público.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Toda a potencialidade que um determinado terreno tem para assumir uma função, seja um jardim, um parque, um bairro habitacional, comércio, escolas, etc é reduzida apenas a uma função quando se constrói. Voltar atrás é muito difícil porque na &lt;b&gt;cidade não se apaga uma estrutura como se apaga uma assinatura&lt;/b&gt;. Mas enquanto se assumir que é legítimo obedecer à necessidade voraz de espaço do automóvel, não questionamos que a potencialidade de um espaço seja frequentemente redireccionada para novas estradas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;O ciclo perpetua-se da seguinte maneira: 1) criam-se vias para os automóveis poderem circular 2) facilita-se a aquisição e a guarita do automóvel, através de fiscalização inadequada e de estacionamento quase gratuito 3) numa certa escala de tempo as vias entopem e não escoam 3) obedece-se à procura, mantendo-se a &lt;b&gt;ilusão que automóvel éé sempre sinónimo de ganho de tempo através da velocidade&lt;/b&gt; e, voilá, 1) outra vez&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Já o quase esquecimento do peão é, quanto a mim, muito mais misterioso porque é a forma mais básica de locomoção do ser humano. &lt;b&gt;Andar a pé é inevitável &lt;/b&gt;e embora alguns sonhos do urbanismo moderno imaginassem a vida no futuro equivalendo a cidade a um gigantesco drive-in, a medida da negligência do peão nas nossas estruturas só demonstra o quão infecciosa é hoje a presença do automóvel na cabeça dos que planeiam as cidades.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Esta negligência do andar a pé está hoje presente nas ditas auto-estradas urbanas: estruturas híbridas e monstruosas que rasgam o tecido urbano, já de si caótico; não são estradas nem avenidas, são apenas um erro crasso de planeamento e a vontade de &lt;b&gt;continuar o paradigma da velocidade: se há congestionamento, criem-se mais acessos, para lá de tudo o que existe e servindo apenas e só o automóvel. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Um exemplo, tirado do blogue &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://discoveringurbanism.blogspot.com/&quot;&gt;Discovering Urbanism &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;e que é delicioso porque mostra precisamente a tal inevitabilidade do andar a pé. A cidade é Brasília, o planeamento é &lt;b&gt;muito moderno&lt;/b&gt; mas, teimosamente, lá surge o peão, esse rebelde e que teima em caminhar e criar os seus próprios trilhos, para lá daqueles delineados para o automóvel. &lt;b&gt;A ilusão da velocidade promove o esquecimento do corpo mas é impossível desligarmo-nos dele. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://lh5.ggpht.com/_HbxfX4sSsyM/SwnU1KsvhRI/AAAAAAAAD1g/NzZE_q9COj8/s800/Brasilia.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um peão que circule ao lado das velocidades permitidas aos automóveis nas vias principais não tem uma percepção favorável da sua segurança nem as condições necessárias para andar. &lt;b&gt;Mesmo que seja esse o melhor caminho entre dois pontos e para as suas escolhas de locomoção (o automóvel não é universal). &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://lh6.ggpht.com/_HbxfX4sSsyM/SwnU1UfvNTI/AAAAAAAAD1k/vAfmwE2kbNs/s800/BrasiliaLines.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Qual é a maneira mais simples  e elegante de criar, simultaneamente, barreiras anti-ruído, ar mais saudável, clima de proximidade e ainda desacelaração de tráfego? Será um sistema inteligente em tempo real geo-referenciado ou qualquer outra parafernália tecnológica? &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://www.howwedrive.com/2009/11/23/the-effects-of-beauty-on-speed/&quot;&gt;Árvores. Muitas. Uma distância não são dois pontos, é também o preenchimento dos intervalos. &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 24 Nov 2009 22:07:44 GMT</pubDate>
  <title>Tão pobre que nem tinha dinheiro para a portagem</title>
