Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Desculpas

A RTP transmitia hoje de manhã uma reportagem sobre a utilização de segways em Lisboa. Um senhor de meia-idade que faz diariamente um percurso de alguns quilómetros na zona do Campo Pequeno dizia ao subir a "Avenida" João XXI (para quem não conhece é uma "avenida" com uma pequena colina pelo meio) que não poderia fazer aquele percurso de bicicleta porque subir aquele troço seria complicado.
Isto é um excelente exemplo daquilo que eu me queria referir aqui, quando escrevi que muita gente não quer ter a plasticidade mental para perceber que não há nenhuma ordem divina que nos obrigue a ir pelo caminho mais complicado. É que a duzentos metros tanto a Norte com a Sul da "avenida" em causa há alternativas praticamente planas ("Avenida" Sacadura Cabral a Norte e "Avenida" Elias Garcia + Bairro do Arco do Cego a Sul), e ele de certeza que conhecerá esses percursos.
Eu percebo que o senhor se queira auto-convencer (e provavelmente à mulher) que não tinha alternativas, mas ao menos que fosse honesto e dissesse que usa o segway "porque é giro".

P.S. Pela segunda vez num espaço de dias volto a ler/ouvir que o Segway não polui. Deve haver aqui algum fenómeno paranormal (ou para anormais como dizia o Herman) que me passa ao lado. Quando se fala em protocolo de Quioto, fala-se logo na produção de electricidade que tem uma grande fatia das emissões. Quando se fala em aumento do preço do petróleo fala-se logo no aumento da electricidade que provem em parte da queima deste. Quando se fala em cabos de alta tensão fala-se nos alegados impactos na saúde pública. Quando se fala em iluminação, defende-se o uso das lâmpadas para ajudar o ambiente. Fazem-se campanhas ambientalistas de redução do consumo de electricidade, de isolamento das habitações, etc... etc... Mas quando se chega aos transportes eléctricos, eles são sempre puros, ecológicos e amigos do ambiente por artes mágicas.
Também publicado no CidadaniaLx
publicado por MC às 10:08
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40 comentários:
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 13:20
Ora aqui está. Ainda no outro dia estava a comentar o Segway com colegas meus e disse..."vocês vão ver, a moda do Segway ainda não pegou e os radicais ambientalistas vão mata-lo antes."....Bingo!



Ou seja, não interessa que o Segway ajude, nesta altura, a desmobilizar pessoas que hoje usam o carro (um meio mais poluidor e que ocupa mais espaço) para trajectos curtos. É destruir a ideia.



Praticamente tudo o que o ser humano vai fabricar ou inventar como alternativa vai ter efeitos negativos...sempre.



Penso que a melhor forma de encarar o Segway é como evolução. Não é perfeito, como nada será nunca, mas é melhor...e é assim que se evolui.



Já agora vamos matar outra ideia (que ainda não pegou e duvide que pegue dado o aumento de radicais ambientalistas)...substituir os carros a gasolina/diesel por carros movidos por energia solar....tem um problema...esses precisam de estradas...o que por sua vez não queremos.



Portanto imaginemos o que o futuro nos reserva:

Andamos todos a pé, nus (porque a produção de roupa tem um impacto tremendo), não há computadores (como bem sabem a produção de CO2 necessária para a produção de cada um), não há aviões, muito menos carros, não sei como vamos comunicar entre nós (cartas também polui ou então transportamos as cartas a cavalo), comemos o que cultivamos na horta local...e muito mais!

Acho que até seremos mais felizes na verdade.
De anabananasplit a 8 de Janeiro de 2008 às 13:35
Não se trata de matar nada, trata-se de fornecer informação correcta e desfazer ideias pré-concebidas erradas. Claro que é melhor usar um Segway do que levar o carro, duh, mas não é melhor do que ir a pé, de bicicleta, ou de transportes públicos, Além disso, em Lx de Segway encontrar-se-ão muitas das barreiras arquitectónicas que lixam as pessoas em cadeira-de-rodas e afins, pelo que não é assim tão prático como possa parecer, pelo menos enquanto eles não conseguirem subir passeios e afins em segurança (assumindo que podem andar nos passeios, para começar).
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 13:50
Está um pouco mal informado sobre o Segway afinal. O Segway sobe passeios, enfrenta bem os buracos, aliás se realmente quiser compra a versão x2 (modelo todo o terreno).



Podem andar em passeios. Para a próxima informe-se.
De MC a 8 de Janeiro de 2008 às 13:54
"Podem andar em passeios"... diz quem?
A Ana deu-se ao trabalho de citar o código da estrada, para provar um ponto. A tua forte capacidade para ter discussões sérias vê-se bem num comentário desses.. "Podem andar em passeios. Para a próxima informe-se"
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 14:51
Eu não disse que concordo que os Segways andem nos passeios, aliás acho ultra-perigoso. Mas podem, porque não há especificidade na lei.

O que vai acontecer (espero) é como aconteceu noutros países como os EUA, em que a lei foi alterada para proibir os Segways de circular nos passeios.
De anabananasplit a 8 de Janeiro de 2008 às 16:48
«Podem andar em passeios. Para a próxima informe-se.»
«(...) podem, porque não há especificidade na lei.»

Há especificidade sim, como lhe indiquei no artigo do Código da Estrada que indiquei. Pelas definições legais (artigo 1), juntamente com os artigos 13 e 17, conclui-se claramente que o Segway é classificado pelo nosso CE como um veículo, um ciclomotor, e que como tal deve circular na estrada, estando proibido de o fazer nos passeios e outras vias destinadas aos peões.

Nem estou a discutir se isto está certo ou não. Têm surgido novas invenções e inovações ao nível dos transportes e da mobilidade pessoal que não são previstos na nossa legislação. Nesse caso, deve-se analisar a questão e introduzir alterações na lei.

