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  <title>Menos Um Carro</title>
  <subtitle>Blog da Mobilidade Sustentável.&#13;
Pelo ambiente, pelas cidades, pelas pessoas</subtitle>
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  <updated>2012-05-16T13:35:38Z</updated>
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    <issued>2012-05-16T14:16:13</issued>
    <title>Alertar a vítima e apenas a vítima</title>
    <published>2012-05-16T13:35:38Z</published>
    <updated>2012-05-16T13:35:38Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na "ciclovia" ao longo do rio Tejo em Lisboa, reparei que havia o seguinte desenho em vários pontos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=sq4ZSSh9aKEL58zKdyzE"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be408bc5c/12296212_NT4g3.jpeg" alt="" width="500" height="348" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sempre que a "ciclovia" se cruza com o trânsito, o ciclista que conduz um veículo de 15Kg, é alertado do perigo eminente. E do lado do condutor, que conduz um veículo 100 vezes mais pesado, logo 100 vezes mais perigoso e 100 vezes menos ágil e é por isso uma potencial arma em movimento? Nada. Absolutamente nada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É mais um caso da habitual inversão de valores, que põe a responsabilidade do lado da potencial vítima em vez de o colocar no potencial agressor. Tal como em alguns países islâmicos se obriga as mulheres a usar &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/223999.html"&gt;burqa&lt;/a&gt; para não serem violadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................................&lt;wbr /&gt;.............&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Repesco aqui um &lt;a href="http://bicicletanoporto.blogspot.pt/2011/01/cronicas-da-sociedade-autocratica.html"&gt;post&lt;/a&gt; antigo do De Bicicleta no Porto para quem torce o nariz a dinheiro gasto em infra-estruturas para bicicletas: a DR Educação do Centro gastou 138 mil euros só para tapar o sol aos automóveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-03T17:50:05</issued>
    <title>Miguel Barroso: "Sobre o real custo da hipermobilidade automóvel"</title>
    <published>2012-05-03T16:59:01Z</published>
    <updated>2012-05-03T16:59:01Z</updated>
    <category term="editor por um dia"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Voltamos a ter o prazer de ter um texto escrito por alguém de fora, logo melhorzito que os nossos. O texto de hoje é do Miguel Barroso, autor do inspirador &lt;a href="http://www.lisboncyclechic.com/"&gt;Lisbon Cycle Chic&lt;/a&gt; (que está a organizar o &lt;a href="http://www.lisboncyclechic.com/?page_id=3154"&gt;segundo encontro Cycle Chic&lt;/a&gt; em Lisboa no dia 19 de Maio) e um membro activo da &lt;a href="http://fpcub.pt"&gt;FPCUB&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Obrigado Miguel!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h2 class="uiHeaderTitle"&gt;Sobre o real custo da hipermobilidade automóvel&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div id="contentArea"&gt;
&lt;div class="mbl notesBlogText clearfix"&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para quem diz que os automóvel e os combustíveis estão sujeitos a muitos impostos,  vejam esta &lt;a href="http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13427620/1"&gt;reportagem&lt;/a&gt;, e comecem a somar os nºs...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não há IA nem ISP juntos que paguem tamanha factura!... E isto é apenas uma ponta do véu - os custos conjuntos de construção e manutenção das Ex-SCUTS e AEs, cujo tráfego é cada vez menor, são simplesmente assustadores. Juntem a isto todos os nós viários, variantes, viadutos e afins, construídos nos arredores (e no interior!!!) das cidades. Não defendendo o TGV, que nos dias de hoje é uma carta fora do baralho, vejam quantos seriam possíveis de construir com estes montantes aqui falados.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sim, a mobilidade automóvel é brutalmente financiada pelo estado! &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E as redes de transportes colectivos saem penalizadas, pois a "fuga" para o transporte individual resultante deste financiamento, traduziu-se em menos utilizadores dos transportes públicos, e por conseguinte, menor sustentabilidade económica destes...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É urgente inverter esta lógica, trazer seriedade a estas negociações, e tentar minimizar o estrago que já foi feito (temos o país rasgado por autoestradas sobredimensionadas e em quantidade exagerada, cuja manutenção é impossível de comportar). A reportagem já não é nova, e não sei em que ponto estará esta situação agora. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para o comum cidadão, o real custo da mobilidade automóvel está longe de ser compreendida... Todos continuam a protestar, pois é cada vez mais caro, mas na realidade, esse custo é ainda uma fracção do custo global - o resto, continua a ser pago pelo erário público, ou seja, somos todos a pagar . A tendência será para que os utilizadores do automóvel paguem uma fatia cada vez maior dessa factura global.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Claro que serão sempre necessárias infraestruturas rodoviárias - a questão aqui reside na quantidade pornográfica que foi construida nas últimas décadas. O país foi desfigurado em nome de um suposto progresso, em nome de um modelo de desenvolvimento distorcido e com contornos financeiros pouco claros e muito perversos. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;img class="photo_img img" src="https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/523220_2838986583888_1535984366_31978662_1111320304_n.jpg" alt="" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-04-30T11:37:06</issued>
    <title>E se um automobilista incomoda muita gente, dois automobilistas incomodam muito mais</title>
    <published>2012-04-30T11:04:59Z</published>
    <updated>2012-04-30T11:04:59Z</updated>
    <category term="externalidades"/>
    <category term="bicicleta"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="tráfego"/>
    <category term="bicicultura"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já tenho repetido isto vezes sem conta: uma pessoa a deslocar-se de automóvel tem um impacto negativo sobre os outros muito maior do que quem se desloca de outros modos. Fica agora aqui a &lt;strong&gt;primeiríssima&lt;/strong&gt; tabela que aparece no &lt;a href="http://www.tfl.gov.uk/assets/downloads/businessandpartners/traffic-modelling-guidelines.pdf"&gt;manual&lt;/a&gt; de planeamento de tráfego da autoridade de transportes de Londres, uma das mais prestigiadas instituições de investigação em transportes:&lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=K19Z02oFypFCWCszcpRi"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5909b135/11744636_uRaAe.png" alt="" width="429" height="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;O Passenger Car Unit é uma medida do distúrbio no tráfego que cada tipo de veículo causa ou, em bom português, quanto é que atrapalham o trânsito. E quanto a isto a tabela não engana: &lt;strong&gt;no que toca a atrapalhar o trânsito, o automobilista é mais do que duas vezes pior que o motociclista, cinco vezes pior que o ciclista e dez vezes pior que o passageiro de autocarro&lt;/strong&gt; (assumindo que este leva 20 pessoas).&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................................&lt;wbr /&gt;...........................&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;Notícia a ler: por reconhecer que a bicicleta não atrapalha o trânsito, a Bélgica foi agora mais longe e para lá de permitir que os ciclistas virem à direita mesmo com o semáforo vermelho (o que acontece em vários países), também &lt;a href="http://www.fietsberaad.nl/index.cfm?lang=nl&amp;amp;section=nieuws&amp;amp;mode=newsArticle&amp;amp;repository=Straight-ahead-on-red"&gt;permite que vão em frente com vermelho&lt;/a&gt; se não cruzarem o percurso de outros.&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-03-29T15:02:06</issued>
    <title>A E16 deles e as nossas A1, A8 e a A17 </title>
    <published>2012-03-29T14:16:08Z</published>
    <updated>2012-03-29T14:16:08Z</updated>
    <category term="auto-estradas"/>
    <category term="noruega"/>
    <category term="portugal"/>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta é a estrada E16:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=fb0Ia62t4WCi7SGCMh9t"&gt;&lt;img style="border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B55085e02/10829523_i6rJo.jpeg" alt="" width="500" height="490" /&gt;&lt;/a&gt;É a principal estrada a ligar a capital à segunda cidade do país &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Human_Development_Index"&gt;mais desenvolvido&lt;/a&gt; do mundo, a Noruega.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta é a A1:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://fotos.sapo.pt/2t0zqJKZFDYBqGjonP6D/" alt="" width="480" height="374" /&gt;É a auto-estrada que liga Lisboa ao Porto. A foto foi tirada da A17, que conjuntamente com a A8, forma outra auto-estrada, paralela à A1, que liga Lisboa ao Porto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;..................&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como complemento, um excelente &lt;a href="http://anossaterrinha.blogspot.pt/2011/03/rede-portuguesa-de-auto-estradas-motivo.html"&gt;artigo&lt;/a&gt; do A Nossa Terrinha sobre as auto-estradas e (a falta de) desenvolvimento e (aumento do) êxodo rural em Portugal.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-03-28T16:06:25</issued>
