Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Estacionamento Abusivo Socialmente Aceite

Parece-me muitas vezes em Portugal o estacionamento abusivo ser de tal modo generalizado que se torna socialmente aceite.

Nesta foto podemos ver um claro exemplo daquilo que já se tornou "normal" por muitas das nossas ruas.



A tolerância das autoridades (e da sociedade), a falta de estacionamento para moradores, o excesso de carros, entre outras razões, levam a que qualquer lugar sirva para deixar o querido e obsessivo automóvel. A verdade é que esta atitude prejudica peões e as cidades, logo, este acto, não deve ser desculpado por nenhuma destas razões.

O seguinte vídeo chama a atenção para este problema de uma forma irónica e estrondosa, tentando abalar algumas mentes menos sensíveis e que nunca questionaram o acto de usurpação do espaço público...

Fica o video para ver e reflectir:

publicado por António C. às 18:12
link do post | comentar | favorito
19 comentários:
De João a 16 de Julho de 2007 às 19:27
Pergunto-me muitas vezes "O que fazer?" Em primeiro lugar não estacionar o carro nos passeios ou em passadeiras. Mas isso não chega. O que posso fazer como cidadão-que-deseja-agir-sobre-o-social? Deixar folhetos nos carros? Ir à polícia fazer queixa? Esvaziar um pneu ou partir um espelho? Escrever à câmara Municipal? Quanto mais pergunto menos sei a resposta.
De anabananasplit a 16 de Julho de 2007 às 22:59
That is fucking outrageous!! [Em inglês soa mais forte.]
De Pedro Sá a 16 de Julho de 2007 às 23:24
Post pura e simplesmente extremista. A consequência prática do que defende é estar pura e simplesmente a proibir quem resida nestas zonas de ter automóvel.

Agrada-me ver carros em cima do passeio ? Não. E no caso particular é mesmo muito desagradável. Mas todos e todos são pessoas, com mais calma e menos extremismos as coisas acabam por se resolver.
De António C. a 17 de Julho de 2007 às 10:25
Extremista?

Quem afecta a liberdade dos outros deste modo parece-me bem mais extremista do que eu. Ainda à pouco tempo passei em Belém e em certas ruas os carros estavam estacionados exactamente deste modo dos dois lados da rua. Sendo que quem pretende passar a pé tem de o fazer pelo meio da estrada.

Uma solução para isto seria fazer silos exclusivos para moradores em determinadas áreas. Mas em Portugal os silos que se fazem têm o objectivo de atrair mais automóveis para os bairros históricos e não o de estacionar os veículos dos moradores, para além de que muita gente se recusa a caminhar a pé mais de 100 metros para ir até porta de casa...

Um extremismo, reflecte um exagero... que é precisamente o que acontece em Portugal com o excesso de carros.(http :/ menos1carro.blogs.sapo.pt 33327.html )

Os seus comentários são arrepiantes, e por existir uma massa imensa de pessoas que pensa como o senhor, é que o estacionamento abusivo se torna socialmente aceite.
De Nadir dos Tempos a 17 de Julho de 2007 às 11:05
Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. E peão que fura pneus a carrão mal estacionadão? Socialmente aceite uma ova! U-Lock Justice!
De Ricardo a 17 de Julho de 2007 às 11:59
também defendo as mesmas ideias do post e nunca me poderão acusar de fundamentalista ou radical ou outros adjectivos que pessoas arrogantes como o sr. pedro sá atiram a quem se atreve a pôr em causa um pneu que seja de um carro.

Não sou contra os automóveis, não quero que as pessoas fiquem sem eles - a única que coisa que pretendo é que respeitem os outros, neste caso o peão. Se quiserem, podem ter 3 ou 4 carros, mas não imponham isso a quem apenas quer andar no passeio. Cumpram a lei.

Também utilizo o carro por vezes na cidade e pago os 2 ou 3 euros para o estacionar, tal como pago o passe para andar de autocarro. Infelizmente, mesmo quando há estacionamento suficiente (nos bairros mais novos, como a Expo, por exemplo), as pessoas continuam a estacionar em cima de passadeiras, nas faixas de rodagem, onde quer que seja - apenas para pouparem uns trocos.

Acho que isto é um pensamento muito simples, não tem nada de fundamentalista.
De osvaldolucas a 17 de Julho de 2007 às 16:11
O pavimento tem triângulos amarelos, logo é proibido o estacionamento, possivelmente por a rua ser estreita? e/ou ter dois sentidos? Neste caso só resta mesmo a alternativa da imagem.
A esta altura do campeonato, ou seja com o estacionamento anárquico por todo o lado, pouco há a fazer. Multar de um lado, leva os carros para o outro e assim sucessivamente...