  <author>MC</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A imagem do automóvel como bem de &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/19896.html&quot;&gt;primeiríssima&lt;/a&gt; necessidade não cessa de me surpreender. Na &amp;quot;&lt;a href=&quot;http://feeds.tsf.pt/~r/Tsf-ReportagemTsf/~3/BEE222fcUHg/rep_20091112.mp3&quot;&gt;À Mesa com a Crise&lt;/a&gt;&amp;quot;, a última edição da Reportagem TSF (um excelente programa radiofónico) o tema é a crise, o desemprego e a pobreza. Dir-se-ia que se falaria de pessoas com fome, sem dinheiro para cuidados de saúde, pessoas em desespero. Sim fala-se nisso, mas há várias referências a automóveis. A certa altura, uma funcionária de uma instituição de caridade relata &amp;quot;... &lt;b&gt;&lt;i&gt;começam a não ter dinheiro para as portagens&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, até nos diziam «nós depois até já íamos pela estrada nacional, mas já nem pela estrada nacional conseguíamos ir porque não tínhamos gasolina e ficámos confinados a 4 paredes»&lt;/i&gt;&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E não se fala só em pessoas com vergonha em admitir que têm fome ou que não têm dinheiro. Há uma mulher que fala na vergonha de ter o carro avariado: &amp;quot;&lt;i&gt;dávamos desculpas às pessoas para não dizer que tínhamos a carrinha avariada&lt;/i&gt;&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que dirão estas pessoas de mim, que não tenho carro há 11 anos? O que dirão elas de muitíssimas pessoas que nem a carta têm? Seremos etíopes à espera da ajuda da Madonna? Estarei eu confinado a 4 paredes? Será que deverei ter vergonha de dizer que não tenho carro?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas não são só as próprias pessoas que o referem. São os funcionários  das instituições de solidariedade que acham este aspecto suficientemente importante ao ponto de acrescentarem isto à sua descrição das situações de pobreza. É a jornalista que escolheu estas citações entre as várias horas de gravações audio que tinha, onde haveria certamente alguém sem dinheiro para uma operação ou a viver à custa de ajudas há longo tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como já escrevi em tempos, será que ainda veremos a velha canção do Sérgio Godinho transformada em &amp;quot;O paz, a pão, a habitação, a saúde, a educação, e o carro novo&amp;quot;?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;A ler: &lt;a href=&quot;http://cidade-ideal.blogspot.com/2009/11/politics-of-happiness-por-susan-ives.html&quot;&gt;The Politics of Happiness&lt;/a&gt; sobre Bogotá no Cidade-Ideal.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>portugal</category>
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  <pubDate>Wed, 18 Nov 2009 11:04:50 GMT</pubDate>
  <title>O melhor amigo do Homem</title>
  <author>TMC</author>
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  <description>&lt;p&gt; Publicidade da BOSCH na TSF (sem comentários)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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  <pubDate>Tue, 03 Nov 2009 01:38:47 GMT</pubDate>
  <title>Regresso à nossa terrinha*</title>
  <author>MC</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não gosto de críticas gratuitas, mas ao voltar a Portugal depois de uns dias nos Nortes da Europa é impossível não ficar desiludido com várias coisas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1. As cidades são cada vez mais uns pequenos aglomerados desumanos de prédios rodeados de parques de estacionamento e vias-rápidas. E o que mais assusta é não haver ninguém a reparar ou questionar. Tudo devido ao imperativo de mais e mais mobilidade automóvel.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. A vida passa fora da cidade. Os cinemas, as lojas onde toda a gente vai, as saídas de casa à ao fim-de-semana, etc. não estão no centro vazio, mas em locais onde só se chega de carro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3. Logo no aeroporto é impossível não notar na quantidade de gente &amp;quot;avantajada&amp;quot;, no país &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/93895.html&quot;&gt;campeão&lt;/a&gt; europeu da obesidade infantil. Tudo sustentado pela nossa cultura de sedentarismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;4. O espanto das outras pessoas por nos querermos deslocar a pé, de metro, de autocarro ou de comboio.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enfim...&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O título do post é uma homenagem ao blogue &lt;a href=&quot;http://anossaterrinha.blogspot.com/&quot;&gt;A Nossa Terrinha&lt;/a&gt;, que nos faz uma saudável concorrência. A não perder.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 06 Jul 2009 13:30:12 GMT</pubDate>
