Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Alguém me explica...

... porque é que havendo limite de velocidade em todas as estradas, os automóveis não são obrigados a vir de fábrica com um dispositivo que os impedisse de ultrapassar os 130 ou 140km/h? Há mil e uma normas (vários tipos de luzes, catalizador, cintos de segurança, etc...), porque não esta que seria a que mais vidas salvaria?

Por coincidência descobri que isto mesmo foi proposto por um deputado inglês, infelizmente o limite seria apenas os 160km/h... Mas já seria um começo. (via Agonie Automobile)
publicado por MC às 22:12
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11 comentários:
De osvaldolucas a 18 de Agosto de 2007 às 16:20
O óbvio seria três limites selecionáveis por botões: 50/80/120.

Sugestões de razões para não ser implementado este sistema ou similar:
- Aumenta o preço do carro (mas creio que poderia ser muito pouco): os consumidores preferem possivelmente gastar o mesmo dinheiro em ar condicionado, ou comprar um carro de potência superior
- Fica bem dizer que vim do Algarve a Lisboa em hora e meia ou menos...
- o consumo de combustível diminuiria, com reduções nos impostos cobrados, bem como consequente diminuição dos custos de tratamento de traumatismos por acidentes e implicações nos seguros
- existem limitadores virtuais nos pesados - os tacógrafos - mas duvido muito que sejam particularmente respeitados os limites da lei.
- deixaria de haver inestigação significativa nos motores/suspensões, etc: os ganhos de eficiência para baixas velocidades possivelmente seriam demasiado baixos para valer a pena investir em investigação
De zeduardo a 21 de Agosto de 2007 às 10:50
ora bem...basta imaginar uma situação de emergência e essa ideia vai por água abaixo. e se limitava obrigatoriamente não podia ser on/off, o carro só dava 140km/h e acabou.mas imaginemos que tens de levar alguém ao hospital...
De MC a 21 de Agosto de 2007 às 15:06
Bom, 140 parece-me mais que suficiente para uma emergência... Tanto que 99% das emergências não devem ocorrer em auto-estradas, logo os 140 nem chegariam a ser necessários.
Mas mais óbvio ainda: o número de vítimas que se pouparia seria certamente maior do que as vítimas por "atrasos a 140"
De zeduardo a 27 de Agosto de 2007 às 00:52
não concordo mas estou cansado de mais para argumentar. no entanto, vou propor outra situação: supomos que todos os carros estão limitados para 140. vamos numa estrada e o tipo à frente vai 'só' a 130. não se pode andar a 140 porque estamos a ser empatados e não podemos ultrapassar porque para fazer isso tínhamos que ultrapassar os 140. e agora?
De MC a 28 de Agosto de 2007 às 09:07
Uhm.. Talvez não saiba (mas eu explico), mas não se é suposto circular a 140 (ainda por cima numa estrada de uma faixa só, já que diz que não se pode ultrapassar) e querer chegar aos 150km/h para uma ultrapassagem.
150 na auto-estrada é segundo a lei portuguesa um CRIME. Não uma contra-ordenação, mas um crime. Agora 150 na estrada...
De zeduardo a 28 de Agosto de 2007 às 14:42
não era para levar à letra o exemplo. como fazem questão que seja correcto: 70km/h numa estrada com apenas uma faixa para cada sentido quando se pode ir a 80. e agora? está melhorzinho?
De MC a 28 de Agosto de 2007 às 15:26
Então mas aí a questão já não se põe, pois não? ;)
Só falei em impôr o máximo de 140km/h...
De zeduardo a 29 de Agosto de 2007 às 10:12
tem razão. confundi com a opinião de osvaldo lucas e os seus 3 botões :)
De Eduardo Maio a 22 de Agosto de 2007 às 23:34
Quando começarem a perceber que os acidentes não acontecem por excesso de velocidade logo percebem o quão ridiculo é limitar os automóveis com a ideia de reduzir os acidentes...

Eu posso ir a 150km/h a fazer consumos maravilha (menos emissões) e com a estrada totalmente livre, sem por ninguém em perigo.

Também posso ir a 100km/h, 20km/h abaixo do limite, e estar a chover torrencialmente e eu não ver um palmo à frente do nariz. Vou dentro dos limites mas vou a praticar uma condução perigosa não é verdade?

E a malta que não olha para os espelhos e faz ultrapassagens sem calcular distancias ou ver quem vem atrás? Esses até podem ir a 50km/h que vão ser perigosos na mesma.

A principal causa dos acidentes está entre o banco e o volante, muitas vezes a causa até está em peões que nem carta têm e não têm noção do perigo que é atravessar uma estrada e o tempo e a distancia necessária para imobilizar um veículo em segurança ;)

O dinheiro gasto a limitar os automóveis a 140km/h era melhor empregue em aulas de cidadania nas escolas ou em testes psicológicos antes de se tirar a carta.
De osvaldolucas a 23 de Agosto de 2007 às 01:16
Sugiro que leia o Código.
A velocidade deve ser adequada às condições da estrada/tráfego/visibilidade, etc.

É muito mais fácil evitar espatifar o azelha que se esqueceu de ligar os piscas a voltar á esquerda se formos a 50 do que se formos a 100.

Se vir os crash-tests e/ou calcular a energia cinética, verifica facilmente que há mais energia a ter de ser dissipada num choque a 120 km/h do que a 60. Na realidade 4 x mais.

No entanto cidadania, testes de reflexos, efectivo controle dos limites de alcool e outras medidas a implementar/melhorar são benvindas.
De Zé da Burra o Alentejano a 30 de Agosto de 2007 às 15:52
Talvez os carros venham sem qualquer limitador de velocidade para os condutores alemães, ou aos que lá se desloquem, possam circular nas auto-estradas de lá ainda sem limite de velocidade (cada vez são menos).

Também me parece que nalgumas auto-estradas poderiam ter um limite superior quando o tempo o permitisse: ex. Marateca/Algarve, ou Espanha.Mas concordo perfeitamente que não haveria necessidade de mais do que 140/150 km para haver alguma margem para uma emergência.

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