    <title>Como começar a andar de bicicleta em Lisboa</title>
    <published>2012-03-28T15:51:22Z</published>
    <updated>2012-03-28T15:56:13Z</updated>
    <category term="mubi"/>
    <category term="bicicleta"/>
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    <category term="lisboa"/>
    <category term="cicloficina"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Relembro aqui dois serviços totalmente &lt;strong&gt;gratuitos&lt;/strong&gt; (prestados por voluntários, incluindo os 3 autores do blogue) que podem dar um jeitão a quem quer começar a deslocar-se de bicicleta em Lisboa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://bikebuddy.mubi.pt/"&gt;Bike Buddy&lt;/a&gt; da &lt;a href="http://mubi.pt/"&gt;MUBi&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Receio em andar na rua de bicicleta pela primeira vez?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dava jeito ter companhia para dar umas dicas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Tens dúvidas sobre o melhor trajecto entre dois pontos?&lt;/strong&gt; Por enquanto os mapas online ainda não calculam o melhor percurso para bicicletas nas cidades portuguesas, e normalmente o "melhor" para o carro e o "melhor" para a bicicleta são coisas diferentes. O carro não tem de evitar declives, mas não pode virar à esquerda e à direita quando lhe apetece.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Bike Buddy ajuda!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Cicloficina&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A tua bicicleta está a precisar de uns arranjozinhos ou uma revisão? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ontem vi uma bicicleta com os travões sempre a travar, e hoje uma onde a corrente e as mudanças faziam uma grande chiadeira. Outras por aí têm, até nem parecem ter os pneus em baixo, mas os pneus da bicicleta devem ter o dobro da pressão dos pneus do carro. Metade dos esforço é perdido...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se calhar até precisas de arranjos e nem sabes!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A&lt;a href="http://cicloficina.blogspot.pt/"&gt; Cicloficina dos Anjos&lt;/a&gt; é semanal, e há &lt;a href="http://cicloficina.wordpress.com/"&gt;outras&lt;/a&gt; menos frequentes pelo país.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;...............&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como sugestão de leitura, o "&lt;a href="http://anossaterrinha.blogspot.pt/2010/05/elogio-da-bicicleta.html"&gt;Elogio da Bicicleta&lt;/a&gt;" por Gonçalo Cadilhe no A Nossa Terrinha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-03-27T15:43:30</issued>
    <title>Existe diferença entre um 'acidente' de viação e um homicídio por negligência?</title>
    <published>2012-03-27T15:19:45Z</published>
    <updated>2012-03-27T15:19:45Z</updated>
    <category term="sinistralidade"/>
    <category term="homicídio"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A palavra &lt;em&gt;acidente&lt;/em&gt; já é, por si, uma escolha de mau gosto. O &lt;a href="http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/acidente"&gt;dicionário&lt;/a&gt; diz que é um "acontecimento casual ou inesperado", um "acaso". Dá a ideia de algo fora do nosso controlo, exclui à partida a existência de culpa, quando na realidade transportar uma caixa metálica de 2 toneladas, a 20 metros por segundo, no meio de uma povoação, é por definição uma atividade de enorme perigo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na verdade,  atropelar mortalmente um peão é um homicídio por negligência tal como um disparo mal-direcionado de uma arma, como ter um médico a não tomar atenção a todos os sintomas de um paciente, um educador de infância que deixa uma criança cair de uma janela. A única diferença é o homicida ter um volante na mão. Tal como em tantas outras coisas, um cidadão com um volante na mão não é igual a um cidadão sem.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Scotland Yard lançou o &lt;a href="http://www.thetimes.co.uk/tto/public/cyclesafety/article3317831.ece"&gt;repto&lt;/a&gt; na Inglaterra: vamos tratar uma morte na estrada como um homicídio por negligência. Esperemos que o debate se alastre pela Europa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;.....................&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Via &lt;a href="http://azulebanana.com/anabananasplit/2009/07/29/esses-peoes-arrogantes-e-perigosos/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+bananalogic+%28b+a+n+a+n+a+l+o+g+i+c%29&amp;amp;utm_content=Google+Reader"&gt;bananalogic&lt;/a&gt;, recomendo hoje úma história de automobilistas que julgam ter mais &lt;a href="http://www.streetsblog.org/2009/07/13/warning-windshield-perspective-hazardous-to-your-health/"&gt;direitos&lt;/a&gt; que os peões.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-03-22T10:23:01</issued>
    <title>Governo abandona o futuro</title>
    <published>2012-03-22T11:14:22Z</published>
    <updated>2012-03-22T11:14:22Z</updated>
    <category term="ambiente"/>
    <category term="energia"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="comboio"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/governo-abandona-a-alta-velocidade-definitivamente--1538891"&gt;Governo abandona a alta velocidade "definitivamente"&lt;/a&gt; conta hoje o Público.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os maiores desafios do século XXI vão ser a globalização, a energia e o ambiente. Por todo o mundo têm surgido, que nem cogumelos, novos projectos de ferrovia de alta-velocidade mesmo em países com os EUA e a China, tradicionalmente apoiantes da opção rodoviária. Falamos de um transporte rápido, que não está dependente de uma fonte de energia que se aproxima dos seus &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/230295.html"&gt;limites&lt;/a&gt;, que é o mais eficiente energeticamente, e que é por isso a melhor solução do ponto de vista ambiental e económico, num mundo onde a energia barata acabou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Galiza, com menos cidades grandes que Portugal, vai ter várias linhas. A China, bem mais pobre que Portugal, o mesmo. Por cá, uma ferrovia decente é considerada um luxo. Por cá, o futuro é um luxo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;.................&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A notícia de hoje é um pouco mais positiva. &lt;a href="http://biks.cm-santarem.pt/"&gt;Santarém&lt;/a&gt; arrancou com um projecto de bicicletas públicas partilhadas. Parabéns!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-03-19T13:07:24</issued>
    <title>Os preços dos combustíveis explicados às crianças e ao Carlos Barbosa</title>
    <published>2012-03-19T13:32:04Z</published>
    <updated>2012-03-20T17:33:05Z</updated>
    <category term="economia"/>
    <category term="combustível"/>
    <category term="acp"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O presidente do ACP ao &lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/aumento-dos-combustiveis-e-despropositado-e-incompreensivel-acusa-o-presidente-dos-acp-1538522"&gt;Público&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;"&lt;em&gt;Nem eu nem nenhum português entende como é que o barril de Brent está a 124,98 [dólares]”, &lt;/em&gt;quando em 2008&lt;em&gt; “estava a 160 dólares e nós tínhamos combustível mais barato&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Só posso saudar as declaração de Carlos Barbosa, porque o primeiro passo é sempre reconhecermos as nossas falhas, neste caso reconhecer a sua habitual incapacidade de perceber o mundo à sua volta. Já não lhe fica tão bem dizer que os outros todos também sofrem do mesmo problema, o que nem é verdade, mas enfim. Pior é quando mente, e confunde &lt;a href="http://production.investis.com/bp2/download/brent_oil/"&gt;148&lt;/a&gt;$ (o preço máximo a que o Brent chegou) com 160$.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Caras crianças e caro Carlos Barbosa,&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;os senhores que vendem o petróleo não aceitam as nossas notas que usamos na Europa, querem apenas umas notas que se usa na América, os dólares. Por isso quando compramos o petróleo, temos primeiro de trocar os euros pelos dólares. Para comparar os preços entre hoje e 2008, temos que pensar nessas duas compras, e não só na segunda. Se fomos fazer as contas, e basta uma calculadora daquelas da escola, em 2008 o preço tocou os &lt;a href="http://sdw.ecb.int/browseChart.do?REF_AREA=308&amp;amp;node=2018775&amp;amp;PROVIDER_FM_ID=OILBRNI&amp;amp;FREQ=M&amp;amp;INSTRUMENT_FM=&amp;amp;DATA_TYPE_FM=HSTA&amp;amp;sfl1=4&amp;amp;DATASET=0&amp;amp;sfl3=4&amp;amp;SERIES_KEY=143.FM.M.U2.EUR.4F.CY.OILBRNI.HSTA"&gt;86&lt;/a&gt;€. A semana passada, este valor chegou aos 96€ (12% mais, para quem já aprendeu as percentagens). É por isso que hoje os combustíveis estão mais caros.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais textos da mesma série:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/235228.html"&gt;A importância do acesso automóvel para o comércio local explicado às crianças e ao Carlos Barbosa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/236524.html"&gt;Os carros devem ter mais deveres e menos direitos que os peões, explicado às crianças e ao Carlos Barbosa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Adenda:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://anossaterrinha.blogspot.pt/2012/02/seguranca-rodoviaria-na-televisao.html"&gt;outras pérolas&lt;/a&gt; recentes do senhor, apanhadas pelo A Nossa Terrinha &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;...........................&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A ler uma notícia que já tinha colocado no &lt;a href="http://www.facebook.com/blogmenos1carro"&gt;Facebook do Blog&lt;/a&gt;: o preço da gasolina já chegou aos &lt;a href="http://www.connexionfrance.com/Petrol-SP95-litre-two-euro-Bastille-Paris-symbolic-13534-view-article.html"&gt;2€ nas bombas de Paris&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-03-12T15:42:59</issued>