  <title>Cá e Lá</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/160904.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Não percebo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há tanta, tanta gente que quando viaja pelo Europa do Norte adora as cidades humanas, com pouco trânsito e onde o peão é rei. Adora passear e viver uma cidade onde a vida acontece na cidade e não nas filas de trânsito e num qualquer centro comercial gigante dos subúrbios. Todos lamentam que as nossas cidades não sejam semelhantes, lamentam que não seja tão fácil viver sem carro (e sem as preocupações dele decorrentes) por cá, mas mal metem o pé no país esquecem-se de todo este discurso. De vez em quando ainda se ouve o argumento dos transportes serem maus, muitas vezes de quem nem os conhece.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um amigo que&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt; &lt;/span&gt;viveu (reparem, não foi apenas turista) nos nortes regressou com o mesmo discurso inflamado. Mora perto de uma estação de metro, mas para ir à Baixa de Lisboa vai de carro e perde meia hora à procura de um lugar gratuito para estacionar. Possivelmente porque &amp;quot;&lt;i&gt;precisa mesmo de ir de carro&lt;/i&gt;&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não percebo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ler: as aventuras do redtuxer a tentar explicar a um automobilista que o passeio é para os peões no &lt;a href=&quot;http://minhablackbike.blogspot.com/2009/06/da-para-acreditar.html&quot;&gt;Uma bike pela cidade&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 02 Apr 2009 22:23:12 GMT</pubDate>
  <title>A carapaça e o carjaquim</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/151326.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/150826.html&quot;&gt;metáfora&lt;/a&gt; do carro como exosqueleto do homem também ajuda a perceber a paranóia social à volta do carjacking. Os telejornais abrem com histórias de carjacking, a imprensa sensacionalista (passe a redundância) enche páginas. O Paulinho das feiras vem exigir pancada neles. O Governo faz protocolos especiais de prevenção e cria equipas mistas de polícia anti-carjaquim. O relatório oficial sobre a segurança interna dá especial destaque a 3 crimes: homicídios, crimes sexuais contra crianças e carjaquim. Repito, homicídio, violação de crianças, e, carjaquim. Na página do Ministério de Adm Interna só há um crime que tem direito a uma página especial, o carjacking.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E se eu acrescentar que apesar de o ano passado ter sido de longe o pior em termos de carjaquim, mesmo assim houve 34 vezes mais crimes de violência doméstica do que de carjaquim? 50 vezes mais furtos a residências. Um pouco menos de raptos. Mais crimes de ofensa à integridade física grave. Um quarto de de tráfico de seres humanos. A PJ teve em mãos mais do dobro de crimes sexuais contra crianças do que carjaquim. Não é óbvio que o carjaquim está muito longe de ser o problema de segurança mais grave em Portugal, ao contrário do que a paranóia toda faz crer?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então por que não se fala noutra coisa? Porque o carjaquim violenta as pessoas dentro delas, dentro do exosqueleto que é o seu carro. Ter a casa assaltada, ser raptado, até ser violado parece menos grave do que este assalto a parte fisicamente integrante delas, o carro.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ler: o ministro Lino também preparou uma &lt;a href=&quot;http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MOPTC/Comunicacao/Intervencoes/20090401_MOPTC_Int_Ferrovias.htm&quot;&gt;partida&lt;/a&gt; de 1 de Abril, uma comunicação com o título &amp;quot;&lt;i&gt;Ferrovia deverá ser o elemento estruturante do sistema de transportes&lt;/i&gt;&amp;quot;. O documento está cheio de boas intenções, e discursos exaltados. Mas em quatro anos foram lançados  (ou seja decisão deste governo) várias centenas de quilómetros de auto-estradas, de ferrovia julgo que foram poucas dezenas.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>exosqueleto</category>
