Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Calhas para bicicletas

A Ana do Cenas a Pedal e a Joana do Viver na Alta de Lisboa defenderam recentemente a instalação de calhas nos acessos ao metro (montagem da primeira) e em escadarias pela cidade (e uma foto de Almada da segunda). De facto é algo tão simples e barato de montar e que em muito facilitaria o uso da bicicleta. Escusado será dizer que é algo muito comum no Norte da Europa.
Há muitos anos escrevi ao Metro de Lisboa a propor exactamente isto. Agradeceram a sugestão e ficaram de analisar a ideia...




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publicado por MC às 23:23
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11 comentários:
De Anónimo a 19 de Junho de 2007 às 09:27
mesmo gostando de carros (post anterior) gostava de comentar as calhas de bicicleta aqui fotografadas... dao cabo dos penus das ditas e dos pes das pessoas que tentem usar o corrimao! nos paises onde é normal a existencia dessa callhas, elas sao colocadas dos dois lados da escada e imbutidas nas proprias escadas... ou seja sao feitas em cimento... tem os bordos arredondados e encontram-se mesmo por de baixo do corrimao. Assim nao ha perigo de danificar as rodas e quem usa o corrimao nao precisa de se preocupar em meter o pe num buraco escorregadio...

Acho bem que se instalem calhas, porque tb uso a bicla na cidade ... mas se for como na 1a foto e' preferivel nem pensarem nisso!!!
De Ana Pereira a 19 de Junho de 2007 às 20:21
As calhas na primeira foto são uma fotomontagem que o Bruno se lembrou de fazer. Há outras alternativas, nomeadamente este tipo: http://www.cenasapedal.com/blog/wp-content/uploads/2007/01/bikeportland.jpg, que referi num post sobre "desníveis" há algum tempo atrás (http://www.cenasapedal.com/blog/index.php?s=calhas). Devo dizer que nunca encontrei nenhuma ao vivo, pelo que não tenho ainda experiência de utilizadora.

De osvaldolucas a 19 de Junho de 2007 às 21:01
Em Inglaterra vi várias bicicletas completamente "emaláveis".
Uma solução interessante para quem usa o metro ou o comboio para deslocações parciais/mais distantes.
De Anónimo a 20 de Junho de 2007 às 08:24
ah ok a primeira foto e'uma foto montagem... :) ...
Quanto a utilizacao das calhas... pessoalmente prefiro as de cimentos embutidas na escadaria ... quem passa nem se apercebe do que e'... so se tiver uma bicicleta :) alem disso o atrito no cimento e melhor para subir e para travar quando se desce.
Quanto as bicicletas "emaláveis"... sao praticas e muito robustas mas tem varios problemas: sao pesadas (e temos de pegar nelas em peso qd nao estamos montados nelas), sao lentas e pouco confortaveis para distancias superiores a 15 - 20 min ... alem de que sao caras ... mt caras e assistencia ainda e' pior ... ou sabemos como desmontar e arranjar a coisa ou vamos a falencia...

Já agora ... na holanda usam-se muito estas bicicletas ... mas o que a maioria das pessoas que se desloca de transporte publico faz é ter 2 bicicletas... uma para ir de casa para a estacao e outra para ir da estacao perto de onde trabalha ate ao trabalho... por esta e por outras e'que a holanda tem o maior numero de bicicletas da europa!:)
De Ana Pereira a 20 de Junho de 2007 às 15:22
Pois, à partida, as calhas já embutidas no cimento ou na pedra, "de origem", parecem melhores. O facto de não danificarem as rodas é importante, e dependendo da inclinação a vencer, a aderência também é fulcral, ou acaba por o sistema não ser usado por não ser prático.

Quanto às bicis "emaláveis", as dobráveis, é verdade que são mais adequadas a pequenas distâncias. O peso já anda pelos 10-14 kgs , e para quem pode pagar mais, consegue-se até 8 Kgs . Algumas marcas/modelos têm umas rodinhas de apoio para que quando estão dobradas as possamos transportar a rolar pelo chão, mas neste caso tem que ser chão muito liso, pelo tamanho e tipo das tais rodinhas. A Mobiky Genius não tem que ser carregada, pode-se levá-la ao lado, a rolar (nas próprias rodas), e só lhe pegar para subir degraus ou pôr/tirar da mala do carro (uma das razões por que gosto tanto dela). Se não fosse assim o peso seria um problema, realmente (13,5 kgs ). Depois há as micro-bikes como a A-Bike (5,5 Kgs ) mas é um brinquedo. A Strida também é relativamente leve (10 Kgs ), e também pode ser levada a rolar, como se fosse um carrinho de bebé todo fechado, e ainda tem o bónus de ser de manutenção simples.

Não há produtos ideais para todas as funções, é impossível. Mas consegue-se ter produtos muito bons para a aplicação que se pretende, e é isso que temos que saber identificar e escolher, como consumidores, para não nos arrependermos de maus investimentos.