    <title>A Roménia volta a salvar a nossa face na ditadura automóvel</title>
    <published>2012-03-12T16:24:27Z</published>
    <updated>2012-03-12T16:24:27Z</updated>
    <category term="estacionamento"/>
    <category term="roménia"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="lisboa"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há tempos descobri que não estávamos assim tão isolados na Europa no que toca ao paradigma da gestão do espaço público. Não é só cá que o estacionamento automóvel é mais importante que a circulação dos peões, afinal na &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/189930.html"&gt;Roménia&lt;/a&gt; também há responsáveis autárquicos que defendem publicamente o estacionamento no passeio.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ora, eu andava desconfiado de que Lisboa seria a única capital europeia onde as ruas chegam a ter &lt;strong&gt;quatro faixas&lt;/strong&gt; de estacionamento &lt;strong&gt;legal&lt;/strong&gt;, como é o caso nas &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/202638.html"&gt;Avenidas Novas&lt;/a&gt;, na própria &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/202999.html"&gt;Avenida de Liberdade&lt;/a&gt;, etc. Por essa Europa fora não se parte do pressuposto que cabe aos organismos &lt;strong&gt;públicos&lt;/strong&gt; arranjar espaço para o estacionamento do veículo &lt;strong&gt;privado&lt;/strong&gt;, de modo que habitualmente as ruas não têm sequer estacionamento, algumas uma fila, poucas têm duas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas entretanto o Google Maps Street View chegou a &lt;a href="http://maps.google.pt/maps?q=Bucareste,+Rom%C3%AAnia&amp;amp;hl=pt&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;sll=39.639538,-7.849731&amp;amp;sspn=14.216799,33.815918&amp;amp;oq=bucareste&amp;amp;hnear=Bucareste,+Bucuresti,+Rom%C3%A9nia&amp;amp;t=h&amp;amp;z=12"&gt;Bucareste&lt;/a&gt;, e eu pude tirar os nabos da púcara. Depois de algum esforço descobri uma rua com quatro faixas de estacionamento:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=90ZyjpHV2j6wzho0iEQB"&gt;&lt;img style="border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcc057ec3/10548195_CdZzC.jpeg" alt="" width="500" height="179" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Descobri ainda um bónus: por lá também é habitual ver carrinhos de bebé a circular no alcatrão, por os passeios estarem ocupados com... carros estacionados!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=Mf0lzHGDdFuGZWknzOpe"&gt;&lt;img style="border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b05b5c1/10548228_ds7bF.jpeg" alt="" width="500" height="372" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale a pena &lt;em&gt;passear&lt;/em&gt; um pouco com o Street View por Bucareste para comparar. Em geral, os passeios acabam por ser mais largos lá do que cá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De qualquer modo, hoje já me sinto mais europeu!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;.......................&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o link aconselhado de hoje, um vídeo da StreetFilms chamado &lt;a href="http://www.streetfilms.org/mba-parking-reform/"&gt;Parking Reform&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-03-05T14:25:59</issued>
    <title>Um dia de carro</title>
    <published>2012-03-05T15:36:20Z</published>
    <updated>2012-03-05T19:55:22Z</updated>
    <category term="automóvel"/>
    <category term="bicicleta"/>
    <category term="stress"/>
    <category term="bicicultura"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O automóvel é sempre o ponto de comparação quando pensamos em mobilidade e cidades. O andar de automóvel é o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, a visão do automobilista é o padrão. Dá jeito andar de metro? Parte-se sempre do ponto de vista do automobilista para se responder.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas o que será um dia de trabalho feito de carro, do ponto de vista de quem faz da bicicleta e dos transportes o seu padrão? Há uns 7 anos que eu não usava o carro num dia de trabalho em Lisboa, e tive de o fazer há dias (carro emprestado, obrigações familiares).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A primeira coisa que chamou a atenção é o tamanho da coisa. O blog está cheio de problemas que isso causa às cidades, mas o transtorno é igualmente grande para quem anda nele. &lt;strong&gt;Ficar completamente imobilizado durante minutos numa fila de trânsito, é claustrofóbico para um ciclista. &lt;/strong&gt;Numa rua estreita, quando há um carro que decide estacionar, há uns 10 que ficam imobilizados à espera. Impensável. Chegar a um semáforo vermelho, ver o verde a passar e o vermelho a cair, e ter de esperar outra vez porque nem todos conseguiram passar, é desesperante. E estacionar? &lt;strong&gt;De que serve chegar ao local 2 minutos antes, se demoramos um quarto de hora a desenvencilhar-nos da coisa e a voltar a pé até ao sítio onde realmente queríamos estar&lt;/strong&gt;? Uma vez foram voltas e voltas aos quarteirões para estacionar bem longe. Noutra, um parque subterrâneo, onde havia de atravessar um labirinto de pilares para alcançar os lugares disponíveis, ter de andar a pedir trocos para ir para a fila para pagar. De bicicleta escolho um poste à porta do destino, em segundos ponho e tiro o cadeado. Simples. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa chocante foi a falta de respeito pelas regras, pondo os outros em perigo. Os primeiros segundos do vermelho contam como amarelo. Andar a 50km/h numa avenida de Lisboa é ver os outros a passar a alta velocidade, e sujeitar-nos a uma businadela. &lt;br /&gt;Por último, o egoísmo latente em todos os comportamentos.&lt;strong&gt; Nas caixas de um supermercado ninguém pára uma fila para falar ao telemóvel, mas estranhamente este comportamento é socialmente aceite quando um automobilista interrompe uma faixa de rodagem para ir ao Multibanco&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No global, a verdade é que os automobilistas subiram na minha consideração. Por muito calmo que seja, não sei se aguentaria tamanho stress dia sim, dia sim.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;..................&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O conselho para hoje, foi sugerido por um leitor há tempos: uma &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/news/uk-12330181"&gt;pequena&lt;/a&gt; reportagem da BBC sobre o comportamento dos condutores.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-29T12:20:56</issued>
    <title>Novo visual</title>
    <published>2012-02-29T12:21:16Z</published>
    <updated>2012-02-29T12:21:16Z</updated>
    <category term="blogs"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;O Menos Um Carro acabou de receber uma nova cara, bem mais bonita do que a anterior, graças ao Pedro da &lt;a href="http://blogs.blogs.sapo.pt/"&gt;equipa dos Blogs da Sapo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gostaria de agradecer à equipa todo o apoio que dão aos blogs que estão na Sapo. No caso do visual, não fomos nós que pedimos ajuda, foram eles que nos propuseram um novo template, que depois ajustaram de acordo com as nossas preferências. Obrigado por estarem sempre disponíveis para dúvidas, por estarem abertos a propostas dos usuários, por manterem o vosso &lt;a href="http://blogs.blogs.sapo.pt/"&gt;blog&lt;/a&gt; com tantas informações, por darem destaque aos blogs que por aqui vão andando. E tendo eu experiência no Blogger e no Wordpress, devo fazer alguma publicidade e dizer que para o utilizador médio o Sapo é bem melhor. Mais claro, mais controlo sobre o blog, mais ferramentas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Obrigado!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-24T15:47:38</issued>
    <title>Caça à multa ou ao disparate? II</title>
    <published>2012-02-24T16:22:32Z</published>
    <updated>2012-02-24T16:24:06Z</updated>
