Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Boas e más notícias de Lisboa


António Costa insiste na adaptação da rede viária em Chelas, se a ponte for lá parar. Claro que isto seria necessário, mas cheira muito a Circular das Colinas (uma segunda circular no centro histórico da cidade com vários túneis e afins). E é pena não ser tão insistente (nem sequer o é) em questionar a necessidade da travessia rodoviária.
A inauguração de mais uma auto-estrada para trazer mais automóveis para o centro cidade, o IC16 na Pontinha, está para breve. (De uma vez por todas, o número de automóveis a entrar em Lisboa não é de modo nenhum fixo. Por isso não faz sentido argumentar apenas com o aumento de fluidez do tráfego, ou dizer que as vias na zona estão congestionadas, porque uma nova estrada vai criar novas "necessidades", novas entradas na cidade. O efeito imediato é o alívio do trânsito, mas no médio prazo é mais um incentivo ao transporte individual).
O governo, pela boca da Secretária de Estado, insiste em mais e mais pontes rodoviárias e repete esta lógica da batata, ao dizer que uma quarta travessia seria mais cedo ou mais tarde necessária. Maior fluidez num local, aumenta o trânsito no global, aumentam as "necessidades" noutras zonas. Além de que é mais que evidente que esta "necessidade" só existirá se a fraca política de transportes públicos se mantiver,

António Costa quer que as novas portagens (espero que não existam, porque significaria que não haveria nova ponte) sirvam para pagar os transportes públicos. Isto é exactamente o que eu defendo aqui tanta vez, mas refiro-me obviamente a portagens em toda a cidade (como em Londres, Estocolmo, Milão, Singapura, etc...) e não apenas na nova ponte. Este princípio é fundamental para aproximar os custos, que os automobilistas pagam, dos custos reais da sua escolha. Os custos para a cidade de uma entrada de carro na cidade são muito maiores do que a simples gasolina e hipotético parquímetro. Há o congestionamento, a sinistralidade, a necessidade de espaço urbano, o stress, a perda de qualidade de vida, as doenças respiratórias, o ruído, a poluição,etc... só para mencionar alguns exemplos.
António Costa quer fazer (no longo-prazo) da Segunda Circular uma avenida como as outras (como as outras vias-rápidas mais ligeiras que há pela cidade, entenda-se). Isto é uma excelente ideia. Para isso quer reduzir a velocidade máxima. Eu sugiro que seja para 50km/h, e acrescento: transformar uma das faixas em passeio, construir prédios ao longo da "avenida" (com volumetria razoável obviamente, para lhe dar mesmo uma sensação de cidade em vez de auto-estrada), acabar com as passagens desniveladas... Deixem-me sonhar..
publicado por MC às 18:09
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4 comentários:
De Verdade a 28 de Abril de 2008 às 18:29
A VERDADE acerca do actual estado da cidadezeca(?!) chamada Lisboa :- XUNGAS e VAGABUNDOS portodo o lado!!...Gente FEIA,MAL VESTIDA e Mal educada por todo o lado!!...Ruas Mal Cheirosas cheias de Porcaria!!...SALOIOS por todo o lado!!...Prédios e Habitações HORROROSAS!!...IDOSOS com Bonés na Cabeça a vaguearem pelas Ruas com Ar DESALENTADO/DEPRIMIDO!!...etc,ETC!!...DE FUGIR!!...Uma DEPRIMENTE MEDIOCRIDADE!!....
De Veritas a 28 de Abril de 2008 às 18:30
Bem Dito,Verdade.São uns MAL CHEIROSOS!!...DE FUGIR!!...Uma TRISTE MEDIOCRIDADE!!...
De CAV a 18 de Setembro de 2009 às 10:25
Custa-me a crer como se engana tão bem o potencial turista. Lisboa seria uma cidade que eu não teria vontade nenhuma de voltar se fosse estrangeiro.
De MC a 21 de Setembro de 2009 às 16:36
CAV,
há muita gente que discorda :)

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