O que eu estou a dizer é que, com a lei actual, uma pessoa a circular de Segway NÃO é equiparada a um peão, pelo que não pode circular nos passeios, ao contrário do que alguns vendedores afirmam abertamente e outros omitem induzindo as pessoas em erro ao não corrigir as conclusões destas (que pensam logo que aquilo é a mesma coisa que uns patins (equiparados ao trânsito de peões no nosso CE...).
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 19:11
Bom. Eu mantenho a minha opinião. Mas cada um tem direito à sua opinião e a interpretação da lei. Para isso é que há advogados.


No entanto, se vir o vídeo da reportagem RTP link que coloquei neste post) vai ver imagens da Policia a circular em cima do passeio....por isso se o CE fosse tão claro isso não faria muito sentido, certo?

O Carmona também está equivocado nesse caso (fez percurso em cima do passeio):

"http://lisboacomcarmona.net/2007/07/07/passeio-de-segway-no-campo-grande/"

Basta pesquisar no Google e vai encontrar debates de como nos EUA essa discussão já foi feita e só se corrigiu a situação introduzindo uma proibição especifica ao Segway em algumas cidades.

Aliás a questão debatida em países que tem mais Segways a circular até vai mais longe. Não são só passeios onde o Segway devia ser proibido de circular.

Já agora aproveito para vos enviar este vídeo. O MC deve apreciar. Fenómeno tipo Massa Critica com Segways em Paris (o mesmo pais que agora condena o Rally) :-)

"http :/ www.youtube.com /watch?v=Ucj9WSbziho"
De MC a 8 de Janeiro de 2008 às 13:49
Eh pá, Strider tu és campeão nos disparates dos comentários. Agora bateste um novo recorde, até inventas texto que eu não escrevi.
Está ali alguma crítica ao uso do Segway?
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 13:53
Finalmente perdeste a paciência MC. Afinal o teu raciocínio não é tanto Spokiano " como parecia transmitir. Era uma questão de tempo aliás.



Claro que já estava a espera da tua velha máxima de vítima..."mas, mas...eu não disse isso"....claro, claro...o poder da sugestão existe.
De anabananasplit a 8 de Janeiro de 2008 às 13:29
Sim, essa cena agora é moda. Dizer que o Segway é "não poluente" e "silencioso" e "pode ser usado como se se fosse um peão, nos passeios e assim". Não produz emissões poluentes durante a utilização, claro, o que é óptimo para desanuviar o ar na cidade, mas a electricicdade tem custos ambientais ligados à sua produção e distribuição, incluindo emissão do temível CO2. Mas as pessoas (a começar pelos vendedores, claro está) abreviam para "não polui", "ecológico", etc. Também não é totalmente silencioso, claro que é melhor que um carro mas faz barulho, garanto. E depois, segundo o CE aquilo classifica-se como um ciclomotor, pelo que consegui perceber até agora:

«Artigo 107.o: Motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos

2 — Ciclomotor é o veículo dotado de duas ou três rodas, com uma velocidade máxima, em patamar e por
construção, não superior a 45 km/h, e cujo motor:

a) No caso de ciclomotores de duas rodas, tenha cilindrada não superior a 50 cm3, tratando-se de motor de combustão interna ou cuja potência máxima não exceda 4 kW, tratando-se de motor eléctrico;»

Logo, não pode andar nos passeios e outras vias e zonas pedonais, como os vendedores dizem... A não ser que haja praí uma deliberação qualquer específica para os Segways que os equipare a cadeiras de rodas e afins. Alguém sabe se é o caso?

O Segway é curtido :-) e tem vantagens para certas utilizações (os seguranças e polícias podem tirar vantagem do facto de circularem mais altos, ganhando visibilidade), mas a mobilidade é limitada, não conseguem subir os passeios e podem ter acidentes facilmente (http://www.youtube.com/watch?v=BD-y8F1Fa7g)..., pelo que não é o meio de transporte ideal do futuro, penso eu. Até porque ficar em pé parado tanto tempo não deve ser agradável. :-P
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 13:56
Já agora, o link para a tal vídeo da reportagem da RTP...um pouco mais alegre do que o post do MC...aliás não é difícil :-)


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Já agora, o link para a tal vídeo da reportagem da RTP...um pouco mais alegre do que o post do MC...aliás não é difícil :-)
<BR>
<BR <a="" name="incorrect" class="incorrect">http :/ ww1.rtp.pt /noticias/index.php?headline=98&amp;visual=25&amp;article=317868&amp;tema=29
<BR>
<BR>Agora vou fazer logoff e desligar o PC que ando a consumir muito....mas não digam nada ao meu patrão...
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 13:58
Ora bolas parece que não consegui colocar o link! :-)

Bem se desta não funcionar é uma questão de ir ao Google e escrever "Segway RTP" que encontram...

"http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=317868&tema=29"
De MC a 8 de Janeiro de 2008 às 14:22
Obrigado pelo link (não sabia que a RTP já tinha as notícias em videos separados, como fazem por vezes a SIC e a TVI).

Só queria esclarecer uima coisa que afecta todo o movimento ambientalista, que aparentemente ainda não percebeste ou não queres perceber (tu e muita gente). Todas as actividades humanas sem excepção têm um impacto negativo no ambiente. TODAS. Ou nos suicidamos todos, ou temos uma atitude racional.
A natureza, os ecossistemas, os seres-vivos e nós mesmo temos obviamente uma tolerância aos níveis de poluição (atmosférica, hídrica, etc...), e há até absorção dessa poluição (fotossíntese, degradação dos resíduos, etc...).
O que TODOS os ambientalistas defendem é que haja uma ponderação cautelosa entre os vários impactos ambientais, e entre eles e a tolerância a eles. Se houver dois métodos de exercer a mesma actividade com custos semelhantes, então que se opte pelo que tiver menos impacto ambiental. Etc.. etc.. etc..