O esquema das 2 bicicletas também é interessante (deve ser por isso que os holandeses têm mais bicicletas que cidadãos!). Em zonas de subúrbio como Oeiras, seria o ideal, assim posso levar a bicicleta grande uns 7 Km até à estação do comboio, por exemplo, e depois levar a dobrável para os pequenos percursos entre estações e entre estas e os destinos finais. A questão é... onde guardar as bicicletas? Ainda não temos cacifos para isso cá em PT... A alternativa seria transportar a dobrável na grande! Algo também perfeitamente possível, basta escolher bem os vários equipamentos, eheheh ! :-)

Quanto aos preços, há bicicletas dobráveis baratas tais como há bicicletas normais baratas. Mas se como consumidores queremos algo com qualidade, o mais certo é termos que a pagar. O que as pessoas se esquecem é que a bicicleta é um meio de transporte e como tal deve ser vista como um investimento. Tal como um carro. E se a opção pela bicicleta for estudada (modelo a comprar, utilização a fazer, que conjugação com outros meios de transporte podemos ou temos que fazer, etc ) o investimento na sua aquisição pode ser suportado pelas poupanças num passe social menos abrangente, e/ou pela menor utilização do carro (menos combustível, portagens, parquímetro, menos desgaste e, logo, menos manutenção,...) ou até pela sua abdicação total (deixamos de pagar seguros, impostos, IPO, revisões, limpezas, etc ). Só se comprarem uma bicicleta exclusivamente para brincar é que o seu preço se constitui um custo em vez de um investimento. Ah, e nem referi as poupanças em ginásios, médicos, medicamentos, etc, que podem derivar do uso da bicicleta (mais exercício físico, mais endorfinas a circular, mais felicidade sintetizada naturalmente... :-)

Para tornar mais fácil e mais "seguro" abdicar do carro em cidades como Lisboa, só falta uma alminha qualquer se lembrar de criar uma empresa para oferecer um serviço de carsharing . Acabavam-se as desculpas. O que não falta é coisas por fazer na área da mobilidade e do ambiente em geral, oportunidades excelentes de melhorar a vida de toda a gente e de ganhar dinheiro ao mesmo tempo. Epá eu até me metia nessa, mas não posso lançar-me a todas as coisas giras que me apetecia fazer, já é difícil só uma. : P

Bolas, este comentário é já quase um post! Desculpem lá. :-P
De MC a 26 de Junho de 2007 às 16:53
Já agora fica aqui o contacto do importador em Portugal da Mobiky:
www.cenasapedal.com
De osvaldolucas a 21 de Junho de 2007 às 20:54
O car-sharing não funciona em Portugal!
- se houvesse um problema a culpa nunca seria de ninguém...
- quem é que colocaria gasolina?
- os taxistas fariam "piquetes de greve"
- os stands pediriam apoios para colmatar a quebra nas vendas, etc..

Refiro-me a uma versão hard-core de car-sharing, tipo as bicicletas de utilização gratuita.
(Vendo bem podia ter interesse para uma empresa com muitos trabalhadores, com cartões de ponto a funcionar como chaves electrónicas, etc)

Na versão soft, de partilhar a boleia/dividir os custo, o português prefere a maçada de pedir um aumento, a perder a independência, o status, e dinheiro. Ou estarei errado?
De António Cruz a 22 de Junho de 2007 às 15:54
Pensar que é impossível, só porque somos portugueses, é demasiado redutor.
Esse pensamento de que "cá não dá para mudar" é a nossa maior limitação...

Seremos assim tão medíocres? tão ignorantes? tão irresponsáveis? prefiro acreditar que não...
De Ana Pereira a 29 de Junho de 2007 às 17:36
Fiquei com a impressão de que o Osvaldo está a confundir e misturar dois conceitos diferentes: carpooling e carsharing. Vejo os eventuais problemas no carpooling em PT, devido à nossa falta de cultura e de sentido cívico/de comunidade. Mas quanto ao carsharing não vejo porque não haveria de funcionar como tem funcionado em tantos outros sítios...

Além disso, se ainda ninguém tentou, como se pode dizer que não funciona?...
De Paulo a 31 de Outubro de 2007 às 17:19
Experimentem então em http://www.carpool.pt
De David a 1 de Novembro de 2008 às 23:57
De bom grado iria todos os dias de bicicleta para a faculdade, apesar da distancia considerável, e do tempo que demoraria, consequentemente.
O problema é a falta de infra-estruturas. As estradas são demasiado perigosas, o hábito não está implementado no nosso país, ao contrário do que se passa noutros países, como Itália, onde quase toda a gente tem uma bicicleta e onde os carros já estão habituados à presença dos ciclistas.
Sendo andar de bicicleta um hábito extremamente saudável e algo que diminuiria o uso de veículos provados e, consequentemente, os níveis actuais de poluição, penso ser imperativa a luta pela instalação de infra-estruturas adequadas, que confiram segurança para os ciclistas à estrada.
Saudações

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