    <category term="multas"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="portugal"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Quem já foi de carro a Espanha sabe bem que os carros de matrícula portuguesa têm um &lt;/span&gt;&lt;strong style="text-align: justify;"&gt;comportamento completamente diferente antes e depois da fronteira&lt;/strong&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;. Ao contrário do que se gosta de dizer, o comportamento ao volante depende muito da dissuasão, e não tanto da cultura. Temos dificuldade em lidar com multas, e daí convencemo-nos que elas não têm qualquer efeito dissuasor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há tempos já mostrei que a ideia que havia uma caça à multa permanente em Portugal, era um total &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/223439.html"&gt;disparate&lt;/a&gt;. O número de multas de velocidade passadas por mil condutores na Holanda é&lt;strong&gt; 40 vezes&lt;/strong&gt; maior do que em Portugal. Hoje, a nossa imprensa puxa ao &lt;a href="http://publico.pt/Sociedade/multas-de-transito-cresceram-80-no-ano-passado-1535140"&gt;sensacionalismo&lt;/a&gt;, chocando-se com o valor das multas cobradas. O valor das multas cobradas em 2011 terá sido 85,3 milhões de euros, quando em 2010 foi de 47,7 milhões. Então e aqui ao lado? Em 2012, a câmara municipal de Madrid - &lt;strong&gt;estamos só a falar da câmara municipal de Madrid&lt;/strong&gt; - espera &lt;a href="http://vozpopuli.com/sociedad/el-ayuntamiento-de-madrid-ingresara-17595-millones-por-multas-de-trafico-en-2012"&gt;cobrar&lt;/a&gt; 175,9 milhões de euros em multa, &lt;strong&gt;mais do dobro que Portugal inteiro&lt;/strong&gt;!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E por pessoa? 85,3 milhões de euros, dá &lt;strong&gt;oito&lt;/strong&gt; euritos e pouco a cada português. Na &lt;a href="http://www.repubblica.it/cronaca/2012/02/17/news/multe_sicurezza-30027359/"&gt;Itália&lt;/a&gt;, onde são cobrados 2 mil milhões de euros por ano, são &lt;strong&gt;35&lt;/strong&gt; euros por cada italiano. E é melhor ficar pela Espanha e pela Itália, porque se formos mais para Norte...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em Portugal, o carro ainda é um aristocrata intocável que passa ao lado das leis e do civismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como sugestão de leitura, repesco um post antigo do A Nossa Terrinha, sobre as &lt;a href="http://anossaterrinha.blogspot.com/2011/01/o-esplendor-automovel-da-universidade.html"&gt;honras que o Doutor Carro merece em Coimbra&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-17T18:14:05</issued>
    <title>Uma lição de coragem contra os automóveis para os autarcas portugueses, vinda de Milão</title>
    <published>2012-02-17T18:51:57Z</published>
    <updated>2012-02-18T19:37:55Z</updated>
    <category term="portagens"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="itália"/>
    <category term="milão"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Milão é a única cidade do Sul da Europa com um sistema de portagens urbanas, isto é, obriga o carro a pagar a entrada na cidade, de modo a reduzir o seu número. Quando a medida foi lançada em 2008, eu teci algumas &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/82638.html"&gt;críticas&lt;/a&gt; porque distinguia os carros "verdes" (na realidade 60% do total), dos poluentes. Só os segundos pagavam portagem. Focar-se exclusivamente no aspecto ambiental, era esquecer todos os outros problemas que o automóvel cria na cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas tal como fez Estocolmo, Milão quis ter um período experimental e depois perguntar à população o que achava. E tal &lt;strong&gt;como acontece em tantos casos de restrição ao automóvel, há uma enorme oposição antes, mas um enorme apoio depois&lt;/strong&gt; da implementação. No Verão passado foi feito um &lt;a href="http://referendum.comune.milano.it/referendum-cittadini.html"&gt;referendo&lt;/a&gt; que perguntava a opinião sobre o alargamento a todos os automóveis das portagens, o incentivo ao meio de transporte público e a pedonalização do centro. Mais concretamente, propunha-se&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;a) duplicar a área pedonal&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;b) duplicar as zonas 30, e acalmia de tráfego&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;c) 300km de ciclovia&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;d) favorecimento ao transporte público, para aumentar a sua velocidade&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;e) serviço de autocarros de bairro&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;f) aumentar o bike sharing para 10000 bicicletas, e car sharing para 1000&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;g) alargar o horário do metro&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;k) alargamento da portagem a todos os carros (excepto residentes)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os milaneses foram bem claros na &lt;a href="http://milano.corriere.it/milano/notizie/politica/11_giugno_13/referendum-ambientali-ecopass-darsena-navigli-expo-alberi-energia-190857756857.shtml"&gt;resposta&lt;/a&gt;: 79%, ou seja &lt;strong&gt;4 em cada 5, apoiaram as medidas de combate ao automóvel&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A portagem de 5€ para todos, durante o dia, arrancou há um mês, e o Treehugger tem um &lt;a href="http://www.treehugger.com/cars/congestion-charge-drops-traffic-37-italy.html"&gt;artigo&lt;/a&gt; sobre isso. A entrada de automóveis reduziu-se em 37%, os poluentes entre 14% e 37%. Mas o resultado mais impressionante, e que o Treehugger não refere, vem de um &lt;a href="http://www.comune.milano.it/portale/wps/wcm/jsp/fibm-cdm/FDWL.jsp?cdm_cid=com.ibm.workplace.wcm.api.WCM_Content/AreaC_RisultatiAttesi/4f919b00491b71cfb70dffae291725ad/PUBLISHED&amp;amp;cdm_acid=com.ibm.workplace.wcm.api.WCM_Content/Prime%20valutazioni%20degli%20effetti%20sulle%20velocit%20commerciali%20dei%20mezzi%20pubblici%20di%20superficie%20-%20ec377f804a30394faf42bf27b1dfdd19/ec377f804a30394faf42bf27b1dfdd19/PUBLISHED"&gt;relatório&lt;/a&gt; camarário: entre as 8h e as 9h da manhã, &lt;strong&gt;a velocidade média dos autocarros aumentou 7%, e na hora seguinte 17%&lt;/strong&gt;, de uma semana para a outra! Como sublinho sempre, não podemos exigir bons transportes públicos, enquanto não lhes tirarmos os carros da frente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Milão não é Roma ou Nápoles, mas não deixa de ser Itália, não é na Noruega ou na Holanda. Não deixa de ser uma cidade onde o automóvel tem &lt;em&gt;status, &lt;/em&gt;e onde o automobilista é rei. Os nossos autarcas deveriam aprender com este exemplo, em vez de assumirem sempre que a população não apoia este tipo de medidas e que só querem mais e mais estacionamento.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para o fim, mais uma lição vinda de Itália. Até uma cidade no sopé de uma montanha como Génova, pode ser amiga das bicicletas:&lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/SlBHS9xl6eo" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-02-14T11:11:13</issued>
    <title>Mais um espaço verde convertido em estacionamento</title>
    <published>2012-02-14T11:57:57Z</published>
    <updated>2012-02-14T11:57:57Z</updated>
    <category term="espaço público"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desengane-se quem achar que um Estádio Universitário é um espaço dedicado ao lazer e ao desporto, pelo menos no que toca a Lisboa. Já poucos se devem lembrar, mas há uma década o parque de estacionamento em frente à Cantina Velha - mesmo à frente da saída do metro Cidade Universitária - era um bosque denso, onde havia gente a fazer jogging. Agora é isto: &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=9bBoZzOjEwAwcpe7PntA"&gt;&lt;img style="border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B56076ac6/10267170_che2n.jpeg" alt="" width="490" height="406" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E será que serve muita gente? Haverá ali umas poucas centenas de lugares - tanto como um metropolitano cheio.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas o automóvel é um monstro devorador de espaço urbano insaciável, que quer sempre mais. O terreno, da parte esquerda desta foto,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=tBecBWP8ZW9V3qu9LFrI"&gt;&lt;img style="border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Beb07b1d7/10267230_o1aRz.jpeg" alt="" width="490" height="441" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;é a nova vítima. Foi convertido há semanas em estacionamento. Em vez de espaço para desporto, temos espaço para meia-dúzia de carros. O mesmo aconteceu há poucos anos, nas traseiras do Hospital Santa Maria (mesmo em frente). Um bosque foi arrancado para ser estacionamento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O automóvel precisa sempre de mais e mais espaço. Um imenso espaço para circular, um &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/164229.html"&gt;imenso&lt;/a&gt; espaço para estacionar. Para levar uma ou duas pessoas apenas. Um dia destes, quando menos notarmos, a nossa cidade será mais uma &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/70466.html"&gt;Houston&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;..............................&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que acontecerá na Inglaterra? A descrição de um &lt;a href="http://www.fosterandpartners.com/Projects/1165/Default.aspx"&gt;edifício novo&lt;/a&gt; no principal campus do Imperial College de Londres, elucida-nos com a seguinte frase: &lt;br /&gt;&lt;em&gt;The two basement levels provide parking spaces for &lt;strong&gt;30 cars&lt;/strong&gt; and secure storage for &lt;strong&gt;600 bicycles&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;satisfying the requirement for the entire campus&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-01T16:52:12</issued>
