Terça-feira, 27 de Novembro de 2012

Auto-estradas? Somos os campeões em qualquer estatística

Portugal não tem só a região com mais auto-estradas da Europa, o maior aumento de km de auto-estradas na Europa, a rede de auto-estradas que mais cobre cidades pequenas em toda a Europa, auto-estradas paralelas tão próximas que dá para acenar aos automobilistas na auto-estrada ao lado, etc. há muita outra coisa da qual nos podemos orgulhar.

Talvez soubessem que a maior ponte rodoviária na Europa é em Portugal, a Ponte Vasco da Gama. Mas certamente não sabiam que a segunda maior na Europa, também é em Portugal, a ponte das Lezírias. O resto do TOP10 tem algumas pontes dinamarqueses, suecas e holandesas (países com muitas ilhas como é sabido) e mais uma portuguesa, a Ponte Salgueiro Maia.

 

.................................................................

Para inspiração deixo (mais) um artigo do NYTimes sobre o famoso viaduto (e auto-estrada) de Cheonggyecheon no centro de Seul, que foi pura e simplesmente desmantelado há anos, e não consta que se tenham arrependido disso.

publicado por MC às 12:38
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12 comentários:
De Filipe Moura a 29 de Novembro de 2012 às 21:58
Portanto, achas mesmo que termos uma rede excessiva de autoestradas (facto com o qual sou o primeiro a concordar) tem alguma coisa a ver com o facto de termos as pontes mais longas da Europa? Pontes que, curiosamente, são todas sobre o mesmo rio? Sacana do Tejo, que é o responsável pelos nossos problemas de tráfego e poluição. Vamos deitar abaixo as pontes! Vamos tapar o Tejo! Ou melhor ainda: deixemo-lo assim, sem pontes, para que ninguém o possa atravessar.
Sinceramente...
De MC a 29 de Novembro de 2012 às 22:44
Ah não tenho dúvida que é um sinal da nossas obsessão por AEs!
O Tejo não serve de desculpa!
Porque não basta uma, e foram precisos três das maiores da Europa?
Não há outros grandes rios e outros desafios geográficos a vencer por essa Europa fora??
De Filipe Moura a 30 de Novembro de 2012 às 21:38
"O Tejo não serve de desculpa!"

MC, todas as pontes que referes são necessárias, e julgo mesmo que faz falta mais uma (a Chelas-Barreiro). Infelizmente o Tejo tem mesmo um estuário larguíssimo, pelo que se não se fizerem estas pontes o país fica literalmente dividido ao meio. Não me parece que haja um número de pontes excessivo (ao contrário das autoestradas - uma coisa não tem nada a ver com a outra), e elas têm de ser compridas. Ignorar isto, só mesmo de quem só conhece o centro de Lisboa.

"Porque não basta uma, e foram precisos três das maiores da Europa?"

Querias mesmo que uma só ponte servisse a cidade de Lisboa, Loures e Vila Franca, a cidade de Santarém e todo o Ribatejo? Não esperava tamanho delírio de ti.
De MC a 30 de Novembro de 2012 às 22:08
E falta ainda Algés-Trafaria!
De Edgar a 1 de Dezembro de 2012 às 19:29
E depois faz falta uma ponte a interligar com as restantes pontes sobre o tejo, podes querer mudar de ponte a meio da viagem...

De Filipe Moura a 1 de Dezembro de 2012 às 20:42
"E falta ainda Algés-Trafaria!"

Algés-Trafaria já tem uma ligação via rápida e um metro de superfície. Nada disso tem o Barreiro com as outras pontes. Olha, tu ou estás a gozar comigo ou então sugiro seriamente que largues a tua zona de conforto e vás viver para o Barreiro. Já que não conheces o resto do país (para estares a sugerir que pontes no Ribatejo são inúteis), ao menos conhece a área metropolitana de Lisboa.
De Miguel a 1 de Dezembro de 2012 às 19:42
A ponte Vasco da Gama é preciso exatamente para quê?! Tanto a Vasco da Gama como as das Lezírias foram construídas com exatamente o mesmo (alegado) propósito: que para quem viaje de Norte para Sul deixasse de ser preciso ir por Lisboa. Ora, é difícil de aceitar que as duas sejam necessárias com base nesse pressuposto.
Em vez da Vasco da Gama o que devia ter sido feito era a Chelas-Barreiro como sempre esteve previsto para se fechar o anel ferroviário de Lx. Se queriam pôr carros também nela, então que pusessem os carros a pagar a ponte toda e a subsidiar a operação do transporte público. Mas preferiram fazer um negócio da China com a Lusoponte e inventaram uma ponte (a Vasco da Gama) que não serve nada nem ninguém (a não ser a suburbanização que foi criada entretanto no Montijo) e tiveram que na mesma construir a ponte das Lezírias para fazer o que a Vasco da Gama era suposto fazer, e terão que construir na mesma a Chelas-Barreiro para meterem lá o comboio. É um bom exemplo de como a política de transportes funciona neste país.
De Filipe Moura a 1 de Dezembro de 2012 às 20:47
"Não há outros grandes rios e outros desafios geográficos a vencer por essa Europa fora??"

Provavelmente assim, dentro do mesmo país, não! Se há mostra-me outros, e as soluções neles adotadas.
De MC a 3 de Dezembro de 2012 às 11:10
Filipe,
a nossa diferença de valores é tão grande neste assunto, que não vale a pena discutir.
Deixo-te só duas imagens:
http://goo.gl/maps/xu1UM (em linha recta sao 305km)
menos1carro.blogs.sapo.pt/257615.html
De Filipe Moura a 3 de Dezembro de 2012 às 20:32
Lamento, mas tu continuas a insistir na ideia de que há muitas autoestradas em Portugal, algo que eu não contesto. O que eu contesto é tu dizeres que as pontes sobre o Tejo são muito compridas, e que as existentes são em grande número. Nada disso é suportado pelo que me mostras. Se as pontes fossem ferroviárias, ainda seriam muito compridas?
De Iletrado a 3 de Dezembro de 2012 às 18:45
Caro MC
Creio que o Filipe Moura toca num ponto importante: o comprimento da ponte não está relacionado com o facto de ser AE. Se tivessem optado pela ponte Barreiro-Chelas ou Barreiro-Outro-Bairro-Qualquer-De-Lisboa, e essa ponte fosse ferroviária, seria de comprimento semelhante ou maior. A questão essencial, a meu ver, é o facto de só ser possível atravessar o estuário do Tejo de veículo motorizado. É vedado ao povo atravessar qualquer uma das pontes (25 de Abril e Vasco da Gama) a pé ou em qualquer outro meio de transporte não motorizado, como a bicicleta. É possível que me engane, mas se essas pontes permitissem o acesso pedonal não farias um artigo deste teor. Provavelmente criticarias somente o facto de se gastar balúrdios de dinheiro em ter AE nas ditas pontes, ao invés de criticar o seu comprimento.
Boas pedaladas.
De CAV a 7 de Janeiro de 2013 às 16:03
Aqui está o resultado de tanta estupidez:

http://www.centrotv.pt/index.php/nacional/item/814-auto-estradas-perderam-cinquenta-por-cento-dos-ve%C3%ADculos

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