Percebido?
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 15:05
Percebido senhor professor. :-)



Agora vou usar a tua lógica. Eu nunca disse que era contra o progresso sustentado.


A sociedade tem que mudar os seus comportamentos porque não podemos continuar os mesmos hábitos que mantemos hoje.



Se continuarmos assim vamos acelerar a nossa evacuação para outro planeta ou mesmo a extinção de toda a vida neste planeta.



AGORA, a grande diferença entre mim e alguns intervenientes neste blog é a FORMA como atingimos essa alteração dos comportamentos da sociedade.



Daí as críticas que eu faço aqui no Blog. Eu não acredito que é discutindo o assunto de forma radical que se atinge a mudança .



O assunto é sério e não se pode discutir (como vejo em muito lado) a discursar de forma irónica e sarcástica (quase a chamar as pessoas que ainda não entenderam que tem que mudar) que são estúpidas (embora algumas as vezes pareçam) :-).



Uma pessoa que ainda não mudou o seu comportamento tem menos hipóteses de mudar de hábito se lhe gritarmos ao ouvido exageros (embora o fundamento baseado num facto real), sarcasmo ou mesmo até mentiras (como por vezes leio noutros sítios). Chamar alguém de estúpido por não mudar os comportamentos provavelmente vai fazer com que essa pessoa ainda tenha MAIS razões para não mudar...



Temos que discutir este assunto de forma séria sem sarcasmo, sem mentiras e sem ironia. Assim vai haver mais gente a dar ouvido ao que se está a tentar alcançar.



Eu até compreendo de onde vem esses exageros. É normal que ao ver algo que está obviamente mal, ficamos realmente frustrados quando alguém não compreende o que é obvio e então optamos por uma via de discussão mais apaixonada ....ora infelizmente esse modo de discussão convence muito mais lentamente de que outras vias de discussão.
De Isolamento Termico a 3 de Março de 2010 às 13:22
Concordo plenamente com Strider, pois os ambientalistas emploram demasiado as situaçoes, dificultando a sua resolução!
De Rui Queiroz a 8 de Janeiro de 2008 às 19:17
A questão é que o maior problema do mundo não é a criação de electricidade limpa, mas sim de locomoção limpa.
O mundo irá rapidamente tender para a produção de energia eletrica limpa, há hoje muita tecnologia disponível para isso, e muito eficiente. E investe-se cada vez mais.
No caso do transporte, não há nada eficiente, as grandes empresas ainda não começaram a investir a serio nisto, principalmente por ser difícil fazer face ao motor de explosão.
Obviamente que motores electricos poluem quando sao carregados, mas a sua poluição é muito menor que a de um motor de explosao, não é ZERO, mas é muito menor.
Acho que segways, bicicletas e motas electricas são um primeiro caminho, mas espero que em breve venham mais.. o já famoso fuel cell de hidrogénio .. etc etc
De MC a 8 de Janeiro de 2008 às 22:31
Eu tenho algumas dúvidas quanto a esse "bem menor" (aliás primeiro de tudo teriamos que definir o que é isso de poluir mais, mas poderemos ficar só pelo CO2).
Primeiro mais de 60% da energia eléctrica vem de combustíveis fósseis.
Segundo há enormes perdas no transporte e especialmente no armazenamento da energia eléctrica (o que não acontece nos veículos a combustível fóssil).

Não tenho a certeza, mas tenho até a ideia contrária. O automóvel de combustão acaba por ter uma eficiência energética maior (que deverá estar fortemente correlacionada com as emissões de CO2) do que os eléctricos.

(Obviamente que há a vantagem de a poluição não ser nas cidades, mas fora delas, no caso dos eléctricos - mas como sempre tenho que sublinhar que a poluição é apenas um dos muitos impactos negativos da sociedade do automóvel)
De Mario a 8 de Janeiro de 2008 às 21:31
Espero que esteja agora claro para o Strider que o Segway pelo Código da Estrada Português não pode, nem deve, andar em cima dos passeios. Para além disso, e tb pelo código da estrada, os utilizadores devem usar capacete (o que imagino tb seja ocultado pelos vendedores. Nem os policias do Chiado usam. Não estou a dizer que concordo, estou a dizer que é assim). É provável que o legislador quando escreveu "veículo dotado de duas ou três rodas ... cuja potência máxima não exceda 4 kW, tratando-se de motor eléctrico" estava a pensar em bicicletas eléctricas. Mas até que o CE da estrada mude a lei é muito clara.

Para além da invasão perigosa dos passeios, que é ainda um problema teórico em Portugal mas real noutros países, o segway e outros veículos do género contribuirão seguramente para o aumento da obesidade. Problema que é extremamente grave em todo o mundo, com tendência para piorar e com consequências gravíssimas para a saúde pública e as futuras contas da segurança social.

Não strider , não quer dizer que advogue que devemos voltar à idade da pedra. Mas que, como o MC explicou, as pessoas tomem decisões informadas e que ponderem em consciência plena as consequências dos seus actos. Se deixarmos de fazer esforço físico (a pé ou bicicleta) espera-nos uma vida breve e a probabilidade de morte dolorosa. É tb importante sabermos que há maneiras de nos movimentarmos que põem em perigo utilizadores mais vulneráveis do espaço público. Pensar sempre nos outros e nas consequências dos nossos actos é uma chatice? Talvez, mas acredita que a maior parte das noções de ética, depois de interiorizadas, acabam por ser actos semiautomáticos . Porquê que é importante perceber muito bem as externalidades de cada modo de transportes? Porque só assim poderemos ter decisões mais correctas de politicas públicas.

