Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Condicionamentos ao Trânsito e Autoridade Metropolitana dos Transportes

Duas notícias interessantes no DD:

O condicionamento do trânsito, o incremento do uso dos transportes públicos e a eficiência energética nos edifícios camarários são medidas que o próximo presidente da autarquia lisboeta deve promover para reduzir as emissões de CO2, defenderam hoje especialistas.

As medidas foram apontadas à Lusa pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Fonseca Ferreira, pelo presidente da Quercus, Hélder Spínola, e pelo presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Cequeira.

Cerca de 80 por cento da poluição atmosférica é resultado das emissões produzidas por combustíveis fósseis na circulação rodoviária, avança o presidente da CCDR-LVT, António Fonseca Ferreira.

O responsável daquele organismo do Ministério do Ambiente afirma que existe um plano da qualidade do ar elaborado pela Universidade Nova de Lisboa que a autarquia de Lisboa devia ter começado a aplicar em 2005, o que, segundo Fonseca Ferreira, não aconteceu.

O condicionamento de trânsito é uma das principais medidas referidas pelo documento, «particularmente no eixo Avenida da Liberdade/Campo Grande», afirmou Fonseca Ferreira.

Na Avenida da Liberdade, «os níveis máximos de poluição foram ultrapassados em 145 dias durante o ano de 2006, quando as directivas europeias ditam que só podem ser excedidos 35 dias por ano», exemplificou o presidente da CCDR-LVT.

«O problema é que até agora não foi tomada nenhuma medida pela Câmara», lamentou Fonseca Ferreira.

Restringir o trânsito é igualmente a principal medida apontada pelo presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza, Quercus, Hélder Spínola.

Este condicionamento terá de ser acompanhado pela promoção do transporte público, mas para isso, alerta o dirigente ambientalista, «há que tornar os transportes públicos mais atractivos, confortáveis e económicos».

(...)

Mas a principal medida para reduzir as emissões de CO2, recomendada por Eugénio Sequeira, é também o condicionamento de trânsito, acompanhado do melhoramento da rede de transportes públicos.

«É preciso um metro radial e transversal, autocarros que façam o mesmo ou sejam complementares. Para convencer as pessoas a não trazer o carro é preciso que os transportes tenham boas ligações entre si, sejam cómodos e mais baratos do que actualmente são», conclui Eugénio Sequeira.

AMT´s concluídas após eleições, diz Ana Paula Vitorino
Mais vale tarde do que nunca. A instituição da AMT é o primeiro passo para que os péssimos transportes públicos (em termos de interoperacionalidade) de Lisboa e Porto passem de uma manta de retalhos onde cada um viaja para onde quer, faz os horários que lhe apetece, faz bilhetes conjuntos quando o rei faz anos, etc... para uma verdadeira rede de transportes públicos urbanos.
No meio do texto está outra boa notícia: Salientou ainda que a fase experimental do primeiro bilhete único vai começar a funcionar em Outubro, em Lisboa, envolvendo numa primeira fase a Carris e o Metro e alargando-se posteriormente à Soflusa.
Como já disse aqui na Holanda há um bilhete que serve para todos os transportes públicos do país. Em Lisboa são dezenas (centenas?) o que só dificulta e afasta os passageiros.
publicado por MC às 00:58
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3 comentários:
De osvaldolucas a 12 de Julho de 2007 às 21:57
Desde quando o CO2 é um poluente?
De MC a 13 de Julho de 2007 às 00:00
De facto não é, mas acho que nem era isso que o jornalista queria dizer (e daí, nunca se sabe o que passa pela cabecinhas dos jornalistas da Lusa).
Eu já tinha lido o CCDR a avançar com esse número dos 80% noutro lado, e na altura era claro pelo contexto que não se referia a CO2, mas óxidos de enxofre, partículas, etc...
(O que para quem gosta de matematica, como eu e o Osvaldo, também não diz muito.. de onde vêm os 80%?)
De Zé da Burra o Alentejano a 18 de Julho de 2007 às 13:54
Os carros, os melhores contribuintes dos cofres públicos, têm culpa de tudo!

Então que dizer das fábricas de papel e das outras indústrias poluentes?
Que dizer dos fogos provocados todos os anos por interesses obscuros e que queimam milhões de hectares por todo o mundo e de que Portugal é disso um bom exemplo?
Que dizer até das desflorestações com fins agrícolas em certas zonas do mundo?
Que dizer dos milhares de bombas despejadas sobre infelizes inocentes sem qualquer justificação ou cuja justificação se sabe à partida ser falsa?
Não cansa fazer disso tudo tábua rasa e culpar os automóveis?

Zé da Burra o alentejano

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