    <title>O preço do petróleo em euros nunca foi tão alto</title>
    <published>2012-02-01T17:00:07Z</published>
    <updated>2012-02-02T14:05:21Z</updated>
    <category term="economia"/>
    <category term="energia"/>
    <category term="petróleo"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=Dz5YAb8senTnSNRDcAus"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1507155c/10143150_ADIDS.png" alt="" width="490" height="440" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;A imprensa ao noticiar o preço do petróleo em dólares em vez de euros, continua a dar-nos uma ideia errada do que está a acontecer. Ainda esta semana numa conferência onde estive, um especialista na matéria se referia a 2008 como aquele ano em que o preço do petróleo teve um preço estranhamente alto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;Sejamos claros, houve um pico estranho em 2008, mas em 2011 o preço esteve bem constante... e quase ao valor desse pico. &lt;strong&gt;O passado mês de Janeiro viu o preço mais alto de sempre do Brent&lt;/strong&gt;. E estamos a falar de um período em que o mundo ocidental está de rastos, logo com uma procura mais baixa. Se este ano fosse um ano normal, o gráfico teria subido bem mais.&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;O preço do petróleo empurra também o custo das outras fontes de energia. A era da energia barata acabou. O desafio não é tentar descobrir outros modos de &lt;strong&gt;continuarmos a andar de automóvel&lt;/strong&gt;. É sim saber como &lt;strong&gt;vamos andar sem automóvel&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................................&lt;wbr /&gt;...........&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;O que nós precisamos é de &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.streetfilms.org/mba-road-diet/"&gt;Road Diet&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; :), como nos conta a &lt;a href="http://www.streetfilms.org/mba-road-diet/"&gt;StreetFilms&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-01-25T18:48:56</issued>
    <title>O mapa e o horário das "novas linhas de metro" em Lisboa </title>
    <published>2012-01-25T19:22:30Z</published>
    <updated>2012-01-25T19:22:30Z</updated>
    <category term="cp"/>
    <category term="transportes públicos"/>
    <category term="lisboa"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=w2CQCGg21oS7AaVSb5t3"&gt;&lt;img src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd507e049/9985882_C4K7k.png" alt="" width="473" height="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora que o passe para Lisboa vai incluir também os comboios da CP (altamente subaproveitados o que toca a deslocações dentro da cidade), deixo aqui o &lt;strong&gt;mapa&lt;/strong&gt; das "novas linhas", os &lt;strong&gt;horários&lt;/strong&gt;,  e o número de comboios por hora:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://cp.pt/StaticFiles/CP/Imagens/PDF/Passageiros/horarios/lisboa/cartazresumo_str_az.pdf"&gt;Horário da linha Azambuja/Sintr&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cp.pt/StaticFiles/CP/Imagens/PDF/Passageiros/horarios/lisboa/cartazresumo_str_az.pdf"&gt;a&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oriente-Sta Apolónia: 2 comboios por hora&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oriente-Areeiro-Entrecampos-Sete Rios: 8 comboios por hora&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  Oriente-Areeiro-Entrecampos-Sete Rios-Campolide-Alcântara: 2&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  Oriente-Areeiro-Entrecampos-Sete Rios-Benfica-Damaia: 6&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rossio-Campolide-Benfica-Damaia: 4 comboios por hora&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://cp.pt/cp/displayPage.do?vgnextoid=0a3bf9e12a584010VgnVCM1000007b01a8c0RCRD"&gt;Horário da linha de Cascais&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cais Sodré-Alcântara-Algés: 6 comboios por hora&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  (metade param em Santos e Belém)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns trajectos têm uma frequência baixa, mas passam sempre à mesma por isso é fácil utilizá-las.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;.....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de um post chato, um vídeo do Daily Show a ridicularizar a incapacidade histórica de acabarmos com a nossa dependência do petróleo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style="background-color: #000000; width: 520px;"&gt;
&lt;div style="padding: 4px;"&gt;&lt;object width="512" height="288" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="src" value="http://media.mtvnservices.com/mgid:cms:video:thedailyshow.com:312470" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="base" value="." /&gt;&lt;param name="flashvars" value="" /&gt;&lt;embed width="512" height="288" type="application/x-shockwave-flash" src="http://media.mtvnservices.com/mgid:cms:video:thedailyshow.com:312470" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" base="." flashvars="" /&gt;&lt;/object&gt;
&lt;p style="text-align: left; background-color: #ffffff; padding: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.thedailyshow.com/watch/wed-june-16-2010/an-energy-independent-future"&gt;The Daily Show with Jon Stewart&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Get More: &lt;a href="http://www.thedailyshow.com/full-episodes/"&gt;Daily Show Full Episodes&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://www.indecisionforever.com/"&gt;Political Humor &amp;amp; Satire Blog&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://www.facebook.com/thedailyshow"&gt;The Daily Show on Facebook&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-01-23T22:46:43</issued>
    <title>Pagar 372 milhões pelo que é público</title>
    <published>2012-01-23T23:44:17Z</published>
    <updated>2012-01-24T11:14:07Z</updated>
    <category term="economia"/>
    <category term="espaço público"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="parquímetros"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As esplanadas, os contentores, uma banca na rua, etc. são tudo &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/157580.html"&gt;exemplos&lt;/a&gt; de ocupação do espaço público que é paga por quem dela usufrui. Pagar pelo estacionamento de um automóvel no espaço público não é, assim, uma aberração como os carrocratas nos querem fazer crer, mas um pagamento justo pela privatização de algo público que é feito em tantas outras situações. É acima de tudo uma ferramenta indispensável para uma boa gestão do espaço público que é um bem escasso numa cidade. Se as esplanadas fossem gratuitas, todos os cafés e restaurantes ocupariam abusivamente o espaço à sua frente. Estacionamento pago garante que o espaço não seja ocupado &lt;em&gt;ad aeternum&lt;/em&gt; por alguém, mas que haja rotação e possibilidade de todos o usarem.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Hoje descobri o valor de outra ocupação por algo público... o ar. Ou melhor, uma pequeníssima parte do espectro electromagnético (as frequências das emissões rádio), pela qual as três operadoras de telemóvel pagaram &lt;a href="http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1112767"&gt;372 milhões de euros&lt;/a&gt;! O ar é de todos, mas se o seu uso fosse gratuito, seria impossível ver televisão ou telefonar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;.......&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E para nos lembrar a importância dum espaço público livre de automóvel, o &lt;a href="http://anossaterrinha.blogspot.com/2011/05/retratos-de-outras-terrinhas-16-para.html"&gt;A Nossa Terrinha compara&lt;/a&gt; algumas praças em localidades portugueses e espanholas.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-20T09:52:56</issued>
    <title>Lisboa reganha duas linhas de metro </title>
    <published>2012-01-20T09:53:22Z</published>
    <updated>2012-01-20T09:53:22Z</updated>
    <category term="cp"/>
    <category term="transportes públicos"/>
    <category term="metro"/>