No entanto, e depois de esclarecer o problemas com o segway , devo acrescentar que são um sistema de transporte muito bem-vindo e muito interessante para reduzir a poluição local nas cidades e que terá tb muitas vantagens para reduzir a poluição da ocupação de espaço dos automóveis. Será alias mais uma excelente razão para reduzir a quantidade e a velocidade dos automóveis em meios urbanos, para que os segways possam partilhar em segurança o espaço na faixa de rodagem com outros veículos, como a bicicleta.

Mário

PS Caro Queiroz os Gases com efeito de estufa dos transportes são de facto um problema grave, mas constituem só 1/3 do total das emissões. O resto é essencialmente produção energética com emissão de carbono. Estamos muito longe das fuel-cells (que precisam de Hidrogénio para funcionar e o H2 precisa de electricidade para ser produzido) e infelizmente não há alternativas baratas ao Carvão.
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 23:16
Na falta de claridade da lei e dado que o Segway FOI homologado em Portugal (que se fosse classificado como ciclomotor, tinha que ter matricula, iluminação e uso do capacete obrigatório, entre outros), continuo a afirmar que é permitido o uso do Segway nos passeios equiparado ao Peão.



Não concordo, mas é a realidade e até a legislação ser alterada é permitido. Qualquer advogado argumentaria a favor desta questão como é feito noutras situações em que a lei não é clara.



O Segway é solução hoje e acredito que deve ser difundido . Assumindo uma atitude não radical é perceber que pouco a pouco se irá encontrar formas mais eficientes de deslocação Segway recarregado por energia Solar...), mas a bicicleta não substitui o Segway e vice-versa. Ambos tem o seu lugar. Por isso não o matem antes de ele sequer pegar.



Como meio de deslocação o Segway não é perfeito, tal como a bicicleta também não o é, mas é um passo necessário nos aproximarmos do ideal desenvolvimento sustentável.
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 23:43
Esqueci-me de uma coisa: Como é que se pode implicar que o uso do Segway contribui para o aumento da obesidade?



A pessoa é obesa porque quer (ou infelizmente é genético e não pode fazer muito para tal). Pode-se usar o Segway e praticar desporto o resto do tempo. Levar o Segway para o emprego e ir ao ginásio (sim, ir ao ginásio não deve ser muito ecológico imagino) ou andar de bicicleta a seguir ao trabalho.


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Esqueci-me de uma coisa: Como é que se pode implicar que o uso do Segway contribui para o aumento da obesidade? <BR>
<BR><BR>A pessoa é obesa porque quer (ou infelizmente é genético e não pode fazer muito para tal). Pode-se usar o Segway e praticar desporto o resto do tempo. Levar o Segway para o emprego e ir ao ginásio (sim, ir ao ginásio não deve ser muito ecológico imagino) ou andar de bicicleta a seguir ao trabalho.
<BR>
<BR <a="" name="incorrect" class="incorrect">Nota2 : O Ciclomotor necessita de licença de circulação penso eu. O Segway não é obrigado a tal.
<BR>
<BR <a="" name="incorrect" class="incorrect">Nota3 : Uma vantagem do Segway face à bicicleta para deslocação ao emprego. Não se chega ao emprego a cheirar a suor e com as calças sujas da corrente ou no caso de irmos para o emprego vestido à ciclista, termos que mudar de roupa no destino ou tomar banho...
De Strider a 8 de Janeiro de 2008 às 23:45
Este blog do Sapo anda todo marado! Peço desculpa em nome do sistema de blog do Sapo por introduzir comandos HTML quando se pede para corrigir a ortografia....:-)
De SwáSthya a 13 de Agosto de 2008 às 18:34
É mesmo!
Será que ninguém vê isso?
De Mario a 9 de Janeiro de 2008 às 01:09
1 - Ninguém, nem no post nem nos comentários, teve atitudes radicais contra os segways . Antes pelo contrário.

2 - Completamente off-topic do post original:

Será que foi mesmo homologado? Não encontrei nenhum documento que o afirmasse.

Onde está escrito que pelo facto de estar homologado o Segway permite o uso do passeio?

Onde está escrito que a homologação não exige o uso do capacete?


Seria interessante encontrar um documento qq que acompanhe a homologação . Porque cumprindo o código terá que ter matricula. Um documento de homologação não se pode sobrepor à lei geral que é o CE e este diz que o segway deve andar na faixa de rodagem com utilização de capacete, matricula e licença de condução.

Equiparar um segway a um ciclomotor não é invulgar. Na Holanda os segways não podem ser usados em vias públicas (salvos por portadores de deficiência) por esta mesma razão - segundo a lei holandesa o segway é um "moped " e, como tal, segundo as autoridades Holandesas não pode ser homologado, por enquanto. Na Dinamarca e Japão aconteceu o mesmo, sendo ciclomotores a leis nacionais obrigam os Segways a usar matricula, luzes, etc...impedido-os na prática de usar a via pública.

Ainda segundo a wkipedia estão proibidos de ser usados na via pública por exemplo no Reino Unido, Suécia e Alemanha.

3 - O Segway como todos os veículos motores contribuem para a obesidade de uma determinada população. Existem inúmeros estudos que o provam e é demasiado obvio para ter que explicar - isto não quer dizer que haja elementos dessa população usem veículos motores e não sejam obesos. Isto não quer dizer que devemos ser contra veículos motores, mas sim ter consciência das consequências sociais do seu uso.