  <category>carjacking</category>
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  <pubDate>Tue, 31 Mar 2009 13:00:44 GMT</pubDate>
  <title>Popó über alles</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/150141.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há uns anos ia eu de carro numa zona residencial, e um outro automobilista, que estando distraído não se apercebeu que eu tinha abrandado, bateu com alguma violência com a dianteira do carro dele na traseira do &amp;quot;meu&amp;quot; (emprestado). Mal encosta o carro, pula lá de dentro aos berros a barafustar. Passado um pouco sai a mulher, que cocheava devido ao impacto e chamava pelo marido. A minha reacção imediata e irreflectida foi desviar-me da &amp;quot;troca de palavras&amp;quot; e dirigir-me à mulher para perguntar se ela estava bem. O homem continuou a refilar e só passado um bom bocado, é que se virou ele também para a mulher e perguntou se estava ok.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto ultrapassa-me. Como é que o primeiro impulso de alguém pode ser a defesa de um chassis, antes da preocupação pelo bem-estar da própria mulher?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://supergreenme.blogspot.com/2009/03/dia-de-mobilidade-suave.html&quot;&gt;Post&lt;/a&gt; a ler: &lt;i&gt;Dia da mobilidade suave: uma ciclostória para menores de 18 anos&lt;/i&gt;. A Lanka &amp;quot;não quer&amp;quot;  que a filha a crescer em Portugal, ganhe os maus hábitos mediterrânicos (estou claramente a abusar na interpretação!). Gosto especialmente deste esquema, que mostra como a mobilidade nas cidades pode ser diferente:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/0BV2DRnLPm7yRT0qfIWt/&quot; style=&quot;border-color: black;&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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  <pubDate>Fri, 27 Feb 2009 23:24:20 GMT</pubDate>
  <title>Cada um com os seus valores</title>
  <author>MC</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outubro de 2005, Paris.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A população revolta-se contra a polícia depois da morte acidental de dois adolescentes por electrocussão quando fugiam da polícia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dezembro de 2008, Atenas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A população revolta-se contra a polícia depois do homicídio de um adolescente por parte de um polícia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fevereiro de 2009. Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de alguns casos de abuso policial semelhantes a Atenas e Paris - o &lt;a href=&quot;http://dn.sapo.pt/2008/08/12/cidades/gnr_atinge_mortalmente_crianca_duran.html&quot;&gt;último&lt;/a&gt; dos quais há meio ano, a população revolta-se com &lt;a href=&quot;http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1366867&amp;amp;idCanal=59&quot;&gt;disparos&lt;/a&gt; contra a &amp;quot;polícia&amp;quot; responsável pela fiscalização dos parquímetros depois de um agente ter verificado o bom funcionamento destes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;A ler: &lt;a href=&quot;http://observatoriobaixa.blogspot.com/2009/02/cada-vez-mais-o-cidadao-carro-e-que.html&quot;&gt;Cada vez mais o &amp;quot;cidadão-carro&amp;quot; é que decide a cidade&lt;/a&gt; no Observatório da Baixa&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>portugal</category>
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  <pubDate>Tue, 03 Feb 2009 19:37:16 GMT</pubDate>