    <category term="lisboa"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border-color: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://fotos.sapo.pt/9zBprNzgP9AEASFOKlUJ/340x255" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois de várias más notícias sobre os planos do governo para os transportes públicos de Lisboa, uma melhor. O Público diz que vai ser criado um passe único para Lisboa, o que finalmente incluirá a CP (operador público!!) e outros operadores. A CP tem várias linhas ferroviárias dentro de Lisboa, que estão completamente sub-aproveitadas por estarem desintegradas da rede do metro, especialmente em termos de bilhética: têm passes, bilhetes e preços diferentes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mapa acima indica o real mapa ferroviário de Lisboa, mas ninguém tem isto na cabeça. Há uma linha que faz Alcântara - Campolide - Sete-Rios - Entrecampos - Areeiro - Chelas - Oriente, onde só se vê passageiros com partida ou destino no subúrbio. Uma linha que cruza a cidade, não é usada para deslocações na cidade, por má gestão. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parabéns ao governo se a medida se concretizar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quanto à reestruturação das carreiras, concretiza-se o que já se esperava. Depois de um grupo de trabalho ter feito o papel de &lt;em&gt;bad cop&lt;/em&gt;, propondo acabar com dezenas de linhas de autocarro e barco, agora o governo aparece como salvador da Pátria, &lt;a href="http://www.publico.pt/Local/governo-segura-ligacoes-na-transtejo-e-so-seis-carreiras-da-carris-serao-abolidas-1529911"&gt;cortando&lt;/a&gt; apenas parte. Basta ler a imprensa para ver como muita gente caiu que nem uns patinhos. Não deixa de ser má notícia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;......................................&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A ler, &lt;a href="http://promo.publicbikes.com/4i6ux"&gt;The Death of the Fringe Suburb&lt;/a&gt; no NYT (&lt;a href="http://carfreeusa.blogspot.com/2011/11/death-of-fringe-suburb.html"&gt;via&lt;/a&gt;), sobre a morte desse expoente máximo da cultura automóvel norte-americana, os subúrbios de baixíssima densidade onde todas as deslocações são feitas de carro.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-12T14:41:32</issued>
    <title>Barreiras humanas a uma Lisboa ciclável II (estacionamento)</title>
    <published>2012-01-12T15:14:00Z</published>
    <updated>2012-01-12T15:27:57Z</updated>
    <category term="bicicleta"/>
    <category term="bicicultura"/>
    <category term="lisboa"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Uma bicicleta estacionada ocupa &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/214422.html"&gt;60&lt;/a&gt; vezes menos espaço que um carro&lt;/strong&gt;, e por isso pode ser estranho ouvir alguém afirmar que não se desloca de bicicleta por não ter sítio onde a deixar. Contudo, é uma queixa válida que frequentemente oiço de quem gostaria de usar a bicicleta, mas que muito raramente oiço de quem gostaria de ter carro. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;São poucos os prédios onde há facilidade em deixar uma bicicleta&lt;/strong&gt;, e logo muita gente não tem outra hipótese se não transportar a bicicleta escadas acima e deixá-la numa varanda. No outro extremo do espectro, temos o estacionamento do automóvel que entre nós se considera ser uma responsabilidade dos poderes públicos e não do dono do dito, ao ponto de ser literalmente a preocupação número 1 de muitos presidentes da junta, e estar sempre presente em tudo o que é discussão sobre transportes e espaço público da parte das câmaras municipais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No Norte da Europa, a esmagadora maioria dos prédios tem arrecadações de fácil acesso para deixar a bicicleta. A foto mostra uma calha omni-presente em tudo o que é escadarias na Holanda, na cave de um prédio:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=72iDzI1ot4lhydjG1Ulz"&gt;&lt;img style="border-color: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba6075531/9874664_Fphtt.jpeg" alt="" width="333" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As câmaras poderiam ainda tmobrigar os estacionamentos subterrâneos concessionados (que são vigiados) a ter lugares de estacionamento para bicicletas. Outra solução seria ainda a criação de infra-estruturas na rua como estas duas (uma Roterdão, outra de &lt;a href="http://sf.streetsblog.org/2010/06/23/lessons-from-copenhagen-for-bicycling-in-the-bay-area/"&gt;Copenhaga&lt;/a&gt;):&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;img style="border-style: none; border-color: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px;" src="http://fotos.sapo.pt/1kZU4QufZWMJ5g65rAzP/" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding: 0px; margin: 0px;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding: 0px; margin: 0px;"&gt;&lt;img style="border-style: none; border-color: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px;" src="http://sf.streetsblog.org/wp-content/uploads/6_20_2010/Covered_bike_parking.jpg" alt="" width="490" height="367" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A falta de estacionamento é, tal como os &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/253356.html"&gt;semáforos&lt;/a&gt;, uma barreira à bicicleta em Lisboa, e fomos nós que a criámos, não foi a natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;................................&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a sugestão de &lt;a href="http://www.lisboncyclechic.com/?p=2309"&gt;leitura&lt;/a&gt; de hoje vem do &lt;a href="http://www.lisboncyclechic.com/?p=2309"&gt;Lisbon Cycle Chic&lt;/a&gt;, que fala da seguinte fotografia dum estacionamento de bicicletas de crianças, que, &lt;strong&gt;atenção, &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;é tirada em Lisboa!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="border-color: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://www.lisboncyclechic.com/wp-content/uploads/2011/09/bici2-600x450.jpg" alt="" width="490" height="367" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-11T13:07:26</issued>
    <title>Inquérito a utilizadores de bicicleta em Lisboa</title>
    <published>2012-01-11T13:09:19Z</published>
    <updated>2012-01-11T13:09:19Z</updated>
    <category term="bicicleta"/>
    <category term="bicicultura"/>
    <category term="lisboa"/>
    <content type="html">&lt;div&gt;Recebi o pedido de uma estudante do Mestrado em Engenharia do Território do Instituto Superior Técnico para divulgar e pedir a participação no inquérito a &lt;strong&gt;utilizadores de bicicleta em Lisboa&lt;/strong&gt;, aqui &lt;a href="http://www.inqueritobicicleta.pt.to/" target="_blank"&gt;www.InqueritoBicicleta.pt.to&lt;/a&gt;. O tempo estimado para preenchimento do inquérito é de 5 a 10 minutos (eu confirmo!)&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Embora focado na mobilidade em bicicleta e nas preferências e critérios dos utilizadores nas escolhas de percursos em Lisboa, o inquérito inclui também questões relativas à utilidade e funcionalidade de uma plataforma de apoio a utilizadores de bicicleta na escolha de percursos em Lisboa (utilizando tecnologias SIG), que ao mesmo tempo dará informação para a gestão da rede ciclável e gestão da mobilidade urbana, informação que poderá ser utilizada para apoiar decisões na gestão, planeamento e expansão da rede, assim como para recolher opiniões sugestões e feedback da comunidade de utilizadores.&lt;br /&gt; As respostas do inquérito visam identificar perfis de utilizadores de bicicleta em meio urbano, e as suas necessidades e propostas em termos de melhorias de infra-estruturas e da rede ciclável.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;......&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para motivar a participação, deixo-vos um artigo no The Globe and Mail (jornal canadiano) sobre o "&lt;a href="http://www.theglobeandmail.com/news/national/are-we-reaching-peak-car/article2210139/singlepage/#articlecontent"&gt;pico do automóvel&lt;/a&gt;" - nome roubado do &lt;em&gt;peak oil&lt;/em&gt;, o período onde a produção de petróleo chega a um máximo e partir daí só desce... algo que muitos especialistas &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/230295.html"&gt;defende&lt;/a&gt; já ter acontecido.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-01-09T10:35:37</issued>
    <title>Barreiras humanas a uma Lisboa ciclável I</title>
    <published>2012-01-09T11:50:56Z</published>
    <updated>2012-01-10T11:08:50Z</updated>
    <category term="bicicleta"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="bicicultura"/>
    <category term="holanda"/>
    <category term="lisboa"/>
    <category term="semáforos"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quem não tem experiência costuma apontar o relevo de Lisboa como "A" grande barreira a vencer para torná-la numa cidade onde a bicicleta seja dos principais meios de transporte. Mas quem tem uma longa experiência a circular cá e em cidades cheias de bicicletas, sabe bem que o relevo é apenas uma entre várias diferenças que separam Lisboa de Amesterdão. Se um génio da lâmpada me desse a escolher entre acabar com o problema do relevo, ou acabar com as barreiras que nós criámos na cidade, eu não teria dúvidas em escolher a segunda.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma barreira humana, decorrente da ditadura do automóvel sobre o nosso espaço urbano, é o &lt;strong&gt;excesso de semáforos&lt;/strong&gt;. Só quem não conhece outras realidades é que não se apercebe do tempo excessivo que se perde a olhar para um semáforo vermelho em Lisboa, o que é responsável por um parte substancial do tempo de viagem. Isto é especialmente incómodo para o esforço dos ciclistas, que têm constantemente de perder e voltar a ganhar momento.