Mário
De Strider a 9 de Janeiro de 2008 às 02:06
1. Então em alguns países não foi homologado /autorizado porque chegou-se à conclusão que não tinha condições, mas em Portugal foi (calculo que porque acharam que tinha condições)...senão não percebo como é que foram parar às mãos do Carmona e da Policia Municipal e a outros exemplos em Portugal e como tem comercialização autorizada em Portugal. Weird ?!

Volto a insistir para o que disse antes....precisamente pelo facto de haver dúvida é que é permitido. Só o deixará de ser permitido, quando como eu aliás já tinha dito neste post , paises comos os EUA especificamente começarem a proibir a sua circulação.

2. Ninguém tive atitudes radicais contra o Segway "...começa pelo post original. Regra geral elogia-se, depois critica-se....agora SÓ criticar não me parece bem. Já dei a ler este post a outras pessoas e não estou sozinho na afirmação de que está escrito de forma radical. Podia ter sido escrito de outra forma (como aliás outros posts ) e mesmo assim mencionar os impactos negativos na mesma de forma inteligente...depois do elogio é que se faz a critica, nunca o contrário.

3. "O Segway contribui para a obesidade de uma determinada população" ou será que essa determinada população que escolhe ser obesa?!?! Como disse antes, é uma escolha. Hoje muita gente vai de carro para o trabalho, mas tem consciência que para não ser obeso tem que fazer exercício físico....como disse antes....
De MC a 9 de Janeiro de 2008 às 10:34
1. Relê o artigo 17 do código da estrada que está lá par cima. O Segway cabe naquela definição de ciclomotor.
O facto de a polícia e o Carmona o usarem não prova nada.

2. Eu já reli o post, e não vejo absolutamente nada ali contra o segway. A primeira parte contra-argumenta apenas contra a lógica do entrevistado relativamente às bicicletas. O post scriptum, tal como diz a anabananasplit, apenas dismistifica a ideia de que motores eléctricos em geral não poluem - mas isto não quer dizer que eu esteja a dizer mal do segway.
Poderá haver pessoas que tenham concordado contigo, mas há uma coisa chamada o framing effect
http://en.wikipedia.org/wiki/Framing_effect
que diz que a resposta depende sempre do modo como a pergunta é colocada.
De Strider a 9 de Janeiro de 2008 às 13:54
1. Não preciso de reler o artigo 17 porque já o tinha lido. Eu também acho que o SegWay deve ser classificado como ciclomotor, mas (e parece que me ando a repetir) como disse anteriormente, pelo facto de estar a ser comercializado sem as características de ciclomotor (matricula, licença de circulação, etc. ) indica precisamente que a lei não é clara e portanto por ora andar no passeio não vai ser punido (senão os policias eram os primeiros a multarem-se a si próprios.

2. Não diz nada contra o Segway . Então o que é diz ao certo?! Que a bicicleta é melhor do que o Segway é isso? Que as pessoas não tem direito a optar entre o Segway e outras alternativas? Que em todos as situações se pode utilizar alternativas ao Segway ? Que o Segway é poluente? Onde é que estão os elogios ao Segway ? Acho que merece não?! Onde é que queria chegar ao certo? Se era apenas para dizer que o Segway não é perfeito então que conte a outra parte da história (também tem o seu lugar). É pelo facto de ele achar "giro" ao Segway que o irritou ? Pois, por acaso até é...e?

Ao certo, que tem contra as pessoas na entrevista da RTP. É por usarem o Segway em vez da bicicleta. Não, a bicicleta também não é perfeita, nem o Segway o é, mas complementam-se.

Uma questão que por exemplo não foi aqui mencionada: Há pessoas que por questões de saúde não podem andar de bicicleta ou andar muito km a pé e nessas situações é melhor o Segway do que o Carro ou "enlatarem-se" num comboio ou metro.

3. O Framing Effect " também se aplica ao seu post . Por isso mesmo é que o meu grande ponto de debate sobre este blog é precisamente que é útil mas está a abordar os assuntos de forma errada, radical e exagerada. Este post do Segway tinha sido muito mais produtivo se começa-se por elogiar o papel do Segway , seguido então dos pontos contra...e nunca o contrário (critica e depois elogio OU apenas critica ) porque assim apenas fica parte da história contada.

Uma pessoa que não sabe nada do Segway se encontra-se o seu post ficava logo com má impressão do Segway porque só viu a critica (a meia-verdade ) e não lhe foi contada a outra metade.
De MC a 9 de Janeiro de 2008 às 15:49
Caramba.
O post NÃO era sobre a segway. Leia o título, leio o texto, o postscriptum, veja os links.
Teria escrito exactamente a mesma coisa se o homem entrevistado fosse de helicóptero ou ao pé-coxinho.
O post-scriptum é bem claro: a crítica é dirigida a todos os transportes eléctricos.
caramba!
De Strider a 9 de Janeiro de 2008 às 18:19
Tenho uma sugestão. Veja o seguinte vídeo sobre a nova religião do século 21, o novo solialismo e a luta contra os ambientalistas radicais:

"http://video.google.fr/videoplay?docid=-4123082535546754758"

E de seguida este site:

Rockwell's Anti-Environmentalist Manifesto
"http://www.lewrockwell.com/rockwell/anti-enviro.html"

Acho que depois de ver os 2 links vai perceber o que eu ando a dizer aqui no Blog desde o ínicio.

Eu até acredito que já saiba da existencia desse video e deste contra-movimento...