  <title>Alergia ao comboio II</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/142780.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Manuel &lt;span class=&quot;txt&quot;&gt;Margarido &lt;/span&gt;Tão mencionava &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/140842.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; (segundo comentário) uma coisa simples mas curiosa, que eu nunca tinha pensado. O argumento mais banal contra a (re)construção de ferrovia para cidades e regiões mais &amp;quot;periféricas&amp;quot; em Portugal é a suposta falta de procura que o comboio teria. Mas quando o assunto é auto-estrada (já nem falo de simples IPs!!), por artes mágicas, este argumento já não se aplica. Bragança, ou outra qualquer cidade, passa de repente de aldeia perdida para uma metrópole ávida de alcatrão para crescer.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há uns &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/102191.html&quot;&gt;tempos&lt;/a&gt; dei-me ao trabalho de mostrar que, descontando a Bélgica, &lt;b&gt;todos os países da Europa tinham cidades sem auto-estrada maiores que Beja ou Bragança&lt;/b&gt;. Ou seja, Portugal é um caso patológico ao estar alcatifado com auto-estradas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fazer o mesmo para o comboio dava muito trabalho, mas rapidamente se pode verificar quais as cidades dessa lista que têm comboio. Infelizmente, o resultado não me surpreendeu. Descontando duas (Stadskanaal e Ioannina) todas têm ferrovia. Mais uma vez, &lt;b&gt;Portugal é um caso patológico: ao contrário da Europa é frequente as cidades terem auto-estrada mas não terem linha férrea.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o mais grave é que ambas as patologias têm tendência a agravar-se, enterrando o país sempre mais e mais dinheiro no meio de transporte mais ineficiente em termos de espaço, sinistralidade, custo, ambiente e energia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ler no CarFree France: &lt;a href=&quot;http://carfree.free.fr/index.php/2009/02/01/la-crise-automobile-est-structurelle/&quot;&gt;La crise automobile est structurelle&lt;/a&gt;, a defender uma ideia que eu tinha levantado neste &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/137099.html&quot;&gt;post&lt;/a&gt; e na discussão sobre ele. Os problemas da indústria automóvel não são causados pela actual crise económica, mas já vêm de trás. Há portanto largos milhões do nosso bolso que estão a ser usados para remediar um problema que é inerente à indústria.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>europa</category>
  <category>portugal</category>
  <category>comboio</category>
  <category>ferrovia</category>
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  <pubDate>Sat, 20 Dec 2008 20:54:54 GMT</pubDate>
  <title>Egoísmo</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/138883.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span id=&quot;lblDlpoDefinicao&quot;&gt;&lt;font&gt;&lt;font class=&quot;texto&quot;&gt;&lt;font class=&quot;categoria&quot;&gt;&lt;span title=&quot;substantivo masculino&quot;&gt;s. m.,&lt;br /&gt;
amor próprio excessivo, que leva o indivíduo a olhar unicamente para os seus interesses em detrimento dos alheios;&lt;br /&gt;
conjunto de propensões ou instintos que levam à conservação do indivíduo.&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span id=&quot;lblDlpoDefinicao&quot;&gt;&lt;font&gt;&lt;font class=&quot;texto&quot;&gt;&lt;font class=&quot;categoria&quot;&gt;&lt;span title=&quot;substantivo masculino&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;font&gt;&lt;font class=&quot;texto&quot;&gt;&lt;font class=&quot;categoria&quot;&gt;&lt;span title=&quot;substantivo masculino&quot;&gt;Um leitor residente em Amesterdão comentava &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/135407.html?thread=408303#t408303&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; como os seus amigos portugueses adorava&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;m conhecer, passear e &amp;quot;viver a cidade&amp;quot; de Amesterdão (onde ter um automóvel é muito &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/92711.html&quot;&gt;caro&lt;/a&gt; e complicado), mas que rapidamente mudavam de postura mal se falava em aplicar o mesmo nas cidades portuguesas. Escusado será dizer que já tive a mesma conversa com várias pessoas, e que outras pessoas me contaram o mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acho que só há uma explicação para isto, egoísmo. Egoísmo de quem aprecia uma cidade pensada para as pessoas quando é um peão, mas prefere uma cidade de vias-rápidas e estacionamento abundante e gratuito quando regressa à sua carro-dependência.  De quem não dá a mínima importância aos enormes &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/tag/externalidades&quot;&gt;custos&lt;/a&gt; que a sua decisão pessoal de andar de carro acarreta para os outros.