Domingo, 2 de Setembro de 2007

"Caça à Multa" à Americana

Neste país onde o automóvel é rei e senhor, não estamos habituados a que a autoridade do rei seja posta em causa. Qualquer ameaça de fiscalização é sempre tomada como uma afronta. Quando as câmaras começaram a colocar pilaretes nos passeios, houve berraria. Quando a EMEL começou a aplicar o Código da Estrada, berraria. Radares há uns anos no Porto, e agora em Lisboa, berraria.
Obviamente que nunca houve contestação quando as leis foram aprovadas, porque sempre se partiu do princípio que o carro estaria sempre impune. Só quando cheira a aplicação das leis, é que temos "aqui d'el rei"!

À conversa com amigos a trabalhar nos EUA, pátria da carro-dependência, fiquei a conhecer alguns casos, que ao aconterem em Portugal seriam o fim do mundo.
- Multas de estacionamento passadas de madrugada cinco minutos após o prazo.
- Os lugares para estacionar com a indicação "máximo de 2 horas", são mesmo só para duas horas. Um fiscal vai fazendo a ronda marcando os pneus com giz, para contabilizar o tempo.
- A EMEL lá do sítio não tem pachorrentos funcionários, que ora conversam, ora vão andando. Os fiscais vão de carrinho na faixa direita e munidos de um espelho/periscópio vão rapidamente controlando os parquímetros. E a multa não demora horas a ser passada, é passada em segundos.

Que me dera...
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publicado por MC às 21:29
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4 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 3 de Setembro de 2007 às 10:08
As ruas e passeios são um património público, por isso os proventos a EMEL deviam ir todos direitinhos para o erário público. Assim há uma empresa que é a EMEL, mas poderia ser outra qual quer, que é privada, pelo que um parte dos lucros da actividade vão para a empresa e são distribuídos pelos seus accionistas (donos).

Quero ser dono da EMEL!


De MC a 3 de Setembro de 2007 às 11:07
EMEL= Empresa MUNICIPAL de estacionamento de Lisboa
(e reparo que nem falou do post...)
De Zé da Burra... a 3 de Setembro de 2007 às 14:57
Se é uma Empresa pública, então que a deixem ficar assim. É que com a febre de privatizações que por aí anda não supunha que fosse uma empresa pública. pensava que era um serviço público entregue para exploração privada.

Quanto ao facto de não ter havido contestação quando as leis foram aprovadas, eu não sei se houve, se não houve; também não sei a que leis se refere: a escolha de 50 Km por hora para a Avenida tal e de 80 para aquela outra? ninguém me deu conhecimento nem tinha que dar, mas quando soube deixei logo a minha opinião nos "blogs" que encontrei na internet.
Quanto às reações durante a discução e aprovação das leis compete aos deputados e aos vereadores...

Até podem estar todos de acordo com elas mas eu não estou, no entanto procuro cumpri-las, esteja ou não de acordo.

A nossa democracia termina com o voto na urna, para além (ainda) da liberdade de expressão, desde que não se ofenda ninguém.



Zé da Burra o Alentejano
De osvaldolucas a 3 de Setembro de 2007 às 16:57
Não há qualquer problema a empresa que passa multas ser privada ou pública (não me estou a referir ao caso em concreto). Desde que essa prerrogativa tinha sido precedida de concurso público "transparente" e o perído seja defenido. Por ex: ao fim de X anos, novo concurso.

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