Até estou a considerar criar um blog sobre este assunto.
De Heduino a 31 de Março de 2009 às 10:50
Em vez de haver tanta discussão sobre sobre a questão dos veículos eléctricos poluírem ou não, sou de opinião que cada cidadão deve fazer a sua parte na contribuição para o meio ambiente. É verdade que em Portugal temos barragens e moinhos eólicos. Estas são fonte de energia eléctrica limpa. Também é verdade que existem outras fontes de energia eléctrica poluentes. Mas eu como cidadão não poluo o ambiente por utilizar um veículo eléctrico. Quem produz a electricidade com meios poluentes é que faz isso. Apenas poderei fazer o que está ao meu alcance. Quem produz electricidade deve fazê-la de forma não poluente. Eu como consumidor devo utilizá-la em meu beneficio. Mas devo escolher a fonte de energia que menos polui. Ora ao utilizar electricidade estou a poluir menos do que se tivesse a utilizar gasolina...

Está nas mãos de cada o que está ao seu alcance. E o que está ao meu alcance é diferente do que está ao alcance dos governos e grande empresas energéticas.
De MC a 31 de Março de 2009 às 11:28
Caro Heduino,

1. Perto de 70% da energia eléctrica produzida em Portugal é de origem fóssil. A sua produção polui.
2. A produção do carro eléctrico, é um processo em si mesmo altamente negativo para o ambiente, especialmente a bateria.
3. "Mas eu como cidadão não poluo o ambiente por utilizar um veículo eléctrico. Quem produz a electricidade com meios poluentes é que faz isso. Apenas poderei fazer o que está ao meu alcance."
Desculpe mas isto não faz sentido absolutamente nenhum. Se eu mandar matar, será que estarei inocente? Ou menos radicalmente, pense noutros impactos ambientais. Por que é que
há campanhas para poupar energia, então? Por que é que eu hei de pôr coisas para reciclar, se ao deitá-las fora não estou a poluir (quem polui é o tipo que descarrega o meu lixo no aterro). Por que hei de usar sacos de pano em vez de plástico, se o uso em si não polui? Por que não haveremos de usar casacos de peles, se não somos nós que matamos os coelhos? Por que haveremos de nos preocupar em usar papel reciclado, se não somos nós que destruímos as florestas? A lista não acaba
4. De qualquer modo, o problema de um automóvel não começa nem acaba no ambienta. É a sinistralidade, é a destruição das cidades, são os custos gigantescos das infra-estruturas necessárias,... outra lista sem fim
De Heduino a 31 de Março de 2009 às 17:31
Caro MC,

Não sendo fundamentalista, pergunto. Eu (como outras pessoas em Portugal) tenho um veículo 100% eléctrico e 100% reciclavel e uso nas minhas viagens dentro da cidade. É de opinião que passe a fazer essas viagens no outro carro de combustão que tenho? E já agora, as outras pessoas em Portugal? Se a evolução para os transportes totalmente ecológicos, tiver que passar por várias fazes tecnológicas, até que chegue a uma solução cada vez mais limpa, não é bom?

Acho que é necessário mais acção e menos retórica, pois sabe muito bem que há por aí muita hipocrisia que segura uma bandeira ecológica numa mão mas depois na sua vida, pouco se preocupa com a sua relação com os outros Homens, pouco se preocupa com os animais que come e pouco se preocupa na utilização das tecnologias de comunicação (como este) que só foram possíveis pelos avanços tecnológicos mais ou menos limpos, mas que foram necessários para que cada pessoa tenha acesso ao que tem hoje em dia.

É irónico como todos falam por exemplo do aquecimento global e do derretimento dos glaciares no Norte e ninguem fala do aumento do gelo no Sul. É irónico mas leva a crer que a própria terra procura compensar-se...

Segundo o estado Portugues em 2007 a enrgia limpa produzida foi de 40% e não de 30 como refere. (“http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Primeiro_Ministro/Intervencoes/20080411_PM_Int_AR_Energia.htm”), Será que devemos desenvolver veículos eléctricos apenas depois da energia consumida ser 100% limpa? E depois aguardamos mais 10 anos para termos a tecnologia para a consumir? Entretanto vamos gastando o petrólio por mais 10 anos, certo? É esse o caminho?

Neste momento, as baterias são recicláveis. Será que os processos de fabrico de viaturas a gasolina são menos poluentes?

citando:
"Mas eu como cidadão não poluo o ambiente por utilizar um veículo elÉctrico. Quem produz a electricidade com meios poluentes É que faz isso. Apenas poderei fazer o que estão ao meu alcance." Desculpe mas isto não faz sentido absolutamente nenhum. Se eu mandar matar, será que estarei inocente?
R- Não entendo a comparação. Quando “mando matar” estou a proceder com um gesto negativo à partida. Sim, cabe a quem produz a electricidade que o faça da forma mais limpa possível, pois não posso deixar de a consumir.

citando:

Ou menos radicalmente, pense noutros impactos ambientais. Por que é que hão campanhas para poupar energia, então?

R – Exactamente porque a energia ainda não é totalmente limpa e porque é cara. Daí a questão da Poupança. Nenhuma companhia pede às pessoas para deixarem de a usar. É claro que devemos poupar.

citando:

Por que É que eu hei de por coisas para reciclar, se ao deitão-las fora não estou a poluir (quem polui É o tipo que descarrega o meu lixo no aterro).

R- Não é a mesma coisa. O meu gesto ao transitar com um veículo eléctrico tem um efeito imediato de não poluir o ambiente. O cíclo de poluição terminou comigo. Quando coloco algo no lixo (ou para for a do vidro do carro quando vou em viagem!), sou eu que poluo.

citando:

Por que hei de usar sacos de pano em vez de plãstico, se o uso em si não polui?

R – Como sabe, tanto os sacos de Pano e Plástico são reciclaveis. E estão a se-lo.

citando:

Por que não haveremos de usar casacos de peles, se não somos nós que matamos os coelhos?