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em cidades como Amesterdão (mas não tanto em Copenhaga) há um enorme desincentivo ao automóvel, e como &lt;strong&gt;&lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/132358.html"&gt;não&lt;/a&gt; &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/131659.html"&gt;são&lt;/a&gt; necessários semáforos&lt;/strong&gt; para gerir cruzamentos de peões, bicicletas e transportes públicos, há muito menos semáforos. Além disso há canais próprias para circulação de bicicletas. Ou seja há percursos pensados para permitir uma circulação quase contínua das bicicletas, seja fazendo ciclovias ao longo de linhas de comboio e auto-estradas (vias com poucos cruzamentos), seja colocando as bicicletas em ruas exclusivamente para elas - ou compartilhadas com transportes públicos - e com prioridade nos cruzamentos, seja criando as "auto-estradas" de bicicletas (que tanto sucesso têm tido em &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/news/magazine-10667623"&gt;Londres&lt;/a&gt;) onde a sequência de verdes está feita para quem circula a 20km/h e não a 50, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Abaixo, a velocidade que eu fiz em quatro percursos urbanos em Portugal e na Holanda. À esquerda há constantemente acelarações e travagens e tempos mortos. Esquecendo os declives, não é difícil perceber em quais deles é que eu despendi mais tempo e energia por km percorrido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=edHerZJZBhM1EY5auCRA"&gt;&lt;img style="border-color: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B150703ec/9864914_NiSg6.png" alt="" width="500" height="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;....................&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem a propósito, o leitor P.M. sugeriu-nos este excelente vídeo (do também excelente blog &lt;a href="http://hembrow.blogspot.com/2011/10/how-dutch-got-their-cycling.html"&gt;A View from the Cycle Path&lt;/a&gt;) sobre o aparecimento das estruturas cicláveis na Holanda:&lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/XuBdf9jYj7o" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-12-19T12:02:19</issued>
    <title>Praças: prioridade exclusiva aos automóveis?</title>
    <published>2011-12-19T12:38:42Z</published>
    <updated>2011-12-19T12:41:39Z</updated>
    <category term="ambiente"/>
    <category term="peões"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="lisboa"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;O blogue A Nossa Terrinha, em mais brilhante &lt;a href="http://anossaterrinha.blogspot.com/2011/12/passagens-de-peoes-da-nossa-terrinha-2.html"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;post&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, descobriu que há um local na Praça do Saldanha (umas das praças centrais de Lisboa) onde o peão tem de&lt;strong&gt; esperar por SEIS semáforos para atravessar uma rua apenas&lt;/strong&gt;. É mais uma prova que o espaço urbano lisboeta é pensado com um objectivo exclusivo: facilitar a circulação automóvel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nessa zona da cidade comparei há uns tempos o mesmo percurso feito de carro, e a pé. Resultado: o peão espera &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/118751.html"&gt;17 vezes mais&lt;/a&gt; pela passagem dos automóveis, do que o automóvel espera pelo peão. Argumentar que facilitar a passagem dos peões atrasaria a circulação automóvel, é por isso um absurdo (ou sinal de alguns valores morais trocados).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Marquês de Pombal (Lisboa) é outro exemplo assim. Atravessa-lo a direito (o que já foi permitido em tempos) seriam apenas 125m para os peões, mas neste momento eles são empurrados para bem longe da praça. Numa das travessias (&lt;span&gt;&lt;span&gt;Av&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Liberdade) o peão nem pode contornar a praça, sendo obrigado a caminhar até ao quarteirão seguinte para atravessar! Nas outras, o peão é obrigado a várias esperas e afastar-se da praça. Resultado: o&lt;strong&gt; peão demora 8 minutos a atravessar a praça&lt;/strong&gt; de um lado ao outro. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas será que a solução lisboeta é incontornável? Será que as praças cheias de trânsito são obrigatoriamente inimigas dos &lt;span&gt;peões&lt;/span&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Veja-se o que se passa no Arco do Triunfo em Paris (bem maior que o Marquês e o Saldanha): &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=qV5llPHZb5gFZa0dzMTn"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5a075907/9740952_EJqaE.jpeg" alt="" width="500" height="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em todas as saídas, o peão pode atravessar directamente sem se afastar da praça, e apenas com um semáforo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então e na Praça de Espanha, em Barcelona? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=YlNZRZbKwre37zmNHdQ6"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9c07f283/9739205_3P5ET.jpeg" alt="" width="500" height="752" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atravessamento na praça só com um semáforo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E na &lt;span&gt;&lt;span&gt;Columbus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;Circle&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em Nova Iorque?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=ogUHk07nsIdURz85yrhm"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B02076682/9739157_vFWLM.jpeg" alt="" width="500" height="332" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atravessamento na praça só com um semáforo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................................&lt;wbr /&gt;................&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LER:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Agência Europeia para o Ambiente volta a &lt;a href="http://www.eea.europa.eu/pressroom/newsreleases/european-transport-sector-must-be?&amp;amp;utm_campaign=european-transport-sector-must-be&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_source=EEASubscriptions"&gt;avisar&lt;/a&gt;: o sector automóvel continua a ter o pior contributo e esforço no combate às alterações climáticas na Europa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-12-13T10:17:50</issued>
    <title>As rodas são todas iguais, mas há umas mais iguais que outras</title>
    <published>2011-12-13T10:46:53Z</published>
    <updated>2011-12-13T12:42:23Z</updated>
    <category term="deficientes motores"/>
    <category term="ditadura do automóvel"/>
    <category term="lisboa"/>
    <category term="passeios"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Há quem ande de rodas grandes por opção&lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=ffj94mTqRvRhFtPaaS10"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be4075147/9637344_FJ9EZ.jpeg" alt="" width="500" height="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;e há quem ande por não ter absolutamente nenhuma opção.&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=C7K6v6eoWySYgrMMS4DW"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B950742f9/9637346_4y9JA.jpeg" alt="" width="425" height="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;As nossas cidades, o nosso ordenamento do território, os nossos decisores políticos - do presidente da Junto ao Governo, a nossa legislação, tudo gira em torno das 4 rodas de cima. Ontem até houve &lt;a href="http://publico.pt/Sociedade/portico-da-via-do-infante-incendiado-e-destruido-a-tiro-1524726"&gt;violência&lt;/a&gt; para defender "os direitos" das tais rodas. Tudo é planeado ao mínimo detalhe para que o cidadão que escolha as de cima possa chegar a qualquer ponto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;Em Lisboa, contam-se pelos dedos das mãos as ruas onde o cidadão com as rodas de baixo se pode movimentar. Pensando nas avenidas largas do centro da cidade, onde haveria em teoria mais facilidade para isto acontecer, poderia referir alguns passeios minúsculos na "avenidas" de &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/184757.html"&gt;Roma e Liberdade&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cidadanialx.blogspot.com/2009/10/discuta-se-os-peoes-v.html"&gt;República ou Campo Pequeno&lt;/a&gt;, mas o meu exemplo preferido é a Fontes Pereira de Melo, que chega a não ter passeio:&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/pic/0000pade" alt="" width="334" height="400" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(há anos que escrevo para a CML sobre isto)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................................&lt;wbr /&gt;...............&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;Relembro que do lado esquerdo do blogue (&lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/"&gt;aqui&lt;/a&gt; para quem nos lê no Facebook), há um calendário sempre actualizado de eventos - como a &lt;a href="http://cicloficina.blogspot.com/"&gt;Cicloficina gratuita nos Anjos&lt;/a&gt; em Lisboa amanhã, ou o &lt;a href="http://www.fpcub.pt/pt/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=566:festival-bicicleta-solidaria&amp;amp;catid=35:eventos-cidade&amp;amp;Itemid=100006"&gt;Festival da Bicicleta Solidária&lt;/a&gt; no Domingo na Pr do Comércio.&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:menos1carro:252529</id>
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    <issued>2011-11-21T15:02:52</issued>
    <title>Palavras Sábias</title>
    <published>2011-11-21T15:54:19Z</published>
    <updated>2011-11-21T15:54:19Z</updated>
    <category term="peão"/>
    <category term="baixa"/>
    <category term="lisboa"/>
