Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Pequenos "efeitos colaterais" da ditadura do automóvel VIII

Stress.
Ansiedade.
O pára-arranca.
O gajo da frente que não arrancou logo.
O gajo que estacionou em segunda fila e agora não me deixa sair.
Estou parado há 10 minutos.
Demorei um quarto-de-hora a fazer meio quilómetro.
Vê por onde andas, seu #@€$§!
O vermelho que se prolonga e o verde que demora e é fugaz.
Tou atrasado!
Meto-me pela auto-estrada ou pelos becos?
Deixem passar a ambulância!
Anda mais depressa, c#$%&!!
Não vês que não dá para avançar?
Porra, não encontro lugar para estacionar.
Eh pá, agora não posso virar à esquerda.
Anda pá!

Stress mesmo para quem é peão, está dentro de casa ou a trabalhar, com aquela barulheira infernal que não deixa ninguém calmo.

Não admira que de vez em quando haja quem expluda.
Obrigado Tiago
tags:
publicado por MC às 16:37
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4 comentários:
De Joao Paulo Amaro a 3 de Janeiro de 2008 às 23:13
Gostaria de felicitar os autores deste espaço. É uma das melhores, se não a melhor, inicitiva online em Portugal sobre o tema.

Não existe um único post com o qual eu discorde.

Gostava de dar força e os meus muitos parabens pela iniciativa. Está excelente, estas iniciativas deveriam ser mais divulgadas. Se bem que penso que o povo português ainda não tem capacidade para entender a simplicidade das mesmas.

Mesmo assim e mais uma vez muitos parabens pelo blog. =)
De MC a 7 de Janeiro de 2008 às 13:33
Ena, muito obrigado pelas palavras!
São comentários como este, que nos mostram que o blogue tem impacto no pensamento de quem o lê, que a mim me dão vontade de escrever.

Não pude deixar de reparar nesse tagus.ist que está no URL. O Tagus Park, e especialmente o Técnico no Tagus Park, é mais um daqueles exemplos aberrantes do nosso planeamento. Faz-se um pólo tecnológico no meio do nada, sem a mínima preocupação com as acessibilidades das pessoas (especialmente estudantes) porque desde que haja alcatrão até lá, está tudo resolvido.
Outros exemplos aberrantes são o pólo da Ajuda, também da UTL, a faculdade de engenharia da UNL no monte da caparica, o ex-futuro IPO no meio do nada em Oeiras, etc...
De Tárique a 4 de Janeiro de 2008 às 13:37
Estive em França há pouco tempo e li numa revista de psicologia um artigo sobre a visível diminuição de stress, em particular associado ao road-rage (fúria da estrada) com a introdução das bicicletas Vélib em alternativa às gaiolas de aço (vulgo automóveis):

http://www.scienceshumaines.com/velib-,-velo-v,-v-hello-une-velorution-_fr_21591.html

A bicicleta como factor de coesão social:

Pour le sociologue, la petite reine, de retour d’exil, allie « nécessité et plaisir, autonomie et convivialité ». Elle est aussi facteur de cohésion sociale. D’abord parce qu’elle est accessible à un très large public, jeunes ou vieux, riches ou pauvres. Ensuite, parce que « le cycliste est directement accessible, abordable par les autres. Il n’est pas enfermé dans une carcasse métallique, à l’abri derrière sa vitre, coupé du monde ».
De MC a 7 de Janeiro de 2008 às 13:29
Muito interessante.. tenho que ler isso com cuidado.

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