R - A questão dos animais é outra conversa. Nunca vi ninguém chorar o sofrimento de uma lagosta ao ser cosinhada, ou de caracois… Nos países nordicos como a Russia e a Cibéria não há pele sintética que aguente o frio. Sei do que falo pois tenho amigos muito próximos lá. A matânça dos animais pela sua pele é uma necesidade básica nesses paises. No nosso é realmente um luxo que deve ser evitado. Há que ponderar um uso equilibrado das peles em sintonia com a harmonia terrestre. O facto de uns usar por necessidade não é razão para que todos usem indiscriminadamente.

citando:

Por que haveremos de nos preocupar em usar papel reciclado, se não somos nós que destruímos as florestas?

R- Também aqui há que fundamentar com documentação credivel. Até que ponto estão se a abater mais florestas do que se plantam. Quais têm sido as percentagens ao longo dos últimos 10 anos?
De MC a 1 de Abril de 2009 às 00:57
Caro Heduino,

fiquei sem perceber quem era o fundamentalista.

1. O carro eléctrico nunca será ecológico. Pela produção, pela bateria, etc. Se fosse assim tão fácil, TODOS os aparelhos eléctricos poderiam ser ecológicos no futuro.
http://menos1carro.blogs.sapo.pt/139844.html

2.Além de estamos a aproximar-nos de uma situação em que o consumo de energia vai ter que diminuir.
http://menos1carro.blogs.sapo.pt/133574.html

3. Mas o ecológico é uma coisa para mim altamente secundária, quando estão em causa tantos problemas do sociedade do automóvel.

4. Isto não implica que o carro eléctrico não seja melhor. Mas é obviamente pior (ambientalmente, economicamente, urbanamente) que um autocarro a diesel podre de velho. Porque o segundo leva muito mais pessoas em média. ISTO é o ponto central da minha crítica.

> pois sabe muito bem que há por aí muita hipocrisia que segura uma bandeira ecológica numa mão mas depois na sua vida

pois... mas isso tem que falar com eles.

>Segundo o estado Portugues em 2007 a enrgia limpa produzida foi de 40% e não de 30 como refere. (“http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Primeiro_Ministro/Intervencoes/20080411_PM_Int_AR_Energia.htm”)

Isso é uma intervenção do PM, onde dá jeito escolher as melhores estatísticas (sei do que falo). Dados de 2007 da Dir Geral de Energia e Geologia: 69% da produção é de origem fóssil.
Se é 30% ou 40%, pouca diferença faz. Só não gosto que me chamem mentiroso.

>Será que devemos desenvolver veículos eléctricos apenas depois da energia consumida ser 100% limpa? E depois aguardamos mais 10 anos para termos a tecnologia para a consumir?

Eu disse isso? Um autocarro a diesel é muito melhor que o carro eléctrico. (E a energia não será limpa nos próximos 50 anos). Fazer a nossa parte não significa andar de carro eléctrico, significa andar neste autocarro.

>Neste momento, as baterias são recicláveis.
São recicláveis? E mesmo que fossem onde estão elas para reciclarmos?

Os exemplos todos não eram para ser tomados literalmente. O meu ponto era, não faz sentido desresponsabilizarmo-nos dizendo "ah, a culpa foi dele", quando na realidade essa poluição só existe porque nós a quisemos comprar. Claro que você não pode produzir a sua própria energia eléctrica, mas não faz sentido dizer que fez a sua parte. Basta pensar no autocarro a diesel.
De MC a 8 de Abril de 2009 às 16:19
Só a propósito das diferentes estatísticas, já percebi de onde vem parte da confusão.
Na página da DGEG, a energia de biomassa e geotérmica (ambas renováveis) aparecem integradas na energia térmica (normalmente de energia fóssil) na tabela que consultei.

Se contarmos e bem essas duas fontes como energia renovável passamos a 64% de fontes fósseis em vez de 69%

O que levanta outra questão (totalmente irrelevante para o caso), será que faz sentido contar a energia por biomassa como "energia verde"?... realmente não sei. Ser renovável não aplica obviamente ser "verde". Há vários processos de aproveitamento da biomassa, mas julgo que a grande maioria/todos implicam combustão, logo emissões de CO2.
De Gonçalo Pais a 10 de Julho de 2009 às 13:15
É impressionante como o pessoal ainda tem ilusões de que os carros eléctricos são "ecológicos" e de que o "meu" modo de vida não vai mudar, os outros é que têm que o "tornar limpo"....eu quero ver quando esta questão chegar à àgua por exemplo, quando esta faltar com maior frequência se esse senhor vai continuar a ter a mesma utilização da àgua que têm hoje? e os outros senhores que "desenrasquem" àgua onde ela não existe!!
De marta a 14 de Julho de 2009 às 15:05
De facto a energia produzida a partir de biomassa é renovável, mas pode não ser sustentável em termos sociais (como aliás as outras formas de energia renovável), mas a sua última frase mostra algum desconhecimento sobre a biomassa e o seu uso para produção de energia.

A biomassa utiliza e acumula CO2 da atmosfera através da fotossíntese, este CO2 é de novo libertado quando as plantas se degradam. O uso das plantas para produção de energia não liberta mais CO2 do que a sua degradação natural. O CO2 libertado não aumenta a concentração total de CO2 na atmosfera se a taxa de crescimento de plantas for igual à taxa de degradação (esta taxa tem naturalmente de se igualar, pois com a diminuição de crescimento torna-se impossível aumentar a degradação). É por isso que a biomassa é uma fonte de energia renovável e neutra em termos emissão de carbono.

Portanto a utilização da biomassa é completamente "verde" em termos de emissões de CO2, é claro que há outras emissões, variáveis conforme o meio de conversão. Em relação aos vários meios de conversão da biomassa temos a combustão directa, mas também gasificação e liquidificação, mas todos implicam de facto combustão final do produto para utilização da sua energia!

