Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Bicicletas em Londres

Não é só nas portagens que Londres dá o exemplo. Em 6 anos o número de ciclistas subiu 83%, o número de acidentes com bicicletas desceu 28%, o número de viagens diárias de bicicleta são agora meio milhão e o presidente da Câmara lançou esta semana uma campanha intitulada "You're better off by bike" (podes ver os videos aqui).
(notícia BBC, novidade descoberta no Ondas3)
publicado por MC às 10:06
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4 comentários:
De dottoratoamilano a 3 de Maio de 2007 às 16:08
Viva, e parabéns pelo blog. Acho estas ideias muito boas, mas talvez em Lisboa a aplicação seja mais difícil - penso que em Lisboa passa principalmente por mudar as mentalidades (nem que seja com portagens altíssimas - é absurdo que com tanto transporte para a Baixa, ainda haja quem leve para la carro e estacione num parque) e por um aumento dos transportes públicos. De facto, Lisboa não e propriamente uma cidade plana. Alem disso, durante 5 anos viajei de comboio desde Alverca a Lisboa, e o que é certo é que de manhã o comboio ia cheio, e acabava sempre a ir de pé (isto é, talvez os transportes hoje não sejam suficientes). Conclusão: Bicicletas acho que funcionariam lindamente em todas as cidades, mas o principal seria aumentar imenso os transportes e pôr o máximo de restrições aos automóveis (o que de facto, o túnel do Marques n vem ajudar).
De MC a 4 de Maio de 2007 às 11:21
Concordo completamente.
Em Lisboa/Porto é necessário mudar mentalidades, dissuadir a entrada de automóveis e melhorar os transportes. (Só não percebi porque juntas a mudança de mentalidades às portagens... uma coisa é mostrar às pessoas que a actual solução é insustentável outra é tomar medidas para mudá-la.. só uma questão de português, acho eu).
As bicicletas não são A Solução aqui nem em lado nenhum... para quem vem de Alverca, por exemplo, é complicado. Mas fazem parte da solução como complemento aos transporte públicos e para pequenas deslocações.
Quanto aos comboios cheios, como já tenho escrito, acho que o problema em Portugal tem sido a ideia de que basta oferecer o mínimo de transportes para a procura que há no momento. Isto sem perceber que a procura muda muito facilmente conforme a oferta. Há 10000 para o comboio, põem-se lá os comboios necessários para tal. Dp vão cheios, há gente que se farta, baixa para 9000 passageiros...volta-se a baixar o número de comboios.
As pessoas são muito avessas a mudanças... basta ver o que aconteceu ao moribundo ticket d'ingresso em Milão (alguma novidade por aí?). Agora gostava de saber o que pensão os londrinos depois da mudança feita.. Isso seria muito interessante
De Osvaldo Lucas a 5 de Maio de 2007 às 14:51
O problema dos combois cheios de manhã não deve ser da falta destes mas principalmente do tipo de vida actual.
Ou seja, entramos "todos" às 9 e saímos às 5...

Como soluções propunha:
- liberalização total do mercado de arrendamento - ou seja tentar arranjar casa a 5m a pé do emprego
- liberalização total dos horários laborais e do uso e abuso do part-time. Talvez tivesse também vantagens a nível de oferta de emprego.
De MC a 7 de Maio de 2007 às 17:53
O emperrado mercado de arrendamento é de facto um grande problema para a mobilidade. Não sei é se a liberalização total seria uma boa solução, devido a problemas como a especulação. Há milhares de prédios abandonados em Lisboa à espera de cair, alteração do PDM, subida de preços, etc...
Liberalização em conjunto com uma enorme penalização sobre casas vazias já poderia ser mais interessante...

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