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mesmo direi de algumas reacções à intenção da CML de afastar o trânsito da Baixa (as aparentemente boas &lt;a href=&quot;http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&amp;amp;Concelho=Lisboa&amp;amp;Option=Interior&amp;amp;content_id=1060494&quot;&gt;notícias&lt;/a&gt; não são claras, por isso ainda não referi este assunto por aqui), o Automóvel Club de Portugal &lt;a href=&quot;http://diario.iol.pt/sociedade/lisboa-transito-terreiro-do-paco-praca-do-comercio-acp-carros/1023922-4071.html&quot;&gt;ameaça pôr a CML em tribunal&lt;/a&gt; se o plano for avante!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na mesma linha, uma assumida carro-dependente &lt;a href=&quot;http://blondewithaphd.blogspot.com/2008/09/dia-sem-carros.html&quot;&gt;queixa-se&lt;/a&gt; dos dias sem carros. Quer ela que a cidade seja monopolizada pelo automóvel, porque ela escolheu viver longe da cidade, e por isso não pode usar os transportes públicos. Um raciocínio a não perder!!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;Posts recomendados, ambos relacionados com o que é dito acima.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um mini-&lt;a href=&quot;http://cidadanialx.blogspot.com/2008/12/cidades-vivas-com-comrcio.html&quot;&gt;post&lt;/a&gt; meu no &lt;i&gt;CidadaniaLx&lt;/i&gt;, sobre duas cidades que escolheram afastar os automóveis da Baixa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;a href=&quot;http://minhablackbike.blogspot.com/2008/12/acp-protesta-contra-possvel.html&quot;&gt;divertida e exaltada reacção&lt;/a&gt; do RedTuxer no &lt;i&gt;Uma bike pela cidade&lt;/i&gt;, sobre o egoísmo do ACP.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
  <category>egoísmo</category>
  <category>ditadura do automóvel</category>
  <category>acp</category>
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  <pubDate>Sat, 19 Jul 2008 19:49:08 GMT</pubDate>
  <title>Carro beneficiado face ao transporte público!</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/122533.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já depois de ter escrito o &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/122048.html&quot;&gt;post&lt;/a&gt; sobre a obsessão do primeiro-ministro pelos automóveis eléctricos, o governo veio emitir um comunicado a corrigir as palavras do primeiro-ministro. Afinal os automóveis eléctricos não estão apenas isentos de 70% do Imposto Automóvel, estão sim totalmente isentos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pior, também estão isentos do imposto de circulação (o antigo imposto municipal)!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pior ainda, por andar a electricidade, também estão a ser financiados indirectamente porque a electricidade em Portugal está abaixo do seu valor normal de mercado (lembram-se das confusões com a ERS?).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;São assim três vantagens financeiras dadas pelos Estado ao automóvel eléctrico, mas que o mesmo Estado não dá a quem anda de transporte público (autocarro)! E isto apesar de um passageiro de um autocarro a gasóleo ter um impacto ambiental e energético claramente menor do que um automobilista num carro eléctrico, apesar de causar menos sinistralidade, necessitar de menos infra-estruturas, ocupar menos espaço urbano, promover um estilo de vida mais saudável, dar mais vida humana à cidade, causa menos congestionamento, e poupar em tantos outros &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/104505.html&quot;&gt;custos&lt;/a&gt; que o transporte privado tem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sistema de incentivos económicos sobre as externalidades destes dois meios de transporte estão claramente invertidos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_OK.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;Notícia recomendada: o Bloco de Esquerda &lt;a href=&quot;http://gentedelisboa.blogspot.com/2008/07/bloco-prope-o-reforo-dos-direitos-dos.html&quot;&gt;apresentou&lt;/a&gt; algumas propostas de alteração ao código da estrada em benefício do peão e da bicicleta. Como já aqui tantas vezes escrevi, o nosso código tem um tratamento discriminatório sobre o &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/73238.html&quot;&gt;peão&lt;/a&gt; e o &lt;a href=&quot;http://www.geocities.com/bici_portugal/&quot;&gt;ciclistas&lt;/a&gt; que não existe na maioria dos códigos europeus.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Projecto de Lei disponível &lt;a href=&quot;http://beparlamento.esquerda.net/media/pjlbicicletas.pdf&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>economia</category>