Parabéns por este blog fantástico!
De MC a 15 de Julho de 2009 às 14:49
marta,
Obrigado pelo comentário. Obviamente que conheço o ciclo do carbono, mas de facto escrevi aquela frase sem pensar muito no que dizia :S
De MC a 29 de Julho de 2009 às 12:27
marta,
agora que penso melhor, o facto de o CO2 libertado vir de CO2 capturado não é motivo de grande alegria por si só. o carvão, a gasolina e o gasóleo também provêm de CO2 previamente capturado. a quantidade de carbono existente na terra é fixa, logo todos as fontes de energia ligadas ao carbono são de algum modo neutras.

o importante é garantir que a quantidade de CO2 na atmosfera não aumente. e deste ponto de vista a biomassa não é "verde", por libertar o carbono mais rapidamente do que seria libertado no caso da decomposição natural
De anabananasplit a 9 de Janeiro de 2008 às 12:42
«Na falta de claridade da lei e dado que o Segway FOI homologado em Portugal (...)»

Onde é que a lei não é clara? Não diz lá "no caso do Segway", mas este insere-se numa categoria de veículos descrita pelo CE, pelo que, até mudarem a lei, o Segway é classificado como um ciclomotor, precisa de matrícula e requer uso de capacete, como referiu o Mário, além de ter que circular na estrada, e não nos passeios, como é comum ver-se.

Repito, não sei se isto será o melhor ou não, é uma questão que deve ser estudada, mas pela lei actual é assim que está definido.

O que o leva a crer que o Segway foi "homologado" em PT? Quem fez essa homologação? Onde está a prova disso?

»(...)senão não percebo como é que foram parar às mãos do Carmona e da Policia Municipal e a outros exemplos em Portugal e como tem comercialização autorizada em Portugal.»

Mas o que é que há para autorizar? Se não é ilegal porque é que alguém haveria de ir proibir a sua comercialização?!

Muito pouca gente tem orçamento para investir num gadget como o Segway, pelo que a comercialização é agressiva em frentes institucionais (e empresariais, claro): é ver autarcas, polícias, etc todos babados na TV a experimentar Segways e a dizer que são o transporte do futuro e a prometer equipar os seus serviços com alguns. :-P Polícia: faz todo o sentido. Vigilância do Parque da Paz em Almada: desperdício de dinheiro (umas bicicletas eléctricas ficavam muito mais baratas, eram mais saudáveis e confortáveis para os vigilantes...).

«Como é que se pode implicar que o uso do Segway contribui para o aumento da obesidade?»

Bom, talvez porque se as pessoas deixarem de ir de carro para todo o lado e passarem a fazê-lo de Segway vão continuar a ter uma vida sedentária, ou até mais ainda, porque de Segway vai-se mesmo para dentro do trabalho, escola, etc. No ritmo de vida actual, quantas pessoas têm tempo para compensar um estilo de vida maioritariamente ultra-sedentário (sentados no escritório e no carro) com horas de ginásio suficientes? A actividade física tem que ser incorporada nas rotinas diárias, nomeadamente nos tempos de deslocação (andando a pé ou de bicicleta, por exemplo).
De Strider a 9 de Janeiro de 2008 às 14:06
1. Bom, esta conversa já está em loop . Eu agora digo que não acho que é ilegal, depois você responde que é legal...etc.



É simples, tal como há provas que é ilegal circular nos passeios, também não é claro que não o pode: Porque senão as pessoas eram multadas, haveria dúvidas na adjudicação da compra de Segways por instituições do estado e tal como já aconteceu noutros países (tinham mudado a lei). Não faz sentido que na Inglaterra e EUA o tenham feito, precisamente porque havia dúvidas e Portugal é agora excepção.



Continuo a dizer, na dúvida, é permitido. Aliás fiz o favor de enviar um e-mail à IMTT (que agora substitui a DGV) e à própria Segway PT (lá vão ter que se defender a bem ou a mal) para esclarecer esta questão. Duvido que respondam, mas pronto se responderem eu publico aqui...mesmo que prove a minha teoria errada.



2. Eu continuo a dizer que as pessoas arranjam desculpas para serem sedentárias . Ser preguiçoso é uma escolha, ser obeso (quando não derivado de doença) também o é. O Segway não vai mudar isso. Não sejamos radicais e banir o Segway só porque não é perfeito. É melhor de muitas outras alternativas de hoje e isso é que interressa : Aproximação do ideal.



Eu tenho tempo para praticar desporto e ir ao ginásio durante a semana e fazer BTT durante o fim-de-semana e trabalho cerca de 10 horas por dia...por isso como lhe digo, o que há são pessoas preguiçosas . O SegWay é totalmente compatível com estilo de vida não-sedentário .



De Filipe a 7 de Junho de 2008 às 13:07
De facto isso é verdade e a informação, dizendo que é limpo, é pouco rigorosa. No entanto, em comparação com os veículos de combustão são muito mais ecológicos. Estes últimos poluem a montante, para produção de gasolina a partir do petróleo (muito poluente este processo) e poluem a jusante na combustão da gasolina emitindo gases com efeito de estufa e poluentes. Os veículos eléctricos apenas poluem a montante, para produção de electricidade (a maioria a partir do petróleo é verdade, nas centrais termoeléctricas) mas a jusante são absolutamente limpos além de silenciosos. Entre a tecnologia de motor de combustão e o motor eléctrico a primeira está absolutamente obsoleta. A chave na verdade está em apostar em diversas tecnologias e nunca em apenas uma. Apostar no carro eléctrico e a hidrogénio em conjugação com a tecnologia solar é a solução.

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