Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Impactos Ambientais das Emissões dos Automóveis

Não podia deixar de me associar ao Blog Action Day e falar sobre ambiente. Fica aqui a lista das emissões dos automóveis e das suas consequências.
ATENÇÃO: falo apenas das emissões de gases. Faltariam os custos ambientais da indústria automóvel, da indústria petrolífera, da indústria de pneus, óleos, da poluição sonora, da poluição visual das infraestruturas rodoviárias, o desmantelamento dos automóveis velhos, etc...

Monóxido de carbono
-inibe a capacidade do sangue em trocar oxigénio com os tecidos vitais, podendo em concentrações extremas provocar morte por envenenamento
-afecta principalmente o sistema cardiovascular e o sistema nervoso
- concentrações mais baixas são susceptíveis de gerar problemas cardio-vasculares em doentes coronários (p.ex. casos de angina de peito)
- concentrações elevadas são susceptíveis de criar tonturas, dores de cabeça e fadiga

Dióxido de azoto
- altas concentrações podem provocar problemas do foro respiratório, especialmente em crianças, tais como doenças respiratórias (asma ou tosse convulsa). Doentes com asma podem também sofrer dificuldades respiratórias adicionais com estes elevados teores
- é um poluente acidificante, envolvido em fenómenos como as chuvas ácidas (felizmente têm pouca expressão no nosso país), as quais acidificam os meios naturais (p.ex. as águas de lagos) e atacam quimicamente algumas estruturas, p.ex. materiais metálicos (corrosão), bem como tecidos vegetais

Dióxido de enxofre
- altas concentrações podem provocar problemas no tracto respiratório, especialmente em grupos sensíveis como asmáticos
- é um poluente acidificante, contribuindo para fenómenos como as chuvas ácidas que têm como consequência a acidificação dos meios naturais (p.ex. lagos) ou a corrosão de materiais metálicos

Ozono
- é um poderoso oxidante, o que se reflecte nos ecossistemas, nos materiais e na saúde humana
pode irritar o tracto respiratório, já que o oxida, podendo provocar dificuldades respiratórias (p.ex. impossibilidade de respirar fundo, inflamações brônquicas ou tosse)
- é o principal constituinte do smog fotoquímico, o qual é frequentemente associado a diversos sintomas (ver mais informações) particularmente em grupos sensíveis como crianças, doentes cardiovasculares e/ou do foro respiratório e idosos
- é, frequentemente, apontado como o principal responsável por perdas agrícolas e danos na vegetação, existindo espécies particularmente sensíveis ao seu efeito tal como o Pinus Alepensis (espécie de pinheiro existente, p.ex., na Serra da Arrábida).

Partículas
- são um dos principais poluentes em termos de efeitos na saúde humana, particularmente as partículas de menor dimensão que são inaláveis, penetrando no sistema respiratório e danificando-o
- têm-se caracterizado por serem, pretensamente, responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias (p.ex. o aumento da incidência de bronquite asmática)
- podem ser responsáveis pela diminuição da troca gasosa em espécies vegetais, nomeadamente através do bloqueamento de estomas
- danificam igualmente o património construído, especialmente tintas

publicado por MC às 21:42
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