    <category term="portugal"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="float: left; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Manuel Gomes Guerreiro foi secretário de estado da Secretaria de Estado do Ambiente do &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.sg.maot.gov.pt/sMembros.htm"&gt;II Governo Constituticional&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;entre 1976 e 1978.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A &lt;strong&gt;22 de Dezembro de 1976&lt;/strong&gt; concedeu uma entrevista ao Expresso em que aborda a qualidade ambiental da cidade de Lisboa e a relação populacional que mantém com o resto do país. As suas recomendações e reflexões avisadas informam-nos do quão diferente poderia ser actualmente a cidade e o país.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;P. Está de acordo com a deterioração a que chegou a cidade de Lisboa? Lixo, sujidade, poluição, etc.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;R. O lixo na rua, a publicidade de objectos e de ideias nas paredes, &lt;strong&gt;os automóveis atravancando os passeios&lt;/strong&gt;, as mercadorias invadindo ruas e acessos ao metropolitano, os mercados a céu aberto, os papéis a monte e a esmo, os detritos, a sujidade grosseira, tudo isto num ambiente ruidoso que impressiona e magoa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[...] O ruído é outra característica de Lisboa que agride todos os seus habitantes a toda a hora do dia e até da noite normalmente aliado a uma poluição do ar proveniente dos carros movidos a gasolina. &lt;strong&gt;Esta situação cria uma enorme dificuldade ao peão para percorrer a pé certas zonas da cidade, aquelas onde deveria ser mais fácil&lt;/strong&gt;, em especial nesta quadra natalícia que além de tudo deveria ser de bom convívio, de alegria, de solidariedade e de compreensão.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É tempo da cidade de Lisboa definir zonas francas para o peão.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/195818.html"&gt;cidade de Lisboa&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; não pode ser nem é uma &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/196231.html?thread=784263"&gt;&lt;strong&gt;Brasília&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;fria e distante: é uma cidade aconchegada, de características mediterrânicas, onde as pessoas se &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;conhecem e convivem; onde na rua se encontram os amigos que num instante resumem a sua vida na esperança de ouvir uma palavra amiga, um incitamento, uma prova de afecto, compreensão e solidariedade que permita recomeçar recomeçar com ânimo a luta diária que a todos a vida obriga.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em especial na Baixa deve haver uma solução de modo a que permita entregar ao peão zonas bem delimitadas, não acessíveis à máquina poluidora ruidosa e demolidora. O comércio não seria afectado pelo que se tem visto noutras paragens.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Além destas zonas inteiramente entregues aos peões haveria necessidade de criar corredores verdes ligando certas zonas da cidade entre si que permitiriam o acesso rápido e agradável de pessoas a pé, de qualquer idade.&lt;/strong&gt; O acesso à Baixa pombalina poderia tornar-se um passeio despreocupado e atraente. Há quanto tempo se fala em ligar desta forma o Príncipe Real com a Avenida da Liberdade pelo Jardim Botânico e Parque Mayer?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A cidade de Lisboa não é monumental, mas é humana. É uma cidade onde o homem trabalha, vive e convive como se toda ela fosse a sua casa. Há que preparar para se manter nesta linha; há que a entregar aos seus habitantes para que a ocupem, circulem e nela vivam com à vontade, alegria e despreocupação.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;P. Perante esta (triste) situação qual a política que a Secretaria de Estado tem desenhada para 1977. Projectos, iniciativas talvez.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;R. Embora nascida há pouco mais de 12 meses, esta Secretaria de Estado tem procurado conhecer, estudar e sugerir soluções para a cidade em colaboração com a CML e neste momento com o Comissário do Governo para a região de Lisboa, lugar há pouco criado. [...] &lt;strong&gt;A Comissão Nacional do Ambiente comemora todos os anos o dia Mundial do Ambiente com várias iniciativas, todas elas apontadas para entregar a cidade, em especial a Baixa, à sua população e em especial à sua juventude. Esta aproveita a oportunidade para cirandar em lugares que normalmente lhe são vedados, a pé ou de bicicleta, realizando jogos, exercícios e espectáculos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Há uma outra iniciativa que esta Secretaria de Estado procura levar a cabo em breve. &lt;strong&gt;Refiro-me a cursos de reciclagem de jardinamento onde se estude, discuta e apresente soluções para o tratamento das árvores da cidade, dos bosquetes e dos arruamentos. Repare-se que são elementos indispensáveis à criação da paisagem urbana, retirando-lhe a frieza do betão e da cantaria.&lt;/strong&gt; Contudo, até hoje sofrem mutilações de tal ordem que mais ficam a parecer grotescos seres, sem beleza nem utilidade, constituindo exemplos indecorosos do procedimento displicente do homem perante a natureza que lhe devia merecer respeito e até admiração.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Na verdade, estuda-se um ordenamento para toda a região metropolitana de Lisboa de modo a criar não só condições favoráveis à instalação do homem e das suas actividades, mas também de modo a preservar valores paisagísticos existentes como quintas e áreas arborizadas, solos de elevada capacidade agrícola como é o caso do vale de Loures, onde até já se chegou ao ponto de construir em aluviões.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[...] O problema urbanístico e social de Lisboa está em permanente pressão, o que dificulta a sua resolução correcta. &lt;strong&gt;Esta deveria iniciar-se pelas cabeceiras do imenso rio humano que começa no interior deprimido, de Bragança a Faro, e desemboca no mar, junto do Tejo. Enquanto o interior não estiver em equilíbrio sócio-económico com o litoral; enquanto no primeiro se nasça e no segundo se morra; enquanto os mais elevados índices de vida e de qualidade de vida se situarem no litoral, haverá sempre uma forte corrente migratória para Lisboa criando problemas que, se até hoje foram graves, tenderão a agravar-se com a impossibilidade de demandarem terras tropicais.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Apontamentos" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A verdade é que o problema não é novo, o que aumenta a nossa preocupação. Será que o não sabemos ou não podemos resolver? No século XVI, Sá de Miranda, escrevendo a António Pereira, queixava-se já de que Lisboa regorgitava de pessoas enquanto que, escrevia, “&lt;strong&gt;ao cheiro desta canela o reino se despovoa&lt;/strong&gt;”. &lt;strong&gt;Acabou-se a canela mas mantém-se a pobreza e o desencanto do interior. É de esperar que a regionalização prevista na Constituição e no Plano do Governo nos venham salvar, criando um país estabilizado, sem assimetrias injustas e sem a enorme e absurda macrocefalia instalada em Lisboa.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-11-17T11:18:15</issued>
    <title>Boa notícia: 4 milhões para radares</title>
    <published>2011-11-17T15:27:55Z</published>
    <updated>2011-11-17T15:27:55Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Finalmente uma boa notícia vinda deste governo, um &lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=542612"&gt;investimento de 4 milhões&lt;/a&gt; de euros em novos radares de controlo de velocidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando Portugal tem das maiores taxas de incumprimento do código da estrada na Europa, quando temos dos números &lt;a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/223439.html"&gt;mais baixos em termos de multas passadas&lt;/a&gt;, quando o Estado tem penalizado quem trabalha e quem produz - através dos impostos sobre o consumo e os rendimentos - porque não penalizar os comportamentos ilegais? Não percebo porque pode chocar  que o Estado triplique ou "ventuplique" as suas receitas em termos de multas, em vez de o fazer através do IVA e do IRS.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Será importante assegurar que as multas não sejam só passadas, mas também cobradas. Para tal bastaria que houvesse cruzamento de dados com outras cobranças e pagamentos do Estado. Tal como um clube de futebol não pode participar num campeonato se tiver dívidas em atraso, poder-se-ia reter a devolução do IRS/IVA a automobilistas com multas em atraso por exemplo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;........................................&lt;wbr /&gt;........................................&lt;wbr /&gt;............&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para algo totalmente diferente, um apelo da &lt;a href="http://cicloficina.blogspot.com/"&gt;Cicloficina semanal dos Anjos&lt;/a&gt; (Lisboa):&lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/menos1carro/fotos/?uid=B7wtiNWcqzDnK2TlkT4f"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gfc07364b/9445126_LcPg7.jpeg" alt="" width="480" height="679" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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