  <category>carro-dependência</category>
  <category>externalidades</category>
  <category>carro eléctrico</category>
  <category>governo</category>
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  <pubDate>Mon, 14 Jul 2008 21:36:33 GMT</pubDate>
  <title>Quanto o Estado esvazia as cidades e promove o automóvel</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/122291.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Estado deveria ser o primeiro a manter os seus serviços junto das populações, a facilitar o acesso a eles, a promover vilas e cidades com vida. Infelizmente não é o que acontece, e ao Estado não lhe falta o pudor para colocar entidades no meio do nada, de partir do princípio que todos andamos de popó e que é de popó que queremos lá chegar. Veja-se o Tribunal de Sintra, no meio de um monte afastado da vila, mas com um enorme parque de estacionamento. Veja-se o IPO de Lisboa que esteve para ser levado para uns terrenos algures no Concelho de Oeiras, onde a qualidade dos acessos em transportes públicos seriam terrivelmente piores do que os que há na localização actual do IPO. Hoje surge mais uma triste notícia, a Loja do Cidadão de Alcochete &lt;a href=&quot;http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&amp;amp;id_news=340585&quot;&gt;vai ser&lt;/a&gt; no Freeport, um mega centro comercial fora de Alcochete.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Continuamos a caminhar para o modelo americano de cidades vazias, constituídas por cruzamentos de auto-estradas. Modelo este que já está em &lt;a href=&quot;http://carfreeusa.blogspot.com/2008/07/americans-moving-back-to-cities.html&quot;&gt;retrocesso&lt;/a&gt; nos EUA.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais boas notícias do aumento de crude: as empresas começam a relocalizar as suas produções junto dos consumidores, neste &lt;a href=&quot;http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1335343&amp;amp;idCanal=57&quot;&gt;caso&lt;/a&gt; uma empresa alemã que volta a produzir em Portugal o que entretanto fabricava na China. (via &lt;a href=&quot;http://pedalofilo.wordpress.com/2008/07/13/produtos-voltam-a-ser-produzidos-mais-perto/&quot;&gt;Pedalófilo&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;</description>
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  <category>cidades</category>
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  <pubDate>Tue, 24 Jun 2008 09:55:32 GMT</pubDate>
  <title>Comboios para quê?</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/117876.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos últimos dias tem estado na moda questionar a construção do TGV. Eu sou muito céptico por natureza, por isso fico contente que se questione tudo. Além disso, não sou especialista em transportes, não me vou pôr aqui a discutir o que não sei (não é que se dê o caso de os críticos que se têm ouvido saibam mais do que eu, mas enfim).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Agora não percebo como é que se pode criticar o TGV e ficar calado em relação aos 1200km de auto-estradas que este governo lançou&lt;/b&gt;! Passa-me totalmente ao lado. Especialmente quando o país está cada vez mais &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/114422.html&quot;&gt;forrado&lt;/a&gt; a asfalto e a ferrovia continua a ser desmantelada, contrariando a tendência &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/76381.html&quot;&gt;europeia&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta gente nunca deve ter tirado o rabinho do bmw, nem deve ter vontade disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;P.S. Pinhanços, concelho de Seia, terra natal da minha avó, ainda não tem auto-estrada. Que discriminação vem a ser esta, sr. ministro?