Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Novos preços do estacionamento para residentes em Lisboa

A EMEL adoptou recentemente uma proposta antiga de José Viegas (professor do Técnico especialista em transportes e consultor da CML) para a tarifação do estacionamento dos residentes em Lisboa. Até agora os lisboetas com automóvel em seu nome tinham estacionamento gratuito no seu bairro, tendo  apenas que passar por um chato processo burocrático para obter um dístico para o pára-brisas.
Há que lembrar que o espaço disponível para estacionamento no centro de uma cidade é um bem raríssimo. Em frente a um prédio cabem apenas uns 3 ou 4 automóveis estacionados, já para não falar que a grande maioria não tem garagem. São raríssimos os prédios em que os residentes no seu todo tenham apenas 4 automóveis, logo há aqui um problema óbvio. Felizmente a antiga solução de ocupar totalmente os passeios, pracetas, jardins, ruelas, etc com carros está a ser combatida com os barreiras nos passeios e a construção de novos parques de estacionamento.
Os estacionamentos gratuitos traziam vários problemas: não havia incentivo aos donos de carros para terem uma garagem (aliás muitas das garagens são escandalosamente transformadas em lojas, supermercados e escritórios); como o financiamento vinha da câmara (e dos não-residentes que pagam parquímetro) os lisboetas que ocupam os bairros com carros contribuíam tanto para a resolução do problema como os lisboetas que optaram por não ter carro ou ter apenas um; um não-residente facilmente podia registar o carro no nome de um residente e passar a ter estacionamento gratuito, etc.
A nova medida é simples. Por cada casa, o primeiro carro é gratuito (discordo, mas é um princípio da CML de disponibilizar um lugar a cada casa lisboeta), o segundo custa 25 euros, o terceiro 100 euros, e a partir do quarto 150 euros por ano. Não resolve o problema, especialmente porque os valores são muito baixos (basta comparar com o preço para não-residentes) mas é um primeiro passo e dá o sinal correcto.
Claro que as críticas não se fazem esperar (como um leitor que hoje escreve no Público Lisboa), mas todos concordarão que há um problema. A questão reside em saber a quem cabe resolvê-lo: a todos os portugueses, aos residentes dos subúrbios, aos lisboetas sem carro/um carro apenas ou aos lisboetas com vários carros. A resposta parece-me óbvia.
publicado por MC às 12:01
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