Não concordo com o estacionamento pago. Será que tem alguma influência no número de carros que não vão até aquela zona? Será que andam às voltas à procura de um lugar sem pagar? E são normalmente usados nos lugares de grande procura, ou seja não me parece que a motivação seja purista em termos de "ordenamento" e sim em termos de receita.

A solução para a Capital (e para outras zonas de grande densidade populacional) penso que será o alargamento da rede de Metro. Desde o Y original até ao X actual, continuo a ter a sensação que a maioria das pessoas continua a entrar numa ponta e a sair na outra. As estações intermédias parecem estar às moscas, excepto talvez para as horas de entrada/saída de empresas.
É o eterno problema das zonas metropolitanas e do movimento pendular.

Interessante, mas posso estar enganado, é que o recurso a "macro-rotundas", ou seja circuitos circulares de sentido único não me parece ser muito comum em Lisboa. Além de se arranjar estacionamento, eventualmente em espinha, talvez pudesse melhorar em muito a circulação.


De Pedro Sá a 17 de Julho de 2007 às 16:24
Ricardo,

Se reparar bem, os exemplos que enunciou são bem diferentes do da fotografia.
O que permite desde logo distinguir entre a sua posição defensável e a extremista do autor do post.
De António C. a 18 de Julho de 2007 às 00:33
Então deixe-me ver se percebi " em cima de passadeiras, nas faixas de rodagem, onde quer que seja", é defensável que se condene.

No entanto se forem carros estacionados à porta das casas das pessoas ocupando todo o espaço que existe para circular nos passeios, tendo também triângulos amarelos, é extremismo condenar.

Veja o rídiculo do seu pensamento antes de escrever...
De João Antunes a 18 de Julho de 2007 às 01:11
Ainda ninguém reparou, mas o Pedro Sá é um personagem do Gato Fedorento.

Ainda ninguém reparou, mas o carro do vídeo é do Pedro Sá e outros tugas que "põe no passeio porque não tem lugar à porta" - "lá terá que ser", dizem eles sem fundamentalismos e muito português suave. Com aquele encolher de ombros que faz Portugal ser como é. Os chicos espertos que arranjam justificação para tudo - "todos roubam...", dizem eles.

Outro momento Gato Fedorento:
Uma vez perguntei a um polícia que estava com as quatro rodas em cima do passeio e ele, que não se chamava Pedro Sá, respondeu - vê algum lugar onde eu possa estacionar, por acaso.

Viva Portugal!

João
De Mata-Sás a 18 de Julho de 2007 às 03:07
Este tal de Pedro Sá ainda acaba debaixo do próprio carro. Deve ter um BMW, cheira-me. É um daqueles que gosta de tracção traseira.
De Ricardo a 18 de Julho de 2007 às 11:23
Efectivamente não percebo por que razão neste caso os automóveis já terão o "direito" de se arrumarem em cima dos passeios - as pessoas continuam a querer passar e não serem obrigadas a saltarem para a estrada. Se não há lugar aqui, haverá mais acima ou mais abaixo.

Também eu moro num bairro histórico e consigo não estacionar em cima do passeio. Por vezes tenho de andar umas centenas de metros até casa, às vezes até tenho de andar 3-4 minutos até casa - o que não me parece ser nenhuma tortura. "4 minutos a pé até casa, que horror" dirão os autodependentes - esses sim os verdadeiros extremistas.

Continuo a achar que isto é um princípio lógico, não percebo a dificuldade em perceber isto. Ao aceitar estes abusos estamos a limitar a liberdade de todos.

Confesso que não utilizo o carro todos os dias (por morar na cidade e poder utilizar os autocarros), mas quando est

Comentar post

subscrever feeds

Google (lousy) Translation

autores

pesquisar

posts recentes

Se o estacionamento não f...

O planeamento urbano cent...

Mais estradas não resolve...

E também não, um carro em...

Não, um carro estacionado...

Até na OMS há preocupaçõe...

Os supermercados que cobr...

Até as multas ao estacion...

Comércio local cresce

Ferrovia vs Rodovia em Po...

tags

lisboa(224)

ditadura do automóvel(214)

ambiente(208)

bicicleta(157)

cidades(114)

portugal(113)

peões(103)

sinistralidade(74)

estacionamento(71)

carro-dependência(67)

transportes públicos(66)

bicicultura(62)

economia(58)

espaço público(58)

comboio(48)

auto-estradas(42)

automóvel(39)

trânsito(33)

energia(30)

portagens(27)

todas as tags

links

arquivos

Julho 2017

Junho 2017

Janeiro 2017

Setembro 2016

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Julho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006