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leitura recomendada: dois famosos economistas norte-americanos &lt;a href=&quot;http://gregmankiw.blogspot.com/2008/06/department-of-strange-bedfellows.html&quot;&gt;dizem&lt;/a&gt; que o preço do crude não tem nada a ver com especulação. Aparentemente há três anos que se diz que é especulação... e uma bolha especulativa nunca dura tanto tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Adenda: Mais um &lt;a href=&quot;http://krugman.blogs.nytimes.com/2008/06/23/speculative-nonsense-once-again/&quot;&gt;texto&lt;/a&gt; no mesmo sentido.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 23 Jun 2008 15:33:33 GMT</pubDate>
  <title>Mais uma prova da nossa bizarra obsessão pelo carro</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/117526.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;As famílias portuguesas são as segundas na UE27 a gastar uma maior fracção do seu rendimento para andar de carro&lt;/b&gt;, segundo dados do Eurostat citados pelo &lt;a href=&quot;http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1333257&amp;amp;idCanal=57&quot;&gt;Público&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os &lt;a href=&quot;http://epp.eurostat.ec.europa.eu/pls/portal/docs/PAGE/PGP_PRD_CAT_PREREL/PGE_CAT_PREREL_YEAR_2008/PGE_CAT_PREREL_YEAR_2008_MONTH_06/3-19062008-EN-AP.PDF&quot;&gt;dados&lt;/a&gt; são também bons para acabar com dois mitos.. Primeiro, o facto de gastarmos percentualmente mais com o automóvel não tem nada a ver com o nosso rendimento ser relativamente baixo, em primeiro está a Itália (mais rica) e em último a Bulgária. Segundo, não são as famílias mais pobres que são as mais afectadas pelo preço dos transportes. O quinto mais pobre gasta 8,1% e o quinto mais rico gasta 14,4% do seu rendimento em transportes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outros recordes:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/11669.html&quot;&gt;Terceiro país com mais automóveis&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/103202.html&quot;&gt;Lisboa é a região europeia com mais auto-estradas&lt;br /&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/16000.html&quot;&gt;Segundo país em termos de peso do automóvel no transporte de pessoas&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/96928.html&quot;&gt;Último em termos de deslocações a pé&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/76381.html&quot;&gt;Terceiro país com mais quilómetros de auto-estradas por quilómetro de ferrovia&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leitura recomendada: Mobilidade sem automóvel como política de saúde, na França um projecto-lei defende que a obesidade deve ser combatida ao nível do planeamento local da mobilidade. No &lt;a href=&quot;http://carfree.free.fr/index.php/2008/06/02/un-projet-de-loi-contre-lobesite-automobile/&quot;&gt;Carfree France&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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  <category>estatísticas</category>
  <category>portugal</category>
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  <pubDate>Sun, 22 Jun 2008 17:20:06 GMT</pubDate>
  <title>Será o mesmo país?</title>
  <author>MC</author>
  <link>http://menos1carro.blogs.sapo.pt/117488.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de ter escrito o último &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/117147.html&quot;&gt;post&lt;/a&gt;, fiquei a pensar nele e &lt;a href=&quot;http://menos1carro.blogs.sapo.pt/116589.html&quot;&gt;noutro&lt;/a&gt; de há uns dias...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Será que o país que tem dinheiro para construir uma auto-estrada, que vai incluir um túnel de 5,6km, numa zona montanhosa (logo de construção mais cara), num local onde já há uma IP, e no local onde já há uma auto-estrada paralela 20km a norte, é o mesmo que não tem dinheiro para aproveitar a reformulação da sua principal linha ferroviária para levar o comboio ao centro de uma capital de distrito (o que certamente não necessitaria de um túnel daquele tamanho)?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Custa-me a acreditar que seja o mesmo.